Roommate
18 Merry Christmas!
Notas iniciais
Quinn despertava vagarosamente. A confusão que estava em sua mente logo se desfez quando ela sentiu o corpo pequeno colado ao dela. A loira sorriu e trouxe Rachel para mais perto, mergulhando o rosto em seus cabelos.
Rachel sentiu a movimentação atrás dela e foi despertando. Percebeu os braços pálidos envolverem sua cintura. E os seios da outra garota pressionados nas suas costas. Ela sorriu, embora a vermelhidão começasse a atingir suas bochechas.
Sentiu o nariz da loira deslizar por seu pescoço até chegar perto de sua orelha. A morena não pode evitar, sorrindo ainda mais. Quinn percebeu e fez com que Rachel a olhasse.
“Bom dia.” Disso portando um sorriso doce.
“Bom dia.” A voz da morena saiu rouca.
“Dormiu bem?” Quinn deitou e trouxe Rachel para se acomodar em seu peito.
“Você ainda pergunta.” A morena sorriu e enterrou o rosto no pescoço de Quinn, impedindo que a loira visse o pudor em suas bochechas.
Quinn soltou uma risada gostosa que fez Rachel se arrepiar por inteira. As mãos pálidas trassavam círculos nas costas morenas. Lembranças da noite anterior invadiram ambas as mentes.
Agora Rachel tinha uma nova percepção sobre sexo. Ela ainda sentia as mãos de Quinn tomando posse de seu corpo. Dando atenção a cada ponto sensível. Os beijos da loira tinham um gosto que Rachel jamais poderia esquecer. A voz, o jeito que ela a tratou, tudo fez com que a noite anterior se tornasse algo totalmente diferente do que Rachel esperava. Agora definição que a morena tinha por sexo era: extremamente bom. Diferente de quando ela morava com Finn.
Ainda se lembrava das noites desastrosas que presenciara com o ex-namorado. A passividade de Rachel era presente. Ela não gostava de fazer aquilo. Não com ele. Finn apenas a usava para se auto satisfazer, as necessidades de Rachel nunca eram importantes.
Perdida em seus pensamentos, Quinn estava nas nuvens. Ela apertou mais Rachel contra seu corpo, porque ela não queria que aquele momento acabasse. Em seguida, deitou a morena de costas na cama e se apoiou no cotovelo.
“O que foi?” Rachel perguntou tímida enquanto Quinn a olhava com pura adoração.
“Você é linda.” A loira deslizava as costas do dedo indicador desde o rosto até o pescoço da morena.
Atreveu-se um pouco mais e puxou o lençol que cobria Rachel até seu estômago. A morena novamente ficou envergonhada. Mas aquilo apenas fez com que Quinn se apaixonasse ainda mais.
A loira deslizou o nariz pelo pescoço e subiu até o rosto, juntando suas testas. Os olhares permaneciam conectados. A mão de Quinn passeou entre o vale dos seios e subiu até a bochecha de Rachel, onde ela acariciou para em seguida deixar um beijo terno na morena.
Rachel queria apenas aproveitar o momento. Porque ela não se lembrava de quando havia sido tão feliz como era agora. A culpa, a sensação ruim que geralmente andava consigo... ela não deixaria elas surgirem hoje.
Os beijos de Quinn desceram até o pescoço de Rachel e ela já podia sentir seu coração acelerando. Suas mãos foram para os cabelos loiros sem comando. O que fazia a morena se surpreender com o quão natural era o contato entre elas.
Os lábios da loira dançaram no colo da morena até chegas aos seios. Quinn amava essa parte. Rachel nem se preocupou em conter o gemido que escapou de sua boca quando Quinn abocanhou um de seus mamilos. Ela não se lembrava se sentir algo tão bom assim.
Os beijos desceram até a loira estar, mais uma vez, em frente ao centro da morena. E com uma das mãos acariciando o estômago de Rachel, a loira fez a sua garota chegar ao prazer máximo pela segunda vez em poucas horas.
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“Quinn...” Rachel estava ofegante. “Nós temos que ir para o chalé maior.”
Elas estavam tão envolvidas naquele momento, que até esqueceram que hoje era natal. Quinn assentiu e se aproximou de Rachel, sussurrando um “Feliz Natal”. A morena sorriu.
A loira sentou-se no pé da cama e se espreguiçou. Deixando que o lençol caísse até seu colo. Rachel seguiu o movimento com os olhos e lambeu os lábios enquanto observava as costas nuas de Quinn. A vontade de sair daquela cama desapareceu completamente.
“Eu só não estava afim de olhar na cara do Hudson hoje.” Quinn falou e observou Rachel por cima do ombro.
A morena tinha os olhos negros para cima dela. Um sorriso travesso tomou conta dos lábios de Quinn. Ela não via a hora de ir para casa. Porque de fato, as coisas ficariam muito mais interessantes daqui pra frente.
Quinn se levantou e deixou o lençol escorregar até os pés de forma sensual. Rachel que nada falava, lambeu os lábios mais um vez. Ela caminhou graciosa até sua mala sem se preocupar com a nudez. Apanhou algumas peças de roupa para então direcionar o olhar a Rachel.
“Eu vou tomar banho. Você vem?” A voz da loira estava rouca.
Rachel engoliu em seco. Ela queria muito ir. Mas ela nunca havia feito isso antes. No entanto, seu desejo falou mais alto e ela apenas concordou com a cabeça. A morena se levantou, deixando o lençol escorregar assim como Quinn. Apanhou suas roupas e seguiu a loira. Ambas estavam enroladas em suas toalhas.
Enquanto seguiam para o banheiro, ouviram a porta do quarto em frente ao seu se abrir. Estacaram no meio do corredor. Quinn se apurou em segurar a mão de Rachel antes de levar o olhar até sua nova companhia.
“Bom dia, Finn.” A loira disse sorrindo.
“Bom... bom dia.” O homem murmurou enquanto coçava a parte de trás da cabeça. Ele parecia estar lutando para manter os olhos apenas nos rostos das garotas. “Onde vocês vão?”
“Tomar banho.” Quinn respondeu de forma inocente. Arrancando uma careta engraçada de Finn.
Quando ela percebeu que o garoto não ia esbanjar reação alguma. Seguiu com Rachel para o banheiro, segurando-se para não rir. Antes de fechar a porta ela lançou uma última olhada para Finn, que continuava no mesmo lugar.
E ela não conseguiu mais segurar a gargalhada. Rachel ia protestar e dizer que ele poderia usar isso contra elas. E se ele se irritasse, poderia ameaçar contar para sua família. Mas ela não teve tempo para isso.
Quando se deu conta sua toalha já havia sido arrancada. A loira já pendurava ambas as toalhas no suporte.
Rachel virou-se e examinou seu reflexo no vidro do box. Seu corpo estava tomado pelas marcas que Quinn deixara na noite anterior e nessa manhã.
Ela sentiu a loira a abraçar por trás. Fechou os olhos e suspirou se concentrando no contato. Quando retornou os olhar para o reflexo, viu que Quinn sorria para ela. E observando aquela figura, Rachel percebeu que em algum lugar entre a insegurança e o amor, aquilo que ela via no vidro, era o certo para ela.
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Quinn, que estava bem empolgada, ensaboava os seios de Rachel há quase meia hora.
“Quinn, o que você pensa que está fazendo?” A morena perguntava tentando não demonstrar o que aquela situação estava causando nela.
“Ensaboando.” A loira respondeu com um sorriso travesso no rosto.
“Eu acho que você já fez isso o suficiente.” Rachel mordeu o lábio tentando disfarçar o gemido quando Quinn massageou um pouco mais forte.
“Eu acho que não...” A loira deslizou a unha propositalmente.
“Eu acho que sim. Veja, já estão branquinhos.” Quinn teve que rir. Ela amava essa mania de Rachel dizer coisas absurdas em momentos inoportunos.
“Certo...” A loira disse e escorregou as mãos até a bunda de Rachel, começando a ensaboar por lá.
“Maldito almoço de natal.” A morena murmurou.
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Elas demoraram quase duas horas no chuveiro. Aparentemente, Quinn gostava de dar igual atenção a cada parte do corpo de Rachel. E para completar, quando elas saíram do banheiro, deram de cara com Finn, que ainda portava aquela careta engraçada. Fazendo surgir o mais maravilhoso dos sorrisos no rosto de Quinn.
Enquanto elas se vestiam, Rachel só pensava em uma coisa: elas tomariam muitos banhos juntas quando voltassem para Nova York.
“Quinnie...” Rachel quebrou o silêncio.
O uso do apelido fez o coração de Quinn acelerar. A morena não a chamava assim desde que elas deram o primeiro beijo.
“Sim?” Quinn se virou para ela enquanto fechava o sutiã.
“Se meus pais tentarem me fazer sentar perto de Finn novamente, você não vai permitir, certo?” A morena perguntou hesitante.
“Claro que não.” Quinn abraçou a morena. “Você é só minha.” Sussurrou.
“E você é só minha.” Rachel disse, fazendo com que o coração da loira acelerasse de tal forma que ela achava que ele sairia de seu peito. Afinal, Quinn não se lembrava de uma única vez onde Rachel tivesse dito algo assim para ela.
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“Bom dia, estrelinha! Feliz natal!” Os homens Berry disseram em um uníssono, para então virarem para Quinn com sorrisos doces.
“Bom dia, Quinn!” Hiram cumprimentou-a.
“Feliz Natal!” Leroy completou.
“Bom dia! Feliz Natal para os senhores!” Quinn devolveu a doçura.
“Por favor, Quinn. Nada de senhores.” Hiram disse. A loira murmurou um pedido de desculpas. “Mas e sua cabeça, está melhor? Rachel te deu o remédio?”
“Estou ótima. E Rachel me deu remédio sim. Na verdade, ela tem um ótimo remédio.” Quinn trocou a expressão doce por algo travesso. Seu sorriso torceu um pouco quando sentiu Rachel beliscar suas costas sem que os pais vissem.
“Que ótimo! Agora entrem. Daqui a pouco vamos abrir os presentes.” As garotas se acomodaram em uma das poltronas próximas a árvore.
Quando todos os familiares chegaram, eles começaram a distribuir os presentes. Quinn ficou surpresa quando recebeu um de Hiram e Leroy. Então aproveitou para entregar o que havia comprado para os dois. Sabia que eles gostavam de cozinhar, então comprou dois aventais que combinavam. Por sorte de Quinn, eles amaram.
A morena, um tanto tímida, foi até a árvore e estendeu um pacotinho para Quinn. Elas tinham combinado “sem presentes”, mas a loira havia desrespeitado a regra, então Rachel também poderia fazê-lo.
Quinn abriu a caixinha e se deparou com uma delicada pulseira de ouro, que portava vários pingentes de notas musicais. Rachel explicou que aquela sequencia formava as primeiras notas de “O Lago dos Cisnes”. Que lembrava a primeira tentativa de Quinn em beijá-la. E também lembrava a primeira vez que Rachel parou para pensar em tudo o que estava acontecendo. Mas também havia um pequeno coração que marcava o início e o final da música. E a morena disse que aquele coração representava o que elas tinham conquistado, juntas, até agora.
Claro que tudo foi dito, quando elas conseguiram se afastar. Mas Quinn não se importava. Ela só conseguiam sentir o roce delicado de Rachel limpado a lágrima que escorria em sua bochecha. A loira não esperava tamanha demonstração de carinho.
Sem dar uma palavra a Rachel, Quinn segurou-a pela mão e a guiou até o riacho que elas se encontraram na noite passada. Como estavam atrás de uma árvore, ninguém poderia vê-las. Assim, Quinn se jogou nos lábios de Rachel e demonstrou naquele beijo, tudo o que estava sentindo. E a morena devolveu o toque com carinho, em uma forma silenciosa de demonstrar que entendia e sentia o mesmo.
Separaram-se somente quando faltou o ar. Rachel juntou suas testas e rocou os seus lábios nos de Quinn.
“Eu estou perdidamente apaixonada por você.” Quinn disse, pela primeira vez, aquelas palavras para Rachel.
A morena sentia o peso daquela frase. E também sentia a culpa. A culpa por saber que retribuía o sentimento, mas não era capaz de dizer em voz alta. E também sentia aquela culpa desconhecida que a atormentava toda vez que a vida oferecia uma oportunidade para ser feliz.
Ela fechou os olhos para conter as lágrimas e avançou nos lábios de Quinn novamente. A loira recebeu a morena em seus braços. E com extremo carinho, encerrou o beijo e apertou-a contra seu corpo. Ela não podia e nem ia exigir nada de Rachel agora.
“Eu também tenho um presente para você.” Quinn disse quando elas se separaram.
“Mas você já me deu um em Nova York.” Rachel respondeu com doçura.
“E vou dar outro.” A loira tirou uma caixinha do bolso. Abriu-a e revelou a Rachel uma corrente de ouro com uma clave de sol como pingente. “Eu juro que foi coincidência.” Quinn disse com um sorriso diante da semelhança dos presentes.
“Quinn, é... é linda.” A morena disse.
Rachel ficou de costas para Quinn e retirou o cabelo do pescoço para que a loira colocasse o colar. Quando terminou de fechá-lo, depositou um pequeno beijo no pescoço morena, para então virar Rachel de frente para si.
“Rachel...” Quinn olhava nos olhos da morena. “Você está feliz?”
A diva, apesar de toda essa insegurança, culpa e medo, sentia-se feliz. Ela não sabia como, mas Quinn fazia isso ser possível. Então ela não tinha dúvidas quanto a resposta.
“Sim.” A loira beijou sua testa e a trouxe para mais perto. Era só isso que importava no momento.
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