Same Mistakes
3 Para alguns pode-se considerar um início.
Notas iniciais
Foforas espero que gostem!
Me aproximei dele...
– Não é isso, é que... — Antes que eu podesse terminar a frase, ele me puxou para mais próximo dele.
– Então o que foi?. — O empurrei não muito forte.
- Você sabe que eu acabei de terminar o namoro e... Isso não seria certo, além do mais, foi você quem me apresentou a ele lembra?. — Comecei a rir. — Por um lado, o que aconteceu comigo... foi meio sua culpa. — Ele olhou para mim e sorriu.
– Desculpa então, mas me prometa que quando estiver pronta para uma pessoa que com certeza não vai lhe magoar... Vai estar a minha espera... — Sorri levemente e dei um beijo em seu rosto.
– Você é um doce sabia?. — Falei para ele me dirigindo ao elevador. -Tchau, Pedro. — Falei em um tom leve, ainda com a porta do elevador sendo fechada.
Já havia chegado à casa de Vitória, e a primeira coisa que fiz foi sentar na chão e alisar meus lábios lembrando do beijo perfeito que havia tido. Acho que passaram-se cinco segundos e as meninas já vinheram correndo em minha direção.
– Nina o que foi que aconteceu lá em baixo? Conte tudo.
– Vocês lembram do Pedro, que me apresentou ao Victor?.
– Sim o que é que tem ele? — Marina perguntou com ansiedade.
– Eu fiquei com ele... — Falei não tão feliz quanto imagina que ficaria.
– E por que essa cara? Ele é um gato. — Vitória perguntou olhando indignada.
– É que sei lá... Alguma coisa me diz que eu tenho que esperar mais...
– Meu celular tocou interrompendo o que eu estava falando.
O peguei em meu bolso com certa dificuldade, já que estava completamente alagada.
- Puta merda, esqueci que meu celular estava aqui. Ainda bem que não quebrou. — Falei tentando enxugar a tela completamente alagada.
Abri minhas mensagens e para a minha surpresa a mensagem que acabara de receber era do Victor.
"Você é uma vadia mesmo. Mal acabamos de terminar e já estar de agarrando com meu melhor amigo. Só você mesmo para conseguir ser tão puta."
Olhei para aquela mensagem, indignada das coisas que ele havia me chamado. Eu não era mais nada dele para ele ficar me cobrando coisas que nem foram por minha causa. Eu estava completamente furiosa.
Vitória pegou o celular de minha mão e foi passando de mão em mão entre as meninas, para que todas lessem também. A mesma cara de indignação que eu havia ficada, elas também ficaram. Ninguém havia entendido o porquê daquela mensagem ridícula que ele havia me mandado.
Fiquei olhando para o celular tentando entender o porquê daquilo. Vitória tomou o celular da minha mão.
– Nina se fosse em outra ocasião eu mandaria você mandar outra mensagem para esse imbessil dizendo um monte de coisa, mas como você não deve nada a ele, e não é mais nada dele nem responda, finja que nem viu. Se você mandar uma mensagem respondendo vai dar motivo para ele ter mais e coisa para falar de você com os amigos ridículos dele.
Olhei para ela e comecei a tirar todas aquelas pulseiras e braceletes que estavam em meu braço. As meninas ficaram sem acreditar olhando todos aqueles cortes que eu havia feito por conta daquele imbessil. Bia puxou meu braço olhando com raiva para mim.
– Eu não acredito que você fez isso? Logo por causa daquele, daquele.. humm...
Olhei para o rosto delas e não aguentei, as lágrimas começaram a percorrer meu rosto. A última coisa que eu queria nesse mundo era magoá-las. Todas se sentaram ao chão, ao meu lado e me deram um abraço. Mas não era um abraço qualquer, era um abraço de amor, confiança. Marina me deu um beijo na bochecha.
- Nina nos prometa que nunca mais você vai fazer isso por homem nenhum e nem motivo nenhum. — Balancei a cabeça em modo positivo, não sabia se sorria ou se chorava.
Resolvemos entrar no facebook, e logo passar meu relacionamento para "Solteira". Já devia ter feito aquilo desde que havia chegado em casa, sendo que estava tão bêbada e tão deprimida que não conseguia pensar em nada além da raiva.
Passaram-se uns 5 minutos e quando fui ver mais de trinta pessoas haviam curtido minha mudança de relacionamento. Também tinha várias mensagens das pessoas que estavam na festa e também das pessoas que não estavam na festa, mas que já estavam sabendo do ocorrido e praticamente todas dizendo que o Victor não prestava ou coisas do tipo. Eu sempre curtia esse tipo de comentário, até porque eu concordava com aquilo e achava engraçado. Senti uns braços abraçando meu pescoço, foi Amanda.
– Você está vendo Nina? Todo mundo concorda que o Victor é um idiota e mais idiota ainda por ter perdido uma pessoa igual a você. — Virei-me para ela.
- Amandita é por isso que eu te amo minha amiga linda! — Começamos a rir e desligamos o notebook.
– Nina sabe qual é o melhor amigo das pessoas que estão tristes?. -Vitória perguntou sorrindo.
– Qual?. -Respondi sorrindo.
– BRIGADEIROOO!. — Ela falou gritando e começou a rir.
Vestimos uns blusões enormes de seu irmão e fomos até a cozinha. Era uma cozinha grande, então deu para a "Party Hard Na Cozinha" ser bem maior. O que era para ser um simples brigadeiro se tornou uma gigantesca confusão. Jogamos farinha e água em todo o chão e começamos e escorregar feito um bando de louca. Rimos muito de cada encorregão..
Quando finalmente fizemos o brigadeiro, pelo incrível que pareça, já era noite. Resolvemos fazer uma noite de pijama. Nos lambuzamos toda comendo brigadeiro, pizza, coca-cola e pipoca. Assistimos à filme de terror e como sempre na hora do susto eu joguei a pipoca na cara de Marina. Ela olhou para mim com raiva, ainda com o cabelo cheio de pipoca.
– Que merda Nina, todas vez você joga essa merda em mim. Tem todo mundo aqui e toda vez essa bosta vem parar em mim porque?. -Todas começamos a rir, eu olhei para ela peguei uma pipoca que estava em seu cabelo e à comi.
– Mari é porque eu te amo mais. — Todas começaram a rir novamente, inclusive ela.
Passamos a noite inteira conversando e quando fomos dormir já era de manhãzinha.
Acordei mais ou menos às 11 horas de um domingo completamente perfeito. Conseguia me sentir melhor comigo mesma e com as pessoas ao meu redor.Todo mundo estava dormindo, então comecei a mexer no site da capricho. Vi que no site também já estava sendo falado sobre o show, sobre onde comprar o ingresso e outras coisas. Acabei clicando, não tinha nada para fazer mesmo. Comecei a ler e vi que o tempo todo, que o site ficava falando sobre o site livepass, que era o site mais seguro para comprar o ingresso e que era melhor fazer o cadastro de compra antes do dia do show.
Entrei no site, e já estava a propaganda do show dos meninos. A foto da propaganda, era uma das que eu mais gostava. Eles estavam em frente à praia, com aqueles rostos e roupas perfeitas de sempre.
Fui até a sala em que estava minha bolsa e peguei meu cartão. Achava um máximo a idéia de ter um cartão, tinha ganhado a pouco tempo, e todo mundo já estava sabendo, não conseguia guardar nenhuma informação minha. Fui até o computador novamente e fiz meu cadastro completo no site. Acabei pegando os cartões das meninas sem autorização mínima delas. Só queria adiantar logo e eu estava completamente morgada e louca para fazer alguma coisa.
Passou uma hora e nada daquelas bocós acordarem. Resolvi acordá-las. Fiz do modo mais gentil possível, peguei uma buzina daquelas que se toca em jogos de futebol, amarrei um esparadrapo em cima prendendo para que eu não tivesse a necessidade de ficar apertando e coloquei em cima da cama.
– Puta que pariu que barulho é esse? — Amanda acordou gritando. Logo em seguida todas acordaram.
– Que merda é essa? — Vitória gritou tentando parar aquele barulho infernal. Eu comecei a rir e finalmente Vitória conseguiu para a buzina.
– Nina, não me diz que não foi você que colocou esse merda aqui... — Bia falou andando em direção a mim e, segurando um travesseiro.
– Sai Bia!. — Falei percebendo o que ela provavelmente iria fazer comigo.
Saí correndo em direção à sala e percebi que todas estavam correndo em minha direção segurando um travesseiro, para me bater. Consegui passar por elas, mas quando penso que não "Puff" Caí de cara e tudo no chão, por conta de uma sandália que eu mesma havia deixado alí na noite anterior.
– Bem feito! — Marina gritou pulando junto com todas as meninas em cima de mim.
– Suas gordas, vocês estão quase me matando.. — Falei as empurrando e rindo muito.
Ficamos deitadas ao chão olhando para o nada, conversando e sorrindo lembrando de tudo aquilo que nós havíamos passado desde que nós conhecemos a banda 1D. Adorava aquela idéia de todas nós podermos ir ao show.
Rapidamente acabei mudando de assunto, havia lembrado de Marina e de como aquela conversa poderia afetá-la. Sério eu queria muito, mas muito mesmo que ela pudesse ir conosco ao show.
Enquanto as outras meninas continuaram a falar sobre one direction, eu fiquei olhando para ela e percebi uma lágrima cair de seu olho. Não queria vê-la sofrer. Era uma das minhas melhores amigas, quase minha irmã e vê-la naquele estado fez com que eu começasse a chorar, por pena e desgosto de todo aquele sofrimento que ela estava passando. Meu choro era discreto como o de Marina e nenhuma das meninas havia percebido.
Levantei-me, enxuguei as poucas lágrimas caídas em meu rosto e fui em direção à Marina.
– Mari, vem aqui no banheiro comigo. — Segurei sua mão para ajudá-la a levantar e percebi que com a outra mão ela enxugou uma lágrima que escorria em seu rosto.
Entramos no banheiro. Sentei à cima do vaso sanitário e segurei a mão dela.
– Mari se você não quiser que a gente vá, nós ficamos com você. — Ela soltou suas mãos da minha, colocou sobre o rosto e sentou ao chão à frente da porta.
– Nina é por isso, tá vendo. Eu quero muito que vocês vão. Eu tive um sonho que vocês conheciam eles, que eles cantavam uma música para vocês e outras coisas que eu não consigo lembrar. — Olhei pra ela sorrindo.
– Mari você sabe que essas coisas de sonho, são todas uma besteira. -Ela se levantou.
– Nina não é que.. Você lembra aquela vez quando tínhamos 10 anos que eu tive um sonho no qual você ficava muito doente, aí você realmente ficou doente 1 semana depois, tanto que não pode ir à escola? Pronto Nina é que nem daquela vez, foi muito real. — Olhei para ela e bufei.
– Mari, faz assim, eu vou pro show tá? Mais esse negocio do sonho deve ter sido uma grande conhecidêcia. Conhecidências acontecem o tempo todo não é?.
Saímos do banheiro e aquela história do sonho da Mari não saia da minha cabeça. Até que aquilo tinha um pouco de lógica, ela vivia tendo esse tipo de sonho e sempre acontecia algo estranho depois disso.
Fomos para a sala e as meninas nem haviam notado nossa saída. Deitei novamente ao chão e pensei que era melhor eu ir para o show, porque se realmente isso acontecesse eu ficaria mega feliz e ao mesmo tempo assustada, já que da mesma forma que ela poderia ter sonhos bons, também poderia ter sonhos ruins.
Fiquei com aquilo na cabeça quase pelo o dia inteiro. Já estava dando quase 7 horas da noite e perdemos todo o domingo fazendo absolutamente nada. Liguei para a minha mãe me pegar na casa de Vitória, comecei a arrumar minhas coisas.
Marina já havia ido embora, mas eu não queria contar as meninas sobre aquele sonho que ela havia dito. Mal sabia se aquilo realmente iria acontecer, então não sentia a necessidade de contá-las.
Minha mãe chegou uns 10 minutos após o momento em que havia ligado. Ela tinha minha dito que estava ali por perto, mas eu não sabia que era tão perto assim. Entrei no carro e a primeiro coisa que minha mãe fez foi:
– Filha soube que você terminou com o Victor. — Falou com um tom feliz.
– A senhora está feliz por isso?. — Ela olhou para mim.
– Se ele terminou com você, é por que ele não era bom o bastante para você. — Ela sorriu, se virou e começou a dirigir.
Eu queria muito contar para a minha mãe o que realmente havia acontecido, sendo que a coragem nessas horas sempre dava uma de invisível.
Notas finais
E aí gostarm do sonho da Marina? Queriam que acontecesse com vocês? Mandem muitas reviews dizendo do que acharam do novo capítulo!
XOXO, Beijos com pipoca e brigadeiro! kkkkkk
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