Saint Seiya - Século XIV - Batalhas Sangrentas

7 Correntes da justiça e o começo de uma guerra


Notas iniciais
Me desculpem ter postado o capítulo tão cedo, mas tenho um motivo pra isso.

Capítulo # 6 Correntes da justiça e o começo de uma guerra

Rodório — Agora uma imensidão branca

Estava escuro.

O sol ofuscado pelas imensas colinas que cercam o Santuário desaparecia anunciando o final de uma era de gloria, paz e descanso para os cavaleiros de Atena.

Soldados sentados sobre a muralha do Santuário de Atena, a filha do grandioso deus possuidor do castigo dos trovões: Zeus.

Olhavam estáticos as duas fileiras de guerreiros trajados com couraças estranhas caminhar sobre a enorme quantidade de neve que continuava a cair.

Pelo menos a avalanche tinha acabado. O povo de Rodório foi dizimado da humanidade, o santuário não pode fazer nada, eles não sabiam sobre.

Porém o que eles não sabiam era que o Grande Mestre teve conhecimento do que podia ocorrer, há anos atrás, ainda antes da batalha contra Hades, uma cigana chamou a atenção do Santuário dizendo que uma conspiração iria despertar seres malignos para acabar com a filha do grandioso Zeus.

Não foi levada a sério e agora nesta noite fatídica os guerreiros choram.

— Alerta! Inimigos estão a...

O pobre soldado não teve tempo de completar a frase e foi acertado por uma lança fajuta que atravessou sua proteção de couro e alcançou seu coração o matando ali mesmo.

Silêncio.

Somente o som do vento gélido era audível até aquele momento.

O clima era tenso, em uma batalha ninguém podia vacilar e deixar o inimigo mata-los como ocorreu com seu companheiro.

Qualquer passo podia ser fatal e vitoria certa do exercito inimigo, entretanto meros soldados não iriam dar conta do exercito diante de si.

Um dos soldados deixou de ser covarde e pulou para fora das muralhas parando diante ao exercito, não demorou muito para algo acontecer.

Mas não foi como esperavam, uma explosão avassaladora que lançou uma imensa quantidade de rochas ao ar pulverizou todos os sentinelas.

Parecia que tinha sido só aquilo até o momento, porém o imenso portão do Santuário de Atena foi destruído em milhares de pedaços que formaram uma chuva de cinzas.

O Santuário de Atena foi invadido.

— O Santuário foi invadido! — Berrava o soldado enquanto corria desesperadamente por uma das esquinas existentes no Santuário.

— Então essa é “abominação” onde os cavaleiros vivem? — Falava Ajax de Hati enquanto contemplava o berço dos Santos de Atena, jamais imaginaria que o local fosse tão majestoso, ainda mais sobre um forte inverno.

Não demorou muito até que todos ali presentes sumissem na forte bruma alva criada pela queda colossal de neve.

Lado de fora do portão

Heitor de Pégaso e Jacob de Lobo acabam de chegar ao Santuário e se assustam, onde era Rodório uma imensa quantidade de neve se faz presente.

Não... Muito mais que isso, os sagrados portões do Santuário de Atena desapareceram.

— Incrível — Sussurra Heitor, por outro lado Jacob com o cosmo elevadíssimo pulveriza a neve com seus pés fumegantes.

— Bem que Schneider estava certo... O santuário foi invadido... O que faremos agora? — Pergunta Jacob.

— Iremos lutar como sempre fizemos — Responde Heitor queimando seu cosmo e correndo na direção do Santuário.

Santuário — Esquina próxima ás doze casas do Zodíaco

Em um giro veloz o cavaleiro de Atena que corria pelas ladeiras e esquinas do Santuário escapou da morte certa dada a explosão que ocorreu, o ser que corria atrás de si, parecia um dos temidos servos de Ares, graças á brutalidade que ostentava em suas mãos encharcadas de sangue.

Na verdade era um Held de pele escura marcada por cicatrizes, os pelos capilares tinham a cor do mais puro dos verdes enquanto sua pele branca entrava em contraste com seus olhos azuis que pareciam um lago de águas cristalinas, seu rosto parecia ter sido esculpido por um ferreiro dedicado a seu trabalho.

Um homem de beleza incomparável.

Sua couraça protetora o revestia quase por completo, formando um conjunto de peças unidas resultando em uma Majestic que protegia seu possuidor severamente, existiam diversos detalhes dourados esculpidos em alto relevo e pedras preciosas incrustadas por toda parte, sem contar a imensa capa rubra presa em suas ombreiras que esvoaçavam na ventania gélida.

O Held permanecia olhando para todos os cantos a procura do Santo de Atena, parecia forçar a visão já que a bruma alva usurpava sua visão completa.

Do nada, sentiu um cosmo ameaçador acompanhado de um lampejo de cosmo rubro que o arremessou contra o solo, lançando um bocado de neve ao alto.

Não demorou muito para gritar demonstrando a dor que sentia, uma corrente que exibia uma tonalidade quase que prateada com uma áurea escarlate envolta de si o acertou na parte mais vulnerável do corpo, onde a couraça não protegia: A perna.

Uma quantidade enorme de sangue jorrou de lá manchando o solo e a neve.

— São correntes! — Rugia em meio a uma dor insuportável que o impossibilitou de andar por um bom tempo, com os braços agarrou o acessório e o jogou para longe.

— Exatamente Held.

Apresentou-se um guerreiro com aparência delicada de um jovem com não mais de dezesseis anos de idade, media pouco mais de um metro e setenta, pele branca e pálida que tremia no forte frio.

Seus olhos possuíam um verde cintilante que contemplavam o território a sua frente enquanto seus cabelos da mesma cor chegavam até os ombros e permaneciam erigidos por conta de seu cosmo magnânimo.

Mesmo sendo um santo da classe mais inferior do exercito da filha do grandioso senhor dos trovões: Zeus.

Tinha um poder que se destacou na ultima guerra, cuja alcançou seu momento de gloria e agora mais uma vez defende sua deusa com unhas e dentes.

Trajava sua armadura rosa que protegia parcialmente seu corpo, neste momento ela ganhava contornos avermelhados por conta do poder que ele emanava.

Ele era: Ezio Cavaleiro de Bronze da constelação de Andrômeda e discípulo do Santo de Prata de Cefeu.

Nebula Chain!

O Held de Alsvith urra de dor e sofrimento, o que lhe resta é agarrar o solo e se debater enquanto as correntes transpassam sua vestimenta como se fosse a mais afiada das lanças.

Quando a ventania cessa e a neve cai novamente, Ezio olha o oponente caído no solo com um sorriso no rosto.

— Maldito! — Trovejava o Held com um olhar furioso.

Olhava para os lados desesperadamente enquanto se lembrava dos eventos ocorridos a minutos atrás.

— Vai pagar!

— Então venha Held!

— Vai... Vai pagar!... Vai sentir a fúria de um servo de Gerda!

Ergueu o punho com uma delicadeza assombrosa e com o cosmo elevadíssimo desferiu um soco acompanhado de um lampejo de cosmo rubro que almejou o corpo do cavaleiro de bronze.

O corpo de Ezio foi arremessado a uma distância considerável sendo sepultado pela neve como um morto qualquer.

Vale do Santuário – Corredeiras do rio da gloria

Cyclone Reaper!

Mais destruição, o guerreiro que testava seu poder contra um batalhão de guerreiros de Gerda gargalhava enquanto a ventania infernal e ceifadora destrói tudo.

Depois de tanta peregrinação, depois de ter caminhado dias e dias por várias nações, enfim ele chega ao Santuário á tempo de ver a guerra, entretanto seus planos são outros.

Vingança. Anteros um rebelde, mata todos os guerreiros que estão á sua frente, os servos de Gerda são cortados pela lamina de vento, tendo seus restos jogados contra a neve e o rio congelado.

— Beowulf... Você vai pagar!... Não... Todos vão pagar! Todos!

O grito de Anteros reverbera por toda a região.

O rebelde pula no precipício desaparecendo na bruma alva junto a tochas de cosmo que como lâmpadas criam um festival de luz nesta noite.

Uma noite gelada onde uma das mais sangrentas batalhas acaba de começar.