Roses And Demons: Warbloom
15 Erika e Jenipher nas Montanhas
Notas iniciais
Aqui estou eu, postando com atraso novamente. Situações adversas são realmente detestáveis, mas jamais deixaria de atualizar a história.
Otrom esfregava seu queixo com a mão esquerda, pensativo. Walters tentava não demonstrar ansiedade enquanto observava calado, pois não fazia ideia da reação que o general teria. Devido a isso, sentiu-se aliviado quando o homem esboçou um pequeno sorriso nos lábios enrugados.
–Definitivamente é um plano ousado, mas se der certo conseguiremos tomar as montanhas com um mínimo de perdas.–Então significa que me dá permissão para colocá-lo em prática, general?–Se as bruxas realmente forem capazes de fazer o que você disse então eu não vejo problema em autorizá-lo.–Não se preocupe, general. Eu falarei com elas agora mesmo e tenho certeza de que conseguirão. Lince se mostrava cada vez mais esperançoso, a ponto de convencer Otrom de que tudo realmente transcorreria da forma que havia previsto. A resposta de Anya foi rápida ao terminar de ouvir o que o Capitão Walters tinha a dizer.–Sim, nós temos condições de ajudar.–Excelente! Mas a verdade é que eu também gostaria de fazer outro pedido.–E qual seria? – Anya intrigou-se, mas já imaginava do que se tratava.–Gostaria de sua permissão para enviar Erika nesta missão. A bruxa loira, que estava presente na tenda juntamente com algumas outras, espantou-se. Não imaginava que seria justamente a escolhida para cuidar de uma missão tão crucial para a vitória de Empericia.–Tenho certeza que não falta disposição a ela, capitão, mas por que essa escolha em particular? – A líder franziu a sobrancelha.–Apenas quero dar uma chance a ela de demonstrar o seu potencial. Tenho certeza de que isto é algo que ela deseja do fundo do coração. Lince realmente entendia os sentimentos de sua amiga e, portanto, estava disposto a oferecer a chance que ela tanto queria para provar seu valor. Erika, ao constatar isso, sorriu gentilmente.–Pode contar comigo, mestra. Eu não vou falhar.–Não duvido da sua capacidade, Erika, mas você tem noção de que suas atitudes podem causar a morte de várias pessoas. Conseguirá viver com esse fardo? – Questionou Anya, testando a determinação da jovem bruxa.–Todas nós viemos preparadas para isso, mestra. Sabemos muito bem o que significa lutar em uma guerra. Anya deu-se por satisfeito. Contudo, não permitiria que a garota partisse sozinha para um local tão perigoso. Desta forma, virou-se na direção de uma garota de cabelos ruivos, presos em um coque na parte de trás, enquanto que na frente exibia uma franja curta e discreta. Seus olhos eram verdes e a faixa em sua cintura possuía um vermelho vívido. Suas feições demonstravam maturidade, mas era um pouco mais baixa que Erika.–Jenipher, eu gostaria que você a acompanhasse. Tenho certeza de que seu auxílio será de grande importância. Enquanto a ruiva concordava, inexpressiva, com a ordem, Walter se aproximou de sua amiga e fez uma pergunta em voz baixa.–Quem é essa mulher?–Ela é Jenipher Chaneel, e também uma das bruxas mais poderosas do nosso monastério. A noite estava fria e seca, sem vento algum. Sob o brilho da lua cheia as duas bruxas já estavam em território inimigo há cerca de duas horas, avançando devagar e com muita cautela. Conseguiram evitar que as regulares patrulhas as encontrassem, mas Erika, que trazia consigo uma bolsa amarrada na cintura por uma tira de couro, estava bastante inquieta. O motivo disto era o fato de que sua companheira carregava um comprido tridente, maior do que ela mesma. A extremidade pontiaguda da arma era fina e angulada, o que permitia utilizá-la também como lâmina.–Por que você trouxe essa coisa, Jenipher?–Porque pouco antes de partirmos eu tive uma visão de nós duas sendo localizadas por um grupo de inimigos. Portanto vim preparada para um combate.–Carregando algo tão grande por aí não é à toa que vamos ser encontradas! Jenipher, com uma calma admirável, não deu bola para os protestos de sua amiga, pois uma gota gelada de água havia caído logo abaixo de seu olho direito. Mais pingos se seguiram, formando uma fina, mas continua garoa.–Ei, aconteceu alguma coisa? A ruiva não respondeu nada. Ao invés disso, dirigiu seu olhar para o céu e ficou intrigada ao notar que não haviam nuvens. A lua e as estrelas reinavam solitárias naquele céu noturno. Desconfiada, ela ergueu seu tridente para o alto e recitou algumas palavras. Erika sentiu uma onda de energia mágica invisível se espalhando como uma cúpula e, após isto, a chuva cessou completamente.–Isso é ruim, parece que já fomos descobertas, Erika.–Do que está falando?–Esta não era uma garoa normal, mas sim uma manipulação elemental.–Então isso significa que... A filha do rei foi interrompido por uma voz masculina.–Significa que vocês duas terão que responder algumas perguntas. Um grupo de soldados desceu rapidamente pela encosta pouco íngreme e cercou as duas garotas. Um deles, o único que trajava uma armadura incompleta, faltando-lhe o capacete, se aproximou lentamente, sem sequer ameaçar sacar a espada que tinha presa à cintura. Seu cabelo escuro era comprido e pendia todo para o lado direito, quase cobrindo o olho do mesmo lado com a enorme franja.
–Deixe-me adivinhar, você é um manipulador da água. – Falou Erika, nem um pouco intimidada.–Exatamente, e já que percebeu isso rápido, eu sugiro que colaborem comigo. Detestaria ter que ferir duas damas tão belas.
Notas finais
Ela não é considerada uma das mais poderosas por acaso.
Capítulo 116: Ordem Natural
Em breve.
Capítulo 116: Ordem Natural
Em breve.
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