Só podia ser Você

9 Alguém interna a Kikyo?!


Notas iniciais
Olá! E podem aguardar que vai ter pelo menos mais 4 seguido desse! Boa leitura e Desculpem os erros!

Capitulo 9

Alguém interna a Kikyo!?

Dizem que notícia ruim chega rápido. Eu preciso concordar com essa teoria, pois eu mal cheguei da casa do meu avô deitando na cama para tirar um cochilo e o turbilhão Kikyo entrou quase quebrando a porta bufando vermelha de raiva. Oh Deus, quando eu vou ter a tão merecida paz? Por que ela não casa logo com o Inu-boboca e some?

— Maldita! Maldita! Maldita! Maldita! Maldita! — Berrou pulando que nem uma criança histérica. Senhor, me ajude! Sentei na cama esperando o chilique doido dela acabar. — Você... Você fez de propósito, não foi? — Pisquei confusa. Filha, eu nem sei do que está falando, como eu vou responder isso?

— O que houve Kikyo...? — Perguntei com a voz arrastada cansada. Bem que ela podia deixar esse assunto para amanhã. Me encarou furiosa.

— O que houve? O que houve? Eu vou te contar o que houve! — Que bom, afinal foi o que perguntei. — Você está tentando roubar meu lugar! — Apontou o indicador para mim. Eu fiquei tão pasma com a acusação que abri a boca e fiquei ali comendo mosquito tentando compreender.

— Eu? Tentando roubar seu lugar? Que lugar?! — Movi as mãos em círculos. — Explique-se. — Girou raivosa e bufando.

— Você sempre sentiu inveja de mim, aproveitou que eu estava frágil e fez TUDO que eu mandei você não fazer! Acha que sou burra Kagome? Acha que não percebi o seu plano? — Minha nossa, essa garota precisa de um psiquiatra urgente.

— Kikyo dá um tempo! — Me levantei. — Primeiro eu não tenho inveja de você, tenho mais pena do que qualquer outro sentimento, então... Menos, baixa a bola! Segundo, que plano minha filha? Que plano imaginário é esse você acha que eu tenho? — Kikyo respirou fundo, engoliu saliva.

— Você tinha UMA única missão, jantar e voltar, encheu a cabeça do meu sogro de minhocas que... Ohh surpreendente ele quer você para conhecer um velho e agora... Claro, estava nos seus planos, ele me pede para ir numa festa onde este velho está e ser ‘amiguinha’ da bastarda da filha dele! — Semicerrei os olhos tentando decifrar o que toda aquela agressividade queria dizer. Juntei cada palavra e ainda sim estava confusa.

— Festa? Filha bastarda? Do que você está falando? — Ela apertou os dentes mais nervosa ainda. Querida se você não explica direito como é que eu vou adivinhar?

— O sr. Oyakata quer que eu vá numa festa para... Ser ‘amiguinha’ da filha bastarda do cara dos hospitais! Deu para entender agora? — Pisquei e entendi sim.

— E qual o problema? Vai lá e conhece a Rin, por que está tão nervosa e me acusando de ter planos e... Esse monte de baboseiras? — Ela bufou.

— Como é que eu vou nessa festa conhecer ela se eu nem conheci ele? E pior, eu não entendo NADA dessa porcaria de hospital, daí ele vai fazer alguma pergunta sobre o dia no clube e vou ser vista como idiota! — Cruzei os braços.

— A ideia de me mandar para lá foi sua, eu disse, eu insisti, eu quase implorei para não fazer isso e você virou o bicho quando eu disse não! — Ela respirou fundo.

— Era para você só conhecer ele, não ficar de papinho e dizendo coisas como que queria conhecer a filha dele e serem amigas! — Desci os ombros cansada.

— Qual é Kikyo? Eu não podia ir lá dizer ‘oi’ e ‘tchau’, nós conversamos e ele falou da filha, o que queria que eu dissesse? Que não ia chegar perto dela? — Ela fechou a porta do meu quarto me encarando.

— Também disse ao Inuyasha que ele deveria virar cantor? — Acenei com o dedo que não.

— Não! Eu disse que ele tinha um talento e que devia tentar se descobrir! A letra da música que eu li era muito bonita. — Respondi. Kikyo apontou o dedo para mim.

— Você não tinha nada que se meter nisso, o Inuyasha está muito bem, a família dele é podre de rica ele não tem que perder tempo com isso. — Respirei fundo e assoprei o ar. Essa garota não bate bem da cabeça.

— O Inuyasha é um hanyou famoso, pode ser de grande inspiração para muitos hanyou e diminuir o preconceito que gera em torno deles, mas ele precisa mostrar algo bom, e eu acho que escrever músicas pode ser uma boa, principalmente se ele gosta. — Ela entortou o maxilar nervosa.

— Que preconceito? Todo mundo respeita ele! — Neguei.

— Não! Todo mundo respeita o dinheiro do pai dele! É bem diferente, e tá que ele é rico, mas não significa que tem que ficar atoa por aí gastando o dinheiro que ganha, pode fazer algo produtivo! — Ela moveu as mãos com desdém como se não quisesse ouvir aquilo.

— Estamos muito bem, obrigada! — Suspirei longamente. Se estão tão bem por que está no meu quarto dando chiliques.

— Ótimo, se já terminou sua ceninha, pode se retirar. — Apontou o dedo para mim fazendo que não.

— Eu não terminei minha ‘ceninha’, como VOCÊ não terminou a sua! — Estranhei. — Como é que eu vou nessa festa se eu não sei NADA sobre esse velho? Ele vai estar lá, a filha dele vai estar lá e... — Acenei com as mãos negando.

— Não! Nem em sonho, eu não faço isso de novo! Não importa quantas vezes peça! — Ela bufou.

— Você acha que eu quero isso? Mas não tem outro jeito! — Estalei os dedos tendo uma ideia.

— Tem sim, você estudar sobre o Sr.Mamoru, eu conto a você tudo que conversamos e você só tem o papel de não ser desagradável na festa... Se é que isso é possível. — Semicerrou os olhos, só que pareceu não desagradar da minha ideia.

— Estudar? — Afirmei.

— Nada que uma boa leitura não resolva o problema, você lê os principais temas para conversar com ele e pronto, não temos que trocar. — Cruzou os braços concordando.

— Você tem até amanhã de noite para isso. — Arregalei os olhos surpreendida.

Sério, essa garota tem parar de falar como se ela estivesse fazendo um favor para mim ao invés do contrário. Quero dizer, ela esqueceu que sou eu quem está ajudando ela? Pelo menos não vou ter que fazer mais um teatrinho ridículo de Kikyo.

[...]

Eu cocei os olhos incrédula. Fitei minha aluna que tinha o cabelo longo preso por uma presilha e me encarava com desgosto. Era estranho... Parecia que nada entrava naquela cabeça oca. Só que Kikyo é inteligente, tira boas notas no colégio, como algo tão simples como a história do Hitoshi é tão difícil assim dela entender?

E só faltam quatro horas para a tal festa.

— Qual parte você não entendeu? — Me fitou cética.

— Por que esses hospitais fazem tanto sucesso? Fornece serviços por um valor baixo e pior... Atende gente de classe inferior que não tem onde cair morta! — Engoli em seco me segurando para não dar na cara dela.

— Kikyo, eu não sei se você sabe, mas por trás desses portões e desse bairro de riquinhos metidos existe um mundo, um mundo grande e habitado principalmente por pessoas de classe baixa, que sendo maioria minha querida dá muito mais lucro do que um ou dois riquinhos com desinteria. — Ela girou os olhos.

— Quem se importa se eles estão ou não doentes, que morram, um pobre a menos no mundo não vai fazer diferença. — Ok. Chega. Isso já foi longe demais. Joguei meu caderno sobre o colo dela e lavei minhas mãos. — Aonde você vai? Disse que ia me ensinar!

— Você não merece nem chegar perto do Sr. Mamoru! Eu concordei em te ensinar, mas seu preconceito estupido barra qualquer tentativa de conhecimento racional entrar na sua cabeça! Então minha querida, eu me retiro. — Se levantou negando.

— Não pode fazer isso! — Fiz careta para ela.

— Dúvida?! Observe. — Não é que a doida foi atrás de mim e puxou meu braço.

— Não posso fazer isso se você não me ensinar!

— Não posso te ensinar se você continuar agindo como uma vaca! Acha mesmo que vou perder meu tempo te contando sobre o projeto do Sr. Mamoru se tem tanta aversão assim à gente de baixa renda? Ele criou a rede Hitoshi por que viu o sofrimento daqueles que ficavam noites esperando uma vaga num hospital que ou só atendiam humanos ou só atendiam yokais... Aliás, você sabia que nessa época milhares de hanyou morriam por que os hospitais não os aceitavam por falta de classificação? — Ela girou os olhos com desdém. Ah cara, por que eu ainda tento? — Se vira... — A morena apertou meu braço.

— Vamos encarar os fatos, eu não me importo. — Franzi o cenho. É, isso é realmente um fato.

— Tchau...

— Kagome, não tem outro jeito, vá à festa e termine com isso. — Neguei com um enorme sorriso.

— Boa sorte. — Ela tornou a me puxar.

— Você me meteu nisso! — Fala sério!

— Não, você se meteu nisso, eu estava em desacordo desde o início, agora se vira. — E eu me desvencilhei do braço dela saindo do quarto.

[...]

Eu já tinha até mesmo pegado meu pijama para ir dormir quando aquela doida ficou mais doida ainda e entrou no meu quarto com uma roupa de festa e seu kit de maquiagem gigantesco. Com o semblante de quem ia dar uma ordem e eu a encarando com semblante de quem não ia receber. Ela deve pensar que cara feia me assusta.

— Vista. — Arqueei uma sobrancelha diante a ordem.

— Me obrigue. — Retruquei. Ela engoliu seco, e tipo... Fez algo que não esperava, fez algo que não fazia sentido... Correi até os ombros dela impedindo que não se ajoelhasse. Isso é loucura. — Kikyo!

— Eu te imploro... Não acabe com a minha vida. — Arregalei os olhos. E o prêmio de melhor drama vai para: Kikyo Hitsumi!

— Eu não te entendo... Você pede para eu me passar por você por alegar que isso seja de extrema importância, mas se nega a aprender mais sobre o próprio meio que quer inserir! Ama o Inuyasha, mas não tenta se dar bem com os pais dele. Quer que te vem como alguém honrada, mas... Não quer nem tentar. — Ela engoliu em seco suspirando.

— Sou realista, não perco meu tempo com bobagens. — Retrucou impassível. — Olha, eu não quero que você se passe por mim da mesma forma que você parece não querer ir, só que diante todas as minhas qualidades bancar a rainha dos pobres não é uma delas... — Suspirou. — ...O Sr. Taisho disse que minha amizade com Rin pode ajudá-lo a fechar negócios com o velho dos hospitais, adivinha em quem a culpa vai cair quando essa infeliz não for com a minha cara? — Fechei os olhos sem acreditar. Eu não poderia julgar a filha do Sr. Mamoru por não gostar da Kikyo.

— Afinal você é a simpatia em pessoa. — Ela rosnou. Recobrou a postura e apontou para o vestido.

— Eu dou minha palavra que será a última vez, se não quer fazer por mim... Faça pelos Taisho. — Que chantagem emocional.

Por um lado, sei que os Taisho são as melhores pessoas para quem o Sr. Mamoru iria querer se associar. Por outro... Fazer isso de novo?

— Eu sei que vou me arrepender amargamente disso... — Ergui minha mão para pegar o vestido me dirigindo para o banheiro.

Que Deus me ajude nessa loucura.

Notas finais
Até o proximo! o/