Roses And Demons: Warbloom
30 Em Direção à Batalha
Notas iniciais
Se tudo der certo junto com o próximo capítulo publicarei uma imagem da Spectra. Torço para que minha desenhista/secretária/colega de jogos não perca o prazo.
Não consigo me lembrar da última vez em que tive tantas perguntas difíceis diante de mim. Definitivamente William Storde é um enigma que ninguém neste reino teria condições de decifrar a não ser eu, mas isto não significa que posso fazê-lo sem ajuda. As reações geradas por seu sangue, os depoimentos dos manipuladores que lutaram ao seu lado e o histórico como arma experimental me levam a supor teorias que beiram o absurdo, contudo estranhamente prováveis.
Eu me lembro de ter lido a respeito de assuntos parecidos quando era mais novo e estudava com afinco para dominar os conceitos da alquimia. Meu autor favorito sempre foi um homem chamado Defteri, pioneiro em diversos campos desde ciência até história. Seu legado contém uma miríade de informações valiosas e finalmente chegou a hora de buscar conhecimento sobre o último assunto a respeito do qual ele escreveu: demônios. Obviamente não é qualquer um que teria acesso aos livros que Defteri redigiu sobre estes seres esotéricos, mas eu sou privilegiado e tenho acesso à biblioteca do palácio de Jack Secrett. Lá passei horas a fio lendo tudo que pude encontrar a respeito de Pravus e seus habitantes, aumentando a cada página lida minha certeza de que William estava, de alguma forma, relacionado a eles. Confesso que nunca acreditei em demônios, mas jamais tive uma mente fechada. Às vezes a verdade desafia a lógica e até mesmo as crenças mais sólidas, portanto seria uma tremenda tolice da minha parte descartar essa possibilidade. Contudo, mesmo após um estudo exaustivo, ainda restavam muitas dúvidas inconclusivas. Seria William um ser demoníaco legítimo, talvez até mesmo um mestiço? Ou deveria partir do pressuposto que se tratava de um humano sendo influenciado por forças malignas? E se tudo não passasse de coincidência? Retornei para minha casa com apenas uma certeza: a de que ainda teria de realizar muitos experimentos e ocultar minhas suposições até o momento em que tivesse certeza de com o que estou lidando. Infelizmente, o tempo que eu precisava para prosseguir com os estudos não me seria concedido. Espantei-me ao perceber que havia um grande rombo numa das paredes do laboratório e corri para dentro. Meus temores se confirmaram quando vi que o corpo de William havia sumido. Retornei à parede destruída e pude notar que os destroços estavam do lado de fora, indicando uma possibilidade ainda mais preocupante do aquela que inicialmente pensei. Teria ele se erguido e escapado por conta própria? Esta era a teoria mais plausível no momento e cada vez mais se fortalecia a minha certeza de que o rapaz não era um manipulador comum. Isso gerava ainda mais uma preocupação: como eu poderia explicar aquela situação ao rei? Certamente ele ordenaria que William, vivo ou morto, fosse localizado. Mas e se ao saber que se tratava de alguém com certo nível de herança demoníaca, que decisão Jack tomaria? Eu não podia arriscar, precisava convencê-lo de que o corpo havia sido roubado e, se minhas teorias estiverem certas, tenho que encontrar um jeito de destruí-lo. Era tarde da noite, mas Elbio e Kate ainda estavam do lado de fora do esconderijo, ocultos em meio a espessas árvores. A bruxa observava com atenção enquanto o rapaz desferia um golpe contra um tronco, deixando uma marca de corte mesmo sem portar arma alguma. -Estou conseguindo controlar melhor a intensidade, acho que finalmente peguei o jeito. – Disse ele enquanto limpava o suor da testa. -Eu já vi você fazendo isso mais vezes do que consegui contar e continuo sem palavras. Com certeza você deve ser capaz de enfrentar um manipulador em pé de igualdade. – Comentou a garota que o assistia. -Será que Samantha e Yasmin me aceitariam como integrante do grupo? Eles devem estar desfalcados sem o William. -Talvez, mas não vai ser a mesma coisa. Comparado com ele até que você ainda é meio fraquinho. Elbio fez uma careta e Kate riu. -Agora chega, bruxinho em treinamento. Vamos voltar para casa antes que a Madame Ancara- -Descubra que vocês estão aqui fora até tarde? – Completou a própria líder das bruxas, parada e de braços cruzados logo atrás da dupla. -Olha, nós podemos explicar. Não é nada sério... – Começou Elbio, mas foi detido quando Ancara ergueu a palma da mão. -Eu percebi o que você estava fazendo, Lumarc. Não vou recriminá-lo por isso, já que até mesmo eu estou muito surpresa. O garoto imaginou que não haveria chance melhor para expressar o que pensava. Seu desejo que já havia revelado a Kate. -Senhora, eu sinto que agora eu sou capaz de fazer algo pelo bem das bruxas. Quero ajudar Empericia no confronto contra Chesord, mas não conseguirei fazer isto onde estou. Por favor, me dê permissão para ir até Madame Papillon e, a partir do que descobrir lá, auxiliar os invasores. O pedido não pegou Ancara de surpresa, pois ela também já imaginava que o jovem tomaria uma decisão destas. Também sabia que a súbita determinação não era fruto apenas dos desejos dele, mas também dos sonhos que Rina nutriu por tanto tempo. Mesmo temendo pela sua segurança, jamais conseguiria dizer não. Porém, a bruxa não previu o que aconteceria a seguir.
-Eu também quero ir. Esse babaca é tão distraído que vai acabar se matando na primeira oportunidade se não tiver alguém de olho nele. Por favor, mestra, permita-me ir até Madame Papillon. Este foi o pedido de Kate, cujo olhar estava tão firme quanto o de seu amigo. Três dias se passaram e na manhã do quarto finalmente o grupo de manipuladores chegou a Himitsu. O dia ensolarado os animava um pouco, ajudando a ocultar o nervosismo que sentiam na iminência de retornar ao território inimigo. -Podemos ir direto para o castelo ou alguém precisa resolver uma pendência de última hora? – Perguntou Fernand. -Acho que podemos visitar o rei, estou ansiosa para saber novidades a respeito da batalha. – Comentou Yasmin. -Então vamos em frente. Próxima parada: Castelo Secrett. Assim que o quinteto chegou ao castelo, logo seus integrantes foram reconhecidos pelos guardas do local. Um dos empregados do palácio imediatamente se dirigiu à presença do rei para avisá-lo e retornou pouco tempo depois, avisando que ele já estava à espera. Assim sendo, o grupo não perdeu tempo e seguiu em direção à sala do trono. Ao chegar lá, perceberam que as feições do monarca demonstravam cansaço, mas apesar disto ele parecia contente em vê-los. -Vieram em boa hora, pois a situação não está muito favorável para nós. – Falou o homem. -Seremos enviados de volta para Chesord, majestade? – Perguntou Luna com cautela. -Sim, é chegada a hora. Prestem atenção, pois darei a vocês uma missão tão importante que pode decidir o resultado da guerra dependendo de seu sucesso ou fracasso. Havia tanto a dizer que Jack nem ao menos sabia por onde começar. Talvez fosse melhor contar a respeito do pior antes de mais nada e assim ele o fez. -Em primeiro lugar, vocês precisam saber de algo muito importante. O corpo de William Storde, que anteriormente estava no laboratório do alquimista D’Illusie, foi roubado. A novidade foi um grande choque para o quinteto, assim como o rei imaginou que seria.
Notas finais
Yasmin, Fernand, Karin, Samantha e Luna partem com uma nova missão.
Capítulo 131: Novamente em Chesord
Em breve.
Capítulo 131: Novamente em Chesord
Em breve.
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