Um sol fraco brilhava na montanha coberta de neblina.

Sentada em uma pedra, uma jovem de longos cabelos dourados e olhos cor de mel olhava o horizonte em muda contemplação. Usava um kimono azul, com pássaros bordados e um obi azul marinho. Nenhum enfeite, nenhuma pintura. Os pés descalços.

Um rumor próximo fez-se ouvir, e um homem de cabelos negros e olhos avermelhados, com um ar arrogante e aterrorizador se aproxima. Usava uma armadura imponente, mas estava rodeado de uma aura sinistra.

- Enfim veio me ver, Naraku? Já esperava por ti.

- A guardiã da Montanha Hazu me conhece? Isso me dispensa de apresentações.

- O que quer?

- Quero que mostre. Diga logo onde você escondeu. Os pergaminhos.

- Mas por que deveria fazer isso? Eu não temo você...

- Deveria...sabe bem que dependo de você para saber o que quero. E que tenho algo que te pertence... – e mostra uma enorme pedra dourada, que brilha de modo inteiramente diferente do ambiente ao redor.

- Desgraçado, onde encontrou isso? Guardei sob uma grande montanha sagrada, era impossível apanhá-lo!

Naraku lhe sorri. Ela tenta ataca-lo, mas é repelida e jogada ao chão.

- O Monte Hakurei? Eu o destruí. Afinal, ter isso obriga a me servir... custou-me muito, mas valeu a pena. Vais querer que eu te ordene a matar seu filho ou vais me obedecer?

A moça rangeu os dentes em suprema raiva. Leu nos olhos de Naraku que o garoto estava sob sua posse.

- Quero saber que tipo de coisa quer... Espero que não seja algo além do que conheço, pois sabes as conseqüências...

- Não se preocupe. Apenas traga o que desejo.

O homem se retirou, deixando a jovem em pé olhando o vazio. Tão profunda era a tristeza de sua alma, que alguém poderia dizer que as pedras choravam ao seu redor...

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- Uma vila!

- Vamos parar lá?

- Bah! Perder tempo...

- Inuyasha! Precisamos descansar! Não temos a mesma resistência que você! Não seja grosseiro! – disse Kagome olhando zangada para o youkai.

- É melhor pararmos. Podemos pedir informações a respeito de Naraku nesse vilarejo. Se ele esteve aqui perto, alguém deve saber.

Após encontrarem lugar para repouso, jantavam em companhia de alguns aldeões e camponeses.

- Dias atrás teve algo sinistro rodando por aqui. Uma aura horrenda estava por aqui. Foi até a montanha – aponta o velho camponês – e em seguida foi embora. Deve ter sido expulso por Aísha-sama.

- Aísha-sama?

- É a guardiã que protege a montanha. Ela nos protege a muitas gerações.

\"Uma guardiã? Mas do que?\"

Kagome mal sabia que em breve saberia, da pior forma possível...

CONTINUA...

Notas finais
Por favor, se vc leu escreve um review, nem que seja pra dizer que está ruim...
Please!!! (fazendo beicinho...)