Running

1 Vácuo no Inferno


Notas iniciais
meu primeiro capítulo, não sei se esta muito TCHAN, mas espero que gostem, não se esqueçam de dar review :D

Ella estava isolada no fundo do ônibus escolar. Estava sozinha, mas não precisava de companhia, as únicas coisas que ela precisava era uma câmera e seu iPod. Apenas ouvia Survival dos Muse, enquanto a confusão no ônibus estendia à garotos empurrando um ao outro, vadias comentando com suas amigas como esses garotos são gostosos e o professor também, Ms. Baghter, a professora insuportável de Química, ficava berrando para os garotos pararem de brigar, Mr. Houl, o professor lindo de História, o qual os projetos de prostitútas ficavam babando, fica dormindo com um livro na cabeça.

À medida que o ritmo da música aumentava, a balbúrdia naquele ambiente ficava maior, até que dois meninos, Andrew e Carlos, começaram a brigar no chão do veículo. Todos voltaram-se para brigar, menos Ella que estava tão concentrada nas fotos que tinha revelado, que nem viu seu amigo, quer dizer, o único amigo, se aproximar.

– Você não desgruda dessa câmera. — falou Dallas tirando o headphone dela da cabeça.

– Foda-se, Dallas. — murmurou Ella — Estava chegando a melhor parte da música e você tirou essa merda do meu ouvido.

– Orelha, ouvido é a parte interna. — ele deu um sorriso sádico — E você perdeu a melhor parte da briga. A montanha do Carlos noucateu legal o idiota do Andrew.

– Pelo menos uma coisa boa aconteceu nessa merda.

– E o Mr. Houl dorme como uma pedra.

– A barriga dele também parece uma de tão dura. — ela pegou o dedo botou na boca.

– Está parecendo a Amber.

– Você é boa em adivinhação, sabia?- E você em imitação.

– Verdade, meu sonho é fugir de minha casa para Mississippi, com minhas coisas dentro de um pano, enrolados em um galho.

Dallas não aguentou a piada e caiu no acento ao lado de sua amiga, contorcendo seu abdómem e abaixando seu tórax. Ella sempre reparou na beleza de Dallas, mas ninguém reparava, apenas viam um menino de óculos, um Geek. Seus olhos eram azuis tão intensos como o céu à noite, seu cabelo tinha um tom acastanhado claro e escuro.

– Então, estava fazendo lá na frente. — perguntou a garota com interesse.

– Ao contrário de você, eu me socializo com outras pessoas.Revirou os olhos para ele mostrando a língua, de um gesto infantil.

– Ok, estava conversando com o Mason.

– Ah, é aquele ali. — apontou o seu dedo fino e delicado para um garoto de cabelo castanho. Não dava para ver as feições dele, mas ele parecia zangado com algo.

– Ele mesmo.

– Parece irritado.

– Eu sei, ele é melhor amigo do Andrew. Ele não é de brigar muito, ao contrario do seu amigo. Acho que se preocupa.

– Huum, que gay.

– Eu queria ser tão gay assim ao ponto de beijar a Amber ou Elizabeth. O pior é que seria incesto se rolasse algo com Katherine.

– Argh que nojo. Você é idiota, sabia?

– Obrigado ruivinha. — disse ele bagunçando cabelos escarlate de sua amiga. — Também te amo.

– Disponha, imbecil.


– Por que você tem que ser tão estupido? — murmurou Mason para Andrew.

– Por que tem sempre que mostrar que é o foda arranjando briga?

– Porque eu sou foda. Nenhum filho da puta zoa comigo. Eu zoou com eles.

– Você é um otário. Nem sei por que minto para seus pais.

– Pois você ama seu amigo e não quer ver ele se fuder.

– Não Andy, pois sempre confio em você, e você fode com tudo. Sempre. Dá para crescer? Você tem dezessete anos!

Andy encarrou seu amigo com aqueles olhos dourados amarronzados e foi sentar-se junta a Ms. Baghter.

Mason já estava cheio de ser o responsável. Não que ele não gostasse, mas tinha que cuidar de sua irmã mais nova, Katherine, e defender seu melhor amigo briguento, Andy. Ficou olhando paisagem, pensando na confusão que tinha acontecido aqui no ônibus. Tudo tinha começado quando Carlos disse que Andy era uma loira branquela, então Andy começou a provocar Carlos, que provocou Andy, que avançou sobre o armário. Os outros colegas ficavam alimentando cada vez mais as brigas. Jennifer, Holly, Ashley e Marta ficavam secando a bunda de Andy, enquanto Katherine ficava no seu iPhone.

Mas antes dessa confusão, ele estava conversando com Dallas sobre Ella. Ele nunca tinha falado com ela, mas sempre achava ela muito sortuda. Conseguir esquecer tudo à sua volta, com apenas um iPod e uma câmera é de se invejar para ele. Mas não só isso, ela também conseguia se fazer não ser notada, como se ignorace todos, como não se nada existisse, ou melhor, como se ninguém existisse. E além disso, ela é muito linda.

A única pessoa que ele conhecia que fala com ela era Dallas. Ele disse que ela apenas ficava na dela. Mas Mason não conseguia fazer isso. Não era capaz de ignorar algo que não era do seu interesse. Sempre queria resolver tudo de errado e se tivesse a chance de acabar com a miséria no munda, faria isso sem pensar duas vezes. As vezes poderia ser bom, as vez muito ruim.

– E aí, Masom, posso sentar ao seu lado? — Amber apareceu do seu lado e rapidamente se sentando com ele.

– A claro. — falou com a voz carregada de sarcasmo.

– Então — bufou com a voz baixa, mostrando suas coxas nada discretamente — você sabe, talvez posso estar livre hoje a noite e não vai ter ninguém na minha casa...

– Não, obrigado. — Mason odiava cortar pessoas, principalmente meninas, mesmo sendo o maior número na escala "quero te dar". — Não novamente.

– Mas — ela deslizou a mão na cocha dele, subindo um pouco. Percebendo o quê ela iria fazer, o garoto rapidamente tirou a mão dela de sua perna — você não me acha atraente?

– Não, ele te acha puta, uma biscate, como todos aqui no ônibus, sem contar as suas seguidoras. — uma voz feminina e carregada de zombaria. Era Elizabeth, com seus cabelos castanhos ondulados e olhos castanhos pegando chamas ao olhar a garota loira.

– Está com inveja por ele não te querer mais? — provocou Amber.

– Estou com inveja da sua mãe ser vidente. — falou sarcasticamente. Ela olhou para Mason e sorriu para Amber, como se estivesse babando ácido sulfúrico pronto para lançar em Amber. — Ela preveu que uma putinha ia nascer e a nomeou Amber Lynn. Agora olha quem nasceu: você.

Amber fez uma expressão facial de raiva, abrindo a boca e cerrando os cílios. Levantou-se do ascento e foi para a cadeira duas vezes atrás da de Mason, onde Marta estava sentada e começou a desabafar "Amiga, você não sabe o quê a seca falou de mim. Estou puta da vida"

– Quando não é? — murmurou Elizabeth, sentando do lado de Mason. Os dois riram.

– Muito obrigado, Liz. E mais uma vez...

– Mason começou a falar, mais Elizabeth interrompeu.

– Você não precisa se desculpar. Aquilo foi passado, somos amigos agora. E odeio aquelas vadiazinhas.

– É, não sei como fiquei com ela.

– Pressão do idiota do Simons e muita bebida.

– Esqueci que já fui alcóolatra e que o Andy é idiota.

– Então, para onde nós estamos indo? — Elizabeth surpreendeu seu ex quando o informou isso.

– Você não sabe?

– Só queria sair da aula.

– Estamos indo para uma cidade fantasma onde aconteceu um problema nas usinas químicas e nos lugares onde testavam a radioação das armas. A cidade foi evacoada e não tem ninguém lá, por isso é chamada de cidade fantasma. Niguém habita lá.

– Mas a escola quer que peguemos radioação?

– Não, por isso vamos ficar só nos arredores. A radiação só aconteceu no centro e nos bairos médios. Os extremos da cidade tem muita pouca radiação. Até menos que uma máquina de raio-x.

Ela virou-se para Mason e falou com um tom de zoação.

– Sabia que você é NERD? Mas é lindo, eu não entendo.

– Sabia que você é grossa? Mas é linda. Então ambos temos mistérios para responder.

– Touché.

– Alunos. Finalmente chegamos ao nosso destino. — falou a professora de química alertando todas as cabeças, que se voltaram logo à ela. — Vamos visitar a cidade fantasma de Amagon.

Notas finais
e ai, gostaram? se sim, deem reviews e divulgue, se não, comente o que não gostou ou achou estranho ;)