Sadistic Vampire
1 The Forest
Notas iniciais
A noite já caíra a horas. Naquela escura floresta não devia ter nenhuma alma viva. Em um chute, daria para dizer que eram por volta de onze horas da noite. A floresta já era escura durante o dia, então durante à noite era um breu, e por causa disso era quase impossível ver a jovem garota no meio da mata escura. Ela murmurava de forma distraída coisas para si mesma, enquanto se abraçava para tentar conter o frio.
— Aquela Miku Baka, como eu pude confiar nela? — a mesma dizia com raiva e ao mesmo tempo chutava algumas pedrinhas em seu caminho. — "Será divertido um passeio na floresta à noite!". Estou vendo o quanto é divertido.
A jovem se recostou à uma árvore e bufou enquanto inflava as bochechas de maneira infantil e meio boba. Era oficial que ela estava perdida no meio daquele matagal. O máximo que ela podia fazer era sentar e esperar amanhecer, para assim, talvez conseguir sair do lugar no qual se encontrava.
Depois de algum minutos ali sentada perto de duas árvores grandes, a jovem já estava quase dormindo, após passar um bom tempo chingando sua "amiga" que a colocara naquela situação. Sua visão já estava embaçada por causa do sono, mas ela ainda estava alerta de qualquer maneira. As histórias que ouvia quando era criança sobre monstros que viviam em florestas pareciam querer voltar à sua cabeça exatamente naquele momento.
— O que uma jovem tão bela faz aqui a esta hora da noite? — uma voz foi ouvida junto ao vento.
Talvez ficar alerta tenha servido para alguma coisa.
Na mesma hora a garota ficou de pé, quase caindo novamente no chão por causa do movimento rápido e brusco. Ela olhou para todos os lados procurando pelo dono da voz, enquanto se preparava para chutar quem quer que fosse. Mas seus movimentos não adiantaram muito já que ela não viu nenhum ser humano próximo à ela.
— Atrás de você.
Logo a garota pulou de susto, soltando um grito um tanto fino e alto. Ao tentar normalizar sua respiração, ela viu quem causou o seu susto.
Era um garoto que parecia ter mais ou menos a sua idade, mas como estava escuro era difícil de ver o rosto do jovem que estava a sua frente, porém ela tinha certeza de que ele sorria para ela de forma gentil. Também pôde ver que ele usava uma longa capa negra que quase batia no chão.
— Sinto muito pelo susto, senhorita — ele se aproximou um pouco e ela recuou.
— N-não foi nada — ela disse um pouco sem graça — Sinto muito pelo grito.
— Não foi nada — a mesma frase foi usada novamente.
Um silêncio um pouco constrangedor se estabeleceu no local. O jovem parecia fazer um raio-X na garota, que somente mexia no cabelo completamente desconfortável com o que acontecia. Algo em sua cabeça dizia para não confiar nesse estranho.
— Não quero parecer intrometido, mas posso saber o porquê de uma jovem extremamente bela estar sozinha em uma floresta à noite? — novamente ele sorriu parecendo ser amigável.
Ela estava um pouco receosa em dizer o verdadeiro motivo de estar ali. Mas terminou preferindo não mentir, afinal ela queria sair dali.
— U-uma amiga me chamou para um passeio por aqui, mas ela não apareceu e eu entrei sozinha — ela disse mexendo no cabelo. — Vendo agora não foi a melhor ideia do mundo.
— Devo concordar com você — o garoto riu. — Por acaso a senhorita gostaria de companhia para voltar para casa?
— Não sei como volto para a aldeia, está muito escuro.
Após pensar por um momento, ela percebeu que era melhor não ter falado aquilo.
— Se esse é o caso, venha comigo, moro aqui perto.
Ele estendeu a mão para a garota, que por um segundo pensou em aceitar a proposta, mas depois pensou bem e resolveu que iria recusar.
— E-eu acho melhor não — ela recuou até bater as costas em uma árvore. — E-eu nem mesmo sei o seu nome.
— Ah, é claro. Eu sou Len — ele pegou a mão da garota e deu um beijo. — Posso saber seu nome?
— M-meu nome é Rin — ela puxou sua mão para trás a segurando com sua outra.
— Agora que estamos apresentados, eu acho melhor você vir comigo Rin — quando Len percebeu que Rin não estava convencida em ir com ele, o garoto resolveu tentar uma outra coisa. — Você não vai querer ficar sozinha aqui, certo?
Por fim Rin se deu por vencida.
— Tudo bem — ela suspirou.
— Então, vamos senhorita? — mais uma vez Len estendeu a mão para Rin que finalmente segurou a mão do garoto.
Logo os dois seguiram para a casa de Len. Rin se sentia confusa com aquilo. Ela estava perdida, mas sabia que a aldeia ficava para o lado oposto ao que estava sendo guiada, porém preferiu não tocar nesse assunto. Afinal, ela não queria ficar sozinha na floresta novamente.
Os dois chegaram a uma casa um pouco afastada da própria floresta, em um lugar que parecia ser uma antiga clareira. Logo Len abriu a porta em seguida dando passagem para Rin. Ela entrou devagar e olhou em sua volta. O lugar era arrumado, tinha pouca coisa, o suficiente para uma pessoa, ela se distraiu enquanto olhava a casa. Não foi uma surpresa que por causa de sua distração Rin tenha se assustado com Len fechando a porta.
— Você mora sozinho, Len? — Rin perguntou olhando para o garoto que assentiu devagar. — Desde quando?
— Desde sempre — ele respondeu causando um certo pavor na garota. — Está com sono?
— Um pou… — antes que pudesse terminar a frase, Rin bocejou causando uma risada de Len. — Tudo bem, eu estou com sono.
— Venha — Len fez um sinal com a cabeça para Rin que significava que era para ela segui-lo.
Rin percebeu que estava sendo levada para o cômodo que parecia ser o único quarto da casa. E ela estava certa, o quarto assim como o resto da casa era bastante arrumado. Era óbvio que o quarto era de Len.
— Pode deitar na cama, fico na sala — Len disse enquanto acendia algumas velas para iluminar o quarto.
— O que?! Não Len, o quarto é seu! Fique com ele — Rin se exaltou um pouco.
— Rin… Fique — Len segurou os ombros de Rin e a sentou devagar na cama.
Com aquela situação toda, Rin se sentia completamente desconfortável. Ela não queria incomodar Len mais do que já estava. Porém ele parecia decidido a deixá-la ficar com a cama, mas ela também estava decidida.
— Len, eu já disse, o quarto é seu, deixe que eu durmo na sala — Rin cruzou os braço e fez cara de criança emburrada, mostrando que não iria voltar atrás com sua decisão.
— Já que insiste…
Antes mesmo que Rin pudesse perceber, Len não estava mais em sua frente e sim do outro lado da cama. Logo ele deitou na cama puxando Rin para deitar com ele. Logo Len colocou um braço em volta da cintura da loira que ficou mais vermelha do que já estava. Se ele queria deixá-la envergonhada estava conseguindo.
— L-Len… — Rin murmurou bem baixo.
— Boa noite Rin.
Não demorou muito para que Rin se rendesse ao sono com os dedos de Len entre seus fios loiros.
XxX
A loira acordou algumas horas depois sozinha na cama. Rin se sentou na cama e suspirou enquanto olhava para o chão. Algumas velas estavam apagadas deixando quase mínima à visibilidade da garota. Ela se perguntava onde Len poderia estar. Ainda não havia amanhecido, e estava bastante escuro, porquê será que ele não estava no quarto?
Após alguns segundos, Rin começou a ouvir barulhos que vinham do lado de fora do quarto. Logo ela tratou de se deitar novamente, fingindo que estava dormindo. Ela espiava o que estava acontecendo com os olhos entre-abertos. Rin viu Len entrar no quarto com a camisa desabotoada deixando o peito à mostra enquanto mexia nos cabelos cor de ouro. Ele suspirou cansado e se apoiou encarando algumas velas numa cômoda no fundo do quarto.
— Sei que está acordada, Senhorita Rin — ele disse apagando as velas com um sopro deixando somente uma vela acesa, que estava ao lado da cama e iluminava Rin que estava apavorada com o que estava acontecendo. — Não tenha medo, pode voltar a dormir.
— E-eu não estou mais com sono — ela engoliu seco quando viu Len se aproximar dela devagar.
Len estava diferente, em um único momento que ela pôde ver o rosto do garoto, viu que seus olhos eram azuis assim como os dela, mas agora eles brilhavam em um tom escarlate e ela conseguia ver marcas recém-abertas no pulso do loiro. Ainda escorria um pouco de sangue delas e também tinha um pouco no canto da boca do loiro. A garota se controlava para não soltar um grito alto. Ela não podia acreditar…
— Len… — Rin tentava de todo o modo chegar para trás, porém a parede a impedia.
— Por que você tinha que acordar agora, Rin? — Len riu enquanto falava e engatinhava na cama indo em direção a garota encolhida na cabeceira da cama.
— F-fique longe de mim — ela pediu enquanto mantinha os olhares dos dois juntos.
— Rin… — ele sussurrou baixo no ouvido da loira que tremia pelos dois estarem tão próximos. — Eu te prometo que vai doer — com os dedos ele levantou levemente o queixo de Rin, e riu contra o pescoço da garota. — E muito.
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