Roses And Demons: Warbloom

31 Novamente em Chesord


Notas iniciais
No fim das contas o desenho atrasou, mas valeu a pena. Deem uma olhada vocês mesmos na Spectra e digam: ficou boa ou não?
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A noção de que alguém estaria interessado em roubar o cadáver de William era desagradável aos seus antigos companheiros, mas ainda assim compreensível, principalmente para Fernand. Afinal de contas, o fato de que o manipulador do vento era uma arma experimental nunca foi um segredo dentro do exército.

-Que coisa horrível! Nós precisamos fazer algo a respeito! – Exclamou Karin.

-Não se preocupe, mocinha, já incumbi vários homens com a missão de descobrir quem é o responsável por esta audácia. Contudo, gostaria que ajudassem na investigação com quaisquer informações relevantes que tenham agora ou descubram no decorrer da missão. – Disse o rei.

-Já revelamos tudo que descobrimos em relação a William, majestade, mas tenha certeza de que informaremos quaisquer novidades imediatamente. – Respondeu Fernand.

-Seremos enviados ao campo de batalha, majestade? – Questionou Yasmin.

-Não, eu tenho algo diferente em mente. Admito que fiquei muito surpreso com o grande sucesso que foi a missão de derrubar os pilares, portanto vou solicitar algo parecido, mas muito mais difícil.

Antes mesmo que Jack Secrett revelasse qual seria o novo objetivo do quinteto todos já sabiam do que se tratava. Se não seriam enviados como reforços, então só existia um alvo possível.

-Vocês deverão agir em conjunto com as bruxas de Chesord para coletar informações a respeito do paradeiro de Vladmir Banemare, e então deverão encontrá-lo e capturá-lo. Desta forma poderemos encerrar de vez os conflitos e resolver de forma diplomática os problemas que surgirem.

-Na verdade este sempre foi o plano, não? Usar o exército de Empericia como isca para que pudéssemos nos infiltrar no reino inimigo e cortar o mal pela raiz. – Comentou Samantha.

-Exatamente, mas os acontecimentos recentes me obrigaram a acelerar o plano. Portanto vocês serão enviados para Chesord hoje mesmo.

-Majestade, e se capturar Banemare puder comprometer toda a missão? O que deveremos fazer? – Perguntou Luna, ciente de que prender um homem como Vladmir não seria tarefa fácil.

-Matem o desgraçado se for o caso, mas tentem trazê-lo vivo. Ele tem muito que responder e explicar. Agora tratem de se preparar enquanto os sábios da corte iniciam a magia de transporte, mas estejam de volta ao meio-dia.

Sem mais nada a dizer ou ouvir, o grupo de Yasmin deixou a sala do trono. Todos estavam ainda mais apreensivos do que quando chegaram em Himitsu, mas se esforçavam para deixar as incertezas de lado. Já sabiam por experiência própria que este tipo de sentimento podia causar um fracasso irreversível no decorrer da missão.

Ainda assim, havia um integrante do grupo que preferia se aprofundar nos fatos recentes e tirar suas próprias conclusões. A intuição de Samantha a alertava de que havia algo muito errado, pois as peças do quebra-cabeça que a batalha entre Empericia e Chesord sempre foi estavam cada vez mais difíceis de encaixar.

-“Eu preciso chegar ao fundo dessa história, senão todos nós podemos acabar cometendo um erro terrível.” – Pensou a bruxa.

Elbio atravessava uma campina sob o sol da manhã com um sorriso no rosto e uma mochila presa às costas. Sentia-se animado por finalmente ter a capacidade de influenciar, mesmo que fosse apenas um pouco, os rumos da guerra. A companhia de Kate, que seguia logo ao seu lado, também era reconfortante.

Ambos estavam acostumados ao frio intenso, pois o esconderijo onde viviam tinha temperaturas baixas até mesmo durante o verão. Devido a isso não se sentiam mal trajando roupas leves. Elbio optou por trajes iguais aos de William, mas tingidos da cor branca, enquanto que Kate vestia uma indumentária parecida, mas escura e com uns detalhes diferentes. A parte superior do traje terminava em uma saia e suas botas eram um pouco maiores.

A única companhia da dupla naquele ponto da viagem era um rebanho de bodes. Os animais se alimentavam ou descansavam naquele lugar, ignorando a presença do rapaz e da bruxa, enquanto os dois evitavam atrapalhar.

-Será que tem alguma fazenda por aqui? – Perguntou Elbio, descontraído.

-Eu acho improvável, estes devem ser bodes selvagens. E por que essa pergunta? – Retrucou Kate.

-Por nada, mas se eu tiver que caminhar em absoluto silêncio até o esconderijo da Madame Papillon vou morrer de tédio.

-Se queria tanto assim minha companhia por que não me ajudou a convencer a Madame Ancara ontem à noite? – Questionou acusadoramente a bruxa.

-Eu nunca pensei que ela fosse deixar você vir comigo. E se tentasse ajudar talvez ela proibisse até mesmo eu de partir. – Defendeu-se o rapaz.

-Você é mesmo um babaca! E parece que não sou a única que pensa isso.

Kate começou a frase gritando, mas ao terminá-la mal conseguia conter o riso. Elbio ficou confuso com a mudança súbita, mas logo percebeu que algo puxava o manto de suas vestes. Era um dos bodes, que mastigava a roupa na maior tranquilidade.

-Sai daqui, bicho idiota!

Elbio tentou espantá-lo com um movimento brusco do braço, mas como resultado liberou inconscientemente sua energia mágica, arremessando o pobre animal através da campina. Todos os outros bodes imediatamente ergueram as cabeças, observando a dupla com olhos pouco amigáveis.

-Definitivamente, você é um babaca Elbio.

Quando o ar finalmente parou de zumbir ao seu redor e seus olhos retomaram o foco, Yasmin sentiu uma pontada de nostalgia ao observar o recinto ao seu redor. As paredes escuras e as chamas tremeluzindo próximas ao teto deixavam bem claro que ela estava de volta ao esconderijo das bruxas.

-Bem-vindos de volta. Já estou a par da missão que o rei de Empericia deu a vocês e preparei aposentos onde podem descansar. – Disse Madame Papillon, recebendo-os com cortesia.

-Nós agradecemos a hospitalidade, mas temos muito que fazer antes de pensar em descanso. Principalmente a atual situação de Chesord. – Respondeu Fernand

-Eu sei, mas sugiro que ao menos façam uma refeição antes. Depois vou lhes explicar a situação da guerra com mais detalhes.

O grupo acatou a sugestão da líder das bruxas e seguiu em direção ao refeitório. Samantha foi a última a adentrar nos corredores, caminhando com um olhar vazio, pois estava absorta nos próprios pensamentos. Isto não passou despercebido por Papillon, que deixou o restante dos manipuladores seguir na frente e sussurrou ao se aproximar da discípula.

-Você parece preocupada, Samantha. Por acaso há algo de errado?

-Sim, mestra. Mas eu ainda não tenho certeza do que é.

Notas finais
Algo quase imperceptível chama a atenção de Elbio durante sua viagem.
Capítulo 132: Um Resquício de Magia
Em breve.