Rocket Queen

61 A calcinha perdida !


Notas iniciais
Saky Uchiha e Lilih Haruno, meninas, muito obrigada pela recomendação, a fanfic está na reta final e fico muito feliz em saber que estão gostando, amei demais a recomendação de vocês duas, muito mesmo *-* Ah, no próximo capítulo terá mais um hentai de presente pra vocês ;) Só que não sei quando postarei, não vou estar com uma Internet decente durante essas férias, então pode ser que eu demore e pode ser que não, mas assim que eu tiver uma oportunidade postarei o capítulo. Boa leitura.

Acordei exausto, porém renovado. Acho que não poderia ser diferente, não após uma maratona de sexo, enfim.

Me remexi na cama e percebi que a minha rosada não estava lá do meu lado, pelo barulho do chuveiro aberto cheguei a conclusão de que ela estava tomando banho. Eu devia ataca-la no banho ? Melhor não, perdi a virgindade e não a vergonha na cara. Agora o jeito era esperar que Sakura saísse do banho para que eu pudesse usa-lo, minha bexiga implorava pra ser esvaziada.

Ela saiu do banheiro enrolada na toalha, a olhei dos pés à cabeça, estava muito sexy, mas eu gostava mais dela nua.

– Tá me secando ? — Ela indagou enquanto me encarava com a sobrancelha arqueada, parece que percebeu que eu a comia com os olhos.

– Bom dia pra você também — Ri da cara dela e logo Sakura deu um sorriso também — Você dormiu bem ?

– Melhor impossível — Ela respondeu com um sorriso maroto e eu fiquei feliz por ter feito um bom trabalho.

Ela vestiu a parte de baixo do biquíni sem tirar a toalha, sem tirar a maldita toalha e eu não entendi o motivo disso, afinal eu já tinha visto tudo mesmo, e ainda iria adorar vê-la nua pela manhã, mas alguém sempre tinha que cortar meu barato... Credo Sasuke, você tá parecendo seu irmão ! Depois ela se virou de costas, retirou a toalha, colocando-a numa cadeira, e colocou a parte de cima do biquíni.

Sakura se virou para mim e sorriu de forma meiga, caminhou até a cama e colocou a mão na minha testa para checar minha temperatura. Eu já estava me sentindo perfeitamente bem, minha primeira vez foi um santo remédio.

– Está melhor ? — Ela indagou.

– Estou ótimo — Respondi com um sorriso.

– Você estava me olhando enquanto eu trocava de roupa, né ?! — Ela arqueou a sobrancelha.

– E teria visto mais se uma certa toalha não atrapalhasse tudo — Bufei e ela sorriu.

Me levantei para fazer minha higiene matinal, enfim, o que todas as pessoas fazem de manhã quando acordam e eu não preciso entrar em maiores detalhes sobre isso.

Voltei para o quarto e vi minha namorada sentada na cama enquanto mexia no celular, quis dar o troco na mesma moeda, então bati a porta com um pouco de força para que ela me notasse lá. Sorri quando ela me olhou, vesti minha cueca por cima da toalha, eu não daria pra ela o gostinho de ver meu corpinho nu, a minha toalha iria ferrar com ela assim como a dela ferrou comigo. Tá, estávamos namorando, já tínhamos transado, portanto não havia motivos para eu fazer isso, mas fiz.

– Quanta maturidade — Sakura revirou os olhos e começou a rir — Pois saiba que eu nem me importo, pois agora eu tenho acesso livre a esse corpinho aí.

Ela me olhava de maneira sexy enquanto apontava o dedo para mim. Eu heim, me deu até medo, mas até que eu curti a ousadia dela.

– Acho que você está muito abusada — Não consegui segurar o riso.

Vesti uma bermuda azul e uma camiseta branca, Sakura colocou um vestido verde por cima do biquíni e fomos tomar café da manhã. Quando saímos do quarto e estávamos andando em direção à cozinha, ouvimos uma voz bastante familiar.

– Sasuke, Sakura ? — Era a mamãe. Nos viramos para encara-la e ela estava bem séria — Preciso falar com vocês.

Nos encaramos, demos de ombros e assentimos. Eu sentia que vinha algum tipo de treta, minha mãe é sempre tão doce e tão meiga (dependendo da lua), mas ela estava séria, como se me dissesse que eu fiz merda e que estava encrencado.

O que eu poderia ter feito ?

Quando eu e Sakura dormimos meus pais ainda não estavam em casa, sem falar que estávamos vestidos, ou seja, mesmo que eles tenham aberto a porta do quarto não teriam nos visto como viemos ao mundo.

O que eu aprontei ?

Acompanhamos a dona Mikoto até o quarto dela e do papai, estamos e ela fechou a porta antes de caminhar até o criado mudo ao lado da cama, abrir a primeira gaveta e retirar de lá uma calcinha preta... Merda !

Fodeu ! Fodeu ! Minha cabeça iria rolar ali, por mais que a mamãe fosse compreensiva, eu sabia que ela estava puta de raiva e devia estar pensando que somos dois irresponsáveis que não têm nada na cabeça... Ah, porque diabos eu larguei aquela calcinha lá mesmo ?

– O que é isso ? — Ela indagou séria enquanto nos mostrava a peça íntima.

Sakura e eu engolimos seco, nos olhamos novamente e percebi que a rosada pensava a mesma coisa que eu.

" Agora fodeu ! "

– Uma calcinha ?! — Falei como se fosse óbvio enquanto arqueava a sobrancelha. Na boa, eu estava desafiando a morte ali !

– Eu sei que é uma calcinha ! — Mamãe esbravejou. Bem, eu não ia responder algo como " Então porque pergunta ? ", mesmo que isso tenha passado pela minha cabeça na hora — O que essa calcinha fazia jogada na sala ?

Eu já suava frio, o que poderia responder ? Dizer que a calcinha saiu voando ou que ela queria passear lá na sala ? Não, não ia colar...

– Mamãe... — Suspirei tentando camuflar meu nervosismo e medo de levar uns tapas — Eu... Nós... A gente... Sabe, eu e a Sakura...

– Tô esperando uma resposta ... — Mamãe falou de maneira severa enquanto batia o pé no chão de forma ritmada — Anda, falem ! O que essa calcinha fazia jogada na sala ?

– Nós transamos ! — Sakura respondeu rapidamente e escondeu o rosto com as mãos.

Minha mãe continuou nos encarando furiosa, Sakura ainda escondia o próprio rosto e eu procurava por um buraco pra enfiar a cara, sem falar que meu rosto devia estar parecendo um pimentão.

– Mãe, desculpa... — Falei com a cabeça baixa, parecíamos dois criminosos sendo interrogados.

– Ai senhor... — Ela suspirou pesadamente — Pelo menos vocês tomaram cuidado ?

– Sim, usamos proteção — Respondi ainda com a cabeça baixa, fiquei com vergonha de encarar a minha mãe, no mínimo estava decepcionada comigo.

– Olhem pra mim — Mamãe estava com voz mais doce, não falava mais com rompante — Os dois !

Levantei a cabeça e Sakura tirou as mãos de cima do rosto. Minha mãe nos encarava, mas não estava mais tão brava, na verdade, parecia aliviada.

– Desculpa ... — Sakura falou baixinho, acho que a mamãe sequer ouviu.

– Bem, pelo menos vocês foram responsáveis. Eu estava aflita, mas agora estou aliviada — Mamãe jogou a calcinha de Sakura para mim e eu segurei — O que vocês dois fizeram não foi errado, se vocês se sentiam prontos e achavam que estava na hora, bem, eu não posso fazer nada — Ela suspirou pesadamente — Eu só peço, por favor, que não façam nada pra se arrepender depois e que sempre se protejam, tudo bem ?

– Mãe, a senhora não tá com raiva de mim ? — Indaguei.

– Sasuke — Mamãe começou a rir — Lógico que não, meu bem, isso é completamente natural e você é um garoto responsável, não estou com raiva, só estava preocupada.

– Eu juro que vi minha vida passar diante dos meus olhos — Suspirei aliviado.

– Eu também pensei que iríamos ouvir uma bronca daquelas — Disse a rosada que também respirava aliviada.

– Bobos — Mamãe riu — Vão tomar café, vão.

Eu já não via a hora de ouvir isso, meu estômago já estava digerindo a si mesmo de tanta fome. Mas, quando abri a porta do quarto para sairmos, dei de cara com um ser inconveniente que estava com o ouvido praticamente colado na porta.

– Ah, bom dia irmãozinho — Ele fez questão de disfarçar, maldito — Como vai ?

– Você estava ouvindo tudo ! — Berrei.

– Itachi — Mamãe repreendeu antes de ir para a cozinha — Por favor, você não perdeu nada aqui.

– Eu não, quem perdeu foi o Sasuke — Ele sorriu malicioso.

– Itachi, tenha dó — Sakura ficou com o rosto vermelho de vergonha, e comigo não foi diferente.

– Sasuke, Sakura, eu vi a calcinha jogada na sala e dei por falta de uma camisinha quando abri a gaveta do meu criado mudo, acham que eu sou idiota ?! — Itachi arqueou a sobrancelha.

– Você achou a calcinha e deu pra mamãe ? — Perguntei furioso, agora só faltava o papai saber também.

– Quando chegamos da cidade e acendemos a luz da sala, a primeira coisa que vimos foi aquela bendita calcinha ao lado da mesinha — Itachi começou a rir, ainda acho que a maior culpada foi a mesinha responsável pelo massacre do meu mindinho — Eu vi, mamãe viu e o papai também.

– O papai também ?! — Arregalei os olhos e minhas bochechas queimaram de vergonha, Sakura estava na mesma situação — Ai não, agora a mamãe e o papai sabem o que nós fizemos ! — Bati na minha testa.

– Ah Sasuke ! — Meu irmão revirou os olhos — Nós também sabemos o que eles fazem, então estão todos quites !

– Itachi, pelo amor de Deus — Sakura estava completamente envergonhada, mas reprimia um riso.

– Vocês deviam ser mais cuidadosos — Disse ele — Cara, não deixe vestígios, deixa de ser besta !

– Itachi, eu nem pensei nisso — Bufei.

– Cara, como foi sua primeira vez, então erros são aceitáveis, embora eu tenha sido perfeito e não cometi erro algum — Disse ele com o ego lá em cima, revirei os olhos e ele deu batidinhas no meu ombro — Enfim, tô orgulhoso de você !

– Ninguém merece... — Murmurou a rosada.

– E então, como foi ? — Indagou curioso, obviamente que eu não iria contar nada do tipo pra ele, pelo menos não na frente da Sakura.

– Ah, vai se ferrar ! — Berrei.

– Sasuke, não fala assim com o seu irmão !!! — A mamãe berrou sabe-se lá de onde, mães parecem pressentir essas coisas, e como apenas o caçula da família é injustiçado, eu não posso sequer levantar a voz pro meu irmão. Chato né ?!

Apenas revirei os olhos quando meu irmão sorriu vitorioso, saí de perto dele e levei a calcinha de Sakura de volta para o quarto, depois fomos para a cozinha tomar café da manhã, eu estava apenas com aquela cara de paisagem, morrendo de vergonha por todos saberem que eu e a Sakura transamos na noite anterior.

Chegamos lá e meu pai estava se levantando, pelo menos não precisaria encarar o papai durante o café da manhã, já que ele ficaria me olhando com aquela cara de " eu sei o que você fez na noite passada " e isso seria péssimo.

– Sasuke — Ele me chamou e meu sangue gelou.

– Oi papai ? — Minha voz quase não saiu.

– Vou na cidade comprar algumas coisas, você quer ir comigo ? — Ok, aquilo era realmente verdade ou apenas um pretexto pra ele ficar a sós comigo e me dar uma surra daquelas ?

– Tudo bem — Respondi me cagando de medo. Peguei uma maçã, um pedaço de bolo e acompanhei o papai até o carro.

Entramos no carro, afivelamos o cinto, mas o papai não deu partida no carro, ficou me encarando com a sobrancelha arqueada, me senti constrangido e virei o rosto.

– Pai, pode ir — Falei sem encara-lo, meu rosto já devia estar roxo.

Naquele momento, aconteceu algo bastante incomum, meu pai teve uma crise de risos. Isso mesmo, Fugaku Uchiha estava rindo, e rindo da minha cara. Ótimo.

– Desculpa Sasuke — Falou enquanto tentava parar de rir para dar partida no carro.

– Como se já não bastasse o Itachi — Murmurei envergonhado.

– Você pode me dizer porque está assim ? — Ele indagou, era óbvio que eu o estava evitando.

– Ah, você sabe...

– Sei não, me conta — Na boa, meu pai estava tirando com a minha cara.

– Pai... — Revirei os olhos — Você viu a calcinha da Sakura jogada na sala...

– Ah sim... — Meu pai caiu na risada novamente, me senti um lixo, até meu pai que é quase sempre sério estava me zoando. Quanta humilhação.

– Pai, olha a estrada ! — Berrei — Para de rir e se concentra, não quero morrer !

– Tá bom filho — Ele continuava rindo da minha cara de vergonha.

– Pai, para de rir — Pedi.

– Mas é engraçado — Disse ele.

– Não, não é engraçado — Cruzei os braços — É constrangedor !

– Sasuke, se olha no espelho, você tá muito engraçado — Disse ele.

Gente, até meu pai... Não, isso é demais pra mim !

– Pai, o senhor devia estar olhando pra estrada ao invés de estar me zoando — Bufei — Até tu Brutus ?!

– Filho, você se envergonha por tudo — Dessa vez ele estava mais sério — Dá pra levar as coisas na esportiva de vez em quando ?

– Não é questão de levar na esportiva — Suspirei — É questão de que eu não queria que todo mundo ficasse sabendo de uma coisa tão íntima.

– Entendo — Ele deu um sorriso e passou uma de suas mãos pelos meus cabelos — Tenho certeza de que você foi responsável, né ?!

– Claro — Respondi convicto — Não sou louco. Agora vamos parar de falar nisso, por favor.

– Você não muda — Papai riu, pela milésima vez — Sempre esse garotinho tímido. Me lembro de quando sua mãe e sua tia ficavam fazendo piadas sobre você e a Lucy quando vocês eram crenças — Ele deu uma pausa, como se estivesse se lembrando de algo — Você ficava vermelho e chorava de vergonha dizendo que não era namorado da Lucy.

– Sério ? — Indaguei curioso e até ri — Não me lembro disso.

– Não me admira que não se lembre, você era bem pequeno. Mas até quando ficou maiorzinho ainda morria de raiva quando a Misaki te perguntava sobre as suas namoradinhas.

– Ah, mas a tia Misaki não podia me ver que ficava me provocando e perguntando se eu já namorava — Revirei os olhos, minha tia é aquela típica tia doida que aperta as bochechas e pergunta sobre namoradinhas, e daí que eu tinha sete anos de idade ? Ela adorava me ver envergonhado e irritado com isso.

– Me lembro que você não gostava da Misaki por causa disso — Disse o papai, realmente teve uma época em que eu dizia não gostar da irmã da minha mãe.

– Imagina a reação dela quando minha mãe contou que eu estou namorando — Respondi com um ar de riso, a minha tia praticamente soltou fogos de artifício.

Começamos a lembrar de coisas na minha infância e rimos com isso, papai me contou coisas engraçadas que eu sequer lembrava, pais realmente sabem todas as nossas histórias constrangedoras da infância, tinham coisas que eu não precisava ficar sabendo, como quando tive dor de barriga em público, eu tinha uns três anos e sequer me lembrava disso, mas o meu pai fez questão de me contar junto com outras histórias que me fizeram rir.

Foi bom passar um tempo com o meu pai, ele trabalha muito e pouco tem tempo para a família, talvez seja por isso que eu sou tão grudado com a mamãe e que veja meu pai como uma pessoa distante, nós pouco conversamos.

Voltamos para casa com algumas compras que a mamãe tinha pedido, Sakura me esperava na varanda e me recebeu com um selinho.

– Seu pai brigou ? — Ela falou no meu ouvido.

– Eu pensei que iria, mas não — Respondi com um sorriso.

– Seus pais são muito legais — Disse a rosada — Se fosse lá em casa, meu pai teria castrado você.

– Ok, me lembra de nunca conhecer os seus pais — Falei amedrontado já sentindo dor nas minhas partes.

– Bobo — Ela riu — Vamos pra água ?

Sequer respondi, a peguei nos braços e fui caminhando com ela até o mar. Retirei minha camiseta e ela retirou o vestido, ficando apenas de biquíni, deixamos nossas roupas na areia e entramos na água. Caminhamos para o mar e paramos quando a água estava batendo na altura dos seios da Sakura; a segurei pela cintura e a joguei para cima, fazendo com que ela desse um gritinho de susto.

– Você é maluco — Ela falou assim que caiu na água, agarrando-se nos meus braços.

– Porque se segura desse jeito ? Sabe que eu jamais te deixaria cair, não sabe ?

– Sei, mas me sinto mais segura assim — Disse enquanto me abraçava forte — Já te disse isso um milhão de vezes, mas... Eu te amo Sasuke.

Ela podia ter dito um milhão de vezes, mas eu nunca me cansava de escutar aquilo vindo dela. Sakura me ama e não faz mais questão de esconder isso.

Sorri feito um bobo apaixonado (se bem que eu sou isso aí mesmo), retribuí seu abraço apertado e beijei sua testa.

– Também te amo — Sorri — Muito, muito mesmo.

Notas finais
Comentários ? Mais alguma recomendação ? Acho que daqui a uns seis capítulos eu já esteja finalizando a história. Beijinhos e até o próximo :*