Saga Starion - Os Quatro Elementos
3 Chapter II
Eu nunca tive memórias as minha vida, eu não faço ideia de quem são meus pais, nem minha família. Cheguei ao instituto assim, sem memória do passado, mas desde que eu fiz 17 anos, ano passado tenho tido sonhos estranhos. Por exemplo, o sonho que tive enquanto estava desacordada:
Eu estava em uma varanda olhando o por do sol, o vento frio balançava meus cabelos. Eu fechei os olhos e fiquei aproveitando a brisa.
— Katharina?_ Ouvi alguém atrás de mim, virei e vi que era um rapaz da minha idade, cabelo preto olhos azuis, ele usava terno o que era esquisito, afinal que jovem de 17 anos usa um terno no dia a dia?_.
— Oi Daniel, não vi você ai._ eu não sabia que era ele, mas tudo que eu dizia saia muito naturalmente._.
— Eu percebi._ Ele sentou do meu lado no banco._ Quer chocolate quente?_ ele perguntou oferecendo uma xícara com um líquido marrom dentro e eu aceitei._.
Ficamos em silencio enquanto o sol ia embora, quando o faltavam poucos minutos para o sol ir embora, um vento bateu em mim e me deixou com frio. Daniel deve ter percebido, porque em seguida ele disse:
— Está com frio?
Assenti com a cabeça
— Vem pra cá, eu te esquento.
Olhei pra ele com um sorriso curioso.
— O que foi? Eu sou um cavalheiro, não posso deixar que a princesa passe frio.
Sorri. Ele veio até mim e passou o braço em torno dos meus ombros me aquecendo. Bebi um gole do meu chocolate quente, virei para ele, que deu uma risada e disse:
— Você está com a boca suja aqui no canto, deixa que eu limpo._ Ele passou a mão no canto da minha boca._.
Ele continuou com a mão no meu queixo, fomos nos aproximando, quando falta um mínimo espaço entre nós, puf eu acordo:
— DANIEL!_ Acordei gritando._.
— Calma Katharina._ Marcela que estava do meu lado disse._ Está tudo bem agora.
— Marcela? O que... Onde... Onde eu estou? O que aconteceu?
— Você está na enfermaria, Ana disse que você se meteu em uma briga e acabou desmaiando.
— Briga?_Senti uma pontada na cabeça._ Não foi uma briga._ outra pontada._ Tinha um homem sapo gigante, ele queria comer umas menininhas e tinha Jasmine com um arco..._ Senti uma tontura e quase cai da cama._.
— Ei_ Ela me segurou e me deitou._ Você tem que descansar. Aproveite enquanto pode, pois por enquanto, você ainda não teve aula da Senhorita Black, ela está mais neurótica que o normal.
Ri pelo nariz, e comecei a conversar com Marcela, passou um tempo e ela teve que ir para a aula. Lá pelas 4 da tarde uma enfermeira me liberou, eu troquei de roupa e sai correndo da enfermaria.
Não corri nem um metro do corredor, quando esbarrei em alguém e cai no chão.
— Me desculpe por isso, eu estava com um pouco de presa._ Levantei e disse sem olhar pra pessoa._.
— Um pouco? Você passou praticamente como um furacão._ uma voz masculina disse._ Bom, me perdoe pela falta de educação, deveria ter te ajudado a levantar.
Quando levantei a cabeça, para ver com quem eu estava falando, quando olhei pra ele, e tomei um susto. Imediatamente cenas minhas com o tal de Daniel veio em minha mente. Senti minhas pernas ficaram bambas.
— Opa!_ ele disse me segurando._ Você está bem?
— Eu sou estou um pouco tonta. Nada de mais.
— Eu acho melhor te levar na enfermaria.
— NÃO!_ gritei, ele e metade das pessoas no corredor me olharam espantados, corei._ Eu acabei de sair de lá, por favor, não me leve de volta.
— Está bem então, mas talvez seja melhor levar você pro seu dormitório._ Assenti_ Você acha consegue andar?
— Sei lá, talvez eu tenha ficado paraplégica por conta de uma tontura._ Respondi irônica._ Sim, eu acho que consigo andar.
Eu estava completamente enganada. Quando dei o primeiro passo senti uma tontura forte o que me faria cair no chão se eu não tivesse sido segurado pelo moreno que estava do meu lado.
— Bom, eu acho que você não consegue andar sozinha, mas quem sabe você consegue andar se eu te ajudar.
— Já tive ideias mais estranhas_ dei de ombros._Enfim, porque não tentar.
Ele passou a mão pela minha cintura e eu pelos seus ombros. Confesso que com a ideia dele não foi das piores em certo ponto, com a ajuda dele eu consegui andar até o meu quarto. Quando chegamos abri a porta, dei alguns passos, parecia que não havia ninguém no quarto, até que um furacão castanho me avistou e veio até nós:
— Katharina! O que você está fazendo aqui? Você deveria estar na enfermaria.
— Calma mamãe, a enfermeira me liberou e..._ Uma forte tontura me atingiu, fazendo eu me apoiar ainda mais no meu acompanhante.
— Acho melhor que você descanse antes de explicar, ainda está fraca._ disse o rapaz ao meu lado. Assenti com a cabeça, ele me levou até a minha cama, quando sentei na cama já estava me sentindo um pouco melhor._ Bom, é melhor eu ir ainda tenho o segundo turno de aulas, você vai ficar bem?_Assenti._ Ótimo, até mais Katharina.
Ele saiu do quarto. Minha primeira reação foi cair deitada na cama, fiquei fitando o teto por um tempo, quando percebi que Marcela estava muito quieta.
— Você não diz nada?
Ela correu, sentou ao meu lado e começou a falar:
— Amiga! O que foi isso!?
— Até agora estou tentando entender.
— Entender o que? Você simplesmente conquistou o maior gato do colégio.
Sentei na cama de frente para ela e disse:
— Não sei do que você está falando. Eu me choquei com ele, só isso. Acho que não deveria ter começado a correr, me deu uma tontura de repente e ele me ajudou.
— Ah, não vem com essa... Espera, tontura? Você está se sentindo mal ainda?
— Não, quer dizer, sim, um pouco.
Ela começou a brigar comigo, depois me obrigou a contar exatamente como eu conheci o meu "salvador". Ela começou a tagarelar sobre como ele era bonito, e isso e aquilo, até que uma Ana enfurecida entrou no quarto dizendo:
— Katharina você pode me dizer o que está acontecendo? A escola toda está comentando sobre você foi trazida para o quarto por um cara! Quem era ele?
— Não foi nada, ele não é ninguém importante.
— Não é ninguém importante?_ disse Marcela, que até agora só observava._ Um gato, digno de ser considerado um deus grego, não é ninguém importante?
— Não._ respondi._ Quando nem se sabe o nome do "deus grego".
— É apenas um detalhe.
— É serio isso?_ Disse Ana, que observava a nossa pequena discussão abismada._.
Ela virou para mim e disse:
— Depois eu falo com você, tenho problemas mais sérios em questão agora.
Foi ai que eu percebi Miguel encostado na porta. Foi ai que eu notei que Ana estava com a roupa do grêmio da escola. Ela havia se atrasado para uma reunião do grêmio estudantil do colégio só para me ver.
— Oi Miguel._ Disse acenando._.
— Oi Katharina._ Ele respondeu acenando também._.
— Eu já vou indo, mas depois teremos uma conversa bem longa.
Bufei, me jogando na cama de novo. Ana era assim sempre mandando em mim, mas eu não reclamava (não na frente dela), era bom ter alguém preocupada comigo.
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