Roommate
16 I'll hug you, okay?
Notas iniciais
O silêncio tomara conta das garotas desde o comentário de Rachel. Quinn entendia e concodava que elas deveriam manter a relação em sigilo, ao menos perto da família Berry, afinal, nem namoradas elas eram ainda. No entando, não foram as palavras de Rachel que feriram a loira. Fora o tom que ela usou.
Quinn preferiu deixar baixo. Não queria incomodar a morena com esse tipo de assunto. Queria apenas que ela aproveitasse o tempo com a sua família. Mas uma coisa era certa, elas teriam que por as cartas na mesa quando chegassem em NYC.
Rachel entrava no quarto que estavam dividindo. Vestia uma calça jeans clara e uma blusa de manga comprida verde. A toalha enrolada nos cabelos molhados e os pés descalços. Para Quinn ela estava linda. A loira deu um leve sorriso que foi retribuido da mesma forma pela morena.
O chuveiro é todo seu. Rachel disse, tirando a toalha da cabeça. Quinn apenas assentiu e foi até o banheiro que ficava no corredor. A morena suspirou.
Ela não sabia o que estava acontecendo. Nem com ela mesma, nem com tudo o que estava a sua volta. Ela se sentia sufocada. Culpada. E triste. Jogou-se de bruços na cama e escondeu o rosto entre os braços. Não era para ser assim... Pensou.
Esse era o momento em que era para ela estar feliz. Feliz com Quinn. Feliz por causa de Quinn. Mas a felicidade nunca fora um alvo fácil para Rachel Berry e sempre, sempre durava pouco.
Aquele tormento dentro de seu coração continuava a incomodando. Ela o odiava porque sabia que se ele não existisse, ela estaria bem e teria se entregado por completo a Quinn. Porém ela não conseguia. Ela não sabia o que era, mas aquilo a impedia de ser feliz.
Ela não poderia falar com Quinn sobre isso. Tinha que descobrir por si própria. Mas a cada dia ficava pior. Levantou-se e decidiu deixar o pensamentos de lado. Pegou e secador e pôs-se a secar o cabelo. Já estava pronta quando Quinn chegou.
Vamos? Perguntou à morena, que pegou seu braço e então desceram as escadas.
Todos os adolescentes e jovens da família Berry estavam sentados em frente a imensa TV que se situava ao norte da sala. Era muita gente. Quando elas colocaram os pés no último degrau, todos os olhos se voltaram para ela. Quinn engoliu em seco.
Elas andaram tímidas e silenciosas até a cozinha, onde James e mais duas garotas terminavam de preparar a janta.
Olá meninas! O moreno disse.
Oi. Proferiram em uníssono.
Quinn, essa são Nicky e Carther, minha primas. Rachel falou referindo-se as belas garotas que muito lembravam a morena.
Prazer em conhecê-las. Quinn cumprimentou ambas e então voltou ao lado de Rachel.
Eles conversaram por alguns minutos e a loira sentiu o clima ficando mais leve entre ela e Rachel. Elas falaram sobre como se conheceram e como eram seus dias em NYC, poupando alguns detalhes, é claro.
Agora estavam todos sentados em algum lugar na sala. Comento o jantar, conversando e rindo. Quinn sentia-se melhor e mais solta. Ela não se surpreendeu quando descobriu o quão acolhedora a família de Rachel era.
Quinn mantinha uma conversa animada com dois primos de Rachel, gêmeos de quinze anos. Eles eram divertidos e tinham o gosto semelhante ao da loira. Enquanto a morena se divertia com suas primas mais velhas.
Então o olhar das duas se encontraram e o mundo parou. Elas trocaram sorrisos e então voltaram para suas conversas. E tudo estava indo bem até que a porta do chalé se abriu.
Desculpe o atraso pessoal. Finn entrava com uma mala preta em mãos.
Os olhos de Quinn ardiam e Rachel tentava olhar para qualquer lugar que não fosse a loira ou Finn.
James levantou-se e indicou onde seria o quarto de Finn. A loira, muito esperta, logo deduziu que seria no última andar, junto delas. Merda.
O jantar foi encerrados e as garotas se ofereceram para lavar a louça. Era muita coisa, porém poderiam ficar sozinhas e principalmente, ficariam longe de Finn. Rachel lavava e Quinn secava, como sempre.
Rach, está tudo bem? A loira perguntou enquanto secava mais um prato.
Mais ou menos. Odeio ter Finn aqui. Parece que minha família não entende que nós terminamos, mas... você está aqui e isso é bom. Rachel disse, fazendo Quinn sorrir.
Eu queria te beijar agora. A loira soltou. A morena a olhou travessa e sussurou:
Você pode, mas tem que ser rápida. Quinn saltou do balcão que estava sentada secando os prato e depositou um selinho em Rachel. Não era o suficiente, mas teriam que se contentar com isso por enquato.
A morena riu da atitude da loira. Será que ninjas se beijavam? Porque Quinn pareceu um agora.
Elas ficaram uma hora dentro da cozinha. Quando terminaram, todos já esperavam as garotas para jogar algo que elas ainda não tinham conhecimento. Quinn fez de tudo para Rachel permancecer o mais longe o possível de Finn. Puxou-a consigo para sentarem no lado oposto ao que o jovem se encontrava.
Garotas, nós vamos jogar strip poker, vocês querem? James perguntou e Quinn arregalou os olhos. Strip poker? Sério? Mas eles eram famíliares! Isso não seria estranho? Bem, no mínimo era ilegal, não é?
Ahm... Rachel soltou. Ela geralmente acabava quase sem nada nesse jogo e bem... Finn estava ali. E Quinn estava ali.
Oh vamos lá! James insistia e cara... Quinn queria socar aquele garoto. Empata foda...
Eu estou um pouco cansada, o dia foi meio corrido, então... deixamos para outra hora. Quinn apertou a mão de Rachel indicando que viesse com ela.
Verdade, preciso dormir um pouco. A morena entendeu e seguiu Quinn até o quarto delas.
Quando elas chegaram, a morena trancou a porta e suspirou.
Obrigada. Ela disse. Quinn apenas sorriu em resposta.
Só não acredito que Finn vai ficar no quarto em frente ao nosso. A morena arregalou os olhos.
Ele vai?
Provavelmente. Era o único quarto vago. A loira deu de ombros e abraçou Rachel por trás. Mas vai ficar tudo bem. Depositou um beijo no pescoço da morena. E Rachel decidiu esquecer aquele sentimento de culpa e se deixar levar. Ao menos agora.
Você está realmente com sono? A morena se pergutou em quanto elas sentavam na cama.
Não. Quinn disse.
Então você mentiu? A morena fingia indignação. Elas riram.
Você não fica muito atrás, Berry!
Eu tinha um motivo e você sabe disso.
E eu também. A loira disse trazendo Rachel para mais perto. Ficar com você. A morena sorriu e se aconchegou a Quinn.
Elas ficaram em silência apenas aproveitando aquele momento. Lembrava-as de quando tudo ainda era simples. Quando a atração da loira era segredo e Rachel tinha encontrado a melhor amiga que já tivera.
Rach... eu lembro que você disse que nós poderíamos nadar no lago... mas tá nevando lá fora. A loira prestava atenção nos floquinhos de neve.
É um lago artificial. Bom, mais ou menos. Sabe aquelas banheiras super quentes de pedra que tem naqueles lugares que nevam? Quinn assentiu. É mais ou menos isso.
Isso é muito legal. A loira disse com ilusão despertando risos na morena. Eu acho que nós poderiamos tentar dormir, para aproveitar melhor o dia amanhã. Acordar cedo e não dar de cara com o Finnutil.Rachel concordou e riu do apelido encontrado pela loira.
Elas se trocaram. Uma de costas para a outra. Porém nenhuma das duas deixou de tentar espiar. Quinn perdeu a capacidade de falar quando percebeu que a morena tinha costume de dormir apenas de calcinha e camiseta. Deus... Aquelas pernas... Podia jurar que a saliva estava escorrendo pelo canto de sua boca.
A morena se posicionou para dormir no lado direito, perto da grande janela. Enquanto Quinn, sem escolha, foi desiludida até o lado esquerdo. Ela queria ficar na janela. Mas isso não importava agora. Porque ela tinha Rachel Berry de calcinha na mesma cama que ela.
Rachel se posicionou virada de costas para Quinn. Certo, isso era demais. Era como se a morena, incoscientemente, estivesse chamando a loira para abraçá-la. Mas e se ela estivesse? Deus... Rachel Berry era uma pessoa frustrante.
Rach, eu vou te abraçar, tudo bem? A loira peguntou e sentiu-se idiota por isso. Mas a morena apenas sorriu e aceitou.
Então a loira colou seus corpos e uma energia percorreu ambos. Elas podiam sentir a pele de suas pernas se tocando e as coisas pareciam mais certas. Quinn não se conteu e deslizou a mão do abdomen da morena para sua perna. Traçava padrões com os dedos do ínico até o final da coxa. E poderia jurar que ouviu Rachel suspirar.
Quinn, o que você está fazendo? A morena perguntou tentando fazer a voz não soar falha.
A loira beijou o pescoço da morena e deslizou o nariz pela pele exposta dela. Então sussurou em seu ouvido:
Carinho.
xxxxx
Quinn! Quinn! Acorde! A morena chacoalhava a cama e pulava em cima dela como costumava fazer quando estava animada.
Os olhos da loira se abriram vagarosamente e logo focaram no sorriso de Rachel, fazendo-a sorrir também. A morena deu-lhe um selinho e depois outro, e depois outro. Deus! Quinn estava amando isso.
A loira puxou Rachel para um beijo mais apaixonado. Quando se separam a morena a olhava. Olhos cheio de ilusão e felicidade. Ela parecia um filhotinho.
É véspera de natal! Rachel disse finalmente.
A felicidade pulsava em suas veias. Ela adorava natal. Estar junto de sua família. Trocar presentes. Cantar as músicas natalinas melhor que todos antes do jantar. Ah! O jantar! Era a melhor refeição que ela tinha no ano. Sua tia Anna era realmente talentosa na cozinha.
Quinn gargalhou com a animação tão infantil da morena. Mas eram coisas assim que faziam a loira se apaixonar cada dia mais por Rachel. A diva escondeu o rosto no pescoço de Quinn. Era um lugar seguro.
Por que você está rindo? A loira pode sentir o bico da morena contra a pele de seu pescoço.
Nada, baby. É só que você é muito fofa. Rachel riu e beijou Quinn novamente.
Vamos! Temos que nos trocar, ir para o chalé principal, tomar café e explorar tudo! Rachel se desfez das cobertas e então Quinn se deparou com a visão dos deuses novamente. Ela percebeu que nunca se cansaria de olhar e possivelmente, de tocar.
Rachel sentiu que os olhos de Quinn passeavam por suas pernas. O pudor invadiu-lhe as bochechas, mas não deixou que transparecesse. Ela queria que Quinn continuasse. Ninguém nunca olhara para ela do jeito que Quinn olhava. O que, as vezes, fazia a sentir ainda mais culpada. Pelo quê? Sinceramente, ela não sabia. E então, ela teve uma ideia. Uma ótima ideia, na verdade. Mas isso já era de se esperar. Afinal, ela era Rachel Berry.
Ah... Disse fingindo sentir dor.
Está tudo bem, Rach? A loira perguntou desviando os olhos das pernas da morena.
Acho que dormi de mal jeito e minha perna direita está doendo. Rachel suspirou. Suas mentiras estavam melhorando. Será que você poderia fazer uma massagem? Disse olhando Quinn, sofrida.
Os olhos da loira crescenram vinte vezes de tamanho. Sim! Deus, sim! Com certeza! Ela pensava enquanto assentia com a cabeça de uma forma um tanto desesperada.
A morena se dirigiu a cama e sentou-se. A loira puxou a perna direita para seu colo e começou a massagear. Rachel tinha a pele muita macia. E Deus, ela mal podia esperar para colocar a sua boca ali. Ela apertava cada vez mais forte e os movimentos estavam se tornando até um pouco eróticos, mas Rachel não estava reclamando.
Quinn levou o olhar até a morena e percebeu que ela estava com os olhos fechados, a boca entre aberta. A respiração de ambas estavam profundas. Era uma forma que encontraram de exercer o auto controle.
Está bom? Quinn perguntou. A rouquidão estava presente em sua voz.
Sim. A voz de Rachel saiu mais como um gemido e a loira sorriu para si mesma.
Quer que eu pare?
Nunca. A morena, sem filtro, respondeu.
Quinn achou ali uma oportunidade. Começou a apertar mais forte a coxa da morena, indo cada vez mais em direção ao seu centro. Rachel começou a suspirar e receber de bom grado os movimentos da loira.
As unhas curtas começaram a traçar um caminho na parte interna da coxa da morena, enquanto Quinn arriscava movimentos ainda mais pertos da virilha. A loira retirou a perna de cima da sua e vagarosamente deitou em frente a morena e começou a distribuir beijos por toda e extensão que estava massegeando.
Rachel suspirava e apertava os olhos fechados com força. E Quinn teve ali a resposta de que definitivamente estava fazendo isso certo. Ela mordeu de leve a pele macia e cara, ela não queria e nem conseguia remover a sua boca dali. Mas Rachel chamou-lhe a atenção.
Ela segurou de leve a cabeça da loira e a trouxe direto para seus lábios. Onde se encontraram em um beijo apaixonado.
Você faz um ótima massagem. Rachel disse a escassos milímetros dos lábios de Quinn. Temos que ir. Ela continuava sem abrir os olhos, igualmente a loira. Mas garanto que a dor ainda não passou. E você terá que repetir tudo o que estava fazendo aqui.
Elas finalmente abriram os olhos e eles se encontraram absortos em uma intensidade sem tamanho. Quinn ainda estava surpreendida pelas palavras da morena e demorou para perceceber que essa já se levantara e continuava a vestir sua roupa.
xxxxx
Bom dia, garotas! Leroy cumprimentava as garotas enquanto bebericava seu café.
Bom dia! Elas disseram.
O chalé principal estava vazio. Apenas Leroy, Hiram e mais três provaveis tios de Rachel que a loira não conhecia, estavam acordados. Era de se esperar já que não passava das sete de manhã. No entando, a grande mesa já estava preenchida com os mais diversos tipos de alimentos. Panquecas, waffles, ovos, bacon. Bacon! Quinn pulou de felicidade.
Elas sentaram em uma das extremidades da mesa e serviram-se do máximo que podiam. A loira se serviu de cinco pedaços gigantes de bacon e algumas panquecas. Enquanto a diva olhava a com reprovação.
Você sabe que não vou te beijar enquanto estiver com a boca com gosto de um animalzinho inocente morto, não sabe? Ela sussurrou.
Como se você resistisse à mim. Quinn disse arqueando uma das sobrancelhas. Rachel lançou um olhar assassino e então voltou-se para seu prato saudável e sem nenhum tipo de agressão a qualquer vida na Terra.
O silêncio se fez presente. Ambas raciocinavam o que acontecera há alguns minutos atrás. Rachel tomou a decisão de dar uma chance a Quinn e a ela mesma. Não poderia descontar na loira a forma que se sentia. Aquela culpa que incomodava. Ela tinha que tentar.
Quinn estava borbulhando de felicidade. Porque depois de tudo o que aconteceu naquele manhã, ela ainda podia comer bacon. Bacon! Definitivamente essa manhã começou muito bem para Quinn Fabray. E pelo jeito o dia terminaria muito melhor.
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