Roommate

27 I love you, Quinn.


Notas iniciais
Oi, gente! Eu sei, faz tempo. E também sei que eu devia aprender a postar com frequência e não abandonar as minhas histórias desse jeito. Mas não é como se eu quisesse fazer isso, é que tudo gira contra mim quando eu penso em escrever. De qualquer forma, aqui está um novo capítulo. E sim, tem mais drama vindo por ai, mas eu prometo que as coisas vão começar a mudar daqui pra frente. Espero que gostem! Boa leitura!

Rachel chegou ao apartamento que dividia com Kurt sorrindo e cantarolando. Fazia tempo que ela não se sentia assim. Feliz. Ela estava feliz. As memórias da noite anterior rodavam como um filme em sua mente e ela suspirava ao lembrar-se de cada toque, de cada som.

Mas antes mesmo que pudesse terminar de fechar a porta, foi surpreendida por Kurt que carregava um olhar de decepção. Rachel entortou o rosto e calou a cantoria.

“Santana acabou de me ligar.” Kurt soltou em forma de suspiro. E a morena não fazia a mínima ideia do que ele queria dizer com isso. Uma pausa se sustentou no ar antes que ele continuasse. “Sério, Rachel?” A forma como Kurt proferiu seu nome deixou-a atordoada. “Eu... eu não consigo acreditar que fez isso, eu... quem é você?” A pergunta foi acompanhada com os olhos frisados do homem.

“Kurt... do que você está falando?” Ela ainda não tinha conseguido entender.

“Você simplesmente dormiu com ela e foi embora? Rachel... eu pensei que você a amasse! Ela não significa nada pra você, não é? E drogas, Rachel? Agora você usa drogas?” Ele virou de costas para ela e andou até a janela.

Rachel sentia o corpo tremer e as lágrimas molharem suas bochechas porque ela não podia acreditar que aquilo estava acontecendo.

“Kurt, me escuta...” Ela disse com a voz embriagada. “Eu juro, juro por tudo o que existe de mais importante nesse mundo, que eu nunca tive a intenção de fazê-la sofrer. Se eu soubesse que ela ficaria assim eu não teria ido! Eu nunca teria ido...” Ela terminou olhando para as próprias mãos.

“Então por que você foi?”

“Porque não era justo eu ficar! Céus, eu a amo! Não era para isso estar acontecendo...”

“Como assim “não era justo”?” Rachel olhou diretamente para os olhos azuis.

“Não era justo eu acordar ao lado dela como se esses últimos meses não tivessem existido! Não era justo eu poder apreciar o sorriso dela pela manhã como se eu merecesse! Não era justo, Kurt...” Terminou por deixar-se cair sobre os joelhos.

Kurt, que não conseguia ver sua amiga desse jeito, ajoelhou-se ao seu lado e acariciou suas costas.

“Eu gostaria de te dizer ao contrário, mas se você não agir com rapidez, você a perde. E dessa vez é pra sempre.” Rachel levou os olhos grandes e inchados em direção ao amigo e acenou com a cabeça.

Ele tinha razão. Rachel estava por um fio de perdê-la. Ela sabia disso e por Deus ela não deixaria isso acontecer. E sabe-se lá de onde uma força a fez levantar, alcançar sua jaqueta e sair pela porta que ela mal havia fechado.

E enquanto ela andava pelas calçadas lotadas de Nova York, ela só conseguia pensar que não poderia viver sem Quinn. Era loucura e parecia exagerado, mas ela não poderia. Era impossível imaginar as manhãs sem acordar ao lado dela e observar os cabelos jogados sobre seu rosto e ouvir a respiração tranquila. Deus, como ela amava aquela imagem.

Depois de esbarrar em milhares de pessoas tentando acelerar o ritmo, chegou ao prédio de Quinn. Ela mal se deu o trabalho de respirar fundo e adentrou o elevador, levando o dedo diretamente ao numero do andar de Quinn.

E ela não se deu o trabalho de tocar a campainha. Sua mão foi de encontro a porta do apartamento e lá ela deixou três batida.

“Quem é?” Ouviu a voz de Santana, mas não respondeu. Ela sabia que se o fizesse não conseguiria entrar.

A latina abriu a porta para averiguar o visitante e antes que ela pudesse raciocinar quem era, Rachel a empurrou para o canto e adentrou o apartamento. E a cena que ela viu foi completamente devastadora.

Devastadora porque ela era capaz de sentir a fraqueza de Quinn. A loira estava deitada no sofá, com duas bolsas abaixo de seus olhos roxos de tanto chorar. E Rachel não conseguia acreditar que fora ela a artista daquela imagem.

“Quinn...” Sussurrou logo que se pôs de joelhos ao lado da outra.

“Berry, quem você pensa que é para entrar aqui dessa maneira?!” Rachel sentia a raiva na voz da latina e aquilo preencheu seu corpo com calafrios.

“Quinn, me perdoa, por favor...” A loira nada dizia. “Por favor...” A morena sussurrou enquanto era puxada pelo braço por Santana.

“Você vai embora daqui, agora e para sempre.” Os dois pares de olhos castanhos queimavam como fogo.

“Eu não vou até ela dizer que sim.” Referiu-se a Quinn.

“Eu quero que vá.” Quinn sussurrou com a voz rouca.

A morena demorou até digerir aquelas palavras.

“Não, Quinn. Pelo amor de Deus.” O desesperou tomou a voz de Rachel. “Isso foi tudo um mal entendido, eu te amo!”

Aquelas palavras bateram fortes contra o coração de Quinn. Mas ela não conseguia mais. Ela não queria. Por mais que amasse e desejasse Rachel, algo dentro dela dizia que tudo isso já tinha sido o suficiente.

“Eu juro que te fazer sofrer nunca foi minha intenção.” As lágrimas encharcavam o rosto da morena. “Me desculpa...”

“Desculpas não são o suficiente.” Quinn disse enquanto se colocava, com dificuldade, de pé.

“Talvez isso seja.” Rachel proferiu enquanto avançava contra os lábios da loira.

Aquele encontro foi como uma explosão. Quinn não era capaz de corresponder o beijo, mas também não era capaz de terminá-lo. Então ela deixou que Rachel ficasse ali. Porque mesmo que tudo estivesse desabando, ela ainda não sabia como seria viver sem Rachel. E talvez prolongar aquele toque podia fazer com que ela encontrasse alguma resposta, algum defeito ou qualquer coisa que a fizesse querer se manter longe da morena.

No entanto, apesar de todos os buracos que elas caíram durante esse tempo, Quinn ainda queria Rachel. E Rachel ainda queria Quinn. Mas o destino, ele não as queria juntas.

“Chega, Rachel.” Quinn sussurrou quando a morena se afastou para respirar. "Você precisa entender que tudo isso... já é o suficiente pra mim." Ela estava triste, mas ao mesmo tempo estava com raiva. Porém, por mais que quisesse gritar com Rachel e dizer que a odiava, algo maior e mais forte a impedia.

“Quinn...” A morena juntou suas testas. “Não me importa o que você decidir aqui. Não me importa se você decida nunca mais querer me ver na sua frente. Porque eu não vou desistir do que nós temos aqui até eu conseguir te provar que nada é mais certo do que isso. Eu vou te provar, Quinn. Vou te provar que eu sou capaz de ser o que você precisa.” E antes que a loira pudesse soltar qualquer tipo de som, Rachel se afastou, passou por Santana e em seguida pela porta, deixando o apartamento.

Mas antes que ela pudesse entrar no elevador, sentiu um aperto forte em seu braço.

“Escuta aqui, Berry.” Santana fez com que ela se virasse. “Seu discurso pode ter sido muito bonito, mas eu sei que você não vale nada. Então se você quer continuar inteira, é melhor nunca mais se aproximar de Quinn, ou de qualquer um de nossos amigos, ok? Eu quero você completamente fora de nossas vidas. Deixe-nos em paz. Ela não merece passar pelo que está passando agora. E você não a merece.” Terminou largando a morena.

Rachel respirou fundo e olhou dentro dos olhos da latina.

“Eu amo a Quinn. E nada do que você diga vai me fazer pensar ao contrário, e nada vai me fazer parar de tentar tê-la de volta até que ela me diga que não me ama mais.” Sorriu. “Isso não é sobre você, Santana.” Virou-se e adentrou o elevador.

E ela tinha completa certeza sobre o que havia falado.

E ela nunca esteve tão certa sobre o que tinha que fazer.

Ela nunca estava tão certa sobre um amor.

A não ser o amor dela por Quinn.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.