Notas iniciais
Olá! Queria mais uma vez agradecer todas as reviews e o carinho de vocês. O capítulo ficou pequeno.Eu queria escrever um maior, porém estou sem tempo. E não queria ficar muito tempo sem postar. Boa leitura.

Rachel ainda encarava Finn, que com um sorriso no rosto, cumprimentava toda a sua família. Aquela cena a transmitia nojo, raiva e tristeza. Ela tinha que sair dali. Não aguentaria nem sequer olhar na cara daquele imbecil.

Ela segurou na mão de Quinn e puxou-a para fora do chalé pelos fundos. A loira foi tropeçando até chegarem ao gramado, completamente confusa. Rachel se mantinha em silêncio enquanto Quinn a olhava, buscando algum tipo de informação. Mas a morena sequer olhava para ela.

Rachel tinha a respiração acelerada e andava de um lado para o outro, murmurando infinitas coisas que Quinn tentava decifrar.

“Rachel, o que Finn está fazendo aqui?” A loira tentou mais uma vez. Rachel a olhou. Oos olhos da morena abrigavam algumas lágrimas.

“Eu não acredito que eles convidaram ele!” Ela explodiu, deixando Quinn surpresa. “Eles não podiam ter feito isso, Quinn. Eu falei. Eu falei para todo mundo que nós tínhamos terminado. Por que é tão difícil deles entenderem? Por que eles me forçam a fazer isso?” A loira continuava confusa, mas esse não era o melhor momento. Decidiu por abraçar a morena, que aceitou o gesto de bom grado.

“Calma. Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui. E nunca fiquei tão feliz de ter vindo. Porque agora vou poder te manter longe daquele ali.” Ela disse com um pouco de raiva aparente em sua voz. A morena escondeu o rosto no pescoço de Quinn e permitiu que algumas lágrimas escorressem. “Hey, olha para mim.” A loira se afastou um pouco para que pudesse olhar nos olhos de Rachel. “Eu estou aqui e não vou deixar ele chegar perto de você.”

“Mas Quinn, aqui nós somos só amigas, nós... não vai funcionar.”

“Eu, como sua amiga, tenho direito de te proteger do que te faz mal. E eu vou.” Ela terminou a frase depositanto um curto beijo nos lábios de Rachel.

“Obrigada.” Foi tudo o que Rachel conseguiu dizer.

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As duas ficaram alguns minutos mais fora do chalé, para em seguida, irem novamente até a grande sala, que agora estava mais vazia. Rachel ficou um pouco mais aliviada ao perceber que Carole, Burt e Kurt também estavam ali. Ela ainda mantinha um grande carinho pela família de Finn.

Kurt se aproximou das garotas, que no momento, encontravam-se em frente a lareira, bebendo o deliciosos chocolate quente da família Berry. Quinn, uma adoradora de chocolate, logo pediu que Rachel fizesse aquilo todos os dias em casa. Porque ela não conseguiria mais viver sem.

“Meninas...” O garoto se aproximou hesitante. “Eu sinto muito.” Ambas o olharam confusas. “Eu disse que era melhor Finn não vir. Mas vocês sabem, ninguém me escuta.” Ele portava um olhar entristecido.

“Kurt, a culpa não é sua. Está tudo bem.” Rachel tentou reconfortar o amigo, que lhe ofereceu um leve sorriso em troca. “Você também vai ficar no chalé menor?” Tentou melhorar o clima.

“Claro.” Ele disse, já um pouco melhor.

Depois de meia hora, os jovens seguiram para o chalé ao lado. Cada quarto era ocupado por duas ou três pessoas. Quinn se perguntava como Rachel podia ter tantos primos.

James era o responsável por mostrar os quartos de cada um. E a loira se sentia como se estivesse no acampamento de verão novamente. Só que no inverno.

Três lances de escadas. Sessenta degrais. E uma Quinn parcialmente morta. Ela não gostava de escadas. Por que o maldito quarto delas tinha que ser o mais alto? Se ela tivesse que subir e descer todos aqueles degrais todos os dias, certamente acabaria infartando.

“Certo, garotas. Aqui é o quarto de vocês.” James apontou para a porta da direita.

Aquele era o terceiro andar e último. O teto tinha o formato triangular, característico dos chalés. Elas adentraram o lugar e se depararam com um quarto aconchegante que guardava uma cama de casal, um guarda roupa antigo, uma lareira, duas comodas e uma poltrona. Sem falar na gigante janela que dava para a parte traseira da propriedade.

Tanto as paredes quanto o chão de todo o chalé era escuro. O ambiente era de fato muito aconchegante e rústico. Combinava perfeitamente com o lugar o qual se encontrava.

Porém, apesar, de tudo isso, Quinn só pensava em: útimo andar. Sozinhas. Quarto. Rachel Berry. Lareira. Rachel Berry. Sozinhas no último andar. Rachel Berry. Cama de casal. Rachel Berry. Rachel Berry.

“QUINN!” A morena gritava.

“Rachel Berry!” Exclamou sem pensar.

“O que?”

“Ahn... nada. Nada.” Disse passando a mãos nos cabelos loiros.

Quinn voltou a atenção para a vista da janela. Enquanto Rachel ainda lançava olhares confusos pelo canto do olho.

“É lindo, não é?” A morena abraçou Quinn por trás e apoiou a cabeça em seu ombro.

“Totalmente.” A paisagem consistia em grandes montanhas ao fundo. Um lago que, apesar de ficar um pouco longe, era bem vísivel para ambas as garotas. Uma pequena floresta era encontrada ao lado direito. Sem falar na grande extensão de grama, que abrigava várias espécies de flores e plantas diferentes. De fato, não parecia real.

“Amanhã nós podemos explorar tudo. Posso te mostrar os cavalos. Tomar banho no lago...” Rachel falava perto do ouvido de Quinn, fazendo-a até esquecer que todas aquelas atividades iriram causar-lhe um ataque no coração.

Quinn se virou, levando seus lábios ao encontro dos da morena. O beijo, como sempre, começou devagar para logo tomar mais intesidade. A língua da loira entrou na boca de Rachel de forma sensual, fazendo a morena suspirar.

As línguas dançavam e Quinn precisava sentir Rachel. Sentir sua pele. Ela levou a morena de encontro a cama. Essa caiu de costas e a loira se pôs em cima dela. Levou a mão até o seio de Rachel por cima de blusa, massageando-o de leve, fazendo a morena soltar suspiros cada vez mais audíveis.

Sua outra mão entrou por de baixo da blusa de Rachel. Apertou a cintura da diva e então começou a arranhar o abdomem dessa. E foi ai que Quinn percebeu que a morena não tinha mais resistencias ou barreiras.

A mesma mão que estava no abdomem de Rachel, foi levada até a bainha da camiseta dessa. Quinn, ainda receosa, tentou tirar a camiseta da morena e vendo que não houve resistencia por parte da morena, a tirou de uma vez. E Deus! Ela precisava provar aquela pele.

Pela primeira vez, separou os lábios da sua garota e foi descendo. Distribuindo beijos desde o colo, passando pelo vale dos seios, ela voltaria lá depois e finalmente chegando ao estomago da morena, onde lambeu e mordeu de leve.

“Meninas?” Merda.

Quinn não ia parar. Dessa vez ela não ia parar. Foda-se tudo. Mas ela não ia desgrudar a maldita boca do espetacular corpo de Rachel Berry. E a morena tão pouco parecia se importar.

“Meninas? Estão aí? Passei para ver se está tudo bem.” A voz de James continuava a soar por de trás da porta. Quinn sabia desde o começo que ele seria uma pedra no sapato.

“Porra.” A loira soltou e caiu ao lado de Rachel, que tinha os olhos fechados e estava ofegante.

“Desculpa.” Rachel sussurrou. Sentando-se.

Quinn pegou a blusa da morena, e vestiu-a. Arrumou seus cabelos e depositou um breve beijo nos lábios dela. E em seguida, fazendo o mesmo com ela.

Rachel foi até a porta, lançando um último olhar para Quinn, para ter certeza que ela já estava pronta.

Deparou-se com James encostado a parede. Esperando-a com um sorriso. Ela retribuiu e abriu a porta o suficiente para que o garoto entrasse.

“Wow. O que aconteceu aqui?” O sorriso inocente que antes o jovem portava, foi substituido por outro, um tanto malicioso.

As garotas se entreolharam nervosas. Estava tão óbvio assim?

“Nós... bem.... nós...” Rachel era péssima atriz fora dos palcos.

“Nós fizemos uma pequena guerra de cócegas.” Quinn assumiu. A morena a olhou agradecida.

“Tudo bem. Nós decidimos jantar aqui mesmo, nesse chalé. Esperamos vocês daqui a uns dez minutos. Depois estávamos pensando em jogar alguma coisa. Se vocês quiserem...”

“Claro, parece ótimo.” Rachel disse. Quinn apenas assentiu.

“Tudo bem. Eu vou sair e deixar vocês com sua... guerra de cócegas.” Ele tentou disfarçar o riso e saiu do quarto.

Rachel fechou a porta e olhou preocupada para Quinn.

“Será que ele sabe?”

“Claro que não, estava só brincando.” Quinn tentou tranquilizá-la.

“Ninguém pode descobrir, Quinn. Nós temos que tomar mais cuidado!” Aquelas palavras, de certa forma, magoaram Quinn. Rachel tinha vergonha dela? Quer dizer, um dia ela a apresentaria para seus pais e família. Certo? Ao menos era o que ela esperava.