Romance Mortal
4 O dia da Mari...
Notas iniciais
Passou-se meia hora desde o início da tortura e, enquanto o garoto e a ruiva divertiam-se vendo o homem gritar de agonia, os ‘homens de terno’ retiravam-se do local, já sabendo que não receberiam as repostas de suas perguntas.
- O que fazemos com ele, senhor? – perguntou a ruiva, aproximando-se de Dio.
- Façam o que quiserem – disse o homem, virando-se para ir embora. – Só não deixem rastros e se desfaçam do corpo. Deixarei um carro para depois levá-los para casa – dito isso, ele foi embora, deixando para trás uma ruiva e um albino com um grandes sorrisos nos rostos.
- Elesis... – chamou o garoto. – Sua vez – a garota correu até a mesa com os olhos brilhando.
Ela começou pegando um martelo e logo foi quebrando as pernas do homem. A cada martelada que a garota dava nele, ela sentia mais vontade de bater. Quando quebrou as duas pernas e braços, ela começou a bater na lateral do corpo. assim destroçando as costelas dele. A ruiva fez tudo sob a supervisão de seu professor, que a incentivava cada vez mais. Mas, quando esta foi dar o golpe de misericórdia, foi interrompida.
- Elesis... – chamou o albino.
- Desculpe, eu errei algo? – perguntou ela, abaixando o martelo que estava prestes a ser tacado na cabeça no homem que, por azar, ainda estava consciente.
- Não... – a face dela se tornou divertida. – Mas eu tenho uma idéia melhor – ele deu um sorriso diabólico, o que a fez sorrir também, mesmo ela não sabendo qual era a ideia do garoto.
Em menos de uma hora, o rapaz e a garota levaram o homem até um lago afastado da cidade e jogaram o corpo dele lá. Depois de desfazerem-se dele, dirigiram-se ao carro, que os transportou para aquele local e que agora os levaria para casa.
Mais cedo naquele mesmo dia, a garota de cabelos azuis olhava atenta um rapaz de cabelos brancos correr pelo pátio do colégio e, logo depois, adentrar em um carro preto de vidros escuros.
- Será que os pais dele vieram buscá-lo no colégio? – perguntou-se ela, vendo o veículo desaparecer. – Mas o que eu estou pensando? Ele é apenas um colega idiota de classe – começou a caminhar para o estacionamento do colégio carregando consigo sua mochila, que poderia estar cheia de livros, mas possuía apenas um notebook e uma pistola carregada em seu interior.
Assim que chegou ao estacionamento, viu um grupo de pessoas rodeando o local onde deveria estar o seu carro.
- Com licença – assim que ela falou, muitas garotas olharam para ela, umas com ódio, outras com inveja. – Galinhas – ela sorriu com o pensamento e logo elas começaram a dar espaço, mas não para Mari passar, e sim para um rapaz de cabelos negros e olhos prateados ir até ela.
- Pensei que você não fosse vir – disse o garoto, aproximando-se da azulada.
- Olá pra você também Sieg – disse ela descontraidamente, enquanto ajeitava os óculos e escutava muitos comentários como: “Ele é lindo, mas o que faz com essa coisa?” ou “Como ele pode falar com essa coisa estranha?”.
- Não se esqueça do nosso encontro hoje, ‘minha Mari’ – ao dizer isso, ele a puxou pela cintura e deu-lhe um beijo rápido.
- É meio difícil esquecer, ‘querido’ – falou enfatizando a última palavra assim que eles se separaram.
Eles se dirigiram para o Porsche preto da azulada, onde a garota jogou a bolsa no banco de trás e ele abriu-lhe a porta do passageiro para esta entrar.
- Eu dirijo – proclamou com um sorriso galanteador, o que fez muitas outras garotas suspirarem enquanto Mari mostrava indiferença.
- Faça como desejar – disse ela, acomodando-se no banco.
Logo ele foi para o assento do motorista e deu a partida, saindo em disparado do colégio. Em pouco tempo, o rapaz estava estacionando o carro na garagem da casa onde eles moravam juntos.
Horas depois, a azulada estava deitada um sua cama. Ela já havia tomado banho, almoçado, feito suas tarefas do colégio e discutido com Sieghart dizendo que não era para ele chegar tarde em casa, pois ela não queria que ele acordasse com ressaca amanhã depois de um noite bebendo.
Ela olhou no relógio da cabeceira de seu quarto. Ainda eram 20:31 P.M.
- O que será que ele está fazendo agora? – suspirou, lembrando-se do garoto de olhos azuis e cabelos brancos. Logo, ela se tocou sobre o que estava fazendo e puniu-se mentalmente por ter pensado em um garoto que aparentava ser anti-social. – Estou ficando louca – disse a si mesma e virou-se na cama, procurando dormir. Em poucos minutos, esta pega no sono.
O tempo passou até que ela acordou de madrugada escutando o barulho da porta do andar de baixo batendo com força. Rapidamente se levantou, pegou a pistola que havia embaixo de seu travesseiro, os óculos que estavam sobre o criado mudo e, usando apenas uma calcinha e uma camisa de alças finas, desceu as escadas o mais silenciosamente possível.
Quando chegou ao pé dela, procurou o responsável pela barulheira e logo avistou Sieghart deitado no sofá, morto de bêbado. Ela abaixou a arma e deu um suspiro pesado.
- Amanhã ele me paga – a garota percebeu que este ainda estava acordado. Então dirigiu-se até o sofá, colocou a arma em cima da mesa de centro e ajudou Sieghart a se levantar.
- Ah, me deixa – dizia ele.
- Calado – ordenou ela autoritariamente, e o moreno a obedeceu. – Você tá fedendo a uísque – fez uma careta só de pensar na bebida repugnante.
Ela o levou para o banheiro, o colocou debaixo do chuveiro e ligou, pouco se importando se a água estava quente demais ou gelada demais.
- Você me apronta cada uma, Sieg – disse ela. Ele deu apenas um sorriso, o que a fez sorrir também. Desligou o chuveiro e retirou a camisa dele, entregou-lhe uma toalha limpa que estava dobrada sobre a pia, mandou que tirasse a roupa molhada e saiu do banheiro dizendo que estava esperando-o do lado de fora.
- Sroga... meu pai é um idiota mesmo, confiar em um imbecil pra cuidar de mim se sou eu quem cuido dele – sussurrou encostando-se na parede ao lado da porta do banheiro. – Ah, mas esse moreno me paga.
O garoto saiu do banheiro com a toalha presa na cintura. Ela o levou para o quarto, ajudou-o a sentar-se na cama. Mas quando estava indo embora, ele perguntou:
- Ué, não vai me vestir também não? – ela virou-se para encará-lo e ele deu um sorriso fraco.
- Não – abriu a porta. – Se eu fosse você, dormiria bastante e rezaria para não acordar de ressaca, porque amanhã você vai ouvir muita coisa.
Dito isso, ela saiu do quarto, deixando para trás um moreno deitado na cama rindo muito.
Antes de ir para seus aposentos, a azulada desceu novamente e pegou a arma que havia deixado sobre a mesa. Logo ela subiu e foi para o seu quarto.
Assim que entrou, percebeu que seu abajur estava ligado. Apesar de a janela estar fechada, ela segurou firme a arma em sua mão e andou calmamente até a cama.
- Parece que algum idiota quer me matar – ela sorriu e logo se virou, apontando a arma para a cabeça de um homem que aparentava trinta anos. – Idiota – sussurrou, e logo desferiu um tiro na cabeça dele, que não teve tempo nem de responder a ofensa.
Ela olhou para o corpo que agora estava caído no chão de seu quarto, e que manchava seu precioso tapete de veludo com sangue. Então sentou-se na cama, colocou a arma debaixo do travesseiro, seus óculos sobre o criado mudo e, mais uma vez, tentou dormir.
-Sonho on-
Uma mão gelada acariciou o rosto dela, fazendo-a acordar aos poucos e sorrir com o carinho. A garota de olhos estranhos olhou para o lado e deparou-se com ninguém menos que...
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