Saint Seiya: New Classic Universe!
55 Shiryu Arrisca a Vida Pelas Armaduras!
Notas iniciais

Na manhã seguinte, Seiya e Hyoga são chamados até o Coliseu GRAAD. Lá chegando encontram Saori, Tatsumi e Jabu. Jabu sorri com ironia olhando para Seiya. O narrador do torneio chega logo depois.
— O que você quer Saori? Esse horário tão cedo... – Pergunta Seiya irritado.
— Continua desrespeitando a senhorita não é Seiya. Logo vou fazer você engolir sua língua. – Diz Jabu.
O clima fica tenso entre os dois. Hyoga corta o clima.
— O que viemos fazer aqui Saori?
— Como sabem estamos partindo para a semifinal do torneio. Antes de falar, preciso saber onde está o Ikki? – Pergunta Saori.
— Não sabemos. Desde anteontem ele não aparece. – Responde Hyoga.
Saori se mostra preocupada e Jabu irritado.
— O elimina logo senhorita!
— E onde estão Retsu e Kyoko? – Saori está contrariada.
— Kyoko também saiu e não foi vista mais desde ontem. Do Retsu desconheço. – Diz Hyoga.
Seiya olha para Saori que fica em silêncio após a resposta de Hyoga. Ele grita irritado.
— Mas o que você quer garota?
Saori fita Seiya.
— Preciso definir a semifinal. E queria todos os classificados juntos. E precisava de todos os classificados presentes para consultar o computador e saber quem dos vencedores da repescagem somou mais pontos para saber qual luta extra ocorrerá. E com isso avisar o público.
— Ora essa. Veja logo isso e anuncie como sempre fez. Todos estarão aqui na hora da luta. – Contesta Seiya.
— Por que você não cala essa boca hein? – Grita Jabu.
Seiya cerra os punhos. Jabu faz o mesmo.
— Contenham-se os dois! Eu mesmo verei no computador o resultado, os dois cavaleiros dos três vencedores da repescagem que farão a luta extra. – Diz Tatsumi.
Tatsumi liga o computador. Nesse momento um golpe de fogo acerta o computador, o explodindo.
— Quem fez isso? – Grita Tatsumi.
Seiya ataca em direção de onde veio o ataque. Novamente nada é encontrado.
— Ainda estamos sendo vigiados. – Diz Hyoga olhando por todos os lados.
Saori fica tensa. Tatsumi se desespera.
— O computador já era. Agora não temos como saber quem somou mais pontos. Que catástrofe.
Saori levanta a cabeça.
— Comunicarei a todos os classificados voltarem aqui amanhã a tarde para vermos o que faremos após esse ocorrido. Enquanto isso eu pedirei para os seguranças da fundação averiguarem imediatamente o que aconteceu.
Passam-se horas e nada é descoberto. Um novo dia amanhece e nada se sabe da origem do ataque. A segurança na fundação é reforçada. Chega a tarde e Saori está novamente reunida com Seiya, Hyoga e Jabu. Tatsumi chega logo depois.
— Pelo visto nem o Ikki, nem o Retsu e nem a Kyoko se apresentaram. – Diz o mordomo.
Saori fecha os olhos.
— Infelizmente não tenho mais tempo. A luta extra seria amanhã. Decidiríamos o que seria feito após o computador ter sido destruído por alguém desconhecido. Mas como nem Retsu e nem Kyoko se apresentaram terei que eliminá-los. Com isso Jabu está classificado para semifinal. Ele enfrentará o Seiya enquanto o Hyoga enfrentará o Ikki, se o mesmo reaparecer. As semifinais serão em cinco dias. Tatsumi, por favor, publique isso no site da fundação para informar todos. – Saori se afasta abatida.
Jabu deixa o local sorrindo. Ele cochicha no ouvido de Seiya.
— Sua hora está chegando Pégaso!
Seiya fica sério e olha para Hyoga.
— A Saori parece não se importar com nada. Ela não percebe que existe uma ameaça.
— Vamos avisar o ocorrido para Shun e June. Temos que ficar em alerta. – Responde Hyoga.
Saori volta à fundação e encontra Mii.
— Parece que enfim o inimigo está dando as caras. Não sinto que seja a presença de Éris. Sei que essa é a intenção, mas não me sinto bem. Parece que ainda não sou capaz de despertar todo o meu cosmo.
— Acalme-se senhorita Saori, tudo dará certo. Você é Athena e seu cosmo despertará no momento certo. – Mii abraça Saori.
JAMIEL
Shiryu chega ao local montanhoso que fazia fronteira entre a China e a Índia. Lá que era dito que habitava o restaurador de armaduras.
— Bem que avisaram que o ar aqui era rarefeito. Minhas pernas estão parecendo um chumbo. Bem que o que o meu mestre me disse era verdade.
Antes de partir para Jamiel, Shiryu tinha voltado aos Cinco Picos com Shunrei e conversou com o Mestre Ancião. Ele ficou feliz a ver que seu mestre estava bem. Shiryu o revelou que pretendia ir a Jamiel e o velho mestre o disse que um homem normal não conseguiria chegar lá, e até um cavaleiro experiente teria dificuldade. Ele disse que Shiryu poderia acabar ficando preso no cemitário das armaduras. Shiryu disse que estavam surgindo ameaças no Japão e que para o torneio continuar ele precisava consertar as armaduras. O Mestre Ancião concordou o pedindo para sempre seguir em frente e procurar um homem chamado Mu.
— Tenho que prestar mais atenção, senão vou acabar me perdendo...
Logo Shiryu percebe estar no cemitério das armaduras citado pelo seu mestre. Almas penadas parecem surgir das armaduras no local e o ameaçar. Shiryu segue os conselhos do seu mestre e atacando as almas penadas, segue em frente. Ele consegue atravessar. Shiryu passa cautelosamente pela ponte e avista uma torre.
— Se eu não seguisse os conselhos do meu mestre, eu não conseguiria chegar até aqui. Então é aqui que mora a única pessoa do mundo capaz de consertar as armaduras?
Shiryu percebe que a construção do local não tem entrada e estranha. Logo ele começa a ver pedras levitando.
— O que é isso?
Pedras começam a levitar e se lançar contra Shiryu. O cavaleiro ataca as pedras, as partindo. Mais pedras cobrem Shiryu.
— Já foi derrotado! Mas que sem graça. Pelo visto passou pelo cemitério das armaduras apenas por sorte hehehe. – Quem diz é Kiki do alto da torre.
Shiryu quebra todas as pedras, assustando Kiki.
— Você tem o dom da telecinese. Depois de passar por um caminho tão complicado, pensava ser mais bem recebido. – Diz Shiryu.
Kiki levanta uma imensa pedra, mas com um dedo Shiryu a parte.
— Vim do Japão para consertar essas armaduras. Será que você não pode descer aqui?
— Hahaha você que tem que subir! – Kiki o mostra a língua. – Este palácio não tem entrada nem escada. Se você chegar até mim, eu conserto suas armaduras hahaha.
Shiryu encara Kiki e fecha os olhos.
— Você não me deixa outra escolha. Vou ter que usar a força.
Shiryu eleva seu cosmo e com o dedo faz o palácio sofrer tremores. Kiki começa a balançar assustado. O primeiro andar é arrancado sendo arrastado para o lado e Kiki quase cai.
— Ele quebrou um andar inteiro!
— Terei que destruir outro? – Questiona Shiryu.
— Não, espera! – Kiki cai no chão.
Shiryu tira das costas as urnas.
— Preciso que você conserte essas três armaduras, mas eu não tenho muito tempo.
— Você está enganado. Eu não sou o Mu! – Diz Kiki.
— Então onde ele está?
Uma luz brilha e Mu surge com roupas normais. Ele olha para Kiki.
— O que está acontecendo aqui? É mais uma de suas brincadeiras Kiki?
— Mestre Mu! – Exclama Kiki.
Shiryu se vira em direção a Mu.
— Então você é o Mu?
— Sim, sou eu mesmo. Em que posso ajudar?
— O meu objetivo é o mesmo de todo cavaleiro que chega até aqui. Quero consertar essas armaduras. – Responde Shiryu.
Shiryu abre as urnas e Mu avista as armaduras de Pégaso, Dragão e Camaleão. Ele as observa e fecha os olhos.
— Sinto muito, mas não posso fazer nada por elas.
— O que? – Shiryu não entende.
— Essas armaduras estão mortas rapaz. Nem eu mesmo posso ressuscitar essas armaduras.
Shiryu fica abismado com a informação que Mu o deu. Ele não sabe o que fazer. Mu vira de costas e Shiryu o chama.
— Espere, por favor, eu não entendi o que quis dizer com isso.
Mu eleva o dedo e com muita facilidade reconstrói o primeiro andar do seu palácio que tinha sido partido por Shiryu. O cavaleiro de Dragão fica surpreso com o poder de Mu.
— Que força mental incrível...
— Entenda o que vou te dizer rapaz. Cada armadura é dotada de vida própria. Elas foram criadas por alquimistas do antigo continente Mu, ou seja, meus antepassados. Eu sou descendente de muviano e meu nome é uma homenagem a esse antigo continente. As armaduras têm um grande poder de autorregeneração, que vai até certo ponto, precisando em algum momento serem restauradas. Para consertá-las precisa ter o dom além das ferramentas necessárias. As armaduras são compostas por gamânio, oricalco e poeira estelar. Porém uma armadura morta não se pode regenerar apenas com essas ferramentas.
— Mas o Aioria... Ele te trouxe armaduras não foi? E você as consertou. Por que não consegue consertar essas? – Questiona Shiryu.
Mu segue de costas a Shiryu.
— Aquelas armaduras estavam com falta de gamânio, que é o que dá resistência as armaduras. Essas que você me trouxe estão com falta de oricalco, que é o metal que a armadura obtém, no caso dessas, o bronze. Por isso que disse que elas estão mortas. Quem as usou elevou seus poderes e também recebeu ataques com poderes além do que essas armaduras estavam preparadas para receber.
Shiryu se assusta.
— Mas e agora? Eu preciso consertar essas armaduras. Inimigos estão rondando o Japão e o Torneio Galáctico ainda não acabou. Teremos que lutar sem armadura? Disseram que você é o único capaz de restauras armaduras, e estou disposto a fazer qualquer coisa.
— Só há um meio de ressuscitar armaduras mortas, mas nesse caso é bem provável que eu precise de sua vida.— Responde Mu se virando de frente.
— Minha vida? – Shiryu não entende.
— Não há outro jeito rapaz. A decisão é sua. – Mu é claro em su explicação.
Shiryu sabe que sem armadura ele, Seiya e June serão derrotados pelos potenciais inimigos. Ele está extremamente preocupado com as ameaças que se aproximam. E Seiya salvou sua vida, ele devia isso a ele. Fora que Seiya e June com suas armaduras poderiam enfrentar os inimigos.
— Eu aceito!
— Muito bem. Então seu sangue irá restaurar essas armaduras. Preciso do sangue de um cavaleiro, muito sangue. Pelo menos um terço de seu sangue. Com o sangue, o oricalco da armadura pode ser restaurado e ela fica ainda mais poderosa e resistente. Mas isso pode levá-lo a qualquer momento a morte. Você realmente está disposto? – Pergunta Mu. Shiryu fecha os olhos.
— Sim, eu abro mão do meu sangue para consertar essas armaduras. – Shiryu corta os punhos. Kiki se surpreende e Mu fica sério.
Shiryu banha as três armaduras com seu sangue. Ele fica zonzo e perde a consciência.
— Esse garoto não deu a vida pela própria armadura, e sim para as armaduras dos amigos. Ele tem muita fé na amizade, isso é admirável, é uma pena que ele não deva sobreviver. – Mu toca no corpo de Shiryu e seu sangue estanca.
— O sangue dele parou de jorrar mestre! – Diz Kiki.
— Sim. Agora pegue minhas ferramentas e o meu pó de estrelas Kiki. Não se esqueça do gamânio e usarei também pó de oricalco que ainda existe aqui. Essas armaduras ficarão extremamente mais resistentes e poderosas. Esse rapaz merece isso.
Mu usa suas ferramentas e começa o conserto. Ele olha para Shiryu desmaiado.
— Shiryu agora está entre a vida e a morte. Sua sobrevivência dependerá de sua energia cósmica.
TÓQUIO – JAPÃO
FUNDAÇÃO GRAAD
Passam-se dois dias e Seiya acorda assustado com um pesadelo que teve com Shiryu. Shun escuta e entra no alojamento onde está Seiya.
— O que foi Seiya?
— Um pesadelo... Com o Shiryu... – Responde Seiya sentado na cama suando.
— Outro pesadelo com o Shiryu? – Shun se mostra assustado.
Seiya se levanta.
— Exatamente. Já é o segundo pesadelo que tenho com ele. Assim como no primeiro, nesse ele também morre. Estou começando a ficar preocupado. Ele não atende o celular, nenhuma chamada nem mensagem.
Shun fica sério, mas tenta acalmar Seiya.
— Acalme-se. A semifinal do torneio está chegando. Bem capaz que ele retorne com as armaduras.
Seiya resolve ir para fora da fundação e fica próximo ao orfanato. Um pouco mais tarde, Shun e June resolvem ir atrás, preocupados com o cavaleiro de Pégaso.
— Seiya, alguma notícia do Shiryu? – Pergunta June.
— Não nada! Estou cismado que algo tenha acontecido com ele. Pelo visto terei que lutar a semifinal sem armadura. – Responde Seiya.
— Seiya isso é suicídio! – Alerta Shun.
Seiya olha para trás e vê alguém se aproximando. Ele avista Shiryu.
— Shiryu! Que bom que conseguiu regressar com as armaduras. E que bom que nada aconteceu! – Seiya corre para abraçar o amigo.
A imagem de Shiryu some. No local ficam apenas as urnas das armaduras de Pégaso e Camaleão.
— O que aconteceu? Eu vi o Shiryu... – Seiya abre a urna de Pégaso. June corre atrás e abre a urna de Camaleão. Eles ficam impressionados com o novo brilho de suas armaduras totalmente restauradas. Seiya fecha os olhos e June o questiona.
— Por que ficou assim?
— Acredito que foi a alma de Shiryu que trouxe as armaduras até nós.— Responde Seiya.
June abaixa a cabeça em lamento. Shun suspira os olhando de longe.
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