Notas iniciais
É seguro sair do meu esconderijo agora? Sim? Sim, acho que sim. Hello my cats... Eu não tenho nada a declarar sobre o outro capítulo se sobre esse. Já estou até me preparando para as ameaças de morte. Sinto que não vão ser poucas... Nem vou falar muito. Fiquem com o capítulo

— Tem certeza que é isso o que quer fazer? — a garota perguntou encostada na parede, observando tudo o que acontecia. — Não acho que é certo.

— Como se você soubesse de alguma coisa para reclamar… — a resposta foi breve. — Sei o que estou fazendo.

— Só acho que não vai funcionar — ela deu de ombros.

Poucas pessoas passavam na rua naquele horário, então ninguém ouviria a conversa. Do jeito que a loira queria. As duas pessoas se encaravam com um certo ódio. Por mais que precisassem do trabalho em equipe de ambas partes, ninguém estava facilitando.

— Você falou com ele?

— Não conversamos desde… — ela suspirou. — Você sabe o que aconteceu. Mas ele continua atrás de mim.

— Sabe, Lenka… Não acho que vá conseguir fugir por muito tempo — sorriu. — Avisei que era melhor ter ficado calada, e como sempre você não me escutou.

— Se fosse você no meu lugar, com certeza entenderia.

A pessoa riu alto, para irritar a mais nova. Quanto mais ela conseguisse irritar a loira seria melhor em sua opinião.

— Seu aniversário está chegando, não está? — o assunto foi alterado rapidamente.

— Está sim, mas por que a pergunta? — Lenka estranhou a pergunta.

— Quero lhe dar um presente... É na próxima semana, não é? E você vai fazer dezenove — a loira assentiu. — Você vai adorar o que irei te dar...

— Sim. Adorei o presente — ela sussurrou.

— Lenka, está ouvindo o que estou dizendo?! — Len exclamou fitando a irmã. — No que você está pensando, agora?!

Ela não respondeu. Lenka saiu da sala e deixou o garoto sozinho. A loira foi para o quarto e se soltou na cama. Len não entendia o motivo da mais nova estar agindo daquele jeito, porém fazia uma pequena ideia do que se passava na cabeça da irmã.

Pouco tempo depois de Rin ir embora, Lenka retornou de seu "passeio" noturno e desde então não havia dado uma palavra. O que era estranho já que a vampira quase nunca parava de falar. Mesmo estranhando, o mais velho deixou isso de lado.

"O aniversário dela… É daqui a duas semanas… E eu esqueci mais uma vez" ele pensou se encostando na porta do quarto. Finalmente ele havia entendido o que acontecia com a irmã.

— Sabe qual é o presente que as pessoas guardam para sempre, Len?

— Qual é? — o garoto perguntou curioso.

— A morte…

Devagar, o vampiro se sentou ao lado da loira na cama, passando a mão entre os fios claros da irmã, fazendo que ela o encarasse com o olhar um pouco chateado, mas logo voltou a pôr o rosto contra o colchão.

— Lenka… — ele chamou baixo. — Tenho um presente para você.

Ela voltou a olhar o irmão, mas dessa vez com uma expressão fechada e séria. Vindo de Len, um presente poderia ser qualquer coisa, inclusive algo que poderia matá-la.

— Não se preocupe, é algo que você vai gostar — sorriu.

— Ouvi isso uma vez — ela se sentou na beirada da cama, deixando as pernas balançarem um pouco. — E não gostei do que ganhei.

— Prometo que irá gostar. Agora feche os olhos.

— Len…

— Feche — ele ordenou.

Rindo baixo, Lenka acabou fazendo o que o irmão pediu sem enrolar mais, e sem tirar o sorriso do rosto. Ela estava atenta em todos os movimentos de Len, e caso ele fizesse algo suspeito, a loira saberia como iria agir.

A mais nova só baixou a guarda ao sentir algo frio ao redor de seu pescoço e sentir o mais velho ajeitar seu cabelo. Ela abriu os olhos devagar, passando a mão pelo colo e percebeu algo ao redor dele.

— O que é isso? — ela perguntou encarando o irmão.

— Seu presente — a resposta foi breve. — Comprei para o seu aniversário de dezoito anos, mas não tive tempo para dar.

— Guardou isso durante todos esses anos?

Lenka brincava com o colar que tinha uma pequena cruz como pingente.

— Só esqueci de te dar — ele deu de ombros.

Os minutos que se seguiram foram de um silêncio absoluto. A loira ainda se entretinha com o cordão que havia ganhado, e Len parecia estar prestando atenção em outra coisa. Mais precisamente, em outra pessoa.

— Len… — a mais nova chamou baixo, sendo logo fitada pelo irmão. — Até que você não é um mau irmão.

Os dois riram e então o silêncio voltou. Len não sabia como responder a irmã. Fazia muito tempo que ele não ouvia aquelas palavras vinda de Lenka, então não sabia como agir. A única coisa que ele podia fazer era se aproveitar da situação.

— Não sou? — ele riu, empurrando a loira na cama, e logo ficando por cima dela. — Tem certeza?

— O que você pensa que está… — ela não terminou a frase.

Sem aviso prévio, Len começou fazer cócegas na barriga da irmã, fazendo que ela começasse a rir sem parar. Ele também ria um pouco, mas se concentrava mais em brincar com a mais nova.

Depois de uma sessão de risadas e alguns gritos de "raiva" de Lenka, a mais nova conseguiu inverter o jogo, e ficar por cima de Len. Isso pegou o loiro de surpresa, já que ele não esperava que isso fosse acontecer. E também, ele havia se distraído com o que acontecia.

— Está na hora de você aprender uma lição, Len — a loira sorriu maldosa, mostrando as unhas que mais pareciam garras. — É hora da vingança…

XxX

Rin acordou na manhã seguinte ainda um pouco chorosa. Ela não havia conseguido entrar em casa. Ela preferiu seguir caminho para a casa de Miku, e passar a noite com a amiga. As duas passaram a noite quase toda chorando. Cada uma por seu próprio motivo.

Miku chorava pela perda de Gumi. Era algo que ela não conseguia aceitar que aconteceu. Ela não conseguia acreditar que uma de suas melhores amigas havia morrido de um jeito tão… Brutal. A garota não tinha visto o corpo, mas pelo que haviam lhe contado, o estado no qual o corpo fora encontrado era um dos piores.

Já Rin chorava por causa de Oliver. Perder o melhor amigo era demais para ela. Oliver era a pessoa mais importante para ela. Dentre todas as pessoas que ela poderia perder, o loiro era a última opção. Claro que ela não tinha falado com Miku sobre o que tinha acontecido. Como a garota de cabelos turquesa achava que a loira chorava por causa de Gumi, era melhor continuar assim.

No momento, as duas estavam tomando um chá, dessa vez feito pela avó de Miku, para que as ambas se acalmassem. Rin estava calma a tempos, mas ainda tomava o chá por causa de sua amiga. A loira já se sentia melhor sobre o dia anterior. Ela precisava falar com Miku sobre o que estava acontecendo. Caso escondesse por mais tempo, ela iria surtar.

— Miku… — ela suspirou. — Se eu te contar uma coisa… Você promete não surtar?

— Claro, Rin — sorriu. — Sobre o que quer falar?

— Relacionamentos…

— Wow... Esse é o tipo de assunto para falar com a Luka — Miku falou para si mesma. — Porém como ela só volta hoje a noite…

Antes que a loira pudesse expressar alguma reação, a mais velha pulou em seu colo, dando-lhe um abraço forte, deixando-a quase em ar.

— Minha menina está crescendo — o cabelo claro de Rin foi bagunçado sem nenhum cuidado pela garota. — Diga, como está o seu coração?

— Quebrado — a resposta fora rápida.

— Ah, nesse caso seria melhor falar com a Luka, mas como ela não está aqui… Quem quebrou seu coração, Rinzinha? Diga e eu acabarei com o ser insensível que fez isso.

— Não será necessário tudo isso, Miku — ambas riram. — Na verdade, eu mesma quebrei meu coração. Briguei com o Oliver na noite passada.

— Vocês brigaram?! — seu tom de voz demonstrou surpresa. — O que aconteceu? Vocês nunca brigaram antes!

— Eu menti para ele sobre algo muito sério — Rin suspirou. — Não tive como falar a verdade.

— Ele não aceitou bem, certo? — assentiu devagar. — Mentiu sobre o que?

Ela teria que falar sobre o que tinha acontecido, ela não aguentava mais ter que esconder isso, pelo menos para uma pessoa ela teria que contar. Miku não era a melhor pessoa para contar, mas como Luka estava fora, não tinha jeito.

— Menti sobre a morte da Gumi — ela baixou a cabeça. — Eu a vi antes que ela morresse completamente.

— Como?! — Miku gritou, assustando Rin. — Explique isso direito… Agora!

Rin começou a falar sobre tudo, sem perder os mínimos detalhes. A cada palavra dita pela loira, seu coração apertava cada vez mais, enquanto Miku permanecia séria o tempo todo. A mais nova falou sobre sua conversa com Oliver e também contou sobre Len. Ela explicou que ele era um vampiro, que os dois haviam "dormido" juntos, sobre a morte da garotas de cabelos verdes, e por fim sobre o beijo. Não foi uma surpresa para ela, o tapa que ganhou da amiga assim que terminou de falar. A loira já esperava esse tipo de reação, então estava preparada.

— VOCÊ FICOU LOUCA?! — a mais velha berrou. — POR QUE NÃO ME CONTOU ISSO ANTES?

— E-eu… — ela murmurou. — Sinto muito.

— Sente muito?! SENTE MUITO?! Qual é o seu…

— Ora, cale a boca, Miku — uma nova voz pôde ser ouvido na sala. — Ainda não percebeu o quanto a Rin está mal?! Você só está piorando o humor dela!

— Você estava ouvindo nossa conversa, vovó? — a garota perguntou irritada.

— Não. O que eu estava ouvindo era a Rin tentando falar sem chorar e seus berros incrivelmente altos — a loira riu baixo. — Vampiros por aqui… Por que estou surpresa? Muitos dos anciões já estavam suspeitando disso.

— Se estavam, por que não fizeram nada?! — Miku se revoltou rapidamente.

— Porque nada tinha acontecido ainda, menina tonta — Rin tentava se controlar para não rir. — E também, não poderíamos contar algo assim à Gumiya, ele iria ficar paranoico... Agora, pegue uma vassoura e limpe o que você quebrou na cozinha.

— Que eu quebrei?! Nem fui à cozinha hoje.

— Sim, você quebrou. Vá limpar, Miku. Tenho que conversar com a Rin.

A garota saiu sem dizer mais nada. Porém, foi em direção ao seu quarto, trancando-se no cômodo. Rin permaneceu de cabeça baixa durante a discussão inteira. E ainda permanecia. Ela estava com medo do que ouviria da avó de sua melhor amiga. A loira havia perdido dois de seus melhores amigos, ouvido coisas horríveis vindas de sua quase irmã e ainda teria que ouvir mais coisas. Tudo o que ela queria era um pouco de paz, mas pelo visto, ela não teria isso tão cedo.

— Quer dizer que seu coração está dividido entre dois garotos? — a loira assentiu devagar. — Olhe para mim, Rin.

Ela levantou o olhar devagar, notando que estava sendo fitada pela senhora que estava sentada no lugar que antes Miku estava sentada.

— Querida, acho que você precisa desabafar sobre isso — sorriu. — Caso queira, posso lhe ouvir.

— Sona, você acha errado se apaixonar por um vampiro? — Rin perguntou baixo, causando risadas da mais velha.

— Claro que não, Rin.

— Não?! — ela se assustou com a resposta.

— Não. Já passei por algo parecido a muito tempo, então sei como se sente — Sona suspirou cansada.

— Passou? — a loira se assustava mais a cada momento.

— Sim — ela sorriu. — Não me encantei por um vampiro, mas me apaixonei por meu melhor amigo. A outra pessoa que me apaixonei era uma garota. Ela era uma kitsune. Linda, eu realmente a amava… Estou fugindo do assunto, meu bem?

— Não... Não — Rin riu. — Como terminou?

— Bem… Os dois travaram uma grande batalha, e não pude fazer nada para impedir — sua voz ficou triste por um instante. — No fim, acabei perdendo os dois… — ela percebeu a expressão da loira, e então consertou o que disse. — Não como se fosse acontecer isso com você.

— Entendi o que quis dizer — a mais nova sorriu. — Não conseguiu se decidir e acabou ficando sem os dois.

— Isso… Rin, ainda há tempo para você se decidir sobre seus sentimentos. Não cometa o mesmo erro que eu — Sona pegou no ombro de Rin e a puxou para um abraço. — Sabe que a pedido de sua avó, eu lhe criei como se fosse minha neta. Lhe criei melhor até do que a Miku. Não quero que nada aconteça com você, mas saiba que não importa qual seja sua sua escolha, irei te apoiar.

— Obrigada, Sona — a loira sorriu se soltando lentamente da mais velha. — Mas diga… O que tenho que fazer agora?

— Se eu fosse você, falaria com o Oliver e explicaria o que está acontecendo. Ele precisa saber… E então… Aí, eu já não sei — ambas riram. — E fale com o vampiro, porém não conte nada sobre o que aconteceu. Para te ajudar, enrolarei os anciões dizendo que o que houve com Gumi foi obra de um lobo.

— Está dizendo que devo contar tudo ao Oliver, e não dizer nada ao outro? — ela perguntou vendo a mais velha assentir.

"Bem… Já contei ao Oliver sobre Len, mas não disse que ele era um vampiro. Ainda não devo contar isso a ele. O Oliver até é uma boa pessoa, mas é um dedo-duro de primeira".

— Mas, e a Miku? — ela se lembrou da melhor amiga histérica.

— Eu irei ter uma longa conversa com ela — Sona sorriu. — Agora, vá conversa com o Oliver. Se quiser, depois pode voltar para cá e jantar.

— Mas eu ainda nem almocei…

— Rin, hoje você irá andar o dia inteiro, só deve chegar aqui a noite. Isso se você chegar aqui — ela riu. — Se for sair, saia logo, provavelmente irá chover mais tarde.

— Tudo bem, tudo bem… Irei agora então.

Rin se levantou do sofá e seguiu devagar em direção à porta. A conversa com Sona havia a deixado um pouco mais calma, e havia melhorado seu humor. Ela iria contar tudo para Oliver, e dessa vez, não teria medo da reação do garoto. Antes que fosse embora, ela deu um leve aceno para a senhora sentada no centro da sala.

Boa sorte, minha querida… Você irá precisar...

XxX

— Ah, Rin! Há quanto tempo não a vejo — Al, o pai de Oliver, sorriu ao ver a loira parada na frente de sua porta. — O Oliver está no quarto. Ele não parece muito bem, quem sabe você pode tentar animá-lo.

"Ele não deve ter contado aos pais sobre a nossa briga" ela pensou assentindo devagar ao que o mais velho disse.

Rapidamente, ela entrou na casa logo virando o olhar para o quarto de seu melhor amigo. Como a porta estava aberta, ela conseguia ver dentro do cômodo. Deu para que a loira notasse que Oliver estava aparentemente dormindo.

— Terei que sair agora, tudo bem se eu deixar vocês dois sozinhos? — Al perguntou já quase fora da casa.

— Não tem problema, não irei demorar — Rin sorriu enquanto assistia o homem deixar a casa rapidamente. — Acabei de notar que a única pessoa normal que vive aqui é o Ollie.

Por dentro, a loira desejava que não tivesse sido ouvida por Al. Por fora, ela somente ria, enquanto andava em direção ao quarto do melhor amigo. Ela parou próxima à porta observando Oliver dormir, até que finalmente tomou coragem para acordar o loiro. Rin se aproximou lentamente do garoto, ainda receosa, ela parou ao lado da cama.

— Oliver… — ela mexeu o braço do loiro devagar. — Oliver… — por fim, ela deu um leve tapa no amigo, acordando-o.

— O que você faz aqui?! — ele parecia irritado. — Não entendeu o que lhe disse ontem?! Não quero mais te ver! Nunca mais!

Ela ficou assustada com a reação do amigo. Rin esperava uma reação ruim vinda de Oliver, mas não algo assim. Seu coração que já estava quebrado se rachou um pouco mais.

— E-eu… Queria falar com você… — a loira engoliu seco.

— Mas eu não quero falar com você! — ele revirou os olhos.

— Bem, estamos sozinhos, então não irá se livrar de mim tão fácil.

Rin havia se decidido a falar com Oliver. Ela queria explicar tudo para ele, mesmo que isso acabasse de vez com a amizade dos dois.

— Tudo bem, Rin… Você tem cinco minutos para falar o que quer. Caso contrário não pense que não te colocarei para fora.

Oliver se sentou na cama e deu um espaço para que a loira se sentasse ao seu lado. Ele estava irritado com a garota, mas se ela havia saído de casa só para falar com ele depois do que acontecera na noite passada, era porque ela tinha algo importante para dizer.

— Eu não devia ter mentido para você — ela começou baixo. — Fiquei com medo do que você iria dizer ou fazer caso descobrisse a verdade.

— Que verdade, Rin…? — ele perguntou.

Rin não tinha uma resposta certa para a pergunta de Oliver, ela não sabia como responder a pergunta. A única coisa que ela pôde fazer foi puxar o loiro para um beijo. O garoto primeiramente se assustou com a ação da amiga, mas logo se rendeu a amiga. Não foi nada muito profundo, só o suficiente para que momentaneamente ele se distraísse.

— Oliver, você é o meu melhor amigo e eu te amo, amo mesmo — ela suspirou. — Mais do que como um amigo, porém… Não o suficiente para ficarmos juntos.

— Você me ama? — sua voz saiu fraca.

— Claro que amo! Não do jeito que você, mas… — a frase não foi terminada.

— Já entendi. Não precisa dizer mais nada — ele suspirou. — Tem mais alguma coisa que precisa me dizer ou é só isso?

— Na verdade, tem outra coisa que quero te dizer… — Rin fechou lentamente os olhos e então fitou Oliver. — Lembra de quando falei que talvez estivesse apaixonada? — ele assentiu. — Acabei descobrindo que realmente estou apaixonada, e… Acabei me apaixonando por um assassino.

— Como assim, Rin?! — ele se assustou ao ouvir a loira falar.

— Ontem, eu lhe disse que estive com a Gumi antes de sua morte, mas na verdade eu a vi sendo morta pelo garoto que eu achava estar apaixonada… — ela tentou se manter firme. — Aconteceram coisas na noite passada que me fizeram perceber que estou apaixonada de verdade.

"Por que, Rin? Por que você sempre escolhe a pessoa errada?" ele pensou sem demonstrar sua raiva.

— Você queria contar isso a alguém, certo? — a loira assentiu devagar. — Saiba que sempre estarei aqui quando tiver um problema. Mas agora, preciso que vá embora. Ainda não quero falar com você.

— T-tudo bem… — sabia que você iria fazer isso comigo. — Eu já pretendia ir embora mesmo…

"Isso… Corra para os braços do vampiro enquanto você ainda pode…" Oliver sorriu involuntariamente.

— Por que você está sorrindo? — Rin perguntou confusa.

— Por nada, Rin. Nada mesmo — ele sorriu dando um peteleco na testa da loira. — Vai para casa, baixinha.

Os dois riram e então se abraçaram. A mais velha era quase sufocada pelos braços do loiro, até que finalmente conseguiu se soltar.

— Eu te levo até a porta — o garoto pegou na mão da amiga puxando-a pelo quarto até a sala e lá abrindo a porta para a loira. — Até mais, Rin.

Devagar, a mais velha ficou na ponta dos pés, deixando os rostos dos dois bastante próximos. Sem que percebesse, os lábios de ambos já estavam juntos. Não foi nada muito rápido, mas foi o suficiente para que fossem vistos por vizinhos curiosos.

— Tchau, Oliver — ela saiu sem dizer mais nada, porém estava corada por causa do beijo.

"Oliver, você sempre consegue me enlouquecer… Pelo menos… Agora só falta falar com o Len…"

XxX

Rin achou melhor esperar o pôr do sol para poder ir até a floresta. Depois de uma tentativa fracassada de adentrar o local, era melhor voltar para casa e esperar por algumas longadas horas.

Fazia alguns minutos que ela fitava a rua ficando calma. Todos se trancando em suas casas, possivelmente com correntes do lado de dentro também. Isso deveria ser coisa de Sona. Ela já devia ter alertado sobre o "lobo" aos anciões.

— Ninguém está na rua, mas então, por que não consigo sair?! — ela murmurou. — Ah, dane-se.

Já irritada com seu próprio comportamento, a loira seguiu para a floresta em passos rápidos. Ela já tinha bolado uma desculpa caso encontrasse alguém. Mesmo isso sendo impossível.

Sua sorte era que somente três pessoas além dela sabiam o que tinha acontecido de verdade. Se fosse necessário, pelo menos Miku a ajudaria. Oliver ainda não queria falar com ela, ele iria agir como se nada houvesse acontecido. Sona já havia passado da idade, o máximo que poderia fazer seria ficar sentada em uma cadeira.

Rin estava decidida a pegar o caminho mais curto até a casa de Len. Embora fosse uma passagem que cortasse boa parte do caminho, não tinha uma saída direta até a residência do vampiro. Ela ainda teria que andar um pouco mais.

O tempo na floresta parecia passar mais rápido. A loira só notou a escuridão total na qual se encontrava na metade do caminho. Ela não tinha mais como voltar, e ainda parecia que iria chover bastante naquela noite.

— Espero que não chova agora… — ela apertou mais a capa contra si.

Quanto mais ela andava, maior parecia o caminho, era como se não fosse ter fim, mesmo ela já estando próxima ao final do que aparentava ser um enorme labirinto de árvores.

Ela parou próxima a uma árvore, respirando forte enquanto encarava o resto da trilha. Não demorou nem mais dois minutos para que ela chegasse à casa de Len.

Antes que ela pudesse se aproximar da casa, a loira teve que se esconder atrás de uma árvore, ao ver a porta ser aberta, e ver Len sair da casa com uma garota. Como Rin conseguiu se esconder rapidamente, ela conseguiu ver quem estava com o vampiro.

— Len… Lenka…? — ela murmurou um pouco assustada.

A loira estava perto o suficiente para poder ouvir a conversa dos dois.

— Queria passar a noite com você — o garoto disse passando a mão pelo cabelo da loira. — Estava tão divertido. Você tem que ir, por quê?

— Len, tenho meus problemas — ela riu. — Depois nós brincamos mais. Acabou de anoitecer... Temos a noite toda...

Rin permanecia em estado de choque. Ela não conseguia acreditar nas poucas palavras que conseguiu ouvir. O fundo do poço para a garota foi quando lentamente Len se aproximou de Lenka e deu um leve beijo nela.

Eu te amo, Lenka…

Notas finais
*Do meu esconderijo eu não saio e ninguém me tira daqui* Hoje não tem perguntinhas... Para minha própria segurança vou ficar até quieta. Prometo que as coisas vão se ajeitar no próximo capítulo. Kissuss, até mais...