Romance Mortal
3 Mais uma diversão para lass...
Notas iniciais
Terça-feira, 02/11/2010 07:13 A.M
Todos os alunos estão sentados em seus devidos acentos enquanto o professor, que acabou de chegar, chama um colega novo para se apresentar.
- Entre, entre, não se acanhe – o homem de quarenta anos chamava uma garota de cabelos curtos e azuis, que usava um óculos e possuía um olho vermelho e o outro azul. Todos na sala ficaram fascinados com a aparência ‘exótica’ da aluna nova, mas esta mostrava não querer muitos amigos.
- Muito prazer, chamo-me Mari – ela curvou-se um pouco para frente em uma demonstração formal de apresentação, mas não demonstrou uma emoção sequer.
- Sente-se... – o professor olha em toda a sala, até que avista uma cadeira no canto da parede desocupada – ali – apontou ele para a carteira afastada, que ficava próxima a um garoto de olhos azuis e cabelos cor de neve.
Ela sentou-se e ficou calada. Esse seu silêncio prevaleceu até o sinal do intervalo tocar.
Quando a pequena azulada começou a arrumar sua mochila para levá-la para o pátio, uma garota loira de olhos castanhos escuro e vestida praticamente toda de rosa, acompanhada de mais duas garotas, se aproximou de Mari.
- Ei... você novata – a aluna nova apenas virou para encarar a pessoa que ela tranquilamente poderia chamar de ‘cosplay da Barbie’. – Você vai passar o intervalo com a gente – proclamou a garota.
Mari deu uma olhada melhor nela e nas companheiras e percebeu que elas não ofereciam mal algum. Mas isso não queria dizer que ela ficaria com a ‘Barbie e seus clones’ no intervalo, já que a última coisa que queria era amigas, muito menos amigas patricinhas.
- Não, obrigada – ela disse apenas isso, virou-se e foi embora, deixando três loiras muito brabas para trás. Mas isso pouco importava para a aluna nova.
Pouco antes da garota sair da sala, um rapaz de olhos azuis e cabelos perfeitamente brancos esticou seu braço para abrir a porta de sua classe. Mas antes que este tocasse na maçaneta, a porta se abriu suavemente, revelando um par de olhos estranhos.
- Com licença – ela disse apenas isso e ele abriu passagem, o que deixou, não só ele como as loiras que estavam na sala, intrigados, já que ele não é muito famoso por gentilezas. Mas após esse ‘incidente’, nada mais de interessante aconteceu no intervalo, exceto o fato de ele receber uma ligação.
- O que você quer? – pergunta da forma mais ignorante possível enquanto procurava os fones de seu MP4 em sua bolsa.
- Temos um serviço – diz a voz ao outro lado da linha.
- Vou te pegar no colégio assim que sua aula terminar.
- Ok – ele desliga o celular sem ao menos despedir-se. – Pelo menos vou ter diversão de novo hoje – pensa o rapaz.
O resto das aulas passou-se normal, exceto pelo fato de que, de vez em quando, o garoto pegava-se pensando em como os olhos da novata eram estranhos, ou em como os cabelos azuis dela eram brilhosos. Mas ele punia-se mentalmente por sequer ter tido um pensamento desses.
Logo o sinal tocou para todos irem embora, o que deixou o albino feliz pois ele sabia que logo chegaria a hora de matar e, se tiver sorte, torturar. Ele correu em direção ao carro que o esperava e logo adentrou neste.
- Estou vendo que está alegre – disse o superior do garoto, que era mais conhecido como Dio.
- Diz logo, o que é para eu fazer? – pergunta o garoto, improvisando um mau humor.
- Torturar – os dois sorriram com aquela palavra e o carro começou a movimentar-se. – Temos um traficante de drogas preso. Ele é acusado não apenas de tráfico como também de assassinato, estrupo, sequestro e formação de quadrilha. Eu quero que você...
- Descubra o que vocês não conseguiram descobrir – o garoto de cabelos cor de neve interrompeu a fala de seu superior. – Só tem incompetente no governo.
- Olha o que você fala, garoto. Eu sá não te demito porque... – interrompido mais uma vez.
- Porque eu sou o melhor que tem naquela joça – disse, esboçando um sorriso que transmitia uma ar de ‘eu sou o cara’.
Depois de todas as explicações dadas, o garoto, junto de seu superior, chegaram ao local onde seria feito o ‘interrogatório’.
Já era 04:15 P.M. quando eles chegaram onde aconteceria o serviço.
Adentraram em uma sala grande e muito bem iluminada no centro da qual estava um homem de mais ou menos vinte e sete anos em uma mesa aparentemente cirúrgica. Ele estava preso pelo tronco, pulsos e calcanhares.
- Trouxe meus brinquedos? – perguntou o garoto de olhos azuis.
- É impossível esquecê-los – respondeu Dio, soltando um leve riso junto das pessoas ao redor.
Uma ruiva de olhos vermelhos aproxima-se da mesa e começa a arrumar uma bandeja ao lado do ‘paciente’. Nela estão materiais simples, tais como facas de todos os tamanhos, seringas, serras, martelos e vários outros objetos que fariam qualquer pessoa ter uma morte muito dolorosa.
- Vamos começar a brincadeira – disse o albino, colocando uma luva e indo em direção ao homem deitado sobre a mesa.
Ele pega a menor faca, melhor dizendo, um bisturi e olha pra o seu superior.
- Primeira pergunta – diz Dio.
- Quem havia lhe mandado sequestrar e assassinar o presidente? – perguntou um homem vestido de terno que estava de pé no canto esquerdo da sala.
- Eu jamais vou falar – gritou aquele que estava amarrado.
- É o que você diz agora – disse Lass, que logo esboçou um sorriso diabólico. – Vamos ver daqui a uma hora se essa vai ser a mesma resposta.
Ele olha para o homem e vê uma cordão com uma cruz no pescoço e isso lhe da uma idéia.
- Pelo que vejo o senhor é católico – ele depositou novamente o bisturi na bandeja. – Elesis – ele chamou a ruiva, que era como sua assistente. – Eu quero que você me traga... – ele sussurrou no ouvido dela para deixar como uma surpresa para os convidados.
Logo a ruiva denominada Elesis saiu correndo da sala, deixando para trás Dio, que olhava para Lass com um sorriso explícito no rosto.
- Vejo que teve uma idéia – o superior do rapaz acomodou-se em uma cadeira próxima, logo esperando o show que estaria por vir.
Em alguns minutos a ruiva volta com uma caixa. Ela colocou-a em cima da bandeja e a abriu.
- Estão no tamanho certo? – perguntou ela, temendo ter errado.
- Tamanho exato – a garota sorriu ao ouvir aquilo. – Vamos continuar – disse ele, pegando o martelo e um prego que tinha uns dez centímetros. O homem olhou aterrorizado para o garoto e debateu-se ao máximo, tentando soltar-se, coisa que de nada adiantou.
O garoto posicionou a ponta do prego sobre a palma da mão do homem e, em segundos, bateu com o martelo sobre o prego, o que arrancou gritos horrendos de dor do prisioneiro. Ele bateu mais duas vezes até que o prego estivesse prendendo totalmente a mão e logo em seguida foi para o outro lado.
- Está pronto para responder a pergunta daquele senhor? – perguntou o garoto, torcendo para o que o homem negasse, coisa que este o fez, mas de forma diferente.
- Eu jamais vou falar o que vocês querem – ele continuava a gritar as palavras.
- Melhor pra mim – em um movimento rápido, o albino colocou o outro prego sobre a palma da mão e deu três marteladas, coisa que arrancou mais gritos de dor.
Enquanto isso, a ruiva observava a cena, não aterrorizada ou amedrontada, mas sim fascinada.
- Logo será você que fará essas coisas, Elesis... – a garota desligou-se de seus sonhos e olhou para o albino. – Preste bastante atenção – continuou ele.
- Sim, senhor – respondeu ela.
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