Sadistic Vampire

15 Drinking with the Devil


Notas iniciais
Hellow my cats!!! Tia Neko está aqui com um capítulo um pouquinho menos tretoso. Eu tinha que dar uma pausa nas tretas, senão eu acho que o coração da Rin não iria aguentar. Vamos dar uma pausa no sofrimento dela... Só um pouquinho. Quero agradecer os lindos reviews, que eu amo ler - e muitas vezes me acabo de rir - e que me ajudam a continuar :3 Não levem tão a sério o nome do capítulo, só o coloquei assim por que tem um pouco a ver com o capítulo. E por falar em capítulo, fiquem com ele

A manhã havia bastante calma, assim como a tarde estava sendo. Depois de voltar para a casa de Miku, Rin tentou não chorar, e por sorte acabou não fazendo isso, porém ela não dormiu em nenhum momento. Sua mente estava perturbada demais para que pudesse fazer algo do tipo. Tudo o que ela pôde foi pensar.

Muitos de seus pensamentos envolviam o acordo que havia feito com a vampira loira. Ela não estava completamente arrependida, porém tinha remorso de sua escolha. A sensação de que não tinha feito a escolha certa e de que algo estava errado parecia persegui-la a todo o tempo, o que a matava por dentro.

Depois de horas deitada na cama da melhor amiga, quando finalmente quase se rendeu ao sono, Rin foi obrigada a levantar-se pela garota de cabelos turquesa. Mesmo contra sua vontade, ela acabou saindo da cama. O que ela não esperava era que havia uma surpresa para ela.

Era uma festa de aniversário. A loira estava tão confusa que havia esquecido o aniversário de vinte e um anos. Mas, como sempre, ela tinha pessoas que faziam com que ela se lembrasse.

— Você esqueceu do seu aniversário? — Miku perguntou de boca cheia, incrédula pelo que havia ouvido. — Sempre se superando.

Após a raiva momentânea que a loira sentiu de seus amigos, tudo ficou mais calmo e alegre, Rin chegou até a esquecer o que a fez ficar acordada a noite inteira. Talvez tenha sido o bolo, ou as bebidas, ou a presença de seus amigos que a alegrou, ou talvez fosse a sensação de que tudo estava bem por enquanto.

— Andam acontecendo tantas coisas que acabei esquecendo disso — a loira disse bebericando sua bebida. — Nunca achei meu aniversário importante, mesmo. Vocês que sempre quiseram fazer uma festa.

— Da próxima vez, jogamos o bolo na sua cara, irá ficar mais feliz assim? — Oliver ironizou causando risadas das garotas. — Agradeça, pelo menos nós lembramos. Não foi que nem o aniversario da Miku que foi no inicio do mês e ninguém lembrou.

— Calado, Oliver — a mais velha ficou irritada por alguns segundos. — Voltando ao assunto da Rin... Por acaso seu irmão mandou uma carta para você ou algo do gênero? — Miku questionou bastante curiosa.

— Não mandei para ele, por que ele mandaria para mim? — Rin respondeu sem pensar muito. — Não o vejo a quase um ano, acha mesmo que ele se importaria em mandar algo para mim? Sei que ele 'nada' em dinheiro, mas duvido que aquele mauricinho faça algo assim.

— Você não acha que deveria ir ver seu irmão? — Luka perguntou se pronunciando pela primeira vez em minutos. — Vai ser bom para você sair daqui um pouco.

Um silêncio estranho estabeleceu-se no local. Eles ainda não tinham pensado em nada parecido com isso. Por mais que a ideia de tirar Rin da aldeia parecesse boa, não era algo fácil de se fazer. Ainda mais com a briga entre a loira e o irmão que eles não fazem ideia de que tenha acontecido.

— Não é uma boa ideia… — a loira deu mais um gole na bebida antes de falar. — Quando o Rinto voltar a falar comigo, talvez seja uma ideia boa.

— Ah, não ligue para isso — a garota de cabelos verdes disse terminando seu sorvete. — Seu irmão é um babaca, você fez bem em largá-lo.

— Ele nunca te tratou bem. Eu tinha vontade de matá-lo todas as vezes que ele vinha te ver — Oliver falou roubando a bebida da loira e tomando um pouco.

— Ora, você sempre foi ciumento com a Rin — Miku sorriu.

— Não tanto quanto ela era comigo — o loiro provocou. — Eu não podia nem me aproximar de uma garota que já era motivo para ter ciúmes.

— Sempre achei que vocês terminariam juntos… — Luka disse calma.

Rin ficou surpresa quando viu que Luka estava como sempre. Ele sorria, implicava com Oliver, fazia mil e uma brincadeiras com Miku… Parecia que ainda era a mesma. Quando a garota de cabelos verdes tocou no assunto "sangue", ela falou que não sentia fome, que estava melhor do que antes. Isso animou a loira.

Seja lá o que Lenka tivesse feito, parecia estar funcionando. Já Oliver permaneceu do jeito de sempre o tempo todo. Ele não queria demonstrar a pouca raiva que ainda sentia de Rin. Enquanto a loira achasse que estivesse tudo bem seria melhor para todos.

— Miku, sua avó sabe que estamos fazendo essa bagunça aqui? — a loira perguntou finalmente dando-se conta do que estava acontecendo. — Ela odeia coisas fora do lugar.

— Eu sei disso, mas como é seu aniversário, ela disse que não se importaria com uma pequena bagunça — a garota deu de ombros. — Sabe, Luka… — Miku recomeçou a falar. — Se eu não soubesse que você é uma vampira, jamais imaginaria que você é uma.

— Verdade. Você parece tão… Você — Oliver concordou com a amiga histérica.

— É estranho, não é? — Luka sorriu. — Sei que estou diferente, porém, me sinto melhor do que nunca… Por que será?

De maneira discreta, a garota de cabelos róseos olhou para Rin de uma forma provocativa. A loira evitava falar sobre a noite passada, porém Luka ainda queria saber o porquê da garota ter feito um acordo com a vampira loira. Miku não percebeu a tensão que havia se criado entre as duas, mas Oliver percebeu a expressão triste da melhor amiga.

"O que você fez agora, Rin?".

— Rin… Você não contou o que pediu quando apagou as velas… — o garoto falou mudando de assunto. — O que você pediu?

— Não pedi nada — a loira foi direta. — Só ter vocês aqui comigo já está muito bom.

Como se todos tivessem pensado ao mesmo tempo, todos jogaram uma almofada em Rin, fazendo com que ela risse alto. Logo a sala estava preenchida por sons de risos altos. Ninguém pensava sobre o que tinha acontecido ou sobre o que poderia acontecer. Só o que importava era o momento que eles vivenciam.

— Eu ainda estou com fome — Miku disse um pouco chorosa. — Luka, vem comigo pegar mais bolo, e aproveite e pegue sorvete para você.

A mais velha achou melhor não ir contra a garota de cabelos turquesas. As duas foram rapidamente para a cozinha, deixando os dois loiros sozinhos na sala. Rin torcia para que Oliver não perguntasse nada sobre a noite passada, mas, obviamente ele iria querer saber o motivo que a fez sair correndo sem dar respostas.

Ambos estavam no mesmo sofá, ela estava com a cabeça no ombro loiro, enquanto ele mexia devagar no cabelo dela. Se dependesse dos dois, eles poderiam ficar assim o resto do dia, porém, eles precisavam ter uma conversa séria.

— Você… Quer falar sobre ontem? — ele perguntou devagar. — Se não quiser, eu vou entender.

— Podemos falar sobre isso depois? — a voz de Rin saiu baixa. — Ainda tenho que resolver uma coisa. Depois que fizer isso, eu falo com você, certo?

— Claro… — a resposta foi breve e fria. — Pretende ficar bêbada essa noite?

— Não. Tenho que fazer algo hoje a noite — ela suspirou. — Amanhã eu embebedo-me para esquecer o que vou fazer mais tarde.

Oliver não iria perguntar o porquê de Rin estar daquele jeito. Ele já sabia o motivo da tristeza da amiga. Tinha algo a ver com o vampiro que ela estava apaixonada. Como ele já havia decidido que não iria mais meter-se na vida amorosa da loira. Era melhor que ela se decidisse sobre quem iria amar.

— Tem algum problema se eu dormir na sua casa hoje? — ela perguntou pegando novamente a bebida e terminando com a garrafa.

— Sabe que sempre pode dormir na minha casa — o garoto sorriu. — Só que você vai ter que ficar trancada no meu quarto.

— Por quê?

— Desde quando você foi a minha casa e nós nos beijamos, minha mãe anda com mais raiva de você do que o habitual — ambos riram. — Rin… Posso lhe fazer uma pergunta…?

— Claro que pode… — a loira estranhou a fala do melhor amigo.

— Se você pudesse me beijar novamente, faria isso?

A mais velha não esperava essa pergunta, então acabou demorando para responder a questão. Quando finalmente ela conseguiu fazer algo, esse 'algo' foi somente encarar o garoto loiro por um tempo.

Os dois ficaram encarando-se por alguns segundos, cada vez mais próximos. Era bastante óbvia qual era a resposta da loira. Os lábios de ambos tocaram-se devagar. Tudo era calmo. Oliver tentava não perder o controle, e Rin pensava se era mesmo certo estar beijando o melhor amigo.

Quando iam aprofundar o que era para ser somente um selar rápido, os dois começaram a ouvir risadas vindas de um lugar próximo e logo separam-se completamente vermelhos. Ambos haviam se esquecido da presença de Miku e Luka.

— Awn, meus bebês cresceram tão rápido! — Luka fingiu estar emocionada com a cena que observava a minutos. — Rin, decida com quem quer ficar! É impossível namorar dois garotos ao mesmo tempo — ela riu alto. — Mas isso não importa. Irei marcar o casamento de vocês para a próxima semana. Vai ter bolo, várias coisas de vocês dois, desde a infância…

Aquelas palavras só deixavam a loira mais vermelha. Desde o início da semana, Miku esteve colocando a garota de cabelos róseos à par da situação que se encontravam. Ela já sabia do envolvimento de Rin com Len.

— Você está bêbada, Luka… — a loira afirmou tentando esconder a vergonha que sentia.

— Talvez eu estava um pouquinho bêbada — a mais velha riu. — Quantas garrafas já bebi desde a manhã?

— Umas duas ou três garrafas… — Miku falou sentando-se no sofá à frente dos loiros. — Ah, claro que bebeu todas sozinha.

Os mais novos encararam-se rapidamente, percebendo em qual situação estavam. Aquilo não era era nada bom. Se até mesmo Lua, a pessoa mais responsável que conheciam, havia se rendido ao álcool, Miku seria a próxima, e depois um dos dois terminaria bêbado com as duas.

— É seguro ficar no mesmo local que uma vampira bêbada? — Oliver perguntou devagar.

— Iremos descobrir na prática — Rin suspirou. — Miku, você não está bêbada também, ou está?

— Nunca vi ninguém se embebedar de bolo e sorvete. Então, eu acho que não — a garota falou como se fosse algo óbvio.

Os loiros suspiraram aliviados. Miku já era problemática sem bebida, com, então… Era melhor nem falar nisso. O resto do dia dos dois seria longo. Principalmente para Rin. Ela ainda tinha que cumprir sua parte no acordo que havi feito com Lenka. Ela tinha que fazer isso hoje. Não seria bom deixar para outro dia.

— Oliver… — a loira sussurrou.

— O que foi?

— Tem algum problema se eu lhe deixar sozinho pelo menos por algumas horas? — ela perguntou tentando não mostrar nervosismo.

— Agora?! — o garoto disse em choque.

— Não, não — ela riu. — Quando anoitecer.

O garoto respondeu somente maneando com a cabeça devagar. Rin interpretou aquilo como um alerta de que o melhor amigo já havia entendido o que ela pretendia fazer. Ela estava um pouco mais aliviada, já que poderia confiar em Oliver. Ele iria vigiar as duas garotas caso algo desse errado. Ou pelo menos ela esperava que ele fizesse isso.

XxX

Depois de muito tempo, a noite resolveu dar as caras. Rin não aguentava mais aquela "festa". Seu aniversário era uma das datas que mais odiava, e tinha mais de um motivo para detestar a comemoração.

A loira havia sido a única que não aproveitara a festa. Até mesmo Oliver havia se rendido à bebida. Ela ficou trancada no quarto da melhor amiga até chegar a hora de sair e falar com Len. Ela achou melhor não sair pela sala, caso fizesse isso, teria que aturar perguntas de seus amigos bêbedos. Sua melhor opção foi sair pela janela do quarto.

O coração da garota se partia aos poucos toda vez que ela pensava no vampiro. Seu coração não queria aceitar o que ela estava prestes a fazer. Mas ela não estava seguindo seu coração. Ela seguia sua confusa mente.

O caminho para a casa do vampiro parecia maior dessa vez. Talvez fosse por causa do estresse, ou nervosismo. Ela não estava sentindo-se bem. Parecia que iria vomitar a qualquer momento. Sua vontade era de desistir do acordo e jogar-se nos braços de Len pedindo para que ele a ajudasse.

Isso era o que ela pretendia fazer se tivesse coragem o suficiente, porém, ela não tinha. Caso tivesse, não estaria a minutos encarando a casa do vampiro sem nem se mexer. Era provável que ele já soubesse que a loira estava ali, mas ela achava melhor acreditar que não.

— Não posso ficar aqui pra sempre… — ela falou para si mesma. — Já vim até aqui, não posso voltar agora.

Devagar, Rin passou a andar até a casa, decidida a terminar com tudo para não sofrer mais com nada. Era melhor assim. Poderia doer no inicio, mas depois tudo voltaria a ser como era. Sem mais nenhum problema.

Ela parou em frente à porta, e sem hesitação nenhuma, passou a bater levemente na madeira. A porta acabou abrindo sozinha, o que deixou a garota apavorada por dentro. Poderia ser somente uma brincadeira sem graça do vampiro, certo?

Sem pensar muito, ela adentrou o local, observando nada mais que a escuridão. A noite encontrava-se sombria, um clima tenso havia se estabelecido na casa. Rin ainda tentava acreditar que tudo não passava de uma brincadeira de Len. Era o que ela queria.

As poucas velas que iluminavam o local fizeram que ela lembrasse da noite que conheceu o vampiro. Se alguém dissesse que ela terminaria ali, viraria motivo de piada para a loira durante muito tempo.

— Len…? — ela chamou baixo. — Sei que está aí. Não tem graça tentar me assustar.

Ela sentia como se estivesse falando com as paredes, porém, sabia que o vampiro estava próximo. Por dentro, ela estava em pânico e esse pânico aumentou ainda mais quando uma forte rajada de vento apagar grande parte das velas e ainda bater a porta por trás da loira.

Provavelmente, com a batida forte, a porta havia trancado. Agora ela estava presa ali. Sua preocupação estava toda em cima de Len. No escuro, o vampiro poderia fazer qualquer coisa a ela, sua situação atual não era nada boa.

— Len…?! — ela chamou mais uma vez só que mais baixo.

— Sim, Rin…

O coração da loira quase parou por um momento. O grito ensurdecedor dado por ela demonstrava o susto que tinha tomado. Rin virou-se rapidamente somente para encontrar o vampiro sorrindo de maneira debochada para ela.

— Um "oi" já seria suficiente, loirinha — Len ironizou ainda sorrindo. — Você demorou para voltar…

— I-isso não importa tanto — ela falou recuperando-se de seu susto, mas logo notou que a resposta não agradou o vampiro. — Estive ocupada nos últimos dias.

— Ah, esteve? — ele riu. — O que você andou fazendo?

A loira sentia-se um pouco desconfortável com a aproximação repentina de Len, mas ela não tinha como fugir.

— Len, preciso falar algo sério com você…

Antes que Rin pudesse falar mais alguma coisa, logo o vampiro a puxou para um beijo voraz. Len segurava o corpo pequeno da garota com força. Por mais que ela não esperasse isso acontecer, não tinha como negar que ela queria isso. O garoto não estava sendo delicado como era antes. Ele queria machucar a loira. Queria vê-la implorar por mais dor.

A garota sabia que não deveria estar fazendo aquilo, mas desejava por mais. Muito mais. Porém, logo sua parte racional resolveu acordar, e ela percebeu que o beijo estava mais profundo do que deveria estar. Ela empurrou o vampiro, que estava distraído com o beijo, fazendo que os dois separarem-se.

— Você pode me escutar?! — Rin quase berrou, causando uma certa surpresa no loiro. — Eu não aguento mais. Para mim chega!

— Como assim? — ele perguntou sem entender direito o que a loira quis dizer, porém com uma certa raiva. — "Não aguento mais"?! "Chega"?! O que quer dizer com isso?!

A loira engoliu seco antes de conseguir falar alguma palavra.

— Eu cansei de você — ela sussurrou. — Só me machuco quando estou com você, Len. Para mim chega. Acabou!

As palavras ditas por Rin doeram mais nela do que em Len. Claro que o vampiro não havia gostado do que tinha ouvido, mas não iria demonstrar isto tão facilmente. Ele não poderia demonstrar algum sentimento. Pelo menos não novamente.

— E-eu vou embora — a garota tentou correr, mas logo foi puxada pelo loiro. A força usado pelo vampiro foi suficiente para que ela bastasse na parede com muita força. Causando-lhe uma dor forte. — L-Len…

— Você se cansou…? — ele riu de maneira psicótica. — Achou mesmo que poderia dizer isso a mim e depois sair sem mais nem menos?

A loira não pretendia responder a pergunta. Ela tentava segurar as lágrimas que insistiam em querer sair. Len levantou o rosto da mais nova devagar, fazendo com que o olhar de ambos se encontrassem.

— Responda, vadia — ele sorriu de maneira maldosa, logo ele puxou a loira mais um selar de lábios, porém mais rápido dessa vez. — Vai mesmo ficar quieta? — ela assentiu devagar, com muito medo do que ele poderia fazer. — Pois bem, se é assim, acho que não tenho outra escolha.

— O que quer dizer com isso? — a voz da loira quase não era audível, mas foi suficiente para "alegrar" o vampiro.

— Você não é de se jogar fora, Rin — Len sorriu novamente, dessa vez de uma maneira maliciosa. — Se você for embora, antes tenho que aproveitar-me desse seu corpo — Rin arregalou os olhou enquanto tremia. — Irei acabar com você esta noite…

Notas finais
Considerações finais para a nossa protagonista? Não acredito que ela vá viver muito mais... Preciso dizer o que o Len vai fazer com a Rin ou não preciso? Acho que não... O próximo capítulo talvez demore um pouco. Tenho que me preparar mentalmente para ele :/ Kissuss my cats