Roommate

22 Between guilt and love


Notas iniciais
Gente, eu sinto muitíssimo pela demora. Mas parecia que tudo estava girando contra meu favor e eu não conseguia escrever, e depois não conseguia postar. No entanto, aqui está o capítulo. Espero que vocês tenham tido um ótimo Natal e Ano Novo. Ah! Mais uma coisinha: leiam as notas finais. É importante. Desculpem os erros, e o fato de que eu não consegui fazer os parágrafos Hehe Boa leitura!
Rachel e Quinn estavam deitadas lado a lado. Ambas ofegantes e com sorrisos estampados no rosto. Os olhos verdes antes vidrados no teto, dirigiram-se para a morena ao seu lado.

"Você me chamou de 'meu amor'." Comentou Quinn com a voz doce e o sorriso apaixonado.

Rachel tombou a cabeça para o lado. Os olhos castanhos encontraram os verdes.

"Você só raciocinou isso agora?" Perguntou com um sorriso.

"Não. Mas eu estava ocupada demais para comentar." Elas riram baixinho.

Quinn ficou de lado e puxou Rachel para ficar de frente para ela. Os narizes se tocavam e as respirações batiam. O dedo pálido acariciava a pele do rosto do moreno, fazendo Rachel fechar os olhos.

A loira traçou um caminho passando pela face, pescoço, seios e estômago de Rachel. Memorizava cada pedaço do corpo que tão bem conhecia.

Quinn pensava em como toda vez que elas faziam amor era simplesmente perfeito. O sincronismo dos corpos. Os arrepios causados pelos toques. Elas pareciam serem feitas uma para a outra. E a loira não era capaz de imaginar um futuro sem Rachel.

Ela pensava que as coisas poderiam ter acontecido rápido demais. Mas não era verdade. Talvez amar uma pessoa depois de dois meses juntas fosse meio precipitado, mas Quinn não achava errado. Afinal, ela não conseguia mais achar nomes para dar a esse sentimento que morava dentro dela. O único que se encaixava era 'amor'. Simples e puro amor.

"Eu te amo." Quinn disse com a voz baixa.

Rachel foi capaz de sentir o hálito da loira contra sua face. E em seguida, aquelas palavras esmagarem seu peito. Ela queria abrir os olhos. Mas sabia que no momento em que o fizesse, talvez não fosse capaz de conter as lágrimas. E quem dera que essas lágrimas fossem de felicidade.

Ela se segurou. Respirou fundo e juntou todas as forças para expulsar toda a culpa que se apoderava de seu coração.

Os olhos castanhos finalmente encontraram os verdes. E Rachel foi capaz de ver todo o amor e adoração destinados a ela e somente a ela. Quinn era seu porto seguro. Apesar de toda confusão dentro dela, isso nunca ia mudar. E confiando na loira como ela confiava, Rachel se jogou nos braços pálidos e esperou encontrar o conforto que eles sempre lhe ofereciam.

O calor não tardou a chegar. A batida do coração de Quinn soava próxima ao ouvido de Rachel e isso a acalmou de alguma maneira. Mas aquele peso sobre seu coração e consciência continuava lá. E ela só pedia a Deus para que tudo melhorasse.

Quinn sabia que não podia obrigar Rachel a dizer e muito menos sentir o mesmo. Mas as vezes ela se perguntava sobre o que se passava pela cabeça da morena. Vez e outra a cantora parecia tão distante. Perdida em alguma confusão em seus próprios pensamentos.

A respiração profunda de Rachel foi ouvida e em seguida, a de Quinn se fez presente. Elas adormeceram uma nos braços da outra. E em algum lugar entre a culpa e o amor, isso era o certo.

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Quinn foi a primeira a despertar. A morena ainda dormia tranquilamente ao seu lado. A face e respiração calma nada se fazia lembrar o furacão que Rachel era quando acordada.

A loira se levantou com delicadeza e abandonou a cama, dirigindo-se ao banheiro. Lavou o rosto amassado e marcado pela fronha do travesseiro e escovou os dentes.

Quando voltou para o quarto, Rachel continuava embalada num sono profundo. E Quinn se maldizia por ter de acorda-la e interromper essa imagem tão perfeita.

Deslizou pelos lençóis até se encaixar nas costas da cantora. O dedo indicador traçava caminhos pelo braço moreno e nu enquanto os lábios macios encostavam no pescoço de Rachel.

"Acorda, meu amor." Quinn sussurrou. Os lábios agora colados ao ouvido da morena e a mão tomando vida por debaixo da camiseta da diva.

Rachel se remexeu e murmurou algo que a loira não entendeu.

"Rach..." Quinn chamou mais uma vez. Arranhando a abdômen da morena.

A diva se virou na direção da loira com um sorriso desenhado nos lábios, mas os olhos ainda fechados.

"Acorda, Rach..." Ela tentou mais uma vez. "Vamos tomar um banho..."

Os olhos castanhos se abriram sonolentos e o sorriso da morena aumentou ainda mais.

"Eu e você?" Rachel perguntou com a voz ainda embargada pelo cansaço.

Quinn riu roucamente e concordou. "Eu e você."

A morena se sentiu infinitamente mais disposta, levantando da cama em um pulo. Segurou a mão direita da loira e a puxou em direção ao banheiro. Ambas já estavam nuas, então Rachel apenas empurrou Quinn para dentro do box, ligando o chuveiro em seguida.

E antes que a loira pudesse se dar conta, os lábios da morena já consumiam os seus com fome e as mãos dela trabalhavam em seus seios.

"Eu pensei que nós fossemos tomar banho." Quinn murmurou entre beijo.

"Nós vamos." Rachel ofegou. E voltou a beijar a loira para comentar em seguida. "Mas não agora."

xxxxx

Elas caminhavam pela fria Nova York com os braços enganchados em direção ao Starbucks mais próximo. Rachel usava seu sobretudo vermelho e sua boina de mesma cor, enquanto Quinn era infinitamente mais discreta e vestia uma calça jeans e casacos quentes.

Adrentaram a cafeteria e se desfizeram de seus casacos, visto que o ambiente era aquecido. E examinaram o balcão cheio de delicias doces e salgadas.

"Posso ajudá-las?" Interviu a atendente atrás do balcão.

Pediram seu cafés de tamanho pequeno e dois cookies de manteiga de amendoim.

O lugar não estava cheio. Sendo assim, sentaram na mesa para dois colada a janela. A vista mostrava pessoas apressadas vestindo seus sobretudos negros, protegendo-se da leve garoa que começava a cair.

O silêncio predominava durante a refeição. No entanto, não era desconfortável. A fome que elas sentiam pela atividade noturna praticada sobressaía qualquer necessidade de palavras.

Quando Quinn terminou seu cookie e deu um longo gole em seu café, sua atenção se voltou completamente para Rachel. A morena sempre demorava para comer. Visto que ela seguia fielmente a regra de mastigar em média vinte vezes antes de engolir.

"Santana vai pedir Britt em casamento." Quinn comentou de repente, fazendo Rachel engasgar com seu cookie e arregalar os olhos.

"O quê?" A morena perguntou surpresa enquanto um sorriso se desenhava em seus lábios.

"Isso o que você ouviu." A loira também sorria. " Ela chegou chorando lá no apartamento dizendo que estava com medo que Brittany a rejeitasse."

"Santana chora?" Rachel brincou e Quinn revirou os olhos divertida. "Será que elas me convidariam para ser madrinha? Quer dizer, é obvio que você vai ser mas... Será que elas me convidariam?" A morena perguntou com uma pontada de esperança e ilusão em sua voz.

"Eu tenho certeza que sim." Quinn alcançou a mão da morena por cima da mesa. "Você faz parte dessa pequena família louca que nós formamos aqui em Nova York." A loira sorriu apaixonada. "Eu, você, Santana, Brittany, Sam, Puck e Kurt, é claro."

Rachel se segurou para não deixar as lágrimas caírem. Ela se sentia tão inclusa e amada. Porque nunca em milhares de anos ela imaginou ter tantos amigos. Amigos verdadeiros e carinhosos com ela, cada um da sua maneira.

Elas terminaram o café da manhã e começaram a caminhar sem rumo por Nova York. Por sorte a garoa não se transformou em chuva e elas não tiveram que interromper o passeio.

Os olhos de Quinn pararam em uma loja de jóias. Alguns pares de alianças estavam a mostra e ela já havia perdido a conta de quantas vezes passou horas apenas olhando para elas. Procurando o par perfeito para fazer de Rachel sua namorada.

A loira achava engraçado o fato da história não seguir uma ordem. Primeiro começaram a morar juntas. Depois Quinn sentiu-se atraída por Rachel. E só depois elas se tornaram realmente amigas. Então houve o dia do beijo. E agora elas estavam nesse relacionamento estranho e sem rótulos.

Mas Quinn iria mudar isso. E de repente ela se sentiu confiante o suficiente para mandar Rachel em um taxi de volta para casa e entrar naquela joalheria.

"Bom dia." A mulher sorridente atrás do balcão cumprimentou.

"Bom dia." Quinn sorriu de volta e se aproximou da bandeja de alianças.

"Quer que eu te mostre algumas?" A atendente disse apontando para as peças.

"Sim, por favor."

A mulher já estava lhe mostrando o vigésimo par de anéis. Mas Quinn ainda não estava satisfeita. Ela sabia que tinha que ser perfeito. Rachel merecia o melhor.

A loira tinha uma leve ideia do que queria. Tinha que ser clássico. Rachel apreciava os clássicos. Mas nada havia lhe chamado verdadeiramente a atenção.

"Seu príncipe deve ser bem exigente." A mulher comentou tentando disfarçar a impaciência.

"Princesa." Quinn desviou o olhar dos anéis e o dirigiu a atendente com um pequeno sorriso nos lábios.

"Oh..." Ela pareceu um tanto surpresa. Visto que ela reconheceu que a mulher a sua frente era muito atraente e deveria ter milhares de homens aos seus pés.

Os olhos de Quinn percorriam as alianças até que as órbitas verdes brilharam, alertando que ela havia encontrado o par perfeito. Era de ouro branco com três pequenos diamantes incrustados. Lindo e clássico.

"Esta aqui, por favor." Os dedos pálidos apontaram para os anéis.

"Você não quer provar?"

"Creio que não seja necessário."

A atendente pareceu suspirar aliviada e levou as alianças para o fundo da loja. Quinn aproveitou para checar o celular, constatando que havia uma mensagem de Rachel.

Q, está tudo bem? Onde você está? Parecia ansiosa antes. Venha logo para casa. — R

Está tudo bem, Rach. Eu já estou indo. E tenho uma surpresa. — Q

Quinn sorriu satisfeita com a mensagem e a enviou.

Minutos depois a atendente apareceu com uma caixinha de veludo preta entre as mãos. Checou se a loira gostaria de uma sacola. E ao constatar que não, andou até o fundo da loja e se acomodou em um dos sofás.

A loira se apressou em chamar o taxi e ir logo para casa.

A viagem parecia durar séculos. Quinn tentava preparar algum tipo de discurso romântico para amenizar o fato de que ela faria o pedido de namoro em seu apartamento. Sem jantares ou passeios. Ela não aguentava mais esperar.

Sua perna ia para cima e para baixo tão rapidamente que o taxista olhou para trás pelo menos três vezes nos últimos dez minutos.

Seu coração quase voou para fora da boca quando o homem avisou que eles haviam chegado. Ela teve que forçar sua perna ao máximo para tomar coragem e conseguir sair do taxi.

No elevador ela tentava se lembrar de cada palavra e frase bonita que montou em sua cabeça. Quinn não sabia porque estava tão nervosa. Ela sentia como se estivesse dando um passo enorme. E ela estava.

Rachel era tão, tão importante. E ela queria tanto isso. Mas o medo da rejeição a assombrava a cada respiração. Porque, aos olhos da loira, a morena era tão instável. E do mesmo jeito que isso a incitava a querer mais, a assustava.

O elevador se abriu e Quinn respirou fundo ao menos três vezes antes de se dirigir até o apartamento. Parou em frente a porta e esperou mais alguns segundos antes de abri-la. Encontrou Rachel sentada no sofá com os olhos fixos na televisão e Louis repousando em seu colo. Isso era certamente novidade.

A morena finalmente notou a presença da loira e em um segundo chegou até ela.

"Quinn! Onde você estava? Eu fiquei preocupada. Você estava estranha." Rachel tinha as duas mãos pousadas no rosto de Quinn, uma de cada lado.

E a loira só conseguia sorrir, porque a cada gesto e palavra da morena ela sentia que estava fazendo a coisa certa.

"Eu estou bem."

"Certo." Rachel foi dois passos para trás e mordeu o lábio. "E qual era a surpresa?" Quinn riu e começou a procurar a caixinha em sua bolsa.

Quando seus dedos encontraram o veludo, ela respirou fundou e deu um passo na direção da morena. O objeto entre suas mãos foi dirigido para sua frente, entrando na linha de visão de Rachel.

Quinn ouviu o respirar fundo da morena e pensou no que se passava na mente dela.

"Rachel... Você, nesse tempo em que moramos juntas, se tornou uma parte de mim. Parte do meu dia. Eu adoro acordar e ver você na cozinha preparando nosso café mesmo que não precise acordar cedo e saiba que podemos sair e comer. Eu adoro saber que quando chegar em casa, eu vou poder te ver e me deixar levar pelo seu sorriso lindo. Eu adoro essa implicância que você tem com Louis, mesmo que eu não seja capaz de entender. Quando você está comigo eu durmo tranquilamente. O seu toque é capaz de me fazer sentir coisas que eu achei que não fosse possível. E com certeza é algo que eu sou incapaz de viver sem. Rachel, se você está comigo eu sinto como se fosse capaz de conquistar o mundo. Eu te amo. Eu te amo tanto e tudo o que eu gostaria de saber agora é se... Você aceita ser minha namorada?"

O silêncio tomou conta do ambiente. Quinn esperava ansiosamente uma resposta. E quando ela percebeu que essa estava demorando a vir, a preocupação a atingiu.

Rachel estava estática. Ela não conseguia falar ou expressar qualquer coisa. Uma lágrima escorreu de seu rosto. E depois outra e depois outra. E quando ela percebeu, estava chorando.

"Rachel, você..." Quinn se aproximou preocupada, mas a morena recuou um passo.

A morena levantou os olhos. Olhos castanhos e cheios de dor. As lágrimas continuam escorrendo e ela se afasta mais.

"Quinn..." Rachel lamenta. E tudo o que Quinn temia estava acontecendo. "Desculpa, eu..." A voz chorosa da morena deixava tudo ainda mais claro.

"Rachel..." Quinn sentia as lágrimas se fazendo presente.

"Eu não posso..." Ela começou a soluçar.

"Rach, meu amor..." A loira já não era capaz de controlar as lágrimas ou dissimular o som de seu coração se partindo.

Rachel sentia seu peito doer. Ela queria aceitar. Deus, como ela queria. Mas ela não conseguiria suportar o olhar decepcionado de seus pais e de toda sua família. Eles esperavam que ela se casasse com Finn. A duas famílias se uniram em uma. Ela não ficaria surpresa se descobrisse que seu casamento já estava planejado. E era assim que tinha que ser.

Rachel não era madura o suficiente para lidar com esse relacionamento. Ela tinha medo do preconceito. Medo do desconhecido. A vida com Quinn seria um mistério. A vida com Finn já estava planejada.

E toda essa culpa que residia em seu coração se devia ao fato de que ela sabia que no final faria Quinn sofrer.

"Eu tenho que ir." Rachel conseguiu pronunciar entre os soluços. E após Quinn ouvir, ela sentiu seu coração se partir mais uma vez. Seu mundo estava demorando. Ela sentia como se não existisse mais.

"Rachel! O que você está fazendo?" A loira conseguiu dizer e alcançar a mão de Rachel.

O contato causou uma corrente elétrica como na primeira vez que se tocaram. O dedo de Quinn acariciava em círculos as costas da mão de Rachel, que permanecia de costas para ela.

E por um momento a morena considerou se jogar nos braços da loira. Mas ela não podia. Ela não merecia Quinn.

"Por que você teve que aparecer na minha vida?" Rachel soltou.

Ela conseguiu conter as lágrimas e se desvencilhar do toque de Quinn.

"O que?" A loira perguntou sem ter certeza de que tinha realmente ouvido o que ouviu.

"Se não tivéssemos nos conhecido estaria tudo bem. Eu estaria com Finn. Nós iríamos nos casar na igreja que minha família queria. Teríamos filhos do jeito correto. As pessoas não nos olhariam torto." A dor na voz de Rachel denunciava que tudo era mentira. Mas ela sentia que culpar outra pessoa poderia amenizar esse sentimento horrível que tomava conta de seu corpo.

E cada palavra que Rachel pronunciava era como facas afiadas sendo jogadas contra o coração de Quinn. Ela não estava em pedaços. Seu coração e corpo se reduziam a pó.

"Você não está dizendo isso..." A voz da loira saiu quebrada e cheia de dor.

"Eu vou embora." Rachel foi até seu quarto e começou a juntar suas coisas em sua mala.

E com essa frase o último pedaço de Quinn se foi. Não era ela que estava lá. Não havia nada além de um corpo. E talvez por conta disso a loira foi capaz de encarar Rachel e dirigir a ela as últimas palavras antes de ir para qualquer outro lugar.

"Você tem até amanhã para juntas todas as suas coisas e sair daqui." E a última coisa que ela ouviu antes de fechar a porta do apartamento foram os soluços de Rachel.

Notas finais
Não me matem. DHUSDDHSU Mas acho que todos nós sabíamos que essa relação estava destinada a terminar desde quando começou. NO ENTANTO, a história vai adquirir um aspecto e rumo totalmente diferente, que vai juntar o caminha das duas novamente. Na verdade, eles nunca vão realmente se desviar. Enfim, não vou ficar contando muita coisa. Mudando de assunto, eu posto os capítulos dessa história uma vez por semana, mas como estou de ferias, acho que poderei postar dois ou três. Gostaria de postar todo dia, mas também tenho que me preocupar com The Girl Next Door. De qualquer forma, espero que continuam acompanhando a fic e deixando essas reviews maravilhosas, além de todo esse carinho que vocês oferecem. Até logo!