Notas iniciais
Olá!!! Eu queria me desculpar pela demora. Eu sei que eu faço isso com frequência, mas... enfim, eu tenho os estudos para me ocupar então eu realmente espero que vocês entendam. Porque se eu pudesse ocupar a maior parte do meu tempo escrevendo eu o faria. De qualquer forma, aqui está o novo capítulo. Desculpem os erros e boa leitura.

Dois meses. Fazia dois meses que Quinn não via Rachel. Se quer ouvia falar dela. E na teoria isso parece bom. É uma boa forma de esquecer. Mas Quinn não conseguia esquecer. E a verdade era que ela não queria. Tanto que a caixinha com a aliança que quase pertencera a Rachel continuava em sua mesa de cabeceira.

Porque ela ainda queria Rachel de volta.

Ela ainda a queria como sua namorada.

Mas havia uma grande guerra dentro de si. Seu coração dizia para correr atrás da morena e fazê-la sua novamente. Mas tinha o outro lado. O lado que dizia o quanto ela se sentia traída. Magoada. Então ela se lembrava das palavras frias que Rachel lançou contra ela. O modo como ela falou de Finn.

Ela sentia-se enganada. Ela deixou de acreditar no “eu te amo” de Rachel.

No entanto, Quinn já se sentia melhor.

Ainda doía. Doía muito. Mas ela sempre fora uma mulher forte. E não seria agora que isso iria mudar.

No momento ela se encontrava em seu sofá. Uma bacia enorme cheia de pipoca descansava sobre seu estômago e a maratona de Friends nunca deixava sua TV.

E ela estava feliz assim. Era sexta-feira à tarde e a primavera estava se tornando cada dia mais presente.

Desconcentrou-se do programa quando escutou duas batidas na porta.

“Quinn?” No momento em que ouviu a voz de Santana, decidiu que não se levantaria para nada. Mas é claro que a latina não iria desistir. “Quinn, eu sei que você está aí, então levante essa sua bunda gorda e venha abrir a porta.”

“Vai embora, Santana!” Gritou enquanto enchia sua boca de pipoca.

“Quinn! Abre a porta! Brittany precisa ir ao banheiro!”

“É verdade, Q! Eu juro!” A loira ouviu a voz desesperada de Brittany e decidiu abrir.

Ela andou vagarosamente até a porta e destrancou-a. Uma loira vermelha correu até seu banheiro sem nem ao menos a cumprimentar. E então ela olhou para a latina.

“Santana! Você ia arrombar minha porta?” Ela gritou a pergunta enquanto observava a morena colocar o grampo preto de volta nos cabelos.

“Não enche, Q. Agora se arrume. Nós vamos sair.”

“O que?”

“Isso o que você ouviu.”

“Eu não quero sair.” Santana fez uma careta enquanto tirava pipoca do cabelo da amiga.

“Mas você vai. Brittany quer alimentar os patos no Central Park e eu não consigo aguentar isso sozinha. Você sabe o quanto os patos me deixam estressada.”

“Você é maluca.” Quinn murmurou.

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Quinn, a contra gosto, concordou em sair com as amigas. Agora que o clima já não estava tão frio, era mais agradável passear.

Um leve sorriso descansava em seus lábios. Ela gostava de ver as crianças brincando e os cachorros correndo. Dava uma sensação de paz em meio ao turbilhão de emoções que sua vida se encontrava. O problema era que mesmo que ela quisesse, Rachel não saía de sua cabeça. Ela se lembrava de cada momento que havia passado naquele lugar. Cada sorriso, cada beijo.

Olhou para cima tentando conter uma lágrima.

Sentia-se tão estúpida por estar dessa maneira. Porque ela odiava sofrer de amor. Ela odiava o fato do ser humano ser tão irracional a ponto de se deixar levar por emoções e sentimentos.

Depois de tanto Quinn ser magoada ela se tornara uma mulher da lógica. Do sim e do não. Nunca de um talvez. E agora ela não fazia ideia do que queria. Não fazia ideia do que fazer. E isso a deixava frustrada.

“Quinn?” Santana se aproximou da amiga. Ela sempre ficava preocupada quando percebia que Quinn estava totalmente infiltrada em seu próprio mundo.

“Sim?” Ela levou os olhos meramente avermelhados em direção à latina.

“Está tudo bem?” A loira sorriu. Ela achava engraçado o fato de Santana se importar, porque ela não aparentava ser alguém que o fizesse.

“O de sempre.” Deu de ombros.

Santana passou o braço pela cintura de Quinn, tentando transmitir algum tipo de conforto.

Os olhos castanhos da latina percorreram o lago, tentando achar sua namorada. No entanto, ela encontrou algo que realmente não esperava. Kurt. E ela tinha medo de que o rapaz não estivesse sozinho.

“Vamos sair daqui.” Santana disse puxando Quinn para longe.

“Santana! Não! Eu quero ficar!” A loira tentou se desvencilhar do braço da latina quando avistou Kurt.

“Oh meu Deus.” Ela sussurrou atônita. E sabe-se lá de onde, tirou forçar para andar até o rapaz.

“Quinn! Volte aqui!” Santana tentou impedi-la.

“Hey, Kurt.” Quinn disse doce, parando ao lado do moreno.

“Quinn!” Ele se surpreendeu. “Quanto tempo!” Kurt puxou a loira para um abraço.

“É...” Ela pôs uma madeixa loira atrás da orelha. “Que coincidência nos encontrar aqui.” Tentou discretamente buscar Rachel com o olhar.

“Ela não está aqui, Quinn...” Kurt suspirou e percebeu a decepção passar pelos olhos verdes.

“Oh... tudo bem...” Sua expressão caiu. “E onde ela está?” Perguntou, rezando para que a resposta não incluísse Finn.

Kurt tomou um tempo para responder.

“Eu sinceramente não sei.” Respirou fundo. Quinn o olhou confusa. “Ela não apareceu em casa ontem à noite. Na verdade, ela mal fica em casa. Ela anda saindo com um novo grupo de amigos e desde então mal temos nos visto.” A loira ficou imediatamente preocupada. Novos amigos? Quase não vai para casa?

“E-e por que você não fala com ela?” Estava começando a ficar ansiosa.

“Eu tento. Mas parece que ela não me escuta. E ela já é grande o suficiente para tomar as próprias decisões.” Ele deu de ombros, derrotado.

“Você devia cuidar dela!” Quinn alterou a voz e acabou assustando Kurt.

“Eu não posso decidir nada por ela, Quinn!” Ele se exaltou também.

Os dois se olharam por alguns instantes até Santana aparecer.

“O que está acontecendo aqui?” Ela sussurrou.

“Quinn acha que sou pai da Rachel.” Kurt comentou ríspido.

“Eu não quis dizer isso, me desculpe. Mas eu fiquei preocupada.” Admitiu com certo sofrimento em sua voz.

“Olha, Quinn...” Kurt suspirou, mas não tornou a falar. Visto que seu celular estava tocando. O coração de Quinn quase parou ao ver o nome de quem estava na tela. Rachel... “Oi, Rachel.” Ele falou olhando para a loira. “Onde você está?”

“No apartamento da Jamie. Passei a noite aqui, porque achei que iria te incomodar se chegasse tarde demais em casa.”

Quinn olhava para Kurt com expectativa. Sua vontade era arrancar o telefone do rapaz e falar ela mesma.

“Você poderia ao menos me avisar.”

“Me desculpa.Mas hoje eu vou te compensar com uma noite de bebidas no clube.”

“Rachel, não.”

“Por favor! Estou com saudades! Já falei com Blaine e ele disse que adoraria.”

“Eu não gosto dos seus amigos.”

“Você deveria tentar se enturmar. Oh, vamos lá, Kurt! Por favor!” Ele suspirou.

“Tudo bem.”

“Yay! Vamos estar lá às onze.”

“Onze. Ok. Tchau, Rach.” Desligou o telefone antes que amiga pudesse responder.

Quinn continuava encarando o moreno. Ela estava se controlando para não lançar milhões de perguntas. Então se concentrou apenas em uma:

“O que vai acontecer às onze?”

“Rachel me convidou para ir a um clube.” Ele disse hesitante. Porque não fazia ideia de qual rumo essa conversa ia tomar.

“Oh...” Ela enroscou o dedo indicador em uma de suas mechas loiras e olhou para o lago. “E... qual é o clube?”

“Quinn, não.” Santana segurou o braço da amiga, chamando sua atenção. “Eu sei o que você está pensando e eu não vou te deixar ir atrás dela. Não depois de tudo.”

Quinn olhou surpresa para a amiga.

“E desde quando você diz o que eu vou ou não fazer.” Ela se desvencilhou do aperto da latina.

“Será que você não vê que essa garota só te faz mal? Ela te enganou, Quinn! Ela te iludiu e te machucou.” Disse entre dentes.

A loira cerrou os punhos e olhou para Santana.

“Você não pode me impedir de vê-la.”

“Não? Então me diga, o que você vai fazer quando encontrá-la.” A latina cruzou os braços e arqueou a sobrancelha. “Vai correr para os braços dela? Vai perdoá-la?”

E foi aí que Quinn se calou. Porque ela não fazia ideia do que iria fazer. A simples suposição de que veria Rachel fez com que ela não pensasse nisso.

Kurt cruzou as duas mãos em frente ao corpo e dirigiu o olhar ao chão. Ele estava totalmente desconfortável. E de certa forma, ele concordava com Santana. A essa altura Rachel não merecia Quinn.

Mas ele sabia que a morena ainda a amava. E o mais importante era que Quinn poderia tirar Rachel desse buraco que ela estava se enterrando.

Então ele olhou para os olhos verdes perdidos a sua frente e sorriu levemente.

“Me dê seu celular, Quinn.” Ela ficou confusa, mas obedeceu.

Kurt digitou o endereço do clube nas notas do aparelho e o devolveu para Quinn.

“Agora cabe a você decidir o que fazer.” Ele lançou um último sorriso às duas garotas e deixou o local.

Quinn tinha os olhos fixos no endereço.

“Você não pode fazer isso, Q.” Santana pediu uma última vez, antes de Brittany aparecer.

“Aquele era o Kurt?” Ela agarrou-se ao pescoço da latina e deitou a cabeça em seu ombro.

“Sim.”

“Aconteceu alguma coisa?” A loira mais alta perguntou.

“Eu vou ver a Rachel essa noite.” Quinn comentou sorrindo para o celular.

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Quinn alisou o vestido em frente ao espelho e arrumou os cabelos antes de ouvir seu celular tocar. Era Kurt. Ele e Blaine viriam buscá-la.

Respirou fundo e foi até o carro.

Seu coração estava acelerado e ela sentia as mãos suarem.

O caminho até o clube foi em silêncio. Quinn não conseguia pensar em nada que não fosse Rachel. Vê-la novamente parecia algo surreal. E mesmo que certa parte dela gritasse para ir embora, a parte irracional dizia para ir em frente.

Quinn não sabia se era certo deixar tudo para trás. Mas ela queria esquecer apenas por uma noite. Apenas por essa noite.

Mais tarde, quem sabe, elas podiam se concertar.

Quando o carro parou, Quinn segurou firme a barra de seu vestido. Então ela respirou fundo e deixou que seus pés a guiassem para dentro do estabelecimento.

A música alta tomou seus ouvidos assim que a porta foi aberta. Estreitou os olhos devido a fumaça e as luzes coloridas que dominavam o local.

Quinn definitivamente estranhou o lugar. Porque não parecia algo que Rachel frequentava.

Apesar das luzes ele era escuro. Até um pouco sombrio. As pessoas não tinham rostos amigáveis. E ela tinha certeza que sentira cheiro de drogas.

No entanto, tudo ao seu redor parou quando Quinn finalmente avistou a pessoa pela qual veio. E ela estava surpresa. Porque Rachel estava imensamente diferente.

Ela guiou os olhos desde as botas pretas, passando pelas calças de couro justa, a blusa também preta, os cabelos loiros nas pontas e a maquiagem que ressaltavam os olhos castanhos.

Rachel parecia mais adulta.

“Kurt!” Ela ouviu a voz melodiosa da morena e sentiu seu coração parar. “Fico feliz que tenha vindo. E...” Então os olhos castanhos encontraram os verdes. “Quinn...?” Rachel sussurrou e a loira não teria entendido se não estivesse olhando para os lábios carnudos naquele exato momento.

Durante aquela troca de olhares, o mundo parecia ter parado. Todas as pessoas se tornaram ausentes, a música ficou muda e as luzes apagaram. Naquele mundo só existia Quinn e Rachel.

“Ahn...” Foi a morena a primeira a desviar o olhar. “Eu vou levar vocês até o... até onde está todo mundo.”

Quinn apenas seguiu Rachel, sem saber o que fazer. Ela não fazia ideia de como se portar, e a morena sentia o mesmo.

Agora eles se encontravam naquele lugar mais afastado e ainda mais escuro. Cerca de onze pessoas também ocupavam o local. Onze pessoas que Quinn não conhecia, e mesmo assim, não confiava.

Logo sentiu seu corpo enrijecer quando que viu quem menos queria. Finn. Ela não podia acreditar que ele estava lá. Lá com Rachel.

Apertou firme uma mão contra a outra e tentou não se concentrar em nada além de Rachel.

E justamente por se deixar perder em Rachel, ela acabou esbarrando com ele.

“Olha por onde anda sua idiota...” Finn levantou os olhos e encontrou os de Quinn. Seu rosto adquiriu um tom vermelho e o copo que segurava caiu de sua mão. “O que você faz aqui?” Disse com os dentes cerrados.

“Não é da sua conta.” Quinn cuspiu e continuou seu caminho para longe.

“Escuta aqui.” Ele segurou seu braço e a puxou para perto. “Você vai ficar bem longe dela. Me entendeu? Ela não te ama. Ela ama a mim. E não tente fazê-la mudar de ideia, Fabray. Por que... você está vendo essas pessoas?” Ele olhou para frente, onde aquelas onze pessoas conversavam. “Se eu quiser, elas acabam com a sua vida.”

Quinn sentia o corpo tremer de raiva. E talvez fosse isso que a deixasse incapaz de se mover. Então ela apenas encarou os olhos castanhos assustadores do homem a sua frente.

“Finn, o que está havendo aqui?” Rachel apareceu seguida por Jamie.

“Nada.” Ele largou o braço de Quinn, sem mover o olhar. “Apenas esclarecendo algumas coisas.”

“Vem, Quinn.” Rachel disse. Ela mal pensou. Só queria tirar a loira de perto de Finn.

Quinn seguiu-a ainda embriagada pela raiva. Ela se odiava por não ter reagido às palavras do homem.

As três se distanciaram do resto das pessoas e chegaram até um canto um pouco mais silencioso.

“Vocês querem beber alguma coisa?” Rachel perguntou a Jamie e Quinn, que negou com a cabeça. “E você?” Referiu-se a ruiva.

“Eu posso pegar por mim mesma.” Ela disse e antes de sair, lançou um sorriso encorajador a Rachel.

As duas garotas carregaram por algum tempo um silêncio completamente constrangedor. Sobre que elas supostamente deviam conversar? Ou melhor, elas deviam conversar?

Rachel respirou fundo e olhou em direção a Quinn, chamando sua atenção.

“Eu...”

E antes que ela pudesse continuar alguém a chamou.

“Rachel!” Um rapaz alto de cabelos negros acenou para ela.

“Eu já volto.” A morena disse e se afastou.

Quinn respirou fundo, curiosa sobre o que Rachel iria lhe dizer.

Assim ela seguiu a morena com o olhar. No entanto, a cena a assustou, surpreendeu-a e deixou-a com raiva. Rachel recebia do rapaz um pequeno saco de plástico com o que parecia ser algo branco dentro.

Ela sentiu o corpo tremer e começou a enxergar vermelho. E assim que ela viu a morena guardar o saco em seu bolso, seus pés se moveram sem sua permissão.

“Kurt, me de as chaves do carro.” Ela disse sem tirar os olhos de Rachel.

“O que?”

“Me de. As chaves. Do carro.” Quinn disse autoritária. E no momento em que sentiu o objeto em suas mãos, continuou o caminho até a morena.

Ela agarrou o braço de Rachel e começou a puxá-la para fora.

“Quinn! O Que você está fazendo?” Ela gritava. “Me solta agora!” No entanto, a loira parecia nem ouviu.

E a única coisa que a fez parar foi o mesmo rapaz que entregou a droga à Rachel.

“Hey, solta ela! Agora.” Quinn nada disse, apenas levou sua mão direita com força ao rosto do rapaz.

Ela queria matá-lo. E se não tivesse coisas mais importantes para fazer, teria o feito apanhar muito mais.

Enquanto ele se distraía por causa do tapa. Ela continuou a puxar Rachel para fora do clube. Mesmo que a morena lutasse contra.

Quinn quase não enxergava nada. As luzes, a fumaça e as lágrimas de raiva impediam isso. Esbarrou em diversas pessoas antes de finalmente conseguir sair daquele lugar.

“Quinn! O que você está fazendo! Me larga!” Quinn abriu o carro e empurrou Rachel contra o banco do passageiro. “Mas que merda!”

Assim que ela afivelou o cinto da morena, trancou o carro e só voltou a abrir quando já estava ao lado da porta do motorista.

“Quinn! Que porra essa é essa?!” Rachel gritou assim que a loira entrou no automóvel.

A morena desafivelou o cinto e tentou abrir a porta, porém foi em vão.

“Rachel, coloca o cinto.” Quinn disse fria.

“Eu não vou colocar o cinto. Eu quero sair daqui. Abra a porta agora.” As mãos da loira se apertaram com força contra o volante.

“RACHEL, COLOCA O CINTO.” Ela disse já completamente fora de controle.

A morena se assustou. Porque nunca Quinn havia falado com ela daquela forma. Então, ela simplesmente afivelou o cinto e dirigiu seu olhar a janela.

O carro deu partida. Quinn dirigia com certa pressa por Nova York e Rachel ainda não tinha tomado coragem para perguntar aonde estavam indo.

Mas ela nem precisou. Visto que alguns minutos depois, elas se encontravam em frente ao apartamento que costumavam dividir.

A nostalgia bateu com força contra o corpo de Rachel. E ela teria chorado se não estivesse tão confusa. Saiu de seus pensamentos quando viu Quinn abrindo a porta para ela e agarrando seu braço novamente.

“Eu não sei o que você está pretendendo, mas eu não vou fugir.” Rachel disse.

A loira assentiu e andou logo atrás da morena adentrando o prédio.

Era tão estranho estar ali novamente. Ainda mais daquela maneira.

“O que você quer de mim, Quinn?” Rachel perguntou enquanto elas esperavam o elevador chegar até o andar.

E Quinn pensou em tantas respostas para aquela pergunta. Sua companhia. Seu carinho. Sua cumplicidade... seu amor.

Pareciam coisas difíceis de ter agora.

Quando elas pararam no andar, Quinn seguiu até a porta, tirou a chaves de baixo do tapete e a abriu-a logo sem seguida.

Rachel não precisou nem entrar no apartamento para Louis vir correndo em sua direção. Ele não sabia o que fazer. Então decidiu rolar, latir, chorar, tudo ao mesmo tempo.

E essa sequencia de ações trouxe sorrisos ao rosto de Quinn e Rachel.

“Eu senti tanto a sua falta.” A morena falou para o animal, que agora estava mais calmo.

Então ela lembrou que ainda não sabia o motivo pelo qual estava lá, e certamente não era para ver Louis.

“Você pode se sentar se quiser. Eu vou beber um copo d’água.” Quinn disse e seu tom de voz deixou Rachel preocupada.

Ela sentou-se no sofá enquanto observava a loira na cozinha. Ela parecia ansiosa. Desviou os olhos para o tapete assim que Quinn sentou na poltrona perto dela.

“Quem eram aquelas pessoas?” Foi direta.

“Meus amigos.” Rachel respondeu confusa.

“Não, eles não eram seus amigos. Eu não os conhecia.”

“São novos amigos.” Ela disse um pouco mais dura e Quinn percebeu.

“Eles não são seus amigos. Amigos não dão drogas para outros amigos.” A loira disse ainda mais dura que Rachel, que arregalou os olhos.

“O que-“ Ela tentou argumentar.

“Rachel.” Calou-a. “Eu vi, você não tem que contrariar. Só me diga por quê.”

“Cala a boca!” Rachel disse de repente após se levantar de forma brusca. Não era para isso estar acontecendo, não era sobre isso que elas deviam estar conversando.

“Como é que é?!” Quinn se pôs de pé também.

“Você não sabe de nada, Quinn! Não sabe do que está falando!” Rachel havia aumentando o tom de voz e tentava conter as lágrimas.

“Não sei? Então vire-se!” Disse autoritária, porém sem ser obedecida. “Vire-se. Rachel.” Soltou como um rosnado. “Eu disse para você virar!” Então ela mesma puxou Rachel e deixou-a de costas para ela. Tirando de seu bolso de trás, o saquinho com o pó branco.

Ela segurou o objeto em frente ao rosto de Rachel, que a essa altura nada dizia.

“Diga-me o que é isso.”

“Não é da sua conta.” A morena disse com a voz embargada.

“É SIM da minha conta.”

“POR QUÊ? POR QUE VOCÊ SE IMPORTA?!” Rachel gritou deixando-se tomar pelas lágrimas.

Aquela pergunta calou Quinn. Por que ela se importava depois de tanto sofrimento? Ela não devia. Mas ela amava Rachel. E isso não seria algo fácil de mudar.

“Me diga, Rachel...” As lágrimas se fizeram presente em Quinn.

“Eu não preciso dizer nada.” E naquele momento a loira fez exatamente o que não queria.

“QUE PORRA VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO COM A SUA VIDA?!” Ela não viu o momento em que sua mão acertou o rosto de Rachel.

E a próxima coisa que Quinn enxergou foi a morena com as duas mãos em sua bochecha esquerda, soluçando sem olhar para a loira.

Quinn levou as mãos à boca, surpresa pelo que tinha feito, e deixou-se levar pelo choro.

“Rachel, eu... me desculpa. Me perdoa por favor.” Ela tentou se aproximar, mas Rachel se afastou.

A morena, mesmo assustada e surpresa com o ato da loira, sabia que merecia. Tanto que a dor que ela sentia era muito mais física do que emocional.

Então ela ergueu o rosto e deixou seus braços caírem ao lado de seu corpo. Os olhos estavam vermelhos e as lágrimas ainda escorriam, mas sua postura havia mudado.

“Me bata, Quinn. Me bata quantas vezes quiser. Eu não valho nada.” Ela disse com a voz mais firme. E naquele momento Quinn sentiu-se tomar por algo totalmente diferente. Algo que corroeu completamente a sua razão.

“Vale sim.” Foi a última coisa que ela disse antes de se atirar contra os lábios de Rachel.

A morena se surpreendeu de início, mas logo jogou os braços ao redor do pescoço de Quinn e deixou-se envolver por aquele beijo selvagem.

A língua da loira mal pediu permissão e Rachel não fez nada mais do que soltar um breve gemido. Sua cabeça estava rodando, sua sanidade não estava mais ali e seu coração pularia para fora de seu peito em poucos segundos.

Tentavam se fundir em uma. Queriam ocupar o espaço entre elas que não mais existia.

As mãos de Rachel se perdiam entre as madeixas loiras e as de Quinn deslizavam pelas costas e nádegas da morena.

E da mesma forma que nada parecia fazer sentido, tudo se encaixava perfeitamente bem.

A aquela altura, a temperatura de ambos os corpos estavam altas e o suor começava a se fazer presente por de baixo das peças de roupa.

Quinn deixou a boca de Rachel e dirigiu a sua até o pescoço bronzeado, enquanto levantava a morena, que rapidamente passou as pernas ao redor de sua cintura no mais singelo ato de desespero.

O beijo ficava ainda mais agressivo, fazendo a boca de ambas doerem, mas naquele momento elas não se importavam.

Quinn, com dificuldade, levou Rachel até o quarto.

Assim que a morena caiu na cama, puxou a loira para perto. Não precisavam de tempo. Não precisavam de ar. A única necessidade era uma da outra.

A loira tentou arrancar a blusa preta de Rachel, mas essa não permitiu. E naquele momento ela teria caído em si, se a morena não tivesse se posto por cima e aberto o vestido de Quinn com tal rapidez, que essa mal percebeu.

Rachel beijou o colo de pele pálida, deixando um pouco a selvageria e o desejo latente de lado. Ela estava li com Quinn. Com sua Quinn. Num momento completamente insano e maravilhoso. E por algum motivo, assumir o comando pareceu certo.

É o que ela queria fazer, não é? Controlar. Concertar, e não ser concertada.

A loira puxou Rachel novamente para um beijo lânguido e dessa vez, cheio de sentimento.

A morena removeu a própria blusa e o sutiã, tendo assim contado direto com os seios de Quinn.

O toque fez ambas arquearem as costas e emitirem gemidos longos, que inundaram o quarto escuro.

Rachel passou a dar atenção ao lóbulo da loira, que tentava desesperadamente remover as calças da morena. Uma vez que conseguiu, levou as mãos as nádegas e apertou com força.

Ela queria tento sentir Rachel. Sentir de qualquer forma. Mas sentir.

A morena começou a descer os beijos pelo colo, e em seguida, se concentrou nos seios pálidos. Quinn novamente arqueou as costas. Sua cabeça estava girando e pequenas gotas de suor começavam a aparecer por sua pele.

Rachel ocupava um seio com a boca e outro com a mão. Os movimentos com a língua faziam Quinn apertar os olhos com força e jogar a cabeça para trás. Era tudo tão intenso.

E de repente a morena se deparou com o centro da loira bem a sua frente. Ela queria tanto sentir aquele gosto. Então ela abocanhou o clitóris de Quinn, fazendo-a literalmente gritar.

E aquele som fez Rachel borbulhar por dentro.

Ela levou a língua para dentro de Quinn, e não precisou realizar muitos movimentos para ter a loira gozando em sua boca. E o gosto era incrível. Ela não pode evitar ter seu próprio orgasmo depois de sentir o de Quinn.

Subiu com beijos delicados pelo corpo da loira, que nada se pareciam com os selvagens e desesperados de minutos atrás.

Rachel deitou ao lado de Quinn e a trouxe para o mais perto que podia, mesmo que ainda não fosse o suficiente. E acariciou suas costas enquanto a esperava se acalmar.

Quando sentiu a respiração de Quinn mais devagar, depositou um beijo em seus cabelos e outro em sua testa suada.

Eu te amo...” Sussurrou sobre os lábios da loira, que nada disse. Apenas sorriu antes de adormecer nos braços de Rachel.

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Rachel caminhava pela calçada úmida de Nova York. Ainda não passava de seis da manhã e mesmo assim a cidade estava movimentada.

A brisa gelada atingia seu rosto, mas isso não abalava seu sorriso. Ela estava feliz. Finalmente feliz.

Deixar Quinn sozinha naquela manhã foi difícil. Mas ela não podia continuar lá. Não hoje.

Afinal elas ainda tinham o passado para lidar.

Seria injusto com Quinn acordar e agir como se nada tivesse acontecido. Como se a noite passada tivesse apagado tudo.

Então ela decidiu deixar Quinn. Mas somente por aquela manhã. Porque ela iria lutar pela loira. Lutar por seu amor.

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Quinn abriu os olhos preguiçosos, tateando a cama em busca de Rachel. E o desespero começou a tomar seu peito quando percebeu que ela não estava lá.

Levantou-se e sentiu a tontura provocada pelo movimento brusco a abater.

“Rachel?” Chamou enquanto andava pelo apartamento. “Rachel você está aí?” Nada. Não havia ninguém. Apenas ela.

As lágrimas deslizaram pelos seus olhos em questão de segundos. Ela estava ainda mais quebrada. Rachel havia a deixado. E Quinn não podia lidar com isso. Não de novo.

Então ela se deixou cair no chão e chorou.

Chorou porque Santana tinha razão.

Chorou porque seu medo finalmente se tornou realidade.

Rachel não a queria mais e era hora de finalmente seguir em frente.