Roommate
11 First date
Notas iniciais
“Eu tenho certeza que vocês vão amar ela.” Rachel dizia com um sorriso de orelha a orelha.
“Nós vamos, estrelhina.” Hiram Berry era contagiado pelo entusiasmo da filha.
“Estou ancioso para conhecê-la, Rachel.” Leroy reaparecia na tela do computador.
Eles estavam nessa conversa por Skype a mais de uma hora. Rachel decidiu que o mais sensato era avisar seus pais de que Quinn passaria o natal com a família Berry. E a morena não podia estar mais animada. Na verdade, ela estava tão feliz, que não parava de sorrir nenhum minuto sequer. Suas bochechas doiam por isso. Mas ela não se importava.
A diva despediu-se de seus pais e correu para sala para esperar a loira. Novamente o teatro que a peça de Rachel era apresentada deu problema. E ela estava indignada com essa situação. Era pedir demais transferir o espetáculo para um teatro um pouco melhor? Aparentemente sim. Ela ainda estava no começo de sua carreira e mal conseguia exercer o seu trabalho. Isso era inaceitável.
“Olá Louis.” A morena percebeu que o cachorro a observava. Ela morria de medo. O animal portava uma cara de psicopata. E ele era.
Seu coração quase saltou quando a porta se abriu. A figura loira, esbelta e perfeita adentrou o ambiente. Quinn sorriu ao olhar para o sofá e ver Rachel a observando como sempre fazia. A recebendo com aquele sorriso de 1000 watts que fez o seu coração disparar no primeiro momento em que a viu. E isso fazia com que voltar para casa fosse a melhor parte do dia.
“Oi.” Quinn disse docemente. A morena levantou-se animada e abraçou a loira e em seguida depositou um beijo em seus lábios.
“Oi.” Disse ela sorrindo.
“Por que está tão animada?” Rachel ainda rodeava o pescoço de Quinn com seus braços.
“Eu falei com meus pais hoje. E está tudo bem se você passar o natal conosco.” O sorriso da loira diminuiu um pouco. “Algum problema, Quinn?”
“Não... é que...” A loira soltou seus braços da cintura de Rachel e andou até a cozinha. “Eu estou um pouco nervosa.” Ela disse, olhando para morena por debaixo dos cabelos loiros e curtos. A diva não pode deixar de sorrir. Ela achava uma graça quando Quinn ficava... acanhada.
“Está tudo bem.” A morena andou em direção a loira e afagou sua bochecha direita. “Meus pais te amam. Eu falo sobre você pra eles desde o dia em que nos conhecemos.”
“E por que eu nunca vi isso?” Quinn arqueou uma sobrancelha.
“Você estava sempre trabalhando.” Rachel deu de ombros.
Elas seguiram para o sofá como sempre faziam quando Quinn retornava do trabalho. Era uma forma que elas encotraram para conversar e se conhecer. Era relaxante. A morena sorria para si mesma quando perceber um olhar engraçado no rosto de Quinn.
“Algum problema, Quinnie?” A loira saiu de seus pensamentos e levou seu olhar a Rachel.
“Uma dúvida, na verdade.” A morena pendeu a cabeça para o lado de uma forma extremamente adoravel, que fez o coração de Quinn bater mais forte. “Você não era Judia?” Rachel assentiu. “Então... por que comemora o natal?” Ela riu baixinho observando a curiosidade no rosto da loira.
“Um dos meus pais é judeu. E eu acabei optanto por essa religião. Mas o resto da minha família é católica. Então eu comemoro algumas festividades cristãs, como o natal.” Um sorriso divertido fez presença no rosto da morena, que observava como a confusão na cabeça da loira ia desaparecendo.
Quinn examinava Rachel. Seus traços fortes, seu olhos profundos, sua boca perfeita. Deus, aquela garota era seu fim. O simples fatos de olhar para a morena, havia se tornado um de seus passatempos favoritos. Sem que ela percebesse, sua mão estava puxando delicadamente o queixo da Rachel para si. Seus lábios se tocaram. E como sempre, uma corrente elétrica atravessou ambos os corpos. Era o frio e o calor. O claro e o escuro. Duas peças que se encaixavam em um quebra-cabeça.
Elas se separaram e Rachel aconchegou-se a loira. Escondendo seu rosto na curvatura do percoço de Quinn.
“Anciosa para o primeiro encontro hoje a noite, Rach?” A loira perguntou divertida.
“Nervosa.” A voz da morena era abafada.
“Por que?”
“Por que eu vou sair com uma loira maravilhosa e não sei o que vestir.” Rachel encondeu-se ainda mais em Quinn, mas essa pode sentir o calor que exalava do rosto da morena naquele momento.
“Vista-se como quiser. A loira maravilhosa quer que você seja você mesma. E ela vai fazer o mesmo.” Rachel levantou o rosto para olhar para Quinn e foi recebida por um grande sorriso.
Elas ficaram por ali por mais alguns minutos antes de ambas sairem para se arrumar. Ser você mesma... Rachel repetia aquela frase em sua cabeça, enquanto analisava seu guarda-roupa. Ela tinha que ser ela mesmo em qual sentido? Ela era ela mesma quando colocava um vestido, uma calça, uma saia. Não fazia sentido. Quinn não fazia sentido.
A morena se jogou na cama de casal. Por que era tão difícil? Ela odiava se sentir uma adolescente. Mas ela sequer sabia onde seria o jantar. Qual eram os planos para a noite. Como ela poderia escolher uma roupa para vestir?
Pensa... pensa... pensa... Depois de alguns minutos, ela teve uma idéia. Sem fazer barulho ela se dirigiu até o quarto de Quinn. A porta estava entreaberta. Ótimo... Se ela descobrisse o que a loira iria vestir, seria mais fácil tomar uma decisão. Com cuidado, Rachel se aproximou mais da porta e espiou com o olho direito.
“Deus...” Um sussurro saiu de seus lábios quando ela percebeu a loira, com um conjunto de lingerie preta, de costas para ela. O corpo da loira era sensacional. O cérebro de Rachel não raciocinava mais nada. Ela passeava com os olhos pelo corpo escultural da mulher a sua frente.
Rachel queria entrar lá. Ela definitivamente queria entrar lá. Mas ela não deveria, certo? Certo. Deus... mas ela quer muito. Mas ela não pode. Mas ela precisa. Mas ela não pode. CONTROLE-SE BERRY!
A loira se agachou e o coração e mente de Rachel foram a loucura. Ela ia ter um infarto. Ela com certeza ia ter um infarto. Quinn pegou seu hidratante e aplicou em sua perna, esfregando delicadamente. Me deixe fazer isso por você, Quinn... DEUS RACHEL! PARE SE SER TÃO TARADA! VOCÊ NÃO ERA ASSIM!
Rachel se encontrava em uma guerra consigo mesma. Ela tinha que sair dali. Mas o objetivo de usa missão ainda não estava completa. No entanto, ela não contava com esse imprevisto. Então Quinn começou a passar hidratante na outra perna e... ABORTAR! ABORTAR! Rachel saiu correndo.
Ela entrou em seu quarto e fechou a porta com força. A morena estava ofegante. Ela se recuperou e foi até o guarda-roupa. Um sobretudo deveria servir. A diva deixou que sua calça escorregasse e em seguida retirou o blusa. Só então percebeu que Louis estava preso dentro de seu quarto, e como sempre, olhando para ela.
“Você é um tarado.” Como se você tivesse alguma moral para falar agora, Berry.
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“Rach, você está pronta?” A voz de Quinn estava abafada, do outro lado da porta.
“Só um minuto!” A morena alcançou a sua bolsa em cima da cama e abriu a porta, dando de cara com uma Quinn Fabray, num perfeito jeans escuro e justo, uma blusa branca, uma jaqueta de coro marrom que terminava na cintura e um adorável lenço branco com cerejas estampadas. O cabelo estava ajeitado e a franja era sustentada do lado esquerdo com um tic tac vermelho. “Perfeita...” Rachel sussurrou, mas a loira pareceu ter ouvido e corou furiosamente.
“Você está linda, Rachel.” Quinn percorria os olhos pelo sobretudo vermelho da morena. A pequena bolsa em sua mão esquerda e as sapatilhas delicadas. A cascata de cachos caia por cima dos ombros, moldando o rosto moreno.
Elas ficaram se observando por mais alguns segundas até Quinn oferecer o braço para Rachel e essa aceitar com uma cargalhada, cololando sua mão delicadamente não antebraço da loira.
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“Aqui estamos.” Quinn disse enquanto estacionava em frente ao restaurante italiano favorito da morena. A loira, rapidamente, deu a volta no carro e abriu a porta para Rachel. Em seguida, estendeu a mão para a morena, ajudando-a a sair do carro. A diva riu, mas aceitou a mão.
Quinn falou com o jovem da recepção, alegando sobre as reservas que havia feito hoje cedo. O garoto conduziu-as a uma ala fechada. A luz era amarela, dando um ar de aconchego ao lugar. A mesa posta para dois portava uma pequena rosa no centro. A loira puxou a cadeira para que Rachel sentasse. A morena não pode deixar de sorrir.
“Você é muito cavelheira, Fabray.” Rachel olhou para Quinn, que sentava-se a sua frente.
“Eu tenho um dom.” A loira piscou. E Rachel limitou-se a sorrir mais uma vez.
As duas escolheram seus pratos. Ambos vegan. Depois pediram um bom vinho e apreciaram o jantar. Houveram trocas intensas de olhares. Elogios. Carinhos. Conversas sobre temas aleatórios. Cantadas nada criativas por parte de Quinn. Porém eram só para fazer Rachel rir.
Elas deixaram o restaurante e foram até a Broadway.
“Eu sei que você vem sempre aqui, mas...”
“Ei, ei ei...” Rachel a cortou. “Eu amo esse lugar, e não me importa de vir aqui, nunca. Ainda mais se você está comigo.” Elas sorriram e continuar a andar com os braços entrelaçados.
Caminharam para lá e para cá. Viram quais musicais estavam em cartaz. E tentaram escolher algum para assistir. Tentaram.
“Escuta essa, Rach. Seu pai é confeiteiro?” Quinn sorria enquanto olhava para frente. Rachel riu.
“Não, por que?”
“Por que você é um doce.” A loira riu, acompanhada de Rachel.
“Que horror, Quinn!” As gargalhadas demoraram a cessar.
Quinn parou de andar de repente e puxou Rachel para ficar de frente pra ela. Os risos cessaram e os olhares se tornaram intensos. A loira levou os dedos até a mandíbula de da morena e acariciou.
“Rachel... Quem dera que eu pudesse dizer tudo o que gostaria nesse momento. Então vou optar pelas palavras que me parecem certas. Você é a pessoal mais especial na minha vida. E eu não me imagino mais sem você. E eu agradeço todos os dias, que a quase três meses atrás, quem me enviou aquele e-mail sobre o apartamente foi você. Por que quem importa agora é você e somente você, Rachel. E eu nunca estive mais feliz em toda a minha vida.” Quinn não esperava uma resposta. Mas ela precisava dizer tudo aquilo para a morena. Porém a loira foi pega de surpresa quando os lábios da morena foram fortemente apertados contra os seus. Rachel lambeu o lábio inferior da loira e essas deu passagem para língua da morena. Rachel colocou a mão atrás do pescoço de Quinn, tentando trazê-la mais perto, como se isso fosse possível.
Algumas pessoas passavam e assobiavam. Outras batiam palmas e algumas somente olhavam com interesse. O beijo terminou contra a vontade de ambas, porém um alívio para seus pumões. Suas testas estava enconstadas e os olhos conectados novamente.
“Você está feliz, Rachel?” Quinn precisava saber.
“Muito.” A morena respondeu alguns segundos depois. Depositando novamente os lábios nos da loira. Deixando as luzes da Broadway iluminarem aquele momento que era delas, e somente delas.
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