Same Mistakes

4 Joining parties.


Notas iniciais
Oiê gatãns!
Desculpa mesmo por ter demorado tanto. Estava em época de prova e ainda estou, sendo que tá melhor um pouco.

Cheguei em casa e a primeira coisa que fiz, foi me jogar em cima da cama pensando no Pedro. Mesmo sabendo que aquilo era errado, não conseguia parar de pensar nele. Seu beijo, sua voz, seus lábios... Ele realmente mexeu comigo.

- Puta merda, eu mal conheço esse menino e praticamente me apaixonei. Calma Nina, calma. Você ainda tem sua dignidade. — Pensei comigo mesma e um leve sorriso surgiu em meu rosto.

Entrei no facebook e vi que Vitória estava on.

Chat On:

Nina Diz:

– Miga tá aí?

Vitória Diz:

– Oi! How are you gatusca?

Nina Diz:

– Mais ou menos, Estou sem saber o que fazer, não consigo parar de pensar no Pedro... Mas tipo eu acho isso errado já que acabei de terminar um namoro. Sei lá, Pedro mexeu comigo depois da última vez que nos vimos.

Vitória Diz:

– Minha filha enquanto você não encontrar a pessoa certa, que no caso só seria um dos 1D, kkkkkk, se divirta com as erradas.

Nina Diz:

– kkkkkkkkkkk, aiai. Guria você é louca? Se eu faço uma coisa dessas quem fica com fama de puta sou eu, e não você. Apesar de que eu gostei do seu conselho. Ei tchau, Pedro acabou de ficar on e vou falar com ele.

Chat Off.

Acabei tomando coragem e falei com o Pedro. Dessa vez ele falou comigo de uma forma diferente. Ele ficou rindo o tempo inteiro do que eu escrevia e sempre dava um jeito de mandar alguma cantada para mim. Fazia de conta que nem tinha entendido. Ele sempre colocava coisa como "Se não for eu em sua vida, vai ter que ser Harry Styles." Eu somente sorria, e sempre perguntava o motivo de ser Harry Styles e ele sempre dizia que era porque ele era gatinho, e umas merdas sem sentido e mudava de assunto. Já se passava da 12:00 noite e meu sono estava mais forte que o normal. Comecei a falar com ele parecendo uma drogada. A última coisa que lembro ter perguntado conscientemente, foi o número seu número de celular.

Entrei em meu banheiro para tirar minhas lentes de contato. Usava desde que era mais nova, já que odiava usar óculos. Comecei a pentear meu cabelo, quando recebi uma mensagem. Saí correndo do banheiro em direção à minha cama, para pegar o celular. Olhei e vi que a mensagem era do Pedro. Ele falava coisas lindas e sei lá eu comecei a perceber que realmente, gostava dele. Respondi a mensagem e fui dormir.

(1 mês depois.)

Era dia 25 de maio, meu aniversário e também a noite em que teria a noite de pijama para comprar os ingressos do show. Estava fazendo 16 aninhos com carinha de 14 e mente de 20. Levantei-me correndo da cama, e já que meu aniversário havia caído em uma sexta-feira, eu tinha aula.

Fui em direção ao banheiro, lavei meu rosto, escovei meus dentes e fui tomar um banho rápido. Saí do chuveiro e ainda de toalha peguei meu iphone que estava em cima de minha cama, e vi que estava mega atrasada. Naquele mesmo dia teria uma apresentação da escola no qual eu faria o papel de uma professora completamente louca. Abri meu guarda roupa e peguei a roupa da minha apresentação, que para a minha sorte já estava separada. Minha roupa estava super estranha, mas nem ligava, eu tinha que ser uma professora mesmo.


Cheguei à escola atrasada, saí correndo para ainda conseguir entrar. Entrei em minha sala de aula com tudo, e todos começaram a rir. Olhei para o lado e o professor estava sério olhando para mim.

- Oi professor. — Falei toda sem graça com um sorriso forçado no rosto. Estava indo em direção à minha cadeira, quando escutei um coral muito alto de " Parabéns para você..". Comecei a rir, e fiquei toda sem graça. Todos começaram a ir a minha direção para me abraçar e como sempre o Bruno chegou todo escandaloso, pulando, dando beijo em minha bochecha, testa em todo lugar menos boca, claro.

Toda aquela confusão havia acabado e já era hora da apresentação. Arrumei minha roupa e me posicionei à cima do palco de minha escola.

[...]

Aquela apresentação doida já havia acabado e a aula também. Estava na porta do meu colégio, quando recebi uma mensagem.

"Gatita, venha aqui em casa". — Bia

Ela morava totalmente próxima do colégio, então resolvi ir andando mesmo.

Já havia chegado ao prédio dela e fui pegar o elevador. Estava passando pela área da piscina, quando senti uma coisa me acertar nas costas. Era nojento e tinha um aspecto terrível. Olhei para trás e vi todas as meninas segurando um monte de ovos e farinha. Marina estava segurando um bolo que parecia ter sido feito em casa mesmo. Coloquei as mãos em minha cintura.

– Vocês não vão fazer isso. — Falei dando pequenos passos para trás.

– Sim nós vamos. — Todas falaram com um sorriso malicioso.

Estava correndo em direção ao elevador, quando elas conseguiram me alcançar. Começaram a jogar todos os ovos em minha cara, em minha roupa e cabelo...

Os ovos haviam finalmente haviam acabado e elas jogaram todo o saco de farinha em cima de mim.

– Sério, puta merda... Como é que vou tirar essa bosta do meu cabelo?. — Todas ficaram rindo de minha cara, e eu fiquei parada olhando para elas com a mão na cintura. Marina pegou o bolo e jogou com tudo em minha cara.

- Nossa, agora você tá a refeição completa Nina. — Amanda falou rindo de minha cara, sendo que dessa vez eu comecei a rir junto com elas.

Já estava na hora do almoço e resolvemos comer umas besteiras que Dona Socorro havia feito para meu aniversário. Dona Socorro trabalhava na casa de Bia fazia muito tempo, então nós já tínhamos um carinho enorme por ela. Ela sempre nos dava conselhos sobre os garotos, e sobre a vida em si. Vivia falando suas histórias de quando era mais nova e de como o mundo evoluiu. Achava super legal saber como era antes, e tinham algumas que era até engraçadas.

Fui ao banheiro, tomei um banho e troquei minha roupa. Acabei usando uma roupa de Bia mesmo, todas usávamos praticamente o mesmo número, e isso era bom, pois nós podíamos ficar trocando as roupas umas com os outra, que no qual às vezes era divertido.

Passamos a tarde na casa dela e quando foi de noitinha, descemos novamente para a área de lazer. Coloquei meus pés à beira da piscina e fiquei escutando "She will Be Loved" aquela música só me fazia pensar no Pedro e ao mesmo tempo nos 1D. Não podia negar que eu era completamente apaixonada por eles. Cada vez que os escutava cantar, era como fogos de artifício no reveillon, me arrepiava e meu coração desparava.

As meninas estavam na parte coberta da área de lazer, que no qual era um pouco distante de onde eu estava. Senti mãos macias em meu rosto e quando finalmente a mãos desceram, pude ver que era o Bruno.

– Oi gato, fazendo o que aqui? . Falei olhando para ele.

– Eu estou ficando com a Marina. Esqueceu foi besta?. — Falou bagunçando meu cabelo e sentando-se ao meu lado.

– Não, só não lembrei. — Fiquei sorrindo.

– Nossa Nina, que engraçado. — Ele falou forçando uma risada.

– Ah... E quase que esqueço, toma, isso é para você. — Me entregou uma pequena caixa.

– Bruno sério, não precisava. — Falei dando um abraço nele.

– Precisava sim, somos melhores amigos esqueceu?. — Ele falou sorrindo.

Abri a pequena caixa e dentro havia um colar de ouro branco com o nome One Direction.

– Eu não acredito que você pagou tão caro em um presente para mim!. — Falei com cara de desaprovação.

– Esqueceu que por algum milagre meu pai triplicou minha mesada. E você merece isso e muito mais do que qualque pessoa. Você é especial para todo mundo Nina, alguma coisa em você lhe torna a melhor pessoa desse mundo. E o colar... Não foi nada. Eles são gays, mas se você gosta...

Na mesma hora corei e pulei em seus braços lhe dando um abraço. Depois me soltei de seu colo e lhe dei um tapa.

– Por que você me bateu?. — Falou sem entender.

– Eles não são gays, tá? Mas... Você merece um outro abraço. -Novamente o abracei.

- Pode me ajudar a colocar?. — Falei lhe entregando o colar.

Ele pegou de minha mão, levantei meu cabelo e ele colocou em meu pescoço.

– Nina sempre que você usar esse colar, quero que sempre lembre de mim. Aconteça o que acontecer.

– Certo, eu prometo, aconteça o que acontecer... Apesar disso não ter muito sentido. Por que eu me esqueceria de você?

– Depois você consegue alguma coisa com os famosinhos. — Começou a rir.

– Eles não iriam me querer. — Falei sorrindo.

– Nina você é a garota perfeita para qualquer garoto...

– Falando de mim senhor Bruno? — Marina falou olhando séria para ele.

Acabei saindo de perto, porque briga de namorado eu prefiro nem me meter. Fui em direção a um baquinho que ficava em baixo da árvore do prédio, e ficando por lá até que desse a hora de subir para comprar os ingressos, ou alguma coisa do tipo.

[...]

Já se passava das 10 horas e subimos para o apartamento de Bia. Resolvemos comprar os ingressos lá, por ter a internet mais rápida. Cada uma tinha um notebook, então isso facilitou bastante.

23:00 horas e a pressão sobre mim, estava cada vez maior. Ficava o tempo todo com o medo de se iria conseguir ou não. 23:59 e a página do livepass já estava aberta. 12:00 e já havia começado aquela loucura para ver se íamos conseguir comprar os ingressos. Fiquei clicando umas 10 vezes e só dava erro, e com as meninas estava acontecendo o mesmo problema se passou 5 minutos daquela confusão, e começamos a ficar preocupadas.

– Finalmente!. — Falei aliviada por ter conseguido comprar meu ingresso.

Logo depois Amanda comprou seus dois ingressos, já que a mãe dela também iria, e Bia também conseguiu. Vitória ficou sem esperanças e começou a chorar, ela não conseguia de jeito nenhum comprar o ingresso dela e de sua mãe. Fechou seu notebook e foi para o quarto. Levantei-me, e fui seguindo seus passos.

– Ví... Não fica assim. — Coloquei minha mão em seus ombros.

– E eu vou ficar como? Todo mundo vai pro show e eu vou ficar aqui mofando.

Na mesma hora que ela falou isso, Marina entrou no quarto dizendo que Bia tinha conseguido comprar os ingressos de Vitória, e acabou escutando nossa conversa.

– É assim que me sinto! Marina falou e saiu correndo. — Encarei Vitória, e fui atrás de Marina correndo.

Vitória's POV

Eu não conseguia acreditar no que havia dito. Com apenas uma frase, consegui magoar minha melhor amiga. A Nina foi atrás dela e eu também queria ir, sendo que, fiquei com medo de não saber o que dizer. Eu estava feliz pelos ingressos, mas ao mesmo tempo estava totalmente decepcionada com minha atitude.

Fui em direção ao quarto de Bia e percebi que a porta estava trancada. Coloquei minha cabeça encostada à porta, e consegui ouvir algumas coisas que Nina estava falando com a Marina, que no qual estava chorando.

- Você sabe que Vitória ás vezes fala coisas sem pensar. — Escutei Nina sussurrar.

- Nina, mas ela faz isso toda vez, é como se quisesse me atingir. É insuportável, toda vez é essa mesma coisa. — Falou com uma voz totalmente alterada do choro.

Foi a última coisa que as escutei falar, antes de tirar minha cabeça da porta. Não tinha idéia de que era aquilo que minhas amigas pensavam de mim... E aquilo me atingiu bastante.

Nina's POV

– Por favor Marina, me escuta. — Coloquei minha mão em seu braço, quando ainda estava sentada no chão.

– Nina, você que tem que me escutar...

– Você sabe que Vitória ás vezes fala coisas sem pensar.

– Nina, mas ela faz isso toda vez, é como se quisesse me atingir. É insuportável, toda vez é essa mesma coisa.

Marina começou a me contar toda a história do que tinha acontecido com seu pai, da descoberta da doença, até aquela fase em que ele estava. Era terrível, então o tempo inteiro segurei o choro. Não queria que ela me visse chorar, era seu pai e pelo menos em sua frente, deveria ser forte para servir de apoio. Cada palavra que me dizia, era um pedaço do meu coração de quebrando em mil partes por não poder chorar. Aquilo estava me prendendo e quase tive um surto de começar a chorar e mostrá-la o que eu realmente estava sentido sobre aquilo.

Olhei em meu relógio e já se passava das 2:00 da manhã. Todas estavam dormindo, menos eu. Não conseguia parar de pensar no pai de Marina, em Marina e até mesmo em Vitória. Sabia que ela não tinha dito aquilo com o objetivo de magoar, ou se dirigir necessariamente ao que Marina estava passando.

Olhava no rosto de cada uma enquanto, ainda quando estavam dormindo e imaginava algum dia todas nós namorando dos 1D. Tudo seria tão melhor, tão mais fácil se nós os namorassem. Para a nossa sorte gostávamos de todos da banda igualmente, então nunca tivemos aquele ciúme bobo de pensar que a amiga teria mais chance com aquele que você gosta, do que você.

Olhei em meu celular e vi que se passava das 4:00 da manhã. Virei minha cabeça em direção ao travesseiro e finalmente consegui dormir.

[...]

Era uma manhã super animada para todas nós, era sábado e nós havíamos conseguido ingressos para o show de One direction. Apesar de todo aquele clima de alegria, percebi que entre Marina e Vitória, ainda existia uma tensão.


Notas finais
Não gostei muito desse capítulo, mas foi o melhor que pude fazer.
Esqueci de dizer, quando foi na quarta feira eu comprei meu Cd Up All Night! Estou quase surtando, é Perfect!
Beijos na bunda!