Rune's Quest

11 Tower Defense da Realeza (2/2)


Notas iniciais
Na continuação, o príncipe Irradia leva Ernest, Alli e Rune para o castelo, para procurarem o General e acalmar a situação. Mas acabam tendo uns pequenos problemas envolvendo a segurança.

-Estamos bem em cima do castelo. — O príncipe disse baixinho, pois a base octaédrica não produzia som ao voar — Se queremos entrar, temos que ser bem rápidos.

-Você não acha que entrar pelo telhado vai levantar ainda mais suspeitas? — Ernest falou — Eu sei que eles querem a sua cabeça num prato, mas não tem uma entrada um pouco menos serial killer?

-Ernest, deixa o príncipe fazer o que ele faz de melhor. — Alli disse e Fran sorriu para concordar — Invadir as casas das pessoas é um talento que poucos têm hoje em dia.

-Vamos achar logo esse general. — Rune falou impaciente — Eu sempre quis estar aqui. Vocês tem aquelas taças e vasos encrustados de diamantes milenares?

-Temos. — Fran disse querendo acabar logo com aquilo — Podemos ver tudo assim que nós resolvermos essa bagunça. Estamos descendo, lembrem-se de fazer silêncio.

Quando a base pousou, os quatro saíram e foram até uma porta de madeira de cedro, numa das doze torres do castelo, que dava numa escadaria que parecia infinita, até que uma outra porta deu lugar a um amplo corredor com várias portas. Antes que Ernest e Alli fossem andando, Fran os parou e jogou uma caixinha que emitiu um gás azul que revelou lasers cinzas em todas as direções.

-Típico. — Fran falou — Mas se não me engano, tem outra armadilha aqui... — Ele disse e apalpou o chão com a ponta da bota, uma das lajotas desceu um nível do chão e canos de lança-chamas surgiram das paredes — Sabia... E aqui temos... Ahá! — O príncipe encostou na parede e brotaram espinhos enormes do chão e do teto — Agora sim.

-Que tabu... — Rune disse.

-Porque diabos você foi ativar todas as armadilhas? — Alli disse irritada e batendo o pé — Agora não tem jeito de passar!

-Calma, mocinha. — O príncipe chegou perto de um vaso e cuspiu dentro dele, de repente, todas as arapucas desapareceram — Mais fácil assim?

-Se sabia que tinha tudo isso, porque não cuspiu na porcaria desse vaso antes? — Ernest disse indignado.

-Não ia fazer sentido cuspir num vaso. — Fran respondeu e foi andando até uma porta onde estava escrito "SALA DO GENERAL" — Esta é a sala onde ele deve estar. Ainda em silêncio.

-Xá comigo! — Alli disse e acidentalmente derrubou um vaso que ficava ao lado da porta da sala do General — Opa...

-Não importa se ele tá aí dentro, entrem, entrem, entrem! — Ernest ordenou e empurrou Fran e Alli lá para dentro, Rune foi antes do chilique do Errante Congelado — Shhh! — Ele disse e todos se abaixaram, encostados na porta.

Como previsto, o som de pessoas correndo era óbvio e alto, mas logo parou, deviam ter visto o vaso quebrado na entrada da sala, e estranhado a falta de armadilhas no corredor. Mas depois o som voltou e Rune olhou por uma pequena janela, nenhum cavaleiro, soldado ou coisa do gênero.

-Ufa... — Rune disse e começou a flutuar pela sala impecavelmente arrumada do General — Esse lugar é uma beleza... Bem limpo, livros arrumados por coleção e autor, uma gaveta para cada dia da semana... — Ele disse e os Pierrot se entreolharam, o que passava pela cabeça de Rune? — Ele parece ser um homem fácil de lidar.

-Bom... Eu diria que sim. — O príncipe contou — Ele é quase um décimo terceiro irmão pra mim e não sei porque deixou que as tropas fossem atrás de mim.

-Já ouviu falar de Caim e Abel? — Ernest perguntou.

-Não diga besteira, garoto. — Fran parecia determinado em defender seu amigo general — Ele nunca faria isso se não fosse... — Surgiu uma ideia luminosa em sua mente — Forçado! É isso! As tropas só foram atrás de mim porque ele mandou, mas ele está sendo forçado por alguém! — Ele começou a comemorar, até que uma figura encapuzada entrou na sala.

-Que bom que solucionou o crime, Francesco... — A voz era bem encantadora e chamou a atenção de todos — O General está bem. As tropas não vão te perseguir mais. Pode sair daqui. — A figura tirou o capuz e deu um sorriso sinistro.

-Ebenézer... — O príncipe murmurou — Você estava por trás disso, não é?

-Usar capuz e ter um nome bizarro é mal de família? — Alli perguntou, olhando para Fran.

-Claro, Fran. Você tomou o meu amado lugar, e eu vou tomar tudo o que você ama. — Ebenézer disse — Se um General sexagenário idiota é importante para você, não vejo problema em me livra dele. Assim como eu fiz. — Ele riu como uma criança enquanto Fran estremecia — Foi tão fácil, vocês tinham que ver... Ele implorando pela vida que se esvaia do corpo dele. Agonizando... Se você não fosse um covarde que tem medo de soldados, talvez ele estivesse vivo ainda, moribundo, porém vivo. — Ele gargalhou e o rosto de Fran estava numa expressão de ira e ódio puro — Ah é, o velhote mandou eu te entregar isso. As últimas palavras dele foram "Diga a ele que tem que apertar de olhos fechados."... Sempre achei que ele era louco.

-"Olhos fechados"? — Fran perguntou e o assassino concordou com a cabeça — Entendi... — Ele fechou os olhos e apertou o botão que estava naquele cilindro e uma lamínula saiu de uma das extremidades... Direto em seu peito — Adeus, Ebenézer... — Ele arfou; e morreu.

-Velho maldito... — Ebenézer profanou — Eu ia matá-lo, junto com os outros onze...

-Quem é você, idiota? — Alli gritou, chorando — Porque quer o mal para todos?

-Ele é O Excluído, Alli. — Rune falou — Ele é o verdadeiro décimo segundo príncipe, mas como os reis não gostaram dele, fingiram que ele não existia, e tiveram Francesco para ocupar o seu lugar, por isso o ódio. — Ebenézer concordou, pulou no parapeito da janela e saiu voando — Sei que vocês dois gostaram de Fran, mas a vida faz esse tipo de sacanagem conosco. Sinto muito.

-Você queria conhecer o General, Rune? — Ernest perguntou.

-Vamos adicionar os dois à lista de "Amigos que vamos trazer de volta à vida um dia", junto com Blanc, certo? — Rune esboçou um sorriso na escuridão que era seu rosto.

Fim.