Notas iniciais
Hellow~~alguém quer um docinho? Eu nunca mais faço capítulo de 8.000 palavras. Nunca mais. Se eu tivesse continuado com o capítulo, teria saído umas oito mil de novo. Feliz dia dos namorados, my cats ~ pra comemorar esse dia, eu ia postar uma one-shot, mas eu dormi e então esqueci. Yay, depois eu posto. Adivinhem?? Essa próxima semana eu vou postar uma short fic!! Onde a Rin é badass e o Len~Len vampire is back~ não é tão babaca~mas ainda é um pouco. Fiquem com o capítulo enquanto eu me preparo para fazer vocês sofrerem mais um pouquinho.

Os olhos azuis da loira foram se abrindo devagar quando ela sentiu o sol bater em suas pálpebras. Após a noite que tivera, tudo o que precisava era de uma boa noite de sono. Lentamente, ela levantou-se na cama, sentando-se enquanto esfregava suas orbes. Quando finalmente sua visão deixou de estar embaçada, ela conseguiu ver onde estava.

Era um quarto arrumado, quase todo decorado de vermelho. Seu olhar percorreu por todo o cômodo, até parar na janela. A cortina rubra estava rasgada na parte de baixo. O rasgo era similar a garras de algum animal de grande porte. Ela não sabia onde estava.

Rin olhava para todos os lados assustada. Ela não sabia em que lugar estava, porque estava, e o pior, estava sem roupas. A todo custo, a garota tentava esconder seu corpo nu. Procurando por suas roupas no chão.

Suas últimas lembranças eram dos momentos que passou com o vampiro na floresta. Isso a fez lembrar o porquê de estar sem roupas. Sua cabeça, assim como seu pescoço doíam. Ela ainda conseguia lembrar de ter dormido na casa de Len.

Ela estava confusa, com um certo favor por não reconhecer o lugar, temendo que seus sonhos estivessem tornando-se realidade. Não sentia sede alguma, e sua garganta não ardia. Pelo menos, isso a acalmou. Fez-a sabia que ainda era humana.

— Ah, você acordou… — ela pulou de susto em cima da cama ao ouvir uma voz desconhecida. — Sinceramente… Achei que você tivesse morrido.

— Como?! — a loira perguntou um pouco assustada. — Quem é você…?

— Ahn, pensei que já soubesse… Len não falou sobre mim…? — a albina falou parecendo estar chateada. — Ai, ai, como sempre ele esquece de mim… — ela sorriu. — Sou Tei, a noiva do Len.

Rin não teve outra reação à não ser ficar boquiaberta. Ela esperava muitas coisas vindas do vampiro, essa não era uma dessas coisas. Os dois haviam dormido juntos mais de uma vez, e agora ela havia descoberto que ele tinha uma noiva. A loira sabia que o vampiro escondia muitas coisas, porém algo assim era demais.

— Seu nome é Rin, certo? — a loira assentiu devagar. — Tudo bem, Rin, serei breve com você — a bruxa falou sorrindo. — Não quero que fique perto do meu Len. Ele é somente meu! — ela riu de força psicótica antes de continuar a falar. — Mas ele já tocou em você… Já tomou seu sangue… Isso é imperdoável.

— O que quer dizer com isso? — a mais jovem falou assustada. — O que irá fazer comigo?

— Irei te matar — a albina sorriu. — Ele é meu. Ninguém pode tocá-lo e ele não pode tocar em ninguém! Como isso já aconteceu, não me resta escolha a não ser acabar com você.

De uma hora para a outra, a loira sentiu seu pescoço ser apertado, e logo levou suas mãos até aquela parte, tentando aliviar-se. Ela tossia e tentava a todo custo procurar um jeito de respirar. Quando estava quase sem ar, à beira da morte, a dor parou, e por fim, ela conseguiu respirar novamente.

Seu corpo caiu com força no colchão, enquanto seu respirar se normalizava. Ao longe, ela podia ouvir vozes, mas não as reconhecia. Quando finalmente conseguiu olhar para ver quem eram as pessoas que falavam, ela se acalmou por um instante. Rin nunca achou que poderia ficar feliz por ver Lenka. Pelo menos ela já sabia como lidar com a vampira.

As duas garotas falavam baixo para não serem escutadas, como se a loira tivesse como as ouvir, sendo que estava completamente desorientada. A vampira acabou conseguindo livrar-se da bruxa através de ameaças, do jeito que sempre fazia. Ela virou o olhar para a garota deitada na cama e então virou os olhos.

— Incrível como você se mete em tantos problemas — ela disse séria, suspirando em seguida. — Quando falei que deveria ficar longe do meu irmão, era mais um aviso do que uma ordem. Acho que entendeu o motivo.

— Depois de quase morrer, acho que entendi sim… — a mais velha falou com muita calma. — Por que ele não contou que tinha uma noiva?

— Porque ele não tem — respondeu com frieza. Falar disso resultaria em voltar ao seu passado. — O noivado dos dois acabou há anos. Ela é uma louca que é obcecada pelo Len — a vampira respirou fundo antes de continuar. — Lembra do que aconteceu depois que dormiu com meu irmão?

Rin negou devagar, corando junto ao ato. Até mesmo Lenka sabia sobre o que tinha acontecido na noite passada, porém, a última vez que se lembrava de ter visto a vampira tinha sido antes de entrar na floresta, após Len quase ter matado Oliver.

— Antes de mais nada, vista uma roupa. Não aguento ficar olhando para o nada — a mais nova provocou sorrindo. — Caso queira, pode usar uma minha. Vai ficar um pouco largo, porém irá servir.

— Onde estamos? — a mais velha perguntou tentando manter a calma.

— Meu quarto — ela suspirou. — Na mansão da Tei. Deve ter sido ideia do Len.

Rin pretendia perguntar sobre o vampiro, porém achou melhor ficar quieta. Tirando provocações, a vampira estava a tratando bem até agora, não era a melhor opção irritá-la. Lenka abriu a porta do armário, exibindo uma fileira de vestidos de diversas cores. Em seguida, ela deixou o quarto, murmurando algo parecido com "Saia quando terminar" fechando a porta logo depois.

Ela bocejou levantando da cama em seguida. Por mais que estivesse estranhando o comportamento da outra loira, mas como até agora nada tinha acontecido, era melhor deixar as coisas como estavam.

Dentro do armário, era possível ver vestidos e roupas íntimas. Como as roupas que usava estavam na casa de Len, não tinha outra opção a não ser usar a roupa da vampira. Por mais que não gostasse, essa era sua única opção.

Analisando os vestidos da mais nova, Rin acabou percebendo o quanto ela gostava de roupas escuras. O vestido mais claro era vermelho sangue e o mais escuro quase sumia no fundo do armário. Após ver muitos, a loira acabou escolhendo o único que não ficava apertado demais. O vermelho.

O tecido a apertava, dificultando sua respiração, porém, de todos, aquele era o único que havia possibilitado a respiração. Lenka deveria se aproveitar de não respirar para usar roupas tão apertadas. As duas tinham a mesma estatura, mesmo sendo mais magra que a humana, os vestidos também deveriam ficar apertados nela.

Ela fitou-se no espelho, dando de cara com uma visão… Assustadora, por assim dizer. Seu cabelo dourado estava cobrindo seus olhos quase bloqueando sua visão de tão bagunçado que estava. As marcas de mordidas e chupões em seu pescoço eram visíveis. Da próxima vez que visse o vampiro, ela teria sua vingança.

Dirigindo-se para a janela, seus dedos abriram lentamente a cortina, revelando um dia escuro. Parecia que ainda era noite. Olhando para baixo, ela pôde ver que estava no segundo andar de uma casa bem grande. Seu plano de saltar a janela havia se destruído.

Ela foi em direção à porta, abrindo a maçaneta de ferro, dando de cara com um longo corredor. No fundo, em uma grande janela, a vampira estava sentada no parapeito, de olhos fechados, possivelmente dormindo, já que ela roncava baixo.

Devagar, ela se aproximou da mais nova, parando próxima a ela, vendo que ela estava realmente dormindo. Isso era uma novidade para ela. Len nunca havia dormido na sua frente, nem mesmo Luka. Era estranho ver vampiros dormirem.

— Vai ficar me vigiando por quanto tempo? — a vampira falou abrindo os olhos rapidamente. — Esse vestido fica bem em você — ela analisou a mais velha de cima a baixo. — Se quiser ir embora pode ir. Só terá que andar por uns dois quilômetros para chegar à aldeia — ela olhou para a janela antes de continuar. — E não pense em ir na casa do meu irmão, você vai ser morta antes de chegar lá.

— Se vou ser morta, por que não deixou que ela me matasse? — a loira perguntou curiosa.

— Tem que ter um porquê? — a mais nova sorriu. — Len e Oliver iriam me matar caso algo acontecesse com você.

— Oliver…?! — ela falou assustada ao lembrar-se de seu melhor amigo. — Como ele está?! O que aconteceu ontem?!

— Ele está bem, o que o Len fez não foi nada demais, o problema teria sido se ele tivesse o coração arrancado. Deixei-o dormindo em casa.

— Achei que vampiros não dormissem… — a loira disse baixo.

— E não dormem, mas ele quase teve o coração arrancado. Estava cansado e precisava dormir pelo menos um pouco, porém, ele dormiu por volta das duas da manhã e quando sai de lá era meio dia e ele ainda dormia… Só vai acordar amanhã provavelmente.

Um alívio enorme percorreu a coluna de Rin. Saber que seu melhor amigo estava bem a deixava bem calma. Era menos um problema para aturar. Pelo menos ela poderia deixar de se preocupar com um, só faltava saber o que tinha acontecido com o vampiro.

— Pode ir embora agora. Siga pela direita até ver uma escada e depois corra o máximo possível — Lenka falou séria, sorrindo em seguida.

Rin não iria deixar a oportunidade passar. Antes de ir, ela precisa perguntar certas coisas à vampira. Mesmo sendo arriscado, e talvez custasse caro, tinham coisas que ela precisava saber, e essa era sua única chance. A loira era irmã de Len, se ela queria saber mais coisas sobre ele, quem melhor para perguntar?

— O Len parece ser bem ciumento com você… Ele gosta muito de você, não é? — ela engoliu seco ao ver o olhar vermelho da vampira. — Diga, ele é mesmo seu irmão?

A mais nova riu alto, de uma maneira debochada ao extremo. A mais velha acabou ficando vermelha, com vergonha do que tinha falado. Somente quando a loira parou de rir, as duas se encararam com um olhar mais frio, como se fossem se matar. Ambas pensavam na possibilidade, porém se continham.

— Somos mesmo irmãos — a vampira começou a falar calma. — Se quiser saber algo sobre ele, não precisa ficar acanhada, ou tentar chegar no assusto de um outro jeito, gosto de fofocar — ela sorriu. — O que quer saber? Pergunte o que quiser antes que minha paciência acabe.

Rin bufou baixo. Estava demorando para a verdadeira personalidade da vampira aparecer, ela estava sendo muito boazinha, e não era novidade para ninguém que a loira não era a boa menina da história.

— Só quero saber uma coisa... — ela suspirou antes de continuar a falar. — Por que ele é assim tão frio? Sei que ele é um vampiro, mas não acho que seja esse o motivo...

Lenka bufou parecendo estar um pouco irritada. Ela sabia o porquê do irmão ser como era, porém para falar isso, ela teria de voltar muito no tempo. Como detestava ter que falar sobre seu passado. Ela ainda queria manter a loira afastada de seu irmão, então, assustá-la com seu passado sombrio seria sua melhor opção.

— Ele sempre foi um bom garoto, éramos próximos durante a infância, porém isso mudou quando ele passou pela puberdade — sua voz falhou antes que pudesse continuar. — Ele se tornou agressivo, vivia discutindo com nosso pai enquanto mantinha um relacionamento comigo… Por causa disso, ele acabou indo embora, mudando-se para a casa de nossos avós do outro lado do país. Víamos-nos muito pouco, não era sempre que ele podia voltar… Tudo mudou quando eu engravidei — a mais velha arregalou os olhos, mas não falou nada, já que a vampira não deixou. — Não fale nada. Entrar nisso seria fugir do que perguntou, porém tenho que falar para que entenda — ela bufou antes de continuar. — Depois disso, meu pai o obrigou a voltar para casa, e depois nós mudamos para uma cidade no interior, para esquecer o que tinha acontecido. Após isso, acabamos nos afastando e depois… Ele se tornou um vampiro.

A vampira suspirou, segurando as lágrimas que queriam sair descontroladamente. Ela sabia que falar nisso iria fazê-la chorar. Depois disso viriam perguntas e mais perguntas, e só pioraria daqui para frente.

Rin aproveitou um espaço no parapeito da janela e sentou-se ali, encarando a mais nova com um sorriso. Ela não parecia estar muito bem, seu humor parecia ter sido afetado ao ter que falar aquilo. Mesmo com a pouca convivência, ela tinha conseguido notar que a vampira era bem fechada.

— Não precisa falar mais nada se não quiser — a mais velha sorriu. — Como você resumiu a história, pode resumir isso também… Como ele se tornou um vampiro?

— Sabia que iria perguntar isso — Lenka sorriu. — Assim como eu, ele odeia falar desse tempo — ela voltou a encarar a janela. — Tei, a bruxa ex-noiva dele o amaldiçoou após ele romper o noivado dos dois.

— Ele rompeu o noivado? — perguntou um pouco curiosa.

— Sim. Len sempre soube que ela uma bruxa, e que também era maluca, porém não o suficiente para fazê-lo virar um sanguessuga.

Ouvir isso foi um alívio para ambas. Há cada hora Rin descobria coisas novas sobre o garoto que amava, isso iria ajudá-la a lidar com o vampiro. Lenka precisava desabafar com alguém, mesmo sendo com sua inimiga e amante de seu irmão mais velho.

— Como você descobriu que ele era um vampiro…?

Por um momento a mais velha arrependeu-se por ter feito aquela pergunta. Ela viu o olhar da vampira se encher de raiva por um instante. Ela viu os olhos azuis ficarem vermelhos de uma hora para outra, mas logo a garota se acalmou, voltando ao seu normal.

— Quando ele matou nossos pais — ela falou séria, porém baixo. Como se não quisesse que ninguém ouvisse. — Eu o odeio por causa disso.

A mais velha colocou a mão no ombro da vampira, sorrindo de maneira amigável, vendo a mais nova virar os olhos, em seguida, afastar-se um pouco. As duas se olharam, e então, suspiraram por motivos diferentes.

— Você resumiu tudo o que aconteceu… Não gosta de falar sobre isso? — a vampira assentiu, soprando o cabelo na frente de seu rosto. — Ele nunca falou sobre isso. Quando perguntei ele foi grosso comigo. Mais grosso do que sempre.

Lenka levantou da janela, ficando em pé enquanto olhava para todos os lados um pouco nervosa. Ela conseguia ouvir seu irmão e sua ex-melhor amiga discutirem no andar de baixo. O vampiro parecia irritado, e estava perguntando sobre a loira ao seu lado. Era hora de livrar-se da garota. As duas estavam conversando a muito tempo. Estava na hora de acabar.

— Já deu. Pode ir agora — ela falou sorrindo de maneira maliciosa, vendo a mais velha ficar boquiaberta. — Achou mesmo que depois de tudo o que falei eu deixaria que essa conversa continuasse?

Rin terminou por bufar, cruzando os braços em seguida. Claro que estava demorando para a fraqueza passar, e ela voltar a ser a garota mimada e irritante de sempre. Por não estar com vontade de encarar a vampira, ela levantou-se da janela, seguindo na direção que havia sido dita que era a saída pela mais nova há alguns minutos.

Quando seu olhar virou para trás, ela não conseguiu ver mais a loira, notando que estava sozinha no corredor. Ela continuou andando enquanto murmurava coisas nada agradáveis para se ouvir. Ao chegar na imensa escadaria, ela encarou os degraus um pouco frustada. De longe, ela conseguia ouvir a voz de Len. Já ouvia há um tempo, porém estava calada. Ela seguiu até a porta, abrindo-a e depois indo embora, ignorando completamente o vampiro que chamava por seu nome.

XxX

Na sala, o vampiro estava claramente vencendo a "briga" com a bruxa. Ele estava colocando-a contra a parede, sem deixá-la com uma maneira de escapar. A albina rosnava para o mais velho, que mantinha um sorriso divertido no rosto. Enquanto ele dominasse, tudo estaria sob controle.

A garota sentiu seu cabelo ser puxado para trás com força, fazendo-a cair sentada no chão. Os dois ouviram passos se aproximarem rapidamente, e logo a porta da enorme biblioteca foi aberta, revelando a loira que sorria friamente.

Lenka não controlou a risada ao ver a bruxa caída no chão aos pés de seu irmão. Pelo visto, ela havia perdido grande parte da ação, porém havia conseguido chegar antes do grand finale, ou antes que o mais velho matasse a bruxa pela vez que nem estava mais contando.

— Atrapalhei o sexo selvagem de vocês? — ela sorriu de maneira inocente, balançando as mãos na frente do corpo como uma criança. — Poderiam pelo menos esperar anoitecer, certo?

— Ha ha, engraçadinha — o mais velho falou irritado, vendo a irmã virar os olhos. — Onde está a Rin?

— Ah, a humana? — ela o olhou com um sorriso malicioso, e logo os dois puderam ouvir a porta da frente bater com força. — Acho que ela acabou de sair...

A vampira não controlou a risada ao ver a raiva do irmão. Como ela achava divertido quando o mais velho estava estressado. Se ele já estava assim agora, quando descobrisse que ela tinha aberto a boca. A reação poderia variar, porém seria divertido para a vampira.

— Irmãozinho, duvido que ela irá querer ver você depois do que ela descobriu... Tinha que ter visto a cara que ela fez quando contei sobre o que fez no passado. No mínimo, acho que perdeu seu "brinquedo".

Len rosnou alto, mais uma vês causando o riso da irmã. Até mesmo Tei ficou surpresa com o comportamento da loira. Ela não era muito de falar do passado, principalmente para pessoas que não gostava. O vampiro sabia o motivo de sua irmã ter falado demais. Provocações e mais provocações.

— O que você disse? — ele perguntou sério, ficando frente a frente com a vampira. — Diga.

— Não falei nada demais, só mostrei a ela quem você realmente é — a loira falou no mesmo tom que o mais velho. — Você não é o herói, Len. Sei que gosta dela, porém para que vocês fiquem juntos, sabe o que terá que fazer. Caso a transforme em vampira, só irá criar uma cópia mal feita minha.

A bruxa ainda estava no chão, e por isso aproveitava para ouvir tudo dali mesmo, já que os irmãos falavam tão baixo que era impossível ouvir se não estivesse embaixo deles. Claro que ambos tinham notado a presença da feiticeira, mas estavam ocupados demais parar por causa dela. Nenhum dos dois se importava com ela.

— Ainda bem que você vai embora, não terei que te aturar pelos próximos cinquenta anos — a vampira falou voltando a sorrir. — Bom, terei de ir embora agora, preciso arrumar minha coisas para poder ir.

— Vai fugir de novo? — o mais velho perguntou para irmã, vendo-a virar os olhos. — Como sempre. Pelo menos você não irá sozinha desta vez.

A loira deu de ombros, quase marchando na direção da porta. Para que conseguisse se acalmar, ela pisou nas costas da bruxa deitada no chão com força, fazendo a albina bater de cara no piso. Os vampiros não controlaram o riso, e logo a vampira saiu da biblioteca. Deixando Len e Tei sozinhos.

Quando a bruxa conseguiu levantar a cabeça, ela foi surpreendida pelo vampiro que estava agachado na sua frente. Ele mantinha um semblante sério, pronto para encarar a sua ex-noiva sem medo. Diferente dela que tremia de pânico.

— Temos assuntos para resolver, certo?

XxX

A vampira sentiu o sol entrar por algum lugar que não conhecia, por isso, automaticamente, ela cobriu a parte do corpo que era atingida levemente pela luz solar. Isso a fez despertar completamente, já que sua noite havia sido longa, e acabou deixando-a bem cansada ao ponto de quase dormir.

Ela soltou um suspiro alto, em seguida, abraçou seu noivo por trás, fechando os olhos em uma tentativa de escapar desse mundo. Fazia muito tempo que ela não se sentia tão bem assim. Ela estava calma, alegre por finalmente estar com o homem que amava.

Logo, ela sentiu o homen mover-se em seu braços. Provavelmente, ele havia acordado. Ambos sorriram ao se encararem, e assim que pôde, a vampira escondeu o rosto por estar envergonhada. O duque riu baixo, tirando o lençol da frente do rosto da garota.

— Bom dia — ele sorriu ao ver o rosto vermelho da noiva. — Conseguiu descansar um pouco? Sei que terminamos tarde, e como não precisa dormir, não acho que tenha conseguido paz.

— Estou um pouco cansada, mas só isso — ela respondeu sentando na cama e espreguiçando-se. — Como foi sua noite?

— Melhor por estar com você — a garota sorriu, deitando novamente na cama. — Luka, nunca pensei que gostasse de sadomasoquismo...

— Não gosto, só deixei-me levar por você, já que gosta desse tipo de coisa — riu baixo. — Sabe que não posso ficar mais?

— Acabei de acordar e você já pensa em ir embora? — ambos riram. — Você disse isso uma vez. Não pense que irei deixar você ir embora tão facilmente.

— Tenho que pelo menos dizer aos meus pais que irei embora. Eles não sabem sobre mim. Caso eu desapareça do nada, eles vão pensar que…

O duque abraçou-a apertado, notando o tom de voz tristonho de sua noiva. Ela era uma pessoa chegada a família, preocupava-se muito com eles. Desde quando falaram sobre casamento, no início do namoro, ela já havia falado que não queria ir embora, e que se fosse, voltaria em breve. Agora, voltar seria difícil. Como voltaria anos depois ainda tendo aparência jovem?

Luka sentiu o duque beijar-lhe no pescoço, deixando-a arrepiada, porém não mais feliz. Por isso, ela levantou da cama, aproximando-se de uma cadeira na qual havia colocado sua roupa. Gakupo sorria de maneira maliciosa, aproveitando a visão de sua noiva completamente nua. Ele sempre amou o corpo da vampira, principalmente os seios.

— Posso pegar um cavalo? — ela perguntou baixo, ajeitando o vestido em seu corpo. — Da última vez que vim aqui e tive que voltar de manhã tive problemas com alguns homens que ficaram me olhando torto.

— Tudo bem. Sabe onde fica o estábulo. Irei pedir por cortinas negras para que possa andar sem problemas pela mansão — o homem falou sério, ganhando um olhar estranho da vampira.

— Não precisa fazer tudo isso, sou cuidadosa, e além do mais, não sei se quero morar por aqui. Minha vida anda bem louca ultimamente, ficar aqui terminaria me deixando louca.

— Podemos não morar por aqui, mas enquanto estivermos aqui, terei todo cuidado para que nada aconteça com você — ela sorriu de maneira amigável, sentando na cama novamente, pegando na mão de seu noivo. — Você é a pessoa mais importante da minha vida. Irei te proteger a todo custo. Não importa o que aconteça.

Luka não deixou de sorrir, logo pulando no colo do mais velho, abraçando-o com força, em seguida, escondendo o rosto no pescoço de seu noivo. Ela sorriu e riu ao sentir o homem abraçá-la de volta.

— Obrigada, Gakupo. Por tudo… — ela corou e sorriu feito boba. — Não vou demorar. Volto para o almoço...

XxX

Rin bateu à porta com um pouco de receio. Ela não deveria estar aqui. Não depois de tudo. A vontade de quebrar as regras parecia ter aflorado mais pela manhã. Quando estava quase desistindo de ficar ali, a porta foi aberta com um pouco de força, fazendo-a se assustar. Assim que viu o olhar raivoso da mulher virado para si.

— Achei que não iria mais aparecer aqui… — a voz soou com um certo nojo. — Por sorte, meu filho não precisa mais de você. Ele achou alguém melhor.

— Quero vê-lo. E não irei embora com tanta facilidade — ela falou com um sorriso malicioso no rosto.

— Ele não está passando bem. Não acho que deva importuná-lo.

A loira não estava com paciência para aturar a mãe de seu melhor amigo. Ela tinha que vê-lo de qualquer jeito. Precisava de conselhos, e somente ele poderia ajudá-la no momento. Era uma questão de vida ou morte... Ou até mesmo de imortalidade.

— Sinto muito, Ann, eu preciso ver o Oliver.

Sem se importar com a senhora bloqueando parcialmente a entrada da casa, ela entrou na sala sem nem pedir permissão. A mulher a olhou indignada, porém conformada. A loira não era a melhor pessoa para se dizer "não", sendo que desde criança ela recebia "sim" como resposta.

Rin ficou próxima à porta do quarto do loiro, temendo para abrir. Devagar, ela encostou a mão na porta, ouvindo o ranger da madeira. Lentamente, seus passos entraram no cômodo, onde ela conseguiu ver seu melhor amigo deitado na cama de olhos fechados, aparentemente dormindo. Ele parecia estar bem.

Ele abriu os olhos devagar, sorrindo para a loira parada próxima à porta. Ela fechou a madeira e aproximou-se da cama, sentando na beirada. O vampiro ficou ao lado dela, suspirando alto por causa do esforço que tinha feito.

— Assim que ouvi minha mãe se irritar, sabia que era você — ele falou sorrindo. — O que está fazendo aqui?

— Eu precisava saber o que aconteceu com você — ela disse olhando nos olhos dele. — Foi minha culpa o que aconteceu.

— Pare de dizer isso. Rin, você não tem culpa de nada. Eu não devia ter provocado. Achei que tinha tudo sob controle... — a loira riu alto, fazendo o mais novo fechar o cenho. — Qual é a graça?

— Você nunca tem nada sob controle! Quem sempre resolveu seus problemas fui eu — a garota sorriu. — Você está bem mesmo?

— Tirando a dor que estou sentindo, eu estou bem… — o loiro disse apoiando a cabeça no ombro da mais velha. — O que houve com você ontem? A última vez que te vi, ele estava te arrastando para a floresta. O que aconteceu depois?

— Nos beijamos, ele tomou meu sangue e transamos. Só para resumir.

Oliver revirou os olhos, cruzando os braços e bufando. Ele estava incrédulo pelo comportamento da loira. Ela parecia não aprender nunca. Será que era tão difícil para que ela aprendesse que Len só a fazia sentir-se mal?

— Não faça essa cara. Acha que estou feliz por você estar namorando com a minha inimiga? — Rin perguntou um pouco estressada. — Oliver, odeio a ideia de vocês dois juntos, porém você é meu melhor amigo, se está feliz, também estou. Por que você não consegue ficar feliz?

— Rin… — ele suspirou antes de falar. — Eu amo a Lenka, e ela me ama de volta. Você o ama, e ele não te ama. Entendeu o que quis dizer?

— Como sabe que ela te ama?! Palavras são apenas palavras! — ela exclamou, quase gritando. — Ela transformou a Luka em vampira, quase me matou mais de uma vez, e ontem quase te deixou morrer! Acha mesmo que ela ia te ajudar?! Ela estava sorrindo enquanto via você sofrer — sua voz falhou por um momento. — Oliver, ela é uma vampira. Não sente amor por ninguém além dela mesma. Mas agora é tarde, não é? Aquela vadia tirou você de mim por interesse. Não por amor — Rin acabou lembrando de algo que a vampira havia falado. — Ela ama o Len... Não você...

O vampiro rosnou, fazendo com que a mais velha se encolhesse. Ela sabia que havia exagerado. Dizer aquilo tudo seria motivo para mais uma briga entre os dois. Nenhum dos dois queria discutir, mas parecia ser impossível que ficassem sem brigar. Sem avisar, o loiro puxou a garota para seus braços, abraçando-a em seguida. Obviamente, as bochechas de Rin ficaram rosadas, o que o fez rir baixo.

— Não quero por pressão em você, mas minha mãe está ouvindo tudo atrás da porta, então não fale algo comprometedor muito alto — ele falou baixo, próximo ao ouvido da loira. — Não quero brigar com você. Diga o que quer e vá embora antes que diga alguma coisa que não deve.

A loira bufou um pouco estressada, mas assentiu ao que foi dito por seu melhor amigo. Ela não queria brigar, mas também não queria ficar calada. Depois do que ele havia falado, no mínimo, ela precisava retrucar.

— Acha que devo entregar-me ao amor que sinto por… ele? — ela perguntou olhando-o no fundo dos olhos.

— Não. Não acho. Não quero que termine como eu — o loiro disse um pouco irritado. — Mas você o ama. Rin, se você acha que deve fazer isso. Faça.

— Obrigada, Oliver. Você foi bem prestativo — ambos riram. — Por que amar é tão difícil?

— Bem... Porque as chances da pessoa não te amar de volta… Principalmente se a pessoa for um ser sobrenatural que se alimenta de sangue.

Os dois não deixaram de cair na gargalhada por causa do que tinha sido dito pelo loiro. Duas verdades dolorosas seguidas. Rin não devia estar rindo, porém estava. Ela nunca havia tido esse pensamento, e não imaginava que era assim que seu amigo pensava. Caso perguntasse isso há um tempo atrás, era provável que tivesse um surto, mas agora, depois de tudo, era melhor só sorrir.

— Está com sede? — ela perguntou vendo seu melhor amigo negar. — Tem certeza de que é um vampiro?

— Não preciso querer tomar sangue sempre, Rin — o loiro sorriu. — Mas se quiser… Eu posso…

— Obrigada, eu dispenso! — a garota disse subitamente, fazendo seu amigo rir. — Já não basta o que passei ontem, não preciso de mais nada hoje.

— Tudo bem. Já pode ir — a loira o olhou indignada. — O que foi? Eu estou ficando louvo com o cheiro de sangue. Não sei quanto tempo vou aguentar.

— Por que está me expulsando? — ela perguntou, encarando o vampiro sorridente. — Por acaso sua namoradinha vai vir aqui?

Oliver assentiu ainda sorrindo, levando um travesseiro na cara lançado por sua melhor amiga. Ela era pequena, porém tinha uma força quase sobre-humana. Ele tinha que se livrar de Rin o mais rápido possível. Já que sabia que Lenka poderia aparecer a qualquer momento, era melhor manter sua amiga longe.

As duas se detestavam, isso era evidente. Não era bom deixá-las juntas. Uma poderia matar a outra sem dificuldades, e ele não poderia fazer nada a não ser ver aquilo acontecer sem poder entrar no meio.

— Rin, não acho que queira ficar aqui quando ela chegar — ele disse tirando o cabelo da loira do rosto. — Além do mais, se eu não te colocasse para fora, minha mãe colocaria.

— Tudo bem. Preciso ir atrás da Miku — Rin falou abraçando o mais novo com força. — Ela sumiu desde ontem, quero vê-la… — e da próxima vez que eu ver sua namorada, saiba que irei jogá-la no sol.

XxX

Luka abriu a porta de casa com um sorriso cansado no rosto. Estava sol, e ela usava uma capa de cor escura. Parecia que a qualquer momento iria desmaiar por causa do calor absurdo que sentia. Isso significava que a neve estava vindo, e chegaria mais cedo esse ano. Assim, poderia livrar-se da capa negra e usar roupas mais confortáveis.

Ela retirou o capuz que tanto a sufocava, encarando surpresa seus pais sentados no sofá, fitando-a com um olhar que nunca tinha visto antes. Isso a fez engolir seco. Eles não pareciam estar de bom humor, e não saber o motivo disso estava deixando-a tensa.

— Por que está usando preto nesse calor? — Mrs. Megurine perguntou com um tom sério, meio irônico. — E aonde passou a noite?

— Passei a noite com o duque, e ele me emprestou isso para que eu pudesse sair de lá sem problemas — ela respondeu de cabeça baixa, já sabendo que viriam mais perguntas piores do que essas.

— Achei que ele já teria terminado com você — o único homem ali pronunciou-se com um certo nojo ao falar. — Um homem com tanto dinheiro e podendo ter qualquer mulher, prefere ficar com alguém como você.

A vampira ficou boquiaberta, incrédula pelo que tinha ouvido. Seu pai nunca havia aprovado seu relacionamento com Gakupo, porém nunca havia falado algo assim. Ela jamais poderia imaginar que ouviria algo assim de seu pai. No máximo, ela esperava isso das empregadas do duque, não de alguém tão próximo a si.

— Por que está dizendo isso…? — ela perguntou um pouco embolada, com vontade de nunca ter voltado. — Papai…

— Você não é minha filha, demônio! Não ouse me chamar assim.

Luka sentiu algumas lágrimas descerem por seu rosto. Ela ainda não tinha conseguido imaginar o porquê de estar sendo tratada assim, embora, profundamente, já soubesse o motivo das palavras duras. Ela ficou próxima à porta, pronta para sair a qualquer momento. Por um instante, ela pensou em vomitar.

— Como consegue dizer isso…? Por que está dizendo algo assim? — a vampira perguntou limpando discretamente suas lágrimas.

— Não finja ser inocente! Você não é mais a nossa filha! É um demônio que precisa tirar vidas para viver! — a sempre calma Mrs. Megurine gritou, assustando a garota. — O que tem a dizer para se defender?!

— E-e-eu…

Notas finais
Lenka e Rin tendo uma conversa normal... Quando será que isso vai acontecer de novo? Sério, bugou a minha mente. Só eu que notei que quase todas as vezes que o Len e a Tei aparecem juntos ele tá batendo, ou fazendo alguma coisa com ela? Rin teve sua vingança contra o Oliver, hihi. Ela estava merecendo isso depois do que ele tinha falado. Eu andei pensando ultimamente sobre qual seria a música que representaria os personagens. Só pensei sobre a Rin e a Lenka, juro que tentei com o resto, mas não consegui. Para a Rinzinha eu pensei em The heart wants what it wants~~nem é indireta para o Len. NEM É. Para a Lenka é How to be a heartbreaker~~essa é A música dela. Tadinho do Oliver, ele namora uma cobra~~mas namora pelo menos, a melhor amiga tá lá na sofrência. Qual seria a música dos personagens na opinião de vocês? Vou calar a boca, senão fico falando aqui pro resto da vida. Kissus