Roommate
19 They canceled it
Notas iniciais
Para a felicidade de Quinn, Rachel decidira partir de Nashville ainda naquele dia, alegando que os aeroportos estariam menos movimentados. Mas a loira se quer se importava com o movimento. Ela só queria ir embora. Queria sua Nova York. E o mais importante: queria ficar bem longe de Finn.
Rachel ia à frente da loira com a bagagem de mão cor de rosa de veludo. Os passos rápidos e destemidos, que nada combinavam com a estatura da mulher, seguiam em direção ao avião que decolaria em dez minutos. Quinn achava aquela situação uma graça. Rachel era uma graça.
Elas adentraram o avião. E a loira percebeu que precisaria correr se quisesse se sentar na janela. Então ela acelerou os passos e ultrapassou Rachel. No entanto, não contava com uma perna estendida no meio do corredor. E o resultado disso foi uma queda um tanto engraçada. Ao menos para os outros.
Quinn ignorou as risadas baixinhas ao seu redor e o ardido no joelho causado pelo atrito entre o jeans e a pele. E seguiu cabisbaixa até seu assento. Notou Rachel sentando ao seu lado. Mas continuou escondendo o rosto por detrás dos cabelos curtos.
Rachel se manteve em silêncio. Ela não queria rir. Mas a situação foi engraçada. Então esperou até a vontade passar. E delicadamente puxou o rosto de Quinn para olhá-la. A loira hesitou um pouco em olhar para os olhos castanhos, mas logo cedeu.
“Talvez você devesse ser menos egoísta e me deixar sentar na janela.” A morena disse doce com um fundo de brincadeira.
Quinn, ao ouvir aquelas palavras, se jogou em direção à janela. Ninguém a tiraria de lá. Era o seu lugar. E Rachel sabia disso. Tanto que ela estava somente brincando. Tirar Quinn da janela era a mesma coisa que roubar de Rachel o papel principal. Ninguém tinha o direito de fazer.
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Quinn estava sendo consumida pelo tédio. Pouco a pouco. Ela podia sentir. Ainda faltava meia hora para a aterrissagem e a loira não aguentava mais. Se ela ao menos pudesse enxergar algo interessante pela janela, porém o vôo era noturno.
Ela alcançou algumas das revistinhas de passatempo que compraram. Folheou-a e se deparou com tudo feito. Quinn queria fazer o jogo dos sete erros. Mas Rachel já havia completado. A morena alegava que os outros jogos eram complexos demais para gerar algum tipo de diversão. E esse era o único justificável.
Quinn bufou. Ela precisava achar algo para fazer. Levou os olhos até Rachel e percebeu que ela estava distraída com algum desenho que passava na televisão a frente delas. Adorável. Desceu os olhos amendoados e se deparou com as coxas fartas de Rachel. Uma ótima distração.
A loira teve uma ideia. Deslizou a mão, sorrateiramente, entre os banco até chegar à perna de Rachel. Alvo atingido. Em seguida, deslizou os dedos na parte de cima da perna morena. Para então dar leves apertadas em toda a extensão da coxa.
Rachel estava ciente da mão de Quinn em sua perna. E ela não se importava. Não mesmo. Mas havia pessoas ali. A maioria dormindo, porém ainda estavam ali. No entanto, ela decidiu manter sua atenção no desenho.
Quinn levou a mão para mais perto da virilha e apertou. Ela já podia ver o cabelo da senhora da frente balançando de tão pesada que estava a respiração de Rachel. Inocentemente, a loira deslizou o dedo indicador no centro da morena. Recebendo um olhar reprovador dessa.
No entanto, a loira trouxe seu melhor sorriso cafajeste à tona e se aproximou do pescoço da morena. Deslizou o nariz até a orelha e lá sussurrou:
“Conta até sessenta e me segue.” Deixou uma mordida no lóbulo e seguiu para a parte traseira do avião.
Rachel não tinha muita certeza do que acabara de acontecer. Ela ainda sentia o nariz de Quinn pelo seu pescoço. E era capaz de ouvir a voz rouca da loira no seu ouvido. Céus! Essa mulher a levaria a loucura! Ela não sabia exatamente o que estava fazendo. Mas ela tinha que contar.
Cinquenta, cinquenta e um, cinquenta e dois, cinquenta e três SETE OITO NOVE SESSENTA. Rachel se levantou rapidamente e seguiu o mesmo caminho de Quinn. Mas ela não sabia exatamente onde a loira estava. Alternava o olhar de um lado para o outro. Até que chegou à cozinha do avião.
Ela ia se perguntar onde diabos estava Quinn, quando ouviu uma porta ser aberta e em seguida sentiu algo a puxando para dentro. Ela ia gritar, mas a mão pálida tampou sua boca e a prensou contra a parede.
“QUINN!” Gritou quando se viu livre. No entanto, Quinn se apressou em tampá-la novamente.
“Shh...” Rachel assentiu.
“O que você pretend-“ A morena não teve tempo de terminar a frase. Visto que a língua de Quinn já estava se apossando de sua boca.
Rachel deixou um pequeno gemido escapar no fundo de sua garganta. Para então entrelaçar os braços no pescoço de Quinn e trazê-la ainda mais para perto.
A loira permitiu que sua mão explorasse todo o corpo moreno. Demorou mais nas coxas, onde ora apertava, ora arranhava. Então sentiu Rachel prender sua língua entre os dentes e sugá-la. E ela teve que gemer porque simplesmente não podia com isso.
A morena sorriu vitoriosa e voltou a se deliciar da quente e macia língua de Quinn. Não havia luta por dominância ou espaço. Elas estavam apenas aproveitando e explorando.
A loira decidiu arriscar um pouco mais. Encaixou uma das pernas entre as da morena e levou a mão por de baixo da blusa. Sentiu Rachel deixar sua boca e ir para seu pescoço. Onde ela deslizou a língua e sugou o lóbulo da orelha. Recebendo uma pressão da perna de Quinn em seu centro em troca. No entanto, Rachel empurrou a loira para trás delicadamente. Ela não queria parar. Mas acreditava que perder totalmente o controle num avião não era uma boa ideia.
“Rach, está tudo bem? Eu te machuquei, meu amor?” Quinn portava uma expressão preocupada.
Porém Rachel não registrou nada mais além de “meu amor”. Ela não conseguia descrever o que estava sentindo agora. E muito menos exercer algum tipo de reação. E provavelmente era por isso que Quinn a olhava de forma engraçada.
Rachel sabia o peso dessas palavras. Ela só não sabia se seu coração era capaz de aguentar um “estou perdidamente apaixonada por você” e um “meu amor” em tão pouco tempo. Algo no fundo de sua alma dizia que o que ela estava vivendo era errado. Mas a felicidade de ouvir algo tão significativo de uma pessoa tão especial, a fazia ignorar essa sensação por um momento.
Sem dizer nada, a morena se jogou nos lábios de Quinn. E invadiu a boca da loira com a língua de forma até um pouco agressiva. Mas ela precisava sentir Quinn. Precisava desesperadamente sentir Quinn. E foi provavelmente por isso que ela estava tão fortemente agarrada à loira.
A outra garota ficou um pouco assustada com a reação da morena. O que a fez retribuir o gesto de forma mais carinhosa e delicada, como forma de acalmar Rachel. E acabou funcionando.
A diva sentia-se menos desesperada e estava totalmente entregue à Quinn. Deixou-se ser levada pelos gestos doces e ternos. Sentir a língua da loira deslizar contra a sua de forma tão carinhosa a fazia se sentir a pessoa mais especial do mundo. Era como se o mundo pudesse esperar por elas enquanto estivessem juntas. E nada mais importava. A Terra parava de girar. Os sons eram calados. E os movimentos interrompidos. Era apenas ela e Quinn. Quinn e ela.
A loira parou o beijo, depositando outro na testa da morena. Rachel escondeu o rosto no pescoço quente de Quinn. E sentiu essa a apertar mais forte contra si.
A loira deslizava a mão para cima e para baixo nas costas morenas. Enquanto balançava a diva para lá e para cá. Quase como uma forma de niná-la. Mas o objetivo era apenas acalmar a respiração ofegante de Rachel.
“Você está bem?” Quinn sussurrou contra os cabelos castanhos.
“Sim. Eu estou nas nuvens... Literalmente.” Rachel acrescentou a última parte sorridente.
“Essa foi péssima, Rach.” A loira quebrou o abraço e observou a morena soltar uma gargalhada gostosa.
“Eu sei que você ama as minhas piadas.” Acrescentou brincalhona.
“Ah, claro! São as melhores!” Quinn sorria docemente. “Você é a melhor.” Deslizou as costas da mão na bochecha de Rachel, que fechou os olhos, procurando sentir mais o toque.
Rachel virou o rosto para beijar a mão de Quinn. Em seguida, pegou-a entre as suas e levou novamente aos lábios.
“Obrigada.” A morena sussurrou, olhando diretamente para os olhos verdes. “Obrigada por estar comigo. Eu sei que às vezes eu não sou a melhor pes-“ Os dedos de Quinn foram parar nos lábios de Rachel, proibindo-a de falar.
“Você não precisa me dizer nada, tudo bem?” A loira disse calmamente. E então deslizou uma mecha do cabelo castanho de Rachel para trás da orelha. “Pelo menos não num banheiro de avião.” Quinn sorriu brincalhona e a morena a acompanhou.
Três batidas na porta tiraram as garotas de seu momento. A diva olhou para a loira de forma desesperada, para então sussurrar:
“Isso vai ser constrangedor.” Quinn apenas assentiu.
“Me segue e não olha para quem quer que esteja do outro lado, tudo bem?” A loira sussurrou e foi a vez de Rachel assentir.
Elas se deram as mãos. Quinn seguiu na frente, destrancando e abrindo a porta. Assim como foi combinado, elas não olharam para a pessoa. No entanto, quando estavam no meio do caminho, Rachel não resistiu e olhou para trás. Deparando-se com um homem que portava um sorriso travesso em direção à elas.
A morena sentou-se indignada ao lado de Quinn para então levar os olhos até a loira.
“Você viu a cara de safado dele, Quinn? Você viu?”
“Eu disse para não olhar.” A loira disse convencida e com a sobrancelha arqueada.
Rachel limitou-se a revirar os olhos e se aconchegar a Quinn. Que a rodeou com os braços pálidos e depositou um beijo em seus cabelos. Por sorte, o avião aterrissaria em breve.
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Elas já estavam num táxi a caminho de casa. Quinn observava as luzes de Nova York passarem por ela como um borrão. Enquanto Rachel começava a ceder ao sono, descansando a cabeça no ombro da loira que lhe acariciava os cabelos.
Quinn voltou os olhos para a morena e notou como as pálpebras pesadas lutavam para ficarem abertas. Já era quase uma hora da manhã e o final de semana fora emocional e fisicamente cansativo. Então a loira podia entender o cansaço da sua garota.
“Dorme.” Sussurrou para Rachel para então beijar sua cabeça. Logo sentiu o corpo ao seu lado relaxar e a respiração da diva ficar mais pesada.
Quando elas finalmente chegaram em casa. Quinn pediu para que a morena subisse nas suas costas. Rachel, meio grogue, obedeceu, sem realmente saber o que estava fazendo.
E assim, Quinn seguiu para o apartamento delas. Com uma malinha preta na mão esquerda. Uma rosa na mão direita. E um coala nas suas costas. Era um mistério da onde a morena conseguiu forças para se agarrar a loira daquele jeito. Graças a Deus, o prédio tinha elevador.
Quando Quinn abriu a porta, Louis correu desesperado até elas e Sam apareceu de algum canto para então voltar a dormir. A loira se perguntava onde essa gata se metia o dia todo.
Deixou as duas malas no corredor e foi até o quarto de Rachel para acomodar a morena em sua cama. Mas a diva não se desgrudava de suas costas. Quinn pediu. Obrigou. Pulou. E até se sacudiu para ver se Rachel saía. No entanto, ela não o fez.
“Você vai dormir aqui. Comigo.” A morena enfim se pronunciou. Totalmente grogue, tentando impor algum tipo de autoridade.
Quinn se sentiu subitamente feliz com esse pedido.
“Tudo bem, mas eu tenho que por pijam-“
“Não!” Rachel interrompeu. Ela desceu das costas da loira e guiou-as até a cama. “Vamos dormir assim.”
Discutir com Rachel com sono, era a mesma coisa que discutir com Rachel bêbada. Você nunca vai chegar a lugar algum. Quinn decidiu não dizer nada. Apenas esperou que a morena se aconchegasse em seu peito. Para então rodeá-la com seus braços.
“Boa noite.” A loira sussurrou.
“Hm...” Rachel não tinha mais forças para falar. Mas Quinn interpretou aquilo como um “boa noite”. Um “boa noite” bêbado e sonolento.
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Quinn acordou com os raios de sol batendo contra seu rosto. Ela olhou para o despertador na cômoda e percebeu que já eram 7:00 horas. Lembrou-se da visita que teria de um paciente às 8:30. Era melhor se arrumar. Rachel virara para o lado oposto da cama. Então a loira não correria o risco de acordá-la.
Antes de sair, deixou um bilhete na cozinha. Ela sabia que a morena tinha consciência de que ela tinha que trabalhar. Mas ela não queria simplesmente sair e deixar Rachel sem nada. Então, junto do papelzinho, deixou uma tigela com diversas frutar cortadas em pedaços.
Rachel acordou com algo lambendo seu pé. E ela estava se controlando para não gritar e chutar a cara do que quer que fosse. Só então notou o rabinho branco de Louis batendo contra a madeira da cama. Ótimo. Baba de cachorro no pé às nove horas da manhã.
Arrastando-se, foi até o banheiro para sua higiene matinal.
Notou a tigela no balcão da cozinha, acompanhado de um bilhete escrito em papel amarelo.
Meu corpo está aqui no consultório. Mas meu coração e pensamentos estão com você e somente com você.
Sua Quinn Fabray
Rachel examinou a caligrafia perfeita de Quinn. E em seguida, levou o papelzinho ao coração e deu um sorriso de 1000 watts. Eu preciso parar de agir como uma adolescente. Pensou.
Alcançou a tigela de frutas e seguiu para o sofá. Ligou a TV e trouxe as pernas para cima. Estava extremamente confortável. Nada estragaria seu humor hoje.
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Rachel ainda se encontrava na mesma posição. Mas agora ela estava ficando entediada. Finalmente decidiu se levantar e levar a tigela até a pia. No entanto, o som de seu celular tocando interrompeu seus planos.
“Alô?” Percebeu que não tinha o número em sua agenda.
“Senhoria Berry?” A voz desconhecida soou através do aparelho.
“Sim?”
“Aqui é da produção de “O Jardim dos Fundos”.” Rachel ficou mais atenta ao ouvir o nome de sua peça na conversa. “Liguei para dar a triste notícia de que infelizmente a peça foi cancelada.” A morena entrou em choque.
“Mas p-por quê?” Ela podia sentir as lágrimas vindo à tona.
“Nos tiraram do teatro que estávamos utilizando, porque uma peça com mais audiência precisava de um local. E infelizmente não há mais teatros disponíveis. Sinto muito.” Rachel nada falava. Mas sentia as lágrimas escorrendo livremente de seus olhos. “Nós teremos uma despedida de elenco no final de semana. Se estiver interessada, pode comparecer. Tchau, Senhorita Berry.”
A morena sequer se despediu. Ela estava despedaçada. Sua primeira peça na Broadway cancelada por falta de audiência? Ela não podia acreditar.
Quando chegou a Nova York e fez seu primeiro teste, percebeu o quanto esse mundo era difícil. E quantas pessoas tão boas quanto ela estavam por aí, compartilhando do mesmo sonho. Então, no momento que ela recebeu esse papel, decidiu dar o máximo de si. Nunca se sabe quando algum olheiro pode se interessar por você e lhe oferecer um papel maior.
Mas agora ela estava perdendo as esperanças. Só Deus sabe o quão difícil foi conseguir esse papel. E ela não acreditava que conseguiria um personagem de maior importância. Não agora. Com pouca experiência. Droga. Ela precisava de Quinn. E agora. Discou rapidamente o número já tão conhecido. Não esperou nem duas chamadas.
“Oi, Rach!” Quinn respondeu alegre do outro lado da linha. E Rachel, apesar de ter o rosto banhado em lágrimas, teve que sorrir. O simples fato de ouvir a voz da loira a fazia sentir melhor.
“Quinn... você pode vir para casa?” A morena disse, tentando conter os soluços.
“Posso, mas o que aconteceu? Está tudo bem?” A loira notou a voz chorosa de Rachel através do aparelho e ficou extremamente preocupada.
“Só venha para casa.” A morena disse e desligou em seguida.
Sabe-se lá como, dez minutos depois, uma Quinn extremamente nervosa abria a porta de casa e procurava desesperadamente por Rachel.
Não precisou muito. Já que a morena se jogou em seus braços e continuou a despejar as lágrimas que caiam há algum tempo.
“Rach! O que aconteceu?” Quinn apertou a morena contra si e a guiou até o sofá. Fez com que ela sentasse em seu colo. Apoiando a cabeça em seu ombro.
“Eles... cancelaram” Soluço. “Quinnie...”
“Cancelaram o que, meu amor?” A loira acariciava os cabelos castanhos enquanto descansava a bochecha contra os mesmos.
“A peça... A minha peça...” Rachel afundou mais o rosto no pescoço de Quinn quando o choro ameaçou vir com mais intensidade.
E agora a loira tinha entendido. Ela sabia o quão importante era a Broadway para Rachel. E agora, mais do que nunca, queria se matar por nunca ter tido a chance de ver a morena nos palcos. Sendo assim, apertou Rachel ainda mais contra si e sussurrou palavras doces em seu ouvido até ela se acalmar.
Alguns minutos depois a respiração da morena se encontrava normal e o choro havia cessado. Quinn traçava padrões aleatórios nas costas morenas enquanto Rachel acariciava o pescoço da loira. Era incrível o efeito calmante que ela possuía para a diva.
“Quinn...” A morena sussurrou com a voz embargada pelo choro.
“Sim...?” A loira respondeu de forma calma.
“Fica comigo hoje? Por favor.” Rachel se apertou mais contra Quinn.
“Fico, claro que fico. Eu tenho uma consulta, mas tenho certeza que posso cancelar.” A morena tirou o rosto do pescoço pálido e encarou a loira com um pequeno sorriso.
“Você faria isso por mim?” Perguntou iludida.
“Eu faria tudo por você.” Quinn disse convicta.
O sorriso de Rachel se expandiu e ela beijou a loira docemente. Era apenas uma dança de lábios. No entanto, elas não precisavam de nada mais no momento.
“Eu tive uma ideia.” Quinn disse de repente. “Que tal nós irmos ao zoológico?” A loira percebeu um brilho diferente tomar os olhos de Rachel. Sorriu.
“Sim!” A morena se levantou e correu para o quarto. Voltando dez minutos depois com uma calça jeans, um sobretudo e um gorro colorido extremamente adorável.
Quinn não conseguiu evitar o suspiro e o sorriso idiota que apareceu em seu rosto. Por que, Deus! Ela amava aquela garota. Amava? Quinn amava Rachel? Decidiu deixar aquela dúvida para depois.
A loira se levantou, vestiu seu próprio gorro, e pegou a mão de Rachel. Chamaram um táxi e seguiram para o zoológico mais próximo.
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“Quinn! Vem!” A morena estava a uns dez metros a frente da loira, que não aguentava mais andar. Ela ainda não sabia como uma pessoa tão pequena podia ter tanta energia.
E foi aí que a loira decidiu fazer uma nota mental: nunca mais levar Rachel ao zoológico. Quinn era um jovem de vinte e quatros anos sedentária. E ninguém podia culpá-la por isso.
Quando ela finalmente alcançou a morena, estava ofegante. Mas Rachel estava distraída demais com os tigres para perceber.
A loira aproveitou esse momento de distração para ir até uma barraquinha e comprar um presente para a morena.
“Eu quero o elefante, por favor.” O homem idoso entregou-lhe a pelúcia com um sorriso que Quinn retribuiu.
Rachel sentiu a loira lhe abraçando por trás e beijando delicadamente o pescoço. O que a fez suspirar e sorrir com carinho.
“Eu comprei algo para você.” Ela sussurrou no ouvido da morena enquanto mostrava o elefantinho de vinte centímetros peluciado.
Os olhos da diva brilharam quando viram o presente. Ela abraçou Quinn com força. Esmagando o bichinho entre elas.
“Eu amei, Quinnie!” Rachel deu breves pulinhos e segurou o elefante contra seu peito. Quinn beijou o nariz da morena que sorriu em resposta.
“Ele precisa de um nome, você não acha?” A loira comentou.
“Certo... Ahn...” Rachel levou o dedo indicador ao queixo enquanto pensava. E mais uma vez Quinn achou adorável. “Você vai se chamar...” A morena olhou para os olhos castanhos do animal. “Rodolfo.” Disse decidia.
“Rodolfo?” A loira perguntou divertida.
“Algum problema?” O semblante de Rachel modificou-se para sério em poucos segundos.
“Não, nenhum.” Quinn respondeu um pouco assustada.
“Ótimo!” O sorriso voltou para seu rosto. “Agora vamos tirar uma foto.” Rachel sacou seu celular enquanto se aproximava de Quinn e trazia Rodolfo para o meio das duas.
Depois de bater a foto, ambas olharam para a imagem no iPhone de Rachel e sorriram.
“Essa é parte da nossa família.” A morena comentou imersa nos pensamentos.
Família... Há muito tempo Quinn não tinha uma. E a única coisa que ela conseguiu fazer foi esbanjar um sincero e maravilhoso sorriso. Jogar um dos braços em torno de Rachel. E tentar acalmar as batidas de felicidade do seu coração. A morena passou o braço ao redor da cintura da loira e ambas continuaram seu passeio.
“Oh meu Deus, Quinn! Venha cá!” Rachel gritou perto da jaula dos leões. A loira se aproximou dela enquanto a morena apontava para os felinos. “Seus parentes!” Quinn teve que sorrir com a animação da diva. “Vá até lá, eu quero tirar uma foto.”
A loira obedeceu e se aproximou do vidro, onde um leão estava extremamente perto. Quinn olhou um tanto temerosa para o animal. Ela só tinha que se lembrar do vidro. Ele não poderia pegá-la.
Assim, a psicóloga fez uma careta engraçada enquanto o leão a olhava como se fosse devorá-la. Rachel se apressou em tirar a foto. Então correu até Quinn e tirou-a de perto da jaula. Ela não queria ter sua garota comida por um animal grande e assustador.
A loira passou o braço novamente em torno do pescoço de Rachel, enquanto essa abraçou seu tronco. A psicóloga pegou o pequeno Rodolfo e deslizou a tromba no nariz da morena que acabou por franzi-lo ao sentir os pelinhos nas suas narinas. E Quinn considerou a hipótese de que talvez realmente amasse Rachel.
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