Notas iniciais
Hellow my cats!! Criatividade… Criatividade, ideias… Algo que eu não andava tendo. Eu tive ideias para capítulos futuros, o final, para tudo menos para esse cap. Mas acabou surgindo uma ideia a alguns dias atrás e puff escrevi esse imenso capítulo. Já aviso logo que terão algumas partes confusas e outras que darão rage em muita gente. O capítulo tem quase 4.000 palavras, e eu pretendia escrever mais, mas como fiquei com medo de mais uma recaída de criatividade, foi isso que saiu. Porém, na minha opnião é um dos capítulos mais legais *--* Sem spoiler ou nada, vamos logo ao capítulo. P.S: Todos as partes em itálico são flashbacks.

Rin estava deitada na cama de Len, enquanto esperava o garoto terminar de tomar banho. Ela não conseguia acreditar nas coisas que tinham acontecido nas últimas horas. A loira ainda estava assustada pelo que tinha visto, mas a morte de Gumi parecia ser o menor de seus problemas, afinal, ela estava na casa do vampiro, na cama dele, usando roupas dele. Em sua opinião, não tinha como piorar.

Durante o tempo que ficou esperando o loiro sair do banho, ela começou a pensar sobre os acontecimentos recentes, ficando cada vez mais imersa em sua mente, esquecendo das coisas ao seu redor.

O beijo de Len era diferente do que Rin tinha pensado. Era calmo. Ela esperava algo mais brutal, porém não foi isso o que aconteceu. Ele estava sendo doce com ela. Rin colocou os braços ao redor do pescoço de Len, puxando-o para aprofundar o beijo. O vampiro pegou na cintura da loira, apertando-a fazendo a mais nova gemer.

O ato do loiro fez separar o beijo respirando fundo. Os dois se fitaram por alguns minutos que pareceram horas. Len encarava os olhos da loira surpreso, já Rin olhava as órbitas vermelhas do mais velho assustada. Ela não esperava que seria beijada pelo vampiro sem mais nem menos, mas não podia negar que havia gostado da sensação.

— V-você ainda não respondeu minha pergunta — ela disse baixo, envergonhada com o que tinha acabado de acontecer.

Len demorou alguns segundos para responder.

— Ah, claro… Não te mato porque te acho diferente — a expressão da mais nova ficou séria, como se esperasse uma continuação. — Você é irritante e fala demais.

Não foi possível prever o próximo movimento de Rin. Quando ela percebeu, o rosto de Len já estava vermelho. Ela havia dado um tapa nele.

Rin riu ao se lembrar do tapa que havia dado em Len. Embora soubesse que ele mereceu, ela iria se desculpar depois pelo que fizera, assim que ela começasse a se sentir culpada, o que não aconteceria tão cedo.

A mão da loira doía um pouco. Dar um tapa no vampiro não tinha sido sua melhor ideia. Ele parecia já estar irritado, e agora então, parecia querer matá-la. Ela mantinha a cabeça abaixada, evitando mais uma vez olhar nos olhos de Len.

— Não abuse da sua sorte, loirinha — o loiro puxou Rin para perto de si, colando seus corpos. — Não me faça ter que quebrar seu pescoço, não estou com vontade de ter que fazer isso.

A mais nova viu uma oportunidade de brincar com o vampiro. Já tinha brincado antes e ainda estava viva, por mais que Len dissesse que iria matá-la, o que realmente poderia acontecer seria os dois se beijarem novamente.

— Você quer ou não quer me matar? — Rin perguntou se fazendo de boba.

A verdade era que a loira estava morrendo de medo. Ela estava conversando sem "nenhum" problema com o monstro que acabara de matar uma de suas melhores amigas e ainda tinha a beijado. Rin jamais assumiria que havia gostado do beijo. Na verdade, ela jamais assumiria que estava gostando do vampiro. Agora que ele havia mostrado a verdadeira natureza, Rin tinha medo de assumir seus sentimentos.

— Quero te matar, mas ao mesmo tempo te quero viva — ele murmurou, mas com a proximidade dos dois, a loira conseguiu ouvir.

"Como ele consegue ser tão confuso?" Rin pensou fingindo não ter escutado o que foi dito pelo garoto.

XxX

Len estava completamente imerso dentro da banheira. Às vezes soltava algumas bolhas para fazer graça, já que não precisava respirar. Seus pensamentos estavam confusos. Alguns envolviam a loira em sua cama e outros envolviam a que tivera com a irmã no dia anterior.

No início ele achou tudo loucura, mas depois que beijou Rin e viu que tudo tinha dado certo, ele não tinha conseguido acreditar. Somente depois de ganhar um tapa da mais nova que as coisas pareceram ficar claras. Ele havia a beijado. Isso acabaria com seu plano. Era algo que ele não deveria ter feito.

O garoto estava sentado no sofá enquanto fingia que lia um livro, só para não ter que ouvir o que a irmã mais nova falava. Mesmo que o assunto fosse de seu interesse, Lenka conseguia deixar o assunto completamente desinteressante.

Depois do que tinha acontecido na noite anterior, qualquer um pensaria que os dois jamais voltariam a se falar, mas ninguém conhecia a relação dos dois. Relações "impróprias" entre os irmãos já tinham acontecido mais uma vez.

Percebendo que o mais não prestava atenção em nada do que ela dizia, Lenka resolveu por o seu plano em ação. Devagar, ela andou até Len ficando por trás dele e colocou os braços ao redor do pescoço do loiro, passando as unhas pelo seu peitoral lentamente.

— Len… Posso te pedir um favor? — ela sussurrou no ouvido do irmão.

— Pensei que nem estaria falando comigo depois do que aconteceu ontem — ele murmurou. — Ainda mais eu por ter feito você chorar.

— Que bom que lembra disso...

Sem aviso prévio, Lenka deferiu um tapa forte no rosto de Len, deixando-o bem vermelho.

— Nunca mais me faça chorar, entendido? — ele assentiu devagar. — Agora… Voltando ao que eu estava falando...

— Que tipo de favor você quer, Lenka? — ele perguntou usando o mesmo tom de voz que a mais nova.

— Do tipo que você vai adorar… — os dois riram baixo.

— Tudo bem, maninha, diga o que quer.

Lenka sorriu e passou pelo lado do sofá sentando no colo do Len, deixando seu rostos um tanto próximos.

— Sabe aquela garota que você anda se encontrando? — o loiro assentiu devagar.

— Como sabe disso? — ele perguntou confuso.

— Sei mais do que imagina — Lenka sorriu. — Len, quero que você a mate.

O vampiro olhou para a irmã mais confuso ainda. Ele não entendia o motivo dela estar pedindo isso. Mas vindo da mais nova, qualquer coisa era possível. Em sua opinião pessoal, Lenka era uma psicopata louca que parecia ser um anjo.

— Por que eu faria isso? — indagou ajeitando a loira em seu colo.

— Ela é amiga de você sabe quem. Se matá-la vai conseguir chegar mais perto do que quer — a mais nova sussurrou. — Sei di que estou falando, antes que pergunte. Perder alguém próximo é horrível para qualquer pessoa, aproveite esse momento de fraqueza, irmãozinho.

A loira saiu do colo de Len, se preparando para ir pro quarto, mas foi surpreendida quando o mais velho puxou-a pelo braço e a jogou com força no sofá. Ela até tentou se soltar, porém Len era mais forte do que ela. Quando Lenka já tinha parado de tentar se soltar, lentamente, o loiro ficou por cima da irmã, deixando-a sem escapatória.

— Tão esperta — ele passou os dedos pelo rosto da mais nova. — É um pecado sermos irmãos... Queria poder ficar com você…

— Não minta, Len — ela murmurou. — Se fosse caso de vida ou morte você me abandonaria sem nem pensar duas vezes.

— Você acha mesmo que sou um irmão tão ruim assim? — Len sorriu. — Deveria ser um irmão melhor, você não acha?

— Sim, você deve. Se não fosse você, jamais estaríamos aqui.

— Posso fazer algo para me redimir? — ele perguntou sorrindo de modo malicioso.

— Se quer fazer sexo podia ter me pedido. Não iria recusar…

— Claro que não iria… — o vampiro passou uma das mãos por baixo da camisa que sua irmã usava. — Já disse o quanto você fica bem com as minhas roupas?

Ele aproximou-se um pouco mais de Lenka, deixando os dois próximos até que por fim eles se beijaram.

Rin não poderia ficar sabendo do que aconteceu depois. Caso soubesse, sairia da cama correndo o mais rápido possível. Ele ainda estava confuso sobre o que estava acontecendo. Era difícil imaginar que no mesmo dia ele havia matado Gumi e beijado Rin.

Len não pretendia matar a depressiva garota de cabelos verdes tão cedo. Mesmo sempre estando triste, ela era uma boa amiga. Claro que ele nunca falou de Rin para ela, o vampiro não idiota o suficiente para isso.

E houve o beijo… Isso era algo que ele não esperava fazer. Foi algo inesperado. Ele sentiu vontade e então beijou-a. Isso era algo que Lenka jamais poderia ficar sabendo que aconteceu. Len conhecia bem a irmã. Ela era o ciúme em pessoa. Caso ela tomasse conhecimento do beijo, seria o fim de Rin.

— Garotas são complicadas demais — Len disse saindo da banheira. — Minha vida seria mais fácil sem elas... — principalmente sem Lenka e Rin. — Queria poder matá-las, porém não posso... Na verdade… Eu posso sim.

Deixando os pensamentos psicóticos de lado, ele trocou de roupa ali mesmo no banheiro — para evitar que Rin visse-o sem roupas — e saiu do cômodo indo em direção ao quarto. Ele encontrou no quarto a loira dormindo tranquilamente em sua cama, enquanto a chuva fraca caía do lado de fora. Len sorriu involuntariamente.

Ele achava Rin bonita, já havia assumido isso, e do jeito que ela dormia serenamente com a combinação da chuva parecia o cenário perfeito. Ele jogou a toalha em um canto, indo para sala. Len iria deixá-la dormir um pouco, ele sabia que seu dia havia sido cheio.

Na sala, o loiro parou ao ver a sombra de uma pessoa deitada no sofá com as pernas balançando para cima. Ele conseguia ouvir uma baixa cantoria vinda da pessoa, e é claro que ele já sabia quem era.

— Há quanto tempo você está aí? — ele perguntou se encostando na parede.

— O suficiente — ela riu. — Vi o que você fez. Algo te distraiu enquanto matava a garota?

— Não — mentiu. — Só não estava com vontade de terminar o serviço.

Uma risada alta pôde ser escutada, fazendo Len revirar os olhos.

— Você está ficando fraco, Len. Você já foi um assassino melhor — ele revirou os olhos. — Fique sabendo que eu limpei a sujeira que você fez e terminei de rasgar o pescoço daquela tonta... E a propósito, eu arranquei as cordas vocais dela, quer de presente?

— Não… Pode ficar com você, irmãzinha.

— Sem graça como sempre — Lenka se levantou do sofá ficando na frente do irmão em poucos segundos. — Você perdeu um lindo show. Foi engraçado ver o desespero dos aldeões que acharam o corpo.

— Sádica — ele riu.

— Aprendi com você, irmão.

Os dois riram por alguns minutos, e foram parando lentamente até que só o barulho da chuva podia ser ouvido. A loira passou a notar um leve ruído, que logo ela notou ser uma respiração. Ela não estava respirando e Len não precisava de ar. Demorou um pouco até que ela notasse o que era.

— Ela está no quarto, não está? — Len assentiu. — Desperdiçando a oportunidade perfeita... O que o amor não faz com um homem.

— Do que você está falando? — ele perguntou surpreso com o que foi dito pela mais nova.

— Nada, Len. Nada mesmo — ela deu de ombros. — Irei dar uma volta. Se livre da peste antes que eu volte, senão você já sabe o que vai acontecer.

O loiro não teve tempo para responder. Quando viu, Lenka já havia desaparecido. Era provável que ela fosse descontar a raiva em alguma coisa, para tentar acalmar o instinto destrutivo. Len suspirou e observou a chuva cair pela janela um pouco aberta.

— Você era bem mais legal quando criança…

XxX

A vampira andava devagar pela floresta enquanto tentava não se molhar. Lenka não era a maior fã de chuva, mas como não tinha opção, sua única escolha era encarar a água que caía um pouco mais intensa.

Ela recostou-se em uma árvore, se certificando que estava em um lugar que não pingava e então passou a esperar até que algo acontecesse. Não estava com paciência para jogos. Se passar por ingênua estava a irritando mais do que era costume.

"Espero que eu não tenha vindo até aqui…" interrompeu seus pensamentos ao ouvir o barulho de galhos se quebrando.

— Fez o que eu pedi? — a loira assentiu devagar. — Como sempre… Você é a única que posso contar.

— Queria poder dizer o mesmo… — Lenka bufou. — Mas você é a pessoa que menos devo confiar.

— Lenka… Temos um acordo, e nem ouse em quebrá-lo.

— Como se você fosse me matar — ela sorriu. — Sem mim, nem aqui você estaria.

— Vampira tonta — a pessoa murmurou. — Não pense que só por que não te matei antes não irei te matar agora, loira. Caso você atrapalhe o meu plano não vou ter piedade.

— Caso me mate, o Len iria acabar com você — Len pareceu ficar nervosa.

— Não fique tão confiante — a pessoa sorriu, finalmente se mostrando. — Ele só me venceria se vocês dois se juntassem, e no momento você não pode me trair, Lenka.

— Não me subestime — a loira bufou. — Quer dizer mais alguma coisa?

— Ah, já tinha até me esquecido…

A vampira ouviu cada palavra em silêncio, porém sorrindo cada vez mais até que caísse na gargalhada. Depois de ouvir o que foi dito, se uma hora para outra ela se empolgou. Em sua opinião, as coisas se tornariam mais divertidas a partir dos próximos dias.

— Você é terrível… — Lenka riu alto. — Mas como sou sua amiga, isso será fácil de fazer. E com certeza virá um problema depois disso… Tem certeza de que quer isso?

— Errei alguma vez até agora?

— Não errou, mas também não acertou — ela provocou. — Se isso era tudo que queria falar, eu já vou.

Antes que Lenka pudesse pensar em se mover, uma frase a fez paralisar completamente.

— Chovia naquela noite, certo? Por isso você não gosta mais de chuva...

Ela não respondeu. Caso fizesse isso se arrependeria depois. Então sua melhor opção era sair dali o mais rápido possível, e foi o que fez. Ela saiu o mais rápido que pôde, sem pensar em olhar para trás.

Só depois de alguns minutos, a vampira parou e se encostou em uma árvore, descendo até que chegasse ao chão. Ela iria ficar lá por muito tempo, ou pelo menos, até que parasse de pensar no que tinha acontecido a anos atrás.

— P-por que você fez isso?!

— E-e-eu… Lenka…!

— Você é um monstro…

Ela suspirou cansada. Quando finalmente Lenka havia conseguido esquecer de tudo, alguém tinha que aparecer para lembrá-la.

— Uma vez idiota sempre idiota, não é...?

XxX

Rin acordara fazia alguns minutos. Nem ela nem Len haviam falado desde então. A loira já estava um pouco mais calma, mas receosa de permanecer na presença do garoto depois do que tinha acontecido. Ela já tinha aceitado o que tinha acontecido, por mais que doesse. Ver Gumi morta mexeu com seu emocional, beijar Len tinha acabado completamente com seu resto de sanidade.

Era errado beijar o vampiro. Ele poderia matá-la a qualquer momento, mas não ela não se importava. Já tinha acontecido. Agora tudo o que ela podia fazer era se afundar mais no lugar onde estava.

— Só eu estou ficando incomodado com esse silêncio? — ele tentou puxar conversa, mas Rin negou lentamente com a cabeça sua pergunta. — Você está sim… Só não quer falar comigo.

— Ainda bem que compreende isso — ela murmurou.

— Tem certeza que não quer falar sobre o que aconteceu na floresta? — ela negou novamente. — Quer dizer que quer ficar mesmo nesse silêncio?

— Fale se quiser, mas eu irei ficar calada — Rin falou baixo.

— Mas você já está falando — Len sorriu. — Rin… Acho melhor falarmos algo logo... O silêncio está me irritando.

A loira suspirou concordando com o que foi dito pelo vampiro. Ela também não aguentava mais o silêncio. Era algo incômodo demais.

— Se quer tanto conversar, tem uma coisa que quero perguntar… — sua voz saiu baixa. — Por que você me beijou?

Len ficou sem resposta para a pergunta. Como ele poderia explicar a Rin o que motivo dele tê-la beijado se ele próprio não sabia? Sua cabeça estava confusa sobre esse assunto, mas como não tinha jeito, ele teria que responder.

— Te beijei para você ficar quieta — mentiu. — Era isso o que queria falar?

— Não. Só uma mais uma perguntinha… Quantos anos você tem?

— Quantos anos eu tenho? — Len riu. — Parei de contar a muito tempo — acho que a Lenka deve saber. Ela ainda conta. — Porém, vamos dizer que tenho vinte e um.

— Foi a idade que você virou um vampiro, não é? — ele assentiu. — Pelo visto você não quer falar disso…

— Não gosto de falar sobre isso — ele suspirou. — Rin, posso tentar fazer algo com você?

Ela piscou algumas vezes confusa. Ela estava no fundo da cama e Len na beirada, então, ela não tinha opção a não ser aceitar o que o vampiro queria fazer, mesmo sem saber o que era. Mas já tendo uma ideia do que iria acontecer.

Um pouco devagar, a loira assentiu se encolhendo na cama. Lentamente, Len se aproximou da garota, deixando-a sem escapatória. Ela estava presa entre a parede e o vampiro que sorria de maneira maliciosa para ela.

"Vampiro maldito…" ela pensou irritada.

— Rin… Você não faz ideia do quanto me deixa louco — ele sussurrou passando a mão pelo braço da loira chegando até o queixo de Rin erguendo-o. — Sinto tanta vontade de tê-la para mim — Len a olhou nos olhos. — Posso satisfazer-te essa noite?

"Não, você não pode!" era o que a mente dela dizia.

— S-sim… — sua voz saiu em um sussurro.

E então os dois deram o segundo beijo do dia. Começou lento, mas logo se tornou voraz. Rin sentou no colo de Len sem quebrar o beijo. Ela puxava alguns fios do cabelo do vampiro como uma forma desesperada de trazê-lo para mais perto. Já ele apertava com força as coxas da loira para que ela sentisse dor.

Rin entregava-se fácil ao desejo que sentia pelo vampiro. Ela estava apaixonada por ele, por mais que não quisesse assumir isso. Agora ela sabia o quão perdida estava. Rin amava Len, porém iria negar isso o máximo possível, e Len se sentia atraído por Rin, sem "mas".

A loira separou o beijo por causa da falta de ar, e então ela encarou o loiro se afastando um pouco, até voltar a bater na parede.

— Me beijou agora por que queria que eu ficasse quieta? — ela sorriu ao questionar.

— Não — ele deu de ombros. — Senti vontade e te beijei. Você não gostou?

Ela negou devagar.

— Claro que gostei… — ela sorriu de maneira maliciosa. — Poderíamos continu…

Rin não chegou a terminar a frase. Seu teatrinho logo terminou. Ela soltou um grito de pavor ao ouvir o barulho de um trovão. Com isso, ela acabou assustando Len, que riu logo depois.

— Você tem medo de trovões? — o garoto perguntou e ela assentiu. — Se quiser, posso dormir com você.

— Na verdade eu irei embora.

— Como?! — Len se exaltou por um instante.

— Eu quero ficar aqui, Len, mas tenho que voltar para casa — ela murmurou. — Por acaso meu vestido já secou? Seria estranho se eu voltasse com essas roupas.

O vampiro parou para pensar por segundos. Ele se lembrou onde a irmã guardava os vestidos que usava quando iria sair. Ela tinha mais de um, e provavelmente, algum deveria caber na loira.

— Duvido que o vestido tenha secado, mas use este — o loiro mostrou para a mais nova um vestido de cor bege com alguns detalhes dourados. Lindo, na opinião de ambos. — Irá servir com certeza. E não pergunte sobre como eu o consegui.

Ela assentiu, pegou o vestido e foi em direção ao banheiro. Rin não queria demorar em trocar de roupa, não queria abrir uma brecha para Len vê-la nua. Em menos de dois minutos ela já estava pronta, no quarto enquanto o mais velho sorria de maneira involuntária ao fitar a loira.

— E-eu volto… Assim que conseguir resolver as coisas na aldeia, certo? — ela corou ao falar.

— Se demorar demais, irei buscá-la — ele sorriu. — Até breve, Rin.

— Até, vampiro tonto.

Ela saiu rindo da expressão irritada de Len. Ele ficou parado observando a loira sumir entre as árvores. Mesmo estando de noite, ela parecia saber aonde ia, o que o deixava um pouco mais calmo.

A garota já tinha gravado parte do caminho da casa de Len até a aldeia, e como ela conhecia parte da floresta, não seria um problema tão grande.

"Rin… Você é tão estranha… Você é…".

XxX

A loira não levou nem vinte minutos para chegar na aldeia. Ela pegou um atalho que aprendera com Luka para evitar passar pelo local aonde Gumi havia morrido. Era um caminho mais rápido, por isso, ela não demorou.

Ao passar pela rua, Rin notou que as casas estavam mais trancadas do que sempre. Tinham correntes, cadeados… Tudo o que era possível. Ela sabia o motivo disso ter acontecido. A morte da filha do líder da aldeia no meio da floresta devia ser algo assustador para todos os moradores. Seria um sinal de perigo. Mas para ela não.

"Len… Que bela confusão" ela pensou se aproximando de casa.

Rin parou de andar bruscamente ao perceber a silhueta de uma pessoa parada próxima a porta de sua casa. Seu problema não era ter uma pessoa em pé provavelmente esperando-a no meio da noite. Seu problema era quem era a pessoa.

— Oliver…?!

— Por que voltou tão tarde, Rin?! E em que lugar você esteve o dia inteiro?! — ele nem deu tempo para ela pensar. — Responda!

— Ora, eu fui à casa do Rinto — ela falou a primeira coisa que veio em sua mente.

— Eu até poderia acreditar se não tivesse achado sua capa no local da morte da Gumi.

Ela arregalou os olhos surpresa. A loira havia esquecido completamente da maldita capa que usava mais cedo. Sua cabeça estava em outro lugar na hora.

— Como você sabe que a capa é minha? — ela perguntou desconfiada.

— Não te chamam de chapeuzinho vermelho atoa, Rin — ele tirou a capa de um monte de feno e entregou a garota. — Você é a única garota daqui que usa capas vermelhas. O que você está escondendo?

— N-nada — ela engoliu seco. — Por que você está agindo assim?!

— Não mude de assunto e não minta para mim. Não pense que não percebi seu comportamento. De um tempo para cá você andava estranha… Argh! Só me diga uma coisa, você esteve com a Gumi antes dela morrer?

Rin sabia que mesmo contando a verdade, Oliver não iria acreditar no que ela dizia. Não valia a pena mentir nem contar a verdade. Depois de pensar um pouco ela acabou encontrando a melhor resposta.

— Sim… — mentiu. — Um pouco antes.

— E onde esteve o resto do dia? — ele perguntou inexpressivo.

"Na casa do assassino da Gumi".

— Não posso contar…

Os dois ficaram em silêncio por longos minutos. Rin sabia que tinha que contar a verdade para o melhor amigo, mas tinha medo de como ele poderia reagir. Omitir o que tinha acontecido era a melhor opção que ela tinha.

— Se é assim, Rin… — Oliver suspirou. — Melhor você não falar mais comigo.

— O-o quê? — ela arregalou os olhos.

— Quando resolver voltar a me contar as coisas pode vir falar comigo, mas agora, me deixe em paz — ele se virou indo em direção a sua casa. — Ah, sugiro que procure a Miku, ela ficou muito mau pelo que aconteceu... Tchau, Rin…

Ela ficou parada por minutos que pareceu uma eternidade, ela não conseguia se mover, muito menos falar. Aquilo tinha sido demais para ela. Rin segurava o choro apertando os braços contra o corpo. De todas as pessoas que ela podia perder, Oliver era a que ela não queria perder.

— O-Oliver… E-eu… Te amo

Notas finais
*se escondendo* Sem querer me matar, amiguinhos… Se matar a autora não tem mais história, lembrem-se disso! Alguns momentos desse capítulo precisavam se feitos. Por mais que algumas coisas pareçam confusas agora, tudo vai se resolver daqui pra frente. Sei que prometi não fazer mais momentos Len/Lenka, mas terão vezes que vai ser necessário, principalmente se eu quiser explicar o passado do Len... ~~Pausa para agradecimentos~~ Eu gostaria de agradecer aos 8 fucking favoritos. 8!!!!!!1!!1!!! E também aos acompanhamentos e comentários--que eu fico lendo, relendo e rindo algumas vezes. ~~Voltando~~ Vamos as perguntinhas finais de sempre--amo ver as mil ideias que aparecem nos comentários-- Com quem será que a Lenka estava falando? Será que o Len deixará de ser rodado e vai assumir que gosta da Rin? ~~éhh, acho que não tão cedo... Como será que vai ficar a relação entre a Rin e o Oliver? E a frase final da Rin? ~~nem vem querer me dar um tiro por isso. As coisas serão explicadas em breve!! Até mais, kissuss Até o próximo capítulo