Saint Seiya - Século XIV - Batalhas Sangrentas

8 Duvidas e a corrente da gloria: Gleipnir


Notas iniciais
Espero que gostem.

Capítulo 7 — Duvidas e a corrente da gloria: Gleipnir

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Os passos largos e firmes daquele que sobe as escadas que levam ao salão principal mostram a intensidade de sua pressa.

Ele, um dos servos de Atena consegue ouvir os múrmuros dos soldados que parecem falar algo sobre a invasão enquanto abrem a porta dupla do salão principal adornada com pinturas em alto relevo.

Desde que fugiu dos servos de Gerda e viu seus amigos serem pulverizados pelo poder de um guerreiro que se auto proclamava Rei Held, ele tem vergonha de si próprio.

Como ele pode ser tão egoísta e deixar seus amigos morrerem nas mãos daquele guerreiro? Sem fazer nada e fugir para garantir seu próprio bem estar?

Não á resposta, apenas uma lagrima solitária que corre por seu rosto e cai no piso.

Enquanto entra no salão principal e vê a mesma imagem de um dia atrás, ele se envergonha.

Desde o começo da invasão o Patriarca permanece preocupado com o que pode ocorrer, mas acredita em seus cavaleiros e por isso continua com seus afazeres.

Passando pelas duas fileiras de colunas feitas de mármore branco, ele, Alfeu, comandante da tropa de sentinelas da Amazona de Lagarto se ajoelha diante o Patriarca, envergonhado.

O combatente de cabelos negros e olhos castanhos relatou todo o ocorrido nas muralhas e entregou-se para qualquer que seja o seu futuro, pensou até nas masmorras, sabia que aquele lugar é horrível e com absoluta certeza seria preso ali por conta de seu pecado.

— O seu pecado não tem desculpa... Deveria ter ajudado teus camaradas e não ter fugido como um cão sarnento... Mesmo sendo difícil para mim... Aprendi que não se pode ter tamanha confiança em uma pessoa com você... Já fiz isso no passado e não farei novamente... Será levado as masmorras e será trancado lá até o fim dessa Guerra... Para se redimir de teus pecados.

— Não seja tão injusto com Alfeu, Modred, ele não teve culpa do que fez, agiu por instinto.

A voz vinha da divindade da guerra justa e da sabedoria: Atena.

Uma garota com não mais de 16 anos de aparência madura e um rosto deslumbrante, seios volumosos, trajando um vestido da seda mais pura, cabelo rosa, preso em um fio dourado e olhos verdes que traziam tamanha segurança para Alfeu.

Ajoelhou-se com delicadeza e tocou no rosto do jovem combatente retirando um monte de sua culpa graças a seu cosmo harmonioso e sereno, ordenou que voltasse ao campo de batalha para honrar seus camaradas e lutar por Atena.

Assim o fez, desceu as longas escadas em direção ao Coliseu onde uma nuvem de poeira ascendia ao céu fechado.

Uma das esquinas do Santuário

Ezio levantou-se lentamente e viu o inimigo a frente de si com o cosmo elevadíssimo, Balor de Alsvith o Cavalo do Sol o acertou certeiramente a ponto de deixa-lo desacordado por alguns instantes.

Na sua mente se auto-ofendia por ter vacilado e desmaiado por alguns segundos, tempo o suficiente para ele ser morto.

Alsvith matem o sorriso e suspira... Seus cabelos soltam-se ao vento e por um momento sente uma imensa felicidade por estar servindo sua Deusa, erigindo a utopia junto a seus camaradas.

Enquanto é açoitado pela ventania gélida seus olhos brilham e ganham uma tonalidade quase rubra, Ezio titubeia e quase cai na neve quando tudo se torna um mar de chamas incessantes que o atingem mostrando apenas uma parcela do poder quem vem a seguir.

Biga Celestial!

Um turbilhão de chamas e de ventos escaldantes atinge Andrômeda que grita. Ele, um experiente cavaleiro de Atena, que deseja ascender na hierarquia, só sentiu um cosmo desta magnitude quando enfrentou Valentine de Harpia nas ruas de Roma quando foi quase morto pelo espectro.

Agora enquanto vê pedaços da sua ombreira esquerda se soltarem e se fundirem ao turbilhão criado pela técnica de Balor chamada de Biga Celestial, ele age.

Uma gigantesca explosão de cosmo abraça a Biga Celestial e a devora como se fosse papel, o poder magnânimo, bem mais superior do que o de Alsvith, cai como feixes de luz rubra sobre o guerreiro.

E é assim que o corpo do guerreiro de Gerda é destroçado e empalado por milhares de feixes incessantes que agem como se fossem lanças, destruindo sua Majestic e seus ossos.

Entretanto o que parecia luz é na verdade correntes de bronze... As gloriosas correntes da constelação de Andrômeda.

Alsvith cai no solo onde não á mais neve graças á destruição, se não fosse por sua proteção estaria morto e agora enquanto crava seus dedos no solo, ele grita.

O Held se ergue dolorosamente do chão, ajoelhado, ferido, sangrando por diversos buracos espalhado pelo corpo e mais adiante está Ezio, cavaleiro de bronze da constelação de Andrômeda.

Postura guerreira, queimando em cosmo e espírito de luta aceso a toda, entretanto, ele está assustado, não acredita que esse demônio possa estar vivo, mesmo com ferimentos mortais espalhados por todo o corpo.

— Andrômeda...

— O que foi demônio de Gerda? Que se redimir do que fez no cemitério homem racista?

— Não vou me redimir... Aqueles lixos tinham que morrer de alguma forma... E você era um deles seu...

O Held de Alsvith não tem tempo de completar a frase e é atingido por um poder intenso que o faz girar no ar descontroladamente e bater seu corpo contras as paredes de um dos alojamentos.

— Não vai mais sujar as lembranças deles! — Mais uma vez Andrômeda.

— E o que pretende fazer? — Indaga Balor.

— Gleipnir... A corrente que prenderá o lobo Fenris.

— Não... Não é possível... Não pode possuir este poder!

— Posso sim e vou provar!

Ezio de Andrômeda explode em cosmo. O que era classificado como incrível agora pode ser dito como algo fantástico, á neve que cai na esquina cessa por completo dando lugar a um poder divino... Irresistível... Descomunal... Não há palavra alguma que possa descrever a cena.

— *Gleipnir!

E enfim ele a completa, a corrente que prenderá o Lobo Fenris.

Toda a esquina explode em cosmo e luz. Não há ninguém dentro do Santuário, seja Held ou Cavaleiro, que não pare por um instante para ver a impressionante corrente luminosa que se forma no céu e desce como um trovão vivo, destruindo Balor sem deixar nem cinzas.

Esgotado, já sem força alguma, Andrômeda cai no solo e sorri.

Entretanto... Um poder colossal que muito supera o de Alsvith se manifesta, e explode toda a cratera, lançando toneladas de rochas contra o ar, sendo destruídas pelas chamas ardentes que as permeiam.

Ezio de Andrômeda engole em seco.

— Mas o que...

O santo de Atena emudece e não completa sua frase, toda a área arde em chamas que bruxuleiam o criador delas como serpentes escravas.

Ele é: Mantus de *Sinir, Rei Held detentor do escudo de nome: *Svalin.

Personificação do Horror e da Magia negra.

O que ocorre a seguir é mais uma explosão de cosmo negro. Chamas negras ardentes abraçam todo o local destruindo tudo como se fosse papel.

Ezio de Andrômeda vira cinzas que se misturam junto á neve incessante que volta a cair no ambiente fumegante.

O Santo guerreiro de Atena está morto.

Reino Wildgar

Acabou... Enquanto vê o vale desolado ele: Máslov de Skoll certifica-se de que seu oponente está morto, e o que vê o deixa muito feliz, no chão, morto, armadura estraçalhada, corpo mortalmente ferido e ainda por cima sorrindo está Schneider de Triângulo, um glorioso cavaleiro de Atena que lutou com todas suas forças para manter a paz na terra, mas acabou morrendo em batalha.

Máslov deixa uma lagrima escorrer pelo seu rosto enquanto vai em direção ao Santuário, indeciso, sem saber qual decisão tomar.

Apenas duvidas tomam conta de sua mente e o que consegue vociferar em meio ao desespero é:

— Adeus... Adeus Schneider de Triângulo.

Começa a chover no vale.

Notas finais
Glossário: Svalin: O escudo presente na mitologia nórdica. Em Batalhas Sangrentas o escudo acaba por parar nas mãos de Gerda que presenteou o Held Sinir com o Escudo. Gleipnir: A corrente que prenderá o Lobo Fenris. Sinir: Cavalo presente na mitologia nórdica, citado por Sturluson.