Rosas Azuis E Vermelhas

1 I promise I'll get you, blue rose.


Notas iniciais
AnimeSpirit? Yep, eu tenho, só não tá dando muito certo. Então, vim tentar a vida por aqui mesmo. Meio porque isso aqui é BEM FAMOSO, e meio porque o meu fanficteiro (Eu chamo assim o povo que escreve fics, PROBLEM?) favorito, Canas Ominous, fazia suas fics AQUI, antes de ir para o Blogger.

E eu simplesmente amo Ib. Eu me recusava jogar o final onde o Garry morria (Ou ficava preso dentro do quadro, não lembro direito.) e a falsa e nojenta da Mary ficava como melhor amiguinha da Ib!

Galera, quem não tem paciência para ler descrições, SAIA DAQUI, falow?

BOA LEITURA!

Ib POV.

Querido Diário...

"Há exatos dez anos atrás, as coisas tiveram um final diferente do que eu esperava. Pensei que eu e ele iriamos fugir dali, e ela ficaria presa ali dentro. Pelo contrário, aconteceu justamente o que eu temia: Os dois ficaram presos, sozinhos, ali dentro, enquanto eu voltei para o mundo real. Não fiz escândalo na frente de mamãe e papai, mas não dormi naquela noite, chorando silenciosamente..."

"Desde daquele dia, achei que ela tivesse matado-o, como vingança, e consequentemente, por minha culpa. Mas então, tive um sonho. Ele estava vivo, e bem, ao meu lado. Mas sonhei isso faz anos. Só não pude salvá-lo, pois me mudei pra Londres quando completei doze anos. Porém, estou voltando para a França... Não se preocupe Garry. Eu vou te buscar. Pode acreditar nisso. Com todas as forças."

Fechei a agenda cor-de-vinho, que venho utilizando como diário, e a guardei na minha maleta junto com a caneta que usei para escrever. Mais uma vez, contemplei a janela do avião, sentindo uma angústia imensa dentro de mim. Sim, estou voltando para onde nasci... E para onde vivi a minha melhor aventura. Londres foi absurdamente chata, o que era justamente o que eu sabia o que ela ia ser para mim.

Toquei minha pulseira da sorte pela centésima vez nesse dia. Eu mesma tinha a feito, no dia que parti para a Inglaterra. No fio dourado, tinham várias rosas vermelhas e azuis ao redor do acessório. Demorei horas para fazê-la, mas valeu muito a pena. Pensei em comprar uma parecida, mas eu não seria fiel a memória de minha infância fazendo isso

— Está ansiosa para voltar a Paris, querida? (Falou minha mãe, que estava lendo uma revista de fofocas, sentada ao meu lado.)

— Mais do que você imagina, mamãe... (Consegui dizer.)

— Ib, você está bem? Parece meio preocupada... Está tudo em ordem na sua cabeça?

— Sim, é impressão sua! (Menti, dando um sorriso forçado.) Eu estou ótima! Só estou meio... Distraída.

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Meia hora depois, chegamos a Paris. A Torre Eiffel ainda estava ali, a minha espera, assim como a maldita Galeria de arte do pintor Guartena... Meu pai e minha mãe queriam dar uma parada para fazer uma lanche, já que eu não havia comido nada, e eles também não. Eu não estava nem um pouco afim de fazer nada disso, mas eles insistiram tanto que acabei concordando. Quanto mais rápido eu comesse, melhor. Pedi apenas água com gelo e um cachorro-quente. Devorei tudo em cinco minutos e esperei que meus pais acabassem de comer, com uma mochila roxa nas minhas costas.

E este pedacinho do dia é nada mais, nada menos do que um borrão na memória: Entrar na casa nova, dizer onde colocar as coisas para os caras da mudança, ajeitar as devidas coisas no banheiro e etc. A última coisa que eu precisava fazer antes de poder ser liberada para sair era arrumar o meu guarda-roupa. Agarrei a caixa das roupas e das lembrancinhas e comecei a guardar os objetos. Até que algo caiu nos meus pés... Um papelzinho. E nele, tinha as seguintes palavras, escritas por mim... E que eu enviei para mim mesma.

"Ele vai devolver o seu guardanapo daqui a pouquinho, não chora! Logo, você vai conversar com o Garry de novo!"

— Ib do passado, você não imagina o quanto estava errada... Esse daqui a pouquinho, já faz dez anos. Faz uma década que você não vê o Garry, e você diz isso? Não sobrou ninguém para ouvir uma garotinha de nove anos... (Murmurei, falando sozinha.) Mas de uma coisa você está certa: Eu ainda quero meu guardanapo...

Joguei as coisas restantes dentro do armário de madeira, pendurei as calças jeans, e como estava chovendo forte lá fora, vesti um casaco cinza, peguei um guarda-chuva verde com orelhas de gatinho (Que fora um presente de Tia Benedictte.), calcei galochas cor-de-rosa e desci as escadas, tendo um pouco de vontade de chorar, por alguma razão que não sei dizer. Talvez, a saudade de Garry, não tenho total certeza.

— Princesa, para onde você vai? (Perguntou papai.)

— Vou... Dar uma passada naquela loja que eu gosto.

— Ah, a Sugary Universe, aquela doceria?

— Sim, quero comprar umas jujubas, pra levar para a aula, semana que vem.

— Tudo bem, mas volte logo! Lembra do seu primo Quentin, e seu tio Orthon? Eles vem jantar hoje, então se apresse!

"Raios!" Pensei comigo mesma. O Quentin é um garoto insuportável, querendo tudo na hora que ele quer... E o tio Orthon sempre me pergunta coisas idiotas, como se eu tenho algum namorado. E por sinal, não tenho nenhum. Mas dane-se, eles não me interessam nem um pouco. Já eram chatos quando eu era pequena, e agora estão mais tediosos do que eram antes!

Abri o guarda-chuva e saí pelas ruas. O problema seria chegar até a galeria, já que é um tanto longe... Mas não me importei. Afinal, o que é sentir uma pequena dor nos pés comparado a sentir a falta de um amigo? Porém, depois de quase uma hora de caminhada, estava quase me sentando na calçada molhada. Finalmente, depois do que me pareceu muito tempo, cheguei no lugar abandonado.

— Não mudou muito, afinal de contas! (Exclamei, tirando as botas e encostando o guarda-chuva ao lado da porta.) Olha ali, a escrivaninha onde mamãe pegou os panfletos...

As paredes, o teto e o chão continuavam brancos, e as esculturas e os quadros continuavam em perfeito estado, mesmo tendo teias de aranhas em cada centímetro das molduras, ou das bases, dependendo do caso. Passei pelas pinturas, que agora eram levemente nostálgicas (No mau sentido, é claro.). A escultura de rosa era a mais deprimente. Então recordei-me do que Garry havia falado sobre ela, perto da hora de nos despedirmos:

- Fico um tanto triste quando olho para ela... Por que será?

Soltei um suspiro, lutando para não chorar. Falando sozinha de novo, gemi:

— Eu disse para mim mesma que ia te salvar, Garry. Agora virou uma questão de honra.

Pulei para trás quando vi letras azuis surgindo no chão, repentinamente.

"O que você está fazendo aqui? FOGE DAQUI!"

E em seguida:

"Você não estava em...? Como veio parar aqui? Ela vai ficar furiosa, CORRA, Ib!"

— Espere, você me conhece? Garry, é você?

"NÃO, NÃO DIGA MEU NOME! Ela vai ouvir sua voz... Por favor, eu te peço uma coisa: Não chegue perto das pétalas..."

Quando acabei de ler, notei que pedaços de rosas azuis estavam largados no chão. Logicamente, segui a "trilha". Não iria escutar o que as letras diziam. Fiz um juramento para mim mesma, e não estou nem um pouco afim de quebrá-lo... Continuei caminhando, meus pés descalços não fazendo nenhum barulho no chão. Estava com um frio no estômago... Mais palavras surgiam na parede a medida que eu ia andando:

"POR FAVOR, seja prudente... Droga, Ib, NÃO!"

Como se eu estivesse querendo zombar o que dizia, comecei a correr como se não suportasse um minuto a mais, ainda seguindo as pétalas azuladas. O piso estava gelado, mas ignorei completamente esse detalhe.

"Sai daqui, Ib... É melhor para você, ESCUTE O QUE EU DIGO!"

Parei de correr. Não havia mais nada para seguir. Só havia um quadro absolutamente fantástico. Minha espinha congelou, estava paralisada. Tentei gritar alguma coisa, mas a surpresa tirou minha voz antes que eu pudesse fazer isso.

Uma pintura do Garry.

Notas finais
Espero que gostem, demorei entre duas e três horas pra terminar isso '^^