Rumor has It...

1 Capitulo 1. Encontro


Notas iniciais
Ola meus amores, aqui minha primeira fic no Nyah *-*
Klaroline >< mas tera muitas outras tags, como Stelena, Delena, e etc u_u
Boa leitura >

Capítulo 1 — Encontro.

\"\"

"O medo é o caminho para o lado negro. O medo leva a raiva, a raiva leva ao ódio, o ódio leva ao sofrimento"

Caroline remexeu-se na cama escutando o despertador que tanto a irritava, comprimiu os olhos não desejando abri-los, não com toda aquela claridade no quarto, mas era preciso. Se espreguiçou na cama e aos poucos foi abrindo os belos olhos azuis, um bocejo veio em seguida enquanto ela se sentava na cama. A sua frente um grande espelho da cômoda dava a ela a visão exata de como estava, os cabelos loiros e sedosos bagunçados, e a maquiagem pesada da noite de trabalho, nada que um bom banho não resolvesse.

Levantou-se da cama vendo sua melhor amiga com quem dividia o pequeno, mas confortável apartamento, sair do banheiro. Rebekah sorriu ao ver a amiga já de pé.

— Pensei que não fosse mais levantar — disse Rebekah secando os cabelos com a toalha. Sabia que Carol sempre fazia algumas apresentações a mais, por isso aquele estado.

— Quase não levanto — a loira riu dela mesma e das suas dores — Meu corpo esta latejando, falta quantos minutos para sairmos? — perguntou indo para o banheiro.

— Relaxa ainda temos mais ou menos uma hora — disse a amiga.

Caroline fechou a porta do banheiro e suspirou se escontando na mesma, levantou seu semblante triste olhando seu reflexo no pequeno espelho do banheiro. "Preciso sair dessa vida" pensou tirando sua camisola, tantas vezes tentara parar de trabalhar naquela boate, mas na pacata cidade de Mystic Falls não havia opções de emprego a única coisa que restava era o cargo de dançarina de boate. Revirou os olhos ligando o chuveiro, precisava pagar sua faculdade, além da faculdade ainda tinham as dividas, eram muitas coisas.

— Caroline rápido, não é pra demorar ai não — escutou a amiga falar batendo na porta do banheiro. Rebekah era como uma irmã para a loira, sempre a ajudou e de certa forma apresentou essa vida para Caroline fez parecer tão divertido e menos vulgar.

— Ta, ta — resmungou inclinando seu rosto na agua quente do chuveiro, ah aquilo revigorava suas forças.

Minutos se passaram enquanto ela terminava de fazer sua higiene matinal, logo saiu do banheiro vendo Rebekah pronta, a loira vestia uma meia calça preta com uma saia xadrez, uma blusa de mangas cor lilás e botas. Caroline foi para seu guarda-roupa pegando um vestido azul, adorava vestidos, eram fáceis de colocar e tirar, colocou o vestido sobre a cama, era de um azul claro e de alcinha, nem muito longo nem muito curto, nós pés escolhera uma sapatilha prata, nada que chamasse muita atenção.

— Senhor, desejas mais alguma coisa? — perguntou a jovem de cabelos castanhos e de avental ao lado do seu patrão. Klaus degustava do suco de laranja pouco se importando com a presença da empregada, fez um movimento com a mão mandando-a sair dali.

Suspirou pesamente encarando aquela mesa cheia de cadeiras vazias, lugares que a anos atrás eram ocupados por seus irmãos e pais. Talvez seu egoismo os tenha afastado, ou a sua ambição os tenha assustado, o importante era que sua mãe vivia em uma fazenda o mais afastada possivel dele, pelo menos fora isso que ela dissera antes de sair da mansão Mikaelson, os irmãos estavam espalhados pelo mundo, dentre eles sua irmã mais nova era a mais especial e a mais complicada, essa realmente desaparecera de sua vida.

Seu celular tocou chamando a atenção do mesmo, observou o aparelho vibrar ao lado de seu suco, o nome Stefan aparecia no visor. Revirou os olhos, pensou e repensou atender o telefonema, mas Stefan era seu único amigo, deveria atender.

— Algum problema Stefan? — perguntou atendendo o celular levantando da mesa.

— Oi Klaus, eu já estou aqui na universidade, onde você esta? — Klaus revirou os olhos, havia se esquecido da palestra que deveria dar aos univesitários. Ele era um dos homens mais ricos, um dos empresários mais bem sucedidos, essas palestras eram frequentes. — Klaus?

— Estou chegando, prepare tudo, logo estarei ai — e desligou antes mesmo de escutar a resposta do amigo. Stefan trabalhava com o loiro na empresa, além de amigo tambem era seu advogado. Klaus sabia que poderia contar com Stefan a qualquer momento.

Se dirigiu para a garagem da mansão Mikaelson, aquela mansão tão vazia, no que Klaus transformara sua vida? A quanto tempo teve um relacionamente com uma pessoa por mais de dois meses? Sua vida tem sido trabalho, trabalho e mais trabalho. Pensando no que sua vida se tornara entrou em sua BMW preta e saiu da garangem dirigindo o automóvel. Estava de volta aquela mansão, depois da morte de seu pai, estava ali novamente.

Acelerou em sua BMW indo em direção a universidade de Mystic Falls.

— Eu disse pra você não demorar no banheiro — bufou Rebekah enquanto as loiras estavam na parada de ônibus.

— Você disse que tinhamos uma hora ainda — Caroline cruzou os braços emburrada.

— Argh Carol, o ônibus não passa, vamos nos atrasar!

— Calma Bekah — a loira revirou os olhos enquanto apertava mais seus livros contra o peito, estavam ali talvez a quase meia hora, realmente Rebekah tinha motivo para ficar irritada — De repente ele aparece aqui.

— Eu já disse para parar de falar dele, argh Carol você é minha melhor amiga não me faça odia-la — tudo o que Rebekah não precisava se lembrar naquele momento era de Matt — Se você não tivesse batido o carro, não estariamos aqui!

— Eu? Você me forçou a dirigir porque eu estava menos bebada! Argh eu vou ligar pra Elena nos dar uma carona — Caroline já estava perdendo a paciência com a amiga.

— Isso, liga para aquela falsa! Carol tudo que Elena quer é me destruir, você sabe que ela me odeia, diz que eu não sou uma boa compania.

— Awn tadinha da minha loira — a loira riu do drama da amiga, será que poderia existir pessoa mais ciumenta que ela?

— Droga Caroline — de uma hora para a outra Rebekah virou de frente para Caroline que a olhou sem entender nada.

As orbes azuis se prenderam a BMW preta que parou ao lado delas. Encarou Rebekah ainda confusa, podia jurar que a amiga estava tremendo enquanto mantinha as costas para aquele automóvel de luxo. Será que era alguém da boate? Mas de manhã cedo?

— Finalmente Rebekah Mikaelson — aquela voz grossa com sotaquê fez os pelos da nuca de Caroline se arrepiarem, seus olhos se perderam ao loiro esbelto a sua frente.

As orbes azuis se perderam tempo demais naquele homem a sua frente. Ele era extraordinariamente lindo, seu rosto pálido com as feições bem definidas quase perfeitas sob o emaranhado de cabelos loiros. Seus olhos seguiam cada movimento que ele fazia, quando o loiro se afastou do automóvel, Caroline pode ver melhor o corpo que mesmo sob o terno preto mostrava ser definido, voltou a sanidade quando os olhos azuis deles encontraram aos seus, tinha certeza que naquela hora corara violentamente tratando logo de desviar o olhar.

— Rebekah estou falando com você — Rebekah? Se perguntou Caroline, então o homem a sua frente era algum 'amigo' secreto da sua amiga?

— O que quer Niklaus? — perguntou a loira se virando de frente ao irmão, pouco se importava se era ele ali na sua frente. O principal motivo de estar na vida que esta hoje é por causa dele, dele e do maldito dinheiro dele.

— Não acredito que estejas aqui, eu a procurei pelo país todo e você continuou morando em Mystic Falls?

— Isso não é da sua conta! Agora me deixe, estou atrasada para a faculdade — disse Rebekah ríspida ao ver o ônibus se aproximar — Vamos, Caroline — chamou a amiga.

— Faculdade? — o loiro ainda insistia em conversar com a irmã — Eu estou indo para a faculdade, entre, vamos conversando ate lá.

— Niklaus entenda uma coisa, eu não falo com assassinos — a frase da loira fez Caroline e Klaus arquearem a sobrancelha na mesma hora. "Ele é um assassino?" pensou Caroline.

— Nunca mais repita isso, você sabe que foi um acidente — Klaus tentava se defender.

— Caroline! — gritou Rebekah, se tinha uma coisa que Caroline não suportava era que gritassem com ela.

— Rebekah não grite comigo!

— Ótimo! Então fique ai e desfrute da companhia desse assassino sozinho — Caroline mal teve tempo de correr e tentar alcançar a amiga que subia no ônibus pois tivera seu braço segurado por Klaus, seus olhos se cruzaram no mesmo instante.

— Eu a levo ate a faculdade — o escutou dizer e seu coração desparou, o ônibus que levava sua amiga partia deixando somente ela e o loiro desconhecido na parada.

Suspirou pesadamente aceitando a carona. Ele era bastante cavalheiro, abrira a porta para ela entrar na BMW e fechara, Caroline sorria bobamente com o luxo do automóvel, sorriso que se desfez quando Klaus entrou no carro dando partida no veículo.

— E... — tentou começar uma conversa, já estavam no carro a alguns minutos e o silêncio chegava a ser constrangedor — E então? Conheceu a Bekah na boate?

— Boate? — perguntou ele um tanto fora do assunto.

— Sim, a boate em Fell's Church.

— Não, mas o que minha irmã mais nova faz em uma boate?

Os ossos de Caroline congelaram, irmã dele? E agora? Mas espere, se Rebekah era irmã dele isso queria dizer que ela tinha dinheiro e principalmente que ela não era orfã como dissera.

— Ah... sempre que temos folga saimos um pouco — respondeu suspirando em seguida, era pessima com mentiras, esperava que o loiro não começasse um interrogatório.

Klaus suspirou tentando prestar atenção na rua e não na bela loira ao seu lado? Que diabos ele estava sentindo? Estava nervoso? Mas porquê? Ela é apenas uma universitária, quer dizer, a universitária mais bela que ele já vira. Sorrio com o pensamento, podia sentir o olhar dela sobre si, parecia estuda-lo, talvez ele devesse fazer o mesmo.

— Entendo. — fora a ultima coisa que disse antes de chegarem a universidade.

[...]

— Se quiserem ter uma vida bem sucedida como a minha, batalhem, façam o possivel e o impossivel — dizia Niklaus de frente aos universitários que couberam no auditório.

As cadeiras subiam como em uma escada, e na última fileira três alunas conversavam, pelo menos duas enquanto uma apenas suspirava.

— Você não tinha família Rebekah — disse Elena olhando da loira para o loiro que fazia a palestra — Como é que agora aquele ricasso é seu irmão?

Rebekah revirou os olhos.

— Já expliquei, considero o resto da minha família, principalmente ele, mortos!

— Seu irmão é lindo... — suspirou Caroline.

— Esqueci de perguntar — disse a loira virando de frente para Caroline preocupada — Você falou para ele sobre...

— Não! — respondeu a loira de imediato olhando para os lados vendo se alguém percebera. A pior coisa que poderia acontecer é descobrirem que elas eran dançarinas.

— Você vai hoje? Sabe que Alaric pode te da um desconto já que você fica ate tarde toda noite e hoje eu estou tão cansada, vamos ficar em casa e assistir um filme?

— Bekah tenho que pagar a facul em duas semanas — resmungou Caroline.

— Ta bom sua chata — a loira revirou os olhos.

— O que vocês estão programando sem mim? — perguntou Elena curiosa olhando as amigas sussurrarem.

— Coisas do trabalho — respondeu Rebekah. A morena deu de ombros.

[...]

Klaus andava de um lado ao outro no imenso quarto, como conseguira esquecer? Nessa noite era a confraternização dos homens mais ricos da região, e lógico ele estava entre os convidados. Mas como ir sem uma acompanhante? Sua ultima namorada terminara com ele a uma semana, como encontraria uma mulher em exatamente... 4 horas? Suspirou derrotado e se jogou na cama macia, sempre esteve sozinho, ate mesmo quando sua família estava presente ele era excluido, tudo isso por ser o... bastardo.

Fechou os olhos tentando esquecer daquela noite, a noite que seu padastro fora assassinado, a noite que ele fora culpado pela morte do homem que chegou o mais perto de um pai para ele. Abrio os olhos rapidamente não se deixando levar pela emoções daquela noite, não queria se lembrar de nada daquilo. Mas afinal, do que ele queria se lembrar? Essa pergunta ficou martelando em sua cabeça e logo tudo o que acontecerá no dia viera em sua mente, dentre elas a loira que dera carona se destacou formando um sorriso malicioso nos lábios do loiro.

— Caroline — sussurrou lembrando-se de como ela o olhava, de como ficara corada quando o vira olhando-o. Precisava encontrar um meio de trazer sua irmã de volta, por que não unir o útil ao agradável? E uma ideia engenhosa veio a sua mente, mas deixaria isso para mais tarde, agora precisava de uma acompanhante.

Pegou seu celular discando o número da única pessoa que confiava, Stefan.

— Klaus eu estava realmente muito ocupado agora — resmungou Stefan fazendo o loiro revirar os olhos. Ora ele era seu melhor amigo, precisava atender o celular.

— Preciso de uma acompanhante — foi direto.

— Você quer uma prostituta para passar a noite? Por que não disse mais cedo, teriamos passado em uma boate qualquer!

— Não Stefan, preciso de uma acompanhante para uma conferência daqui a três horas e meia, sei que você tem contato com aquelas agencias, pago o quanto quiserem.

— Hm, vou ligar para um amigo de meu irmão, oito horas a garota vai estar pronta na sua porta — um alivio tomou o corpo de Klaus, sua segunda alternativa era vestir a pobre empregada como uma princesa. Riu de seu pensamento.

— Tudo bem Stefan, estarei aguardando — e como sempre desligara o celular.

Se levantou da cama macia desabotuando a camisa azul clara social deixando seu físico em forma amostra, tirou a mesma a jogando em qualquer lugar, logo depois tirou as calças ficando apenas com a cueca preta. Se aproximou do cabide pegando seu roupão de banho preto. Não estava atrasado, ainda eram 17h da tarde e o evento era só 20h30min.

— Como? — perguntou a loira segurando o celular contra a orelha. Caroline ainda não acreditava no que Alaric falava do outro lado da linha.

— Sim Caroline, Stefan pediu uma acompanhante para esse amigo rico dele — a loira sorriu, o problema da mensalidade já estava resolvido com o dinheiro do cliente — E como você esta em Mystic Falls ficará mais fácil.

— Eu entendi isso Alaric, quero saber quanto ele irá pagar — foi direta.

— Ele paga mil doláres por uma noite.

— E como devo me vestir?

— Coisa chiquê minha cara, você irá a uma especie de conferência — na mesma hora a loira olhou para seu guarda-roupa, onde conseguiria um vestido social em 2 horas?

— Mas já são 18h, as lojas estão fechadas, como conseguirei um vestido?

— Tudo bem, dou meu jeito, eu... — tuntuntun. Alaric havia desligado o telefonema.

Caroline sorriu animada, mil doláres por uma noite apenas? Ganharia o dobro que ganha na boate em um dia, fora as gojetas. Se levantou da cama indo em direção ao seu guarda-roupa, olhou, olhou e nenhuma roupa parecia apropriada para a ocasião, onde conseguiria uma roupa em tão pouco tempo?

— Que cara é essa? — perguntou Rebekah entrando no quarto.

— Consegui um cliente, ele vai pagar mil dolares por uma noite apenas — as sobrancelhas da loira arquearam ao escutar a amiga.

— Nossa, ta podendo hen? Então não irei hoje a boate, ir sem você não tem graça!

— Bekah eu não tenho um vestido para ir numa conferência — choramingou Caroline olhando para o guarda-roupa da amiga.

— Tudo bem, tudo bem — disse a loira indo ate seu guarda-roupa tirando de lá um vestido bege curto — Esse ficará perfeito.

Tinha o vestido e duas horas para se arrumar, é... os mil doláres já eram praticamente seu.

[...]

O mordomo da mansão ao escutar a campainha abrira a porta imediatamente deparando-se com uma bela loira de olhos azuis . "Prostituta" desdenhou.

— Ah... — Caroline olhou o homem a sua frente e sorriu simpaticamente — O senhor me pediu para acompanha-lo em uma conferência — via que o homem ainda a olhava confuso — Será que eu bati na porta certa? — perguntou-se em sussurro.

— Senhorita gostaria de entrar? O Patrão logo irá recebê-la — disse o homem que só agora Caroline descobrira ser o mordomo da casa.

Sorriu simpaticamente entrando na mansão, seus olhos se perderam no enorme lustre do teto, percorreram todo aquele local elegante ate o sofá onde se sentou cruzando as pernas. Minutos se passaram e ela ainda estava sozinha naquela sala, apertava a bolsa inquieta dando leves mordidas nos lábios, aquela agonia e curiosidade estava matando-a.

— Ninguém merece — resmungou olhando no relógio vendo que já eram 20h. Estranho, para ela eram 20h quando chegara, talvez tivesse visto errado.

Se levantou do sofá indo ate as grandes janelas cobertas por grossas cortinas cor vinho, afastou as cortinas e seus olhos marejaram com tamanha beleza da paisagem. Um jardim havia ali, e iluminado a noite ficava ainda mais belo com o chafariz.

— Boa noite — aquela voz grossa com sotaquê ecoou pela sala. Caroline sentiu as pernas ficarem bambas, era ele, era Klaus.

Notas finais
Obrigada por lerem *-*
E comentem pf >