Roommate
10 No one spends christmas alone
Notas iniciais
Os primeiros flocos de neve começavam a cair na imença New York, e por sorte Quinn se encontrava em casa. Ela amava esse momento. Seu apartamento tinha uma vista privilegiada do Central Park, o que tornava tudo ainda mais belo. A loira se encontrava na mesma posição a mais de meia hora. Enconstada na beirada da janela e soltando leves suspiros. Por sorte os últimos dois pacientes haviam cancelado a visita e ela pode voltar para casa antes da noite cair.
De segundos em segundos ela esfregava a manga do casaco na janela. Seu hálito quente fazia com que o vidro ficasse embaçado e isso atrapalhava sua visão. Dessa vez ela levou o dedo a janela e escreveu em cima do lugar “Rach” e um coração embaixo. Em seguida, sorriu. Deus, como ela era idiota. Idiotamente apaixanada, se assim pudesse dizer.
Rachel... Como uma pessoa era capaz de dominar a sua cabeça daquele jeito? Quinn simplesmente não sabia. Mas desde o primeiro momento em que conversaram, ela sentiu algo especial. Nada parecido com agora. Talvez uma grande amizade. Porém não estava nem um pouco preparada para o que viria a sentir depois de um mês de convivencia.
No entando, no fundo de sua consciência, havia um certo medo. Ela tentava ignorar, mas sempre estava lá. Medo de que tudo só fosse real pra ela. Que Rachel não estivesse apaixonada como ela estava. Medo de que tudo pudesse quebrar nesse exato momento e ela perderia Rachel. Deus! Ela não podia perder Rachel. Não agora.
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Rachel andava alegre pelas ruas de New York. Um enorme sorriso tomava conta de seu rosto. Pessoas passavam por ela, com os braços cruzados e carrancas, reclamando do frio. Uma vez ou outra alguém esbarrava nela. Mas a morena não ligava. Ela não deixava o humor nova-iorquino se apodera dela. Ainda mais agora que Quinn havia lhe mandado uma mensagem, avisando que chegaria em casa mais cedo. A diva deu uma saída e foi buscar cafés do starbucks mais próximo.
Ela tentava equilibrar os cafés, enquanto tentava fechar seu sobretudo. Achava que poderia ignorar a neve que caia e as constantes rajadas de vento. Mas agora estava ficando impossível. Rachel não via a hora de encontrar Quinn em casa. Sua vida não podia estar melhor. Embora ela se perguntasse o que passava em seu coração. Realmente estava apaixonada por Quinn? Ela não sabia responder. O que a deixava um tanto frustrada.
No entanto, a loira era a pessoa mais importante da sua vida. Ela não sabia em qual sentido, mas era. Depois que ela conheceu Quinn, tudo melhorou. Agora ela tinha amigos, antes eram amigos de Quinn, mas agora eram dela também. Ter a casa cheia era sempre maravilhoso. Rachel sempre for sozinha, nunca teve uma melhor amiga. E ela precisava de atenção. De calor. E essas novas pessoas que ela tinha conhecido proporcionavam isso. Ela amava todos eles, Britanny, Puck, Sam, Quinn, principalmente Quinn, e claro, Kurt, mas ele já era amigo dela a mais tempo. E bom, ela gostava de Santana. As vezes.
A morena gostava de pensar que eles eram tipo o pessoal de Friends. Embora tivessem uma garota a mais. E ela não sabia bem onde Kurt se encaixava. Mas mesmo assim.
Ela passou a vida inteira tendo seu amigo gay e seu namorado possessivo. Porém nunca ligou muito para o fato de Finn ser assim. Afinal, ela não tinha muita gente com quem dividir a atenção. Mas agora, todo o passado parecia tão distante. E ela agradecia todos os dias por isso. Rachel havia banido totalmente Finn de sua vida. Na primeira semana depois do rompimento, ela recebia pelo menos dez ligações todos os dias. Sem falar das flores, cartões de desculpas e ursinhos que ela dava para Louis destruir. Finalmente tinha achado uma utilidade para o cachorro.
Os dias foram passando e ele foi desistindo. E cada dia ela se convencia mais de que era a coisa certa. Finn não a tratava como Quinn fazia. Quinn pedia permissão. Quinn queria agradá-la. Era gentil, carinhosa, doce. Finn simplesmente fazia o que queria. Na hora que queria. Ele satisfazia as próprias vontades enquanto as de Rachel nunca eram consideradas. Mas ela não sabia disso. Finn foi seu primeiro e único namorado.
E apesar da morena achar que as coisas acabaram acontecendo rápido de mais. Quer dizer, elas se conhecem a quase três meses e depois de dois acabaram se beijando. Mas o jeito que Quinn toca nela, a acaricia, é tão cheio de amor. E os beijos... Nossa! Os beijos da loira são os melhores, seus lábios são tão macios e ela ia na velocidade certa. Enquanto Finn simplesmente enfiava a lingua dentro da boca de Rachel e tinha os lábios rigidos. Ele era violento e não sabia ir devagar. Ok. Ela chegou em uma conclusão. Rachel ainda não conhecia seus sentimentos por Quinn. Mas ela a fazia se sentir bem. Além de ser melhor que o Finn e todo e qualquer aspecto. Ela estava bem. Bem por causa de Quinn. E era isso que importava no momento.
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Antes que Rachel pudesse notar, ela já estava na entrada do prédio. Por sorte o elevador não tardou a chegar. A morena abaixou de leve o trinco e então viu que Quinn estava enconstada na janela da frente, observando os flocos de neve. Ela deixou os cafés na bancada da cozinha e andou até a loira que ainda não tinha notado sua presença. Rachel abraçou Quinn por trás e depositou um beijo em seu pescoço. A loira soltou um leve suspiro e apertou os braços da morena ainda mais em si. Elas ficaram naquela posição por quase um minuto. Sem soltar uma palavra. Então Quinn virou para olhar a morena. Acaraciou o seu maxilar e deu um beijo terno em seus lábios.
“Oi.” Quinn sussurrou sorrindo.
“Oi.”Rachel fez o mesmo.
Agora elas se abraçavam de um jeito que ambas pudessem ver a vista que a janela proporcionava. A respiração de Rachel foi jogada contra a janela no exato lugar em que Quinn havia escrito o seu apelido. Um sorriso se apoderou de seu rosto quando ela viu. Mas queria que a loira não tivesse notado. A morena olhou para cima e viu que Quinn tinha as bochechas rosadas. Ok, ela tinha percebido. Sem dizer nada, Rachel se jogou nos lábios de Quinn. E ficou por lá durante alguns segundo.
Elas se sentaram no sofá. Uma de frente pra outra. E Rachel se perdeu facilmente nos olhos verdes da loira. A morena parecia não perceber. Mas Quinn também se perdia nos olhos dela. Eles eram tão profundo e expressivos. Castanhos e cheios de misterios que pediam para ser desvendados.
“O natal está chegando... Sua familia vai vir pra NYC ou você vai até eles?” Rachel tirou Quinn de seu transe.
“Bom... Se a família de Santana passar em NYC eu vou festejar com eles. Caso contrário eu vou passar... sozinha.” Ela deu de ombros e sorriu amarelo.
"Sozinha?” Rachel arregalou os olhos. “Mas e seu pai, sua mãe...?” A morena parecia não entender e estar realmente surpresa com a notícia.
“Meu pai deixou a mim e a minha mãe quando eu tinha 15 anos e minha mãe faleceu 3 meses depois de eu completar 17.” Ela disse simplesmente. Mas desviando o olhar de Rachel. Quinn nunca havia dado muitos detalhes sobre a família. Porém a morena já tinha percebido que era algo complicado. “Desde então eu passo alguns natais com a Santana e outros sozinha.” A loira levou os olhos agora opacos até Rachel.
“Mas e o resto da sua família? Tios, avós, primos...” Ela ainda não podia acreditar que Quinn passava datas como essa, que ela gostava de dizer que eram datas familiares, sozinha.
“Nunca tive muito contato com eles. Sei que tenho alguns parentes em New Jersey, mas não nos falamos faz uns 10 anos.” Rachel não podia deixar de pensar em como essa história era triste. Ela abraçou Quinn o mais forte que pode. “Hey... tá tudo bem... eu já me acostumei.”
“Isso não está certo. Mas e seu pai? Você nunca teve vontade de procurá-lo?”
“Honestamente? Não. Mas de tempos em tempos ele vem atrás de mim. Diz que quer voltar a conviver comigo. Como se eu fosse acreditar.” Quinn terminou com certo ironia em sua voz.
“Ele pode estar dizendo a verdade.” Rachel disse com a cabeça apoiada no peito de Quinn. Os braços da loira ainda a rodiavam. E agora as mãos dela traçavam um padrão de circulos nas costas da diva.
“Das ultimas três vezes que eu o aceitei em minha vida, ele terminou me pedindo uma grande quantia em dinheiro. Ele não me quer de volta. Quer meu dinheiro. Simples assim.” A voz de Quinn era dura e continham vestígios de raiva. Não era da natureza da loira falar daquele modo. Rachel a abraçou mais forte antes de soltá-la para olhá-la nos olhos.
“Quinn, você quer passar o natal comigo?” A pergunta pegou a loira de surpresa. E Rachel percebeu. “Olha, se não quiser tudo bem, eu entedo, mas eu não queria que você ficasse sozinha, eu juro que minha família é super legal, e nós temos uma casa de campo e vai todo mundo pra lá, você ia gostar bastante e eles bom, eles iam te amar, por que você é maravilhosa, claro, e nós pod-“ Rachel foi calada com um beijo repentino por parte da loira. Quinn achava engraçado quando a morena começava um de seus monólogos intermináveis, e a ela a calava com um beijo ou de alguma forma não muito recomendada. Não que elas já tivessem feito sexo, mas Quinn amava provocar.
“Eu aceito seu convite, Rach.” A loira cortou o beijo e sorriu docemente para a morena que ainda tinham os olhos fechados. Rachel sorriu em resposta ao que tinha ouvido e corou ao mesmo tempo. “Mas... você não acha que é cedo demais? Quer dizer, conhecer a família e bom... nós nem somos algo que possa ser rotulado no momento.”
“Bom... Você é minha melhor amiga...” Rachel colocou uma das pernas de um lado da loira. “E eu sou sua melhor amiga.” Depois a outra. E em seguida sentou em seu colo. “Isso parece bom pra você?” Rachel deslizava a ponta do nariz pelo pescoço de Quinn.
“Perfeito.” Quinn apertou as coxas da morena com força.
Rachel encostou os lábios nos da loira. O beijo começou calmo, mas foi ganhando intensidade e urgencia por parte das duas. Quinn passou a língua pelo lábio inferior da morena e a mesma abriu passagem, inciando uma guerra por dominancia. Rachel segurava a gola do sueter de Quinn e essa mantinha as mãos firmes nas coxas da morena. Rachel soltou um gemido quando a loira sugou sua lingua. Ela simplesmente não podia com isso.
A morena abandonou os lábios de Quinn e se concentrou em seu pescoço. Traçou beijos molhados até o lóbulo da orelha e sugou-o. A loira jogou a cabeça para trás dando espaço a Rachel. Essa atacou o percoço da loira. Ela nunca tinha deixado uma marca em Quinn. Mas hoje ela iria. A morena sugou com força e em seguida pressionou a língua para aliviar. Rachel pode jurar que ouviu a loira gemer, mas estava concentrada demais em seu trabalho.
Quinn abadonou as pernas de morena e foi subindo as mãos pelo abdomen da mesma por debaixo da camisa. Ok, Rachel era quente. Não que a loira já não soubesse disso. Mas agora ela tinha comprovado. A morena buscou novamente os lábios da loira. E o beijo era intenso. Quinn continuou eu seu caminho pelo abdomen de Rachel. Subiu até sentir a borda do sutiã. Será que ela devia avançar? E foi nesses instantes que ela parou pra pensar, que ouviu que campainha tocava repetidas vezes. Rachel parecia ter ouvido também, tanto que foi ela que cortou o beijo e apoiou a cabeça no ombro de Quinn.
“Droga.” Quinn sussurrou.
Rachel sentou-se ao lado da loira no sofá e sorriu. Mas ela também estava decepcionada. Quinn se levantou e andou com o maior mau humor do mundo até a porta. A campainha era tocada constantemente. Ela abriu com força e se deparou com uma Santana cheia de sacolas e uma Britanny que segurava um gato extremamente gordo. Talvez o mais gordo que ela já tinha visto.
A latina, sem nem ao menos pedir permissão entrou na casa da loira e foi depositando as sacolas em cima do balcão. Quinn a seguiu com os olhos, ainda parada na porta, com a expressão totalmente idignada.
Rachel cumprimentou Britanny e ambas concordaram que seus gatos deveriam se conhecer. Elas foram procurar Sam no quarto da morena. Deixando Quinn e Santana sozinhas. A loira ainda olhava a latina totalmente indignada.
“O que foi?” Santana deu de ombros. Fingindo-se de desentendida. A loira não respondeu. “Ia comer a anã, é?” Um sorriso malicioso, já natural da latina, fez presença em sua face.
“Talvez! Mas agora nunca vamos saber, não é?” Quinn finalmente falou. Ela, em nenhum momento, pensara em levar as coisas para o próximo nivel com Rachel. Mas aquela latina a tirava do sério.
“Relaxa, Q! Vocês vão ter a noite inteira. Depois que nós formos embora, claro.” Santana tirava alguns legumes das sacolas.
“Depois que vocês forem embora?” Quinn esbanjava indignação.
“Sim, decidimos jantar aqui.” Ela deu de ombros.
“Decidiram jantar aqui?”
“Deus, Q! Está surda? Por que fica repetindo tudo o que eu falo?” Os braços de Quinn bateram com força em suas pernas.
“Você nem sabe se eu tenho compromisso hoje a noite.” Ela disse enquanto a latina picava algumas cenouras.
“Você?” Santana danou-se a rir sem levar os olhos a loira.
“Eu e Rachel tínhamos um encontro.” Ela disse entre dentes.
“Façam amanhã. Por que hoje é a única noite que eu tenho livre e queria fazer algo com as minhas amigas.” Santana olhou rapidamente para Quinn. Essa simplesmente não disse mais nada e se jogou no sofá.
Ela estava muito, muito brava. Mas sabia que discutir não ia levar a lugar nenhum e ninguém tiraria Santana dali a menos que ela quisesse sair. Quinn ainda não conseguia controlar a raiva de ser interrompida. Ela estava com as mãos nas fantásticas coxas de Rachel Berry e depois no maravilhoso abdomen de Rachel Berry. Enquanto ela beijava os deliciosos lábios de Rachel Berry. Rachel Fucking Berry estava em seu colo, extremamente sexy. Mas então uma Santana Lopez extremamente inconveniente chega e acaba com tudo. Ela não devia estar surpresa.
A loira se levantou e seguiu até a cozinha. Talvez um copo d’água pudesse ajudar. Passou pela latina, que picava algum vegetal, sem dizer uma palavra. Sananta começou a encará-la e então Quinn decidiu olhá-la também. A loira esperava algum tipo de desculpas por parte da latina e acreditava que ela iria faze-lo agora.
“Q... tem uma coisinha aqui.” Santana apontava para a marca que Rachel tinha deixado.
“Ah, vai por inferno!” Quinn revirou os olhos extremamente irritada e seguiu até a sala deixando uma Santana se afogar com suas gargalhadas.
Rachel e Britanny reapareceram na sala. A morena percebeu a irritação da loira logo de cara e decidiu sentar-se ao lado dela. Pousou a mão na coxa de Quinn e deu um beijo molhado na bochecha da mesma.
“Tá tudo bem.” Rachel descansou a cabeça no ombro de Quinn, escondeu seu rosto no pescoço da loira. Quinn limitou-se a suspirar e colocar o braço envolta dos ombros da morena.
“San, eu acho que o Lord Tubbington é gay.” Uma Britanny aleatória fez sua voz presente.
“Por que, Britt?” Santana perguntou confusa.
“Ele não demonstrou interesse na gatinha da Rach.” Ela deu de ombros e sentou-se em umas das cadeiras altas da bancada.
“Ninguém vai me ajudar?” A latina encarava as duas sentadas no sofá.
“Eu ajudo.” Rachel se ofereceu, mas quando tentou se levantar foi puxada por Quinn, caindo em seu colo. Santana revirou os olhos.
“Está realmente bem pra você que tenhamos que cancelar nosso encontro.” Quinn sussurrou.
“Não tem problema, Quinnie. Eu juro. Não me importa que estejamos em casa ou em algum restaurante. Sozinhas ou acompanhadas. Só me importa que eu esteja com você.” Rachel beijou de leve os lábios de Quinn, mas essa decidiu aprofundar o beijo.
“Você não existe.” Quinn disse entre os cabelos de Rachel.
Santana apenas observava a cena. Ela quase sorriu. Quase. Era bom ver sua amiga feliz de novo. Ela sabe o quanto foi difícil o fim de seu ultimo relacionamento. Quinn precisava de alguém. E talvez Rachel fosse quem ela esperava, afinal.
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