Saint Seiya: New Classic Universe!
54 Um Suspeito Vigiando o Torneio Galáctico!
Notas iniciais

Seiya já está de volta ao seu quarto na clínica para se recuperar. Shiryu adentra o quarto novamente.
— Seiya como você está?
— Não se preocupe Shiryu, já está tudo bem...
Shiryu se aproxima de Seiya também olhando pela janela.
— O que tanto olha pela janela Shiryu?
— Tem algo que está me incomodando... – Shiryu volta a olhar para Seiya.
Seiya fica sentado na cama.
— O que é Shiryu?
— Tenho sentido uma presença maligna desde o início dessa segunda fase do torneio. Ou melhor, desde quando Ikki veio para cá e tentou roubar a armadura. Inicialmente pensei que essa energia era do próprio Ikki, mas estava enganado, não é dele. Desde aquele momento sinto como se alguém tivesse observando cada passo dos cavaleiros.
Seiya é quem agora olha pela janela.
— Eu confesso que também senti uma energia estranha...
Uma explosão ocorre na janela do quarto de Seiya. Shiryu salta em alerta.
— Quem está aí?
— Hahahaha. — Uma risada sinistra é escutada.
— Mostre-se! – Insiste Shiryu.
A janela se parte e a parede fica em chamas. Shiryu as contém com facilidade. A voz e o cosmo desaparecem.
— Esse cosmo... Parece ser conhecido! – Grita Seiya.
Shiryu se vira para Seiya assustado.
— Você reconheceu esse cosmo?
— Não sei... Talvez...
Shiryu resolve ligar a TV para ver se há algo acontecendo durante o Torneio. A terceira luta da repescagem está terminando.
— E o vencedor é o Unicórnio. O Lobo não foi páreo para seu rival.— Diz o narrador.
Jabu salta da arena e olha para a câmera.
— Me aguarde Seiya! Me aguarde!
Seiya se irrita e quase golpeia a televisão, sendo contido por Shiryu.
— Esse imbecil arrogante do Jabu. Ele nem sabe se irá se classificar, já está contando vantagem.
— Acalme-se Seiya. Temos coisas mais sérias para nos preocupar. – Diz Shiryu.
Seiya soca o chão irritado.
— A Saori tem que fazer algo se quer que tenha semifinal. Eu nem tenho mais a minha armadura... Assim como a June também teve sua armadura destruída. Sem nossas armaduras nada podemos fazer.
Shiryu vira de costas para Seiya.
— Acredito que eu saiba como possa restaurá-las.
— Você sabe onde Aioria levou as armaduras dos outros cavaleiros? – Pergunta Seiya.
— Acredito que sim. Meu mestre já falou do local onde habita o restaurador. É na Índia, parece que num lugar montanhoso que faz fronteira com a China.
Seiya vai para frente de Shiryu.
— Temos que levar nossas armaduras para lá!
— Deixe que eu leve Seiya! Você tem a semifinal pela frente. Acharei o homem que poderá restaurar as armaduras de Pégaso e Dragão.
Seiya cumprimenta Shiryu e o agradece pela iniciativa.
— Eu estou preocupado com meu mestre. Quero antes passar em Rozan, na China.
— Mas assim você perderá tempo Shiryu. Você tem que ir primeiramente para a Índia! – Grita Seiya.
Shiryu fecha os olhos se mostrando tranquilo.
— Acalme-se Seiya. Vou tentar perder o mínimo possível de tempo. Logo teremos novas armaduras.
— Conto com você Shiryu. E tome cuidado. – Seiya se despede do amigo.
Shiryu vai até o quarto de June e a encontra conversando com Shun e Hyoga. Eles o contam sobre o ocorrido no quarto e que Ikki foi atrás de alguém que os vigiava. Shiryu os conta sobre o ataque na janela do quarto de Seiya.
— Sem dúvidas alguém está nos olhando! Temos que ficar ligados nesse intervalo do torneio. – Diz Hyoga.
— Verdade. Mas tenho que consertar minha armadura porque possíveis ameaças estão se aproximando. Levarei também a armadura de Pégaso. Quer que leve sua armadura de Camaleão para consertar June?— Propõe Shiryu.
— Você está querendo ir até a Índia Shiryu? Meu mestre disse que o ferreiro das armaduras habita lá. – Diz June.
Shiryu balança a cabeça positivamente.
— Exatamente. Meu mestre já me alertou que é um lugar perigoso. Mas é o que devo fazer. E você está se recuperando June, posso fazer isso por você.
— Te agradeço muito Shiryu. Quero que você leve minha armadura sim. – Concorda a amazona.
Shiryu coloca a urna das três armaduras nas costas. Ele se despede dos amigos e parte rumo à Índia.
Um novo dia amanhece. Shun dormiu no mesmo quarto que June está se recuperando. Seiya dormiu em seu quarto com a janela destruída e Hyoga dormiu no alojamento da fundação. Ikki não deu sinal após ir atrás das potenciais ameaças. Saori se mostra preocupada e chama Lorenzo na fundação.
— Com licença senhorita.
— Lorenzo, eu preciso que entregue uma carta ao Aioros. Poderia fazer isso por mim? – Questiona Saori.
— Claro que sim. Não precisará de mim por aqui? – Pergunta o soldado.
Saori olha pelo redor e não sabe o que responder.
— Pergunto por que senti cosmos estranhos por aqui. – Insiste Lorenzo.
— Eu sei... Mas tem os cavaleiros aqui. Preciso que você faça isso por mim.
Lorenzo pega a carta das mãos de Saori.
— Como desejar Athe... Digo, senhorita Saori.
Saori se surpreende de como Lorenzo é perspicaz. Lorenzo na condição de soldado, mesmo tendo se dado conta que Saori era Athena resolve não questionar. Ele pega a carta e parte rumo ao Santuário na Grécia.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
Lorenzo chega ao Santuário no fim da tarde e não demora em partir em direção as doze casas. Ele passa pela casa de Áries vazia e chega à casa de Touro, onde é recepcionado por Aldebaran.
— Soldado Lorenzo, eu percebi que era você por isso permiti que entrasse na casa de Áries. O que faz aqui? Não foi enviado para o Japão? – Pergunta Aldebaran.
— Sim Aldebaran de Touro. Mas recebi a ordem para regressar e entregar uma carta para Aioros. – Responde Lorenzo mostrando a carta.
Aldebaran olha para a carta na mão de Lorenzo.
— Uma carta?
— Eu a entrego a Aioros. — Nikol surge na casa de Touro.
— Nikol, meu irmão. – Lorenzo sorri ao ver o cavaleiro de Altar.
Nikol pega das mãos de Lorenzo a carta.
— Eu estou precisando mesmo falar com Aioros. Eu levo essa carta até ele.
— Por que deixou o Japão Nikol? – Pergunta Lorenzo.
Nikol passa por Aldebaran e Lorenzo.
— Por que falhei na condução do torneio. Agora falarei com o Grande Mestre. Com licença.
Lorenzo percebe o irmão triste e abaixa a cabeça.
— Nikol sempre me deu forças e agora é ele quem está cabisbaixo. Se eu não fosse tão debilitado, eu tentaria ajudá-lo nesse momento.
— Você tem um grande poder oculto Lorenzo. Sua deficiência não o impediria de ser um grande cavaleiro. Por favor, cuide da entrada do Santuário com os dois novos soldados e os apresente melhor o local. – Pede Aldebaran.
Lorenzo concorda. Ele fica feliz com a admiração do cavaleiro de Touro, mas continua se sentindo incapaz de ser algo a mais além de um soldado.
Nikol passa pela casa de Câncer e estranha nova ausência de Máscara da Morte. Ele cumprimenta Aioria em Leão, o dizendo que Lorenzo voltou do Japão, causando surpresa. Ele passa sem conversar com Shaka em Virgem e encontra Milo em Escorpião junto a Camus conversando. Ele não dá muitos detalhes e encontra Shura em Capricórnio, que sempre está desconfiado, mas resolve não intervir o cavaleiro de Prata. Eros está na biblioteca mitológica e não se opõe a presença de Nikol. O cavaleiro de Prata chega diante de Aioros na sala do Grande Mestre e lhe entrega a carta.
— Uma carta de Athena? – Pergunta Aioros.
— Acredito que sim. Athena não se revelou perante Lorenzo, mas sem dúvidas é uma carta dela.
Aioros abre a carta e reconhece o selo de Athena. Ele a lê.
— Uma decisão muito sábia de Athena. Nikol, por favor, chame Shaina e Marin e peça para elas irem até a casa de Sagitário. Estarei as esperando lá. E depois pedirei para encaminhar essa carta até Mayura, acredito que ela está novamente no Japão.
Assim Nikol faz. Pouco mais tarde na casa de Sagitário, Shaina e Marin se apresentam diante de Aioros, que as entrega a carta.
— Athena aboliu o uso das máscaras? Que estranho! – Diz Shaina.
— Confesso que também me surpreendi. – Comenta Marin.
Aioros fecha os olhos.
— Vocês não precisam deixar de serem mulheres para serem grandes guerreiras. Agora as amazonas não precisam mais renunciar sua feminilidade nem ter que matar ou amar qualquer homem que veja seu rosto. Athena quer igualdade em seu exército. Foi uma ótima conduta nos tempos atuais.
Marin e Shaina se olham. Shaina é a primeira a tirar a máscara.
— Depois que aquele idiota do Seiya viu meu rosto é melhor eu ficar sem máscara mesmo.
Marin fica receosa, mas Aioros volta a mostrar o selo de Athena na carta. Marin está tirando sua máscara quando Aioria se aproxima.
— Irmão precisava lhe falar... Marin! – Aioria se surpreende com Marin tirando a máscara. Ele enfim vê seu rosto.
— Aioria! – Marin se assusta.
— Como você é linda Marin! — Aioria está fascinado com a amazona.
Aioros sorri e vira de costas. Shaina se irrita por não ser notada e deixa a casa de Sagitário.
— Aioria foi Athena... Quem permitiu.
Aioria segue a olhando sem falar uma palavra. Ele está admirado.
— Queria me falar algo Aioria? – Interrompe Aioros.
— Han? – Aioria estava distraído e olha para o irmão.
Marin abaixa a cabeça envergonhada.
— Não é que... O Lorenzo voltou... Pensei se quer que eu volte ao Japão... Mas não sei se devo ir mais agora... – Aioria volta a olhar para Marin.
De costas Aioros volta a sorrir.
— Não há necessidade por enquanto. Vocês estão dispensados.
Aioria vai com Marin até a casa de Leão, onde a para.
— Marin eu fiquei tão feliz em ver seu rosto. Você é mais linda do que imaginava.
— Aioria o fato de eu mostrar meu rosto e não precisar mais renunciar a minha feminilidade nada muda. Somos companheiros de batalhas, não podemos ter nada. Apenas agora você pode me ver como uma mulher, mas de resto não deixamos de ser cavaleiros de Athena.
— Mas Marin...
— Até mais, Aioria! – Marin deixa a casa de Leão bastante atordoada. Aioria a olha sorrindo.
TÓQUIO – JAPÃO
FUNDAÇÃO GRAAD
Mais uma noite chega no Japão. Os cavaleiros olham as estrelas pelas janelas de seus quartos. Seiya segue na clínica, assim como June, que tem a companhia de Shun. Hyoga está em seu alojamento na fundação. Ele olhando as estrelas pensa em sua mãe.
— Mamãe... Eu estou me tornando forte. E meu mestre Camus, como estará nesse momento?
Hyoga percebe movimentos no jardim. Ele fica em alerta.
— Tem alguém ali!
Um cosmo começa a se aproximar da entrada. Hyoga salta.
— Você não vai invadir: “Pó de Diamante.”
Algo é acertado, mas desaparece. Hyoga corre e encontra Seiya.
— Seiya!
— Hyoga eu segui o inimigo até aqui. Alguém tentou invadir o Coliseu GRAAD e depois veio para cá.
Uma corrente prende a mão de Hyoga. Alguém salta em direção a Seiya, que desvia. Eram Shun e June.
— Vocês? – Seiya os encara.
— Um cosmo ameaçador estava seguindo até aqui. Resolvemos averiguar. – Diz Shun.
— Então vocês também sentiram? – Pergunta Seiya.
June balança a cabeça mostrando que sim. Logo eles avistam Shoko correndo.
— Shoko! – Grita Hyoga.
Shoko se aproxima de Hyoga, que sorri. A garota está séria.
— Vocês viram minha irmã? A Kyoko?
— Não. Por quê? – Pergunta June.
— Senti um cosmo estranho. Aí fui até seu alojamento e ela não estava mais lá! – Explica a saintia.
Todos ficam em alerta.
— Ikki foi atrás de alguma ameaça e também não voltou mais! – Diz June.
— Melhor todos ficarmos aqui na fundação. Com certeza alguém estava de olho na gente lá. Aqui temos como averiguar com mais cautela. – Diz Hyoga.
Todos entram na fundação e passam a noite em alerta. Mas nada mais sentem naquela noite.
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