Rocket Queen
62 Bobo que eu amo
Notas iniciais
Passamos aquela tarde tomando banho, quando a maré subiu muito nós fomos para a piscina, é claro que teríamos que aguentar as piadinhas do meu irmão dali até o final das nossas vidas.
Estávamos os três na piscina, infelizmente eu não estava a sós com Sakura, um certo encosto conhecido como Itachi Uchiha estava lá para nos perturbar.
– E aí, contem-me sobre a experiência — Disse ele nos olhando de maneira maliciosa, visivelmente interessado nos fatos ocorridos na noite anterior.
Sakura estava sentada na beira da piscina, com as pernas pra dentro da água, já eu estava dentro da piscina, mas ao lado dela e uma das minhas mãos pousava sobre sua coxa perfeita. Nos olhamos e coramos após indiscrição de Itachi, obviamente que não falaríamos nada, aquilo era constrangedor demais.
– Não devemos satisfação a você — Respondeu a rosada.
– Poxa vida — Ele fez beicinho — Quanta consideração — Meu irmão quase me fez sentir pena dele. Quase...
– Itachi, deixa de drama — Revirei os olhos, aquela cara dele de gato do Shrek não iria me convencer nunca.
– Ah, e é bom você ter camisinhas, viu ?! — Disse Itachi, ele tentava segurar um riso após me ver todo sem graça por causa daquele assunto — Ou vai ficar usando as minhas eternamente ?
– Não sei pra que você quer camisinhas aqui — Bufei — Sua namorada está bem longe de você e pra bater punheta não precisa de camisinhas !
– Sasuke, eu não ia usar ! — Ele falou como se fosse óbvio — Não sei se você reparou, mas aquela era a única camisinha que eu tinha no criado mudo. Eu sempre deixo uma de reserva — Itachi se gabou por isso, mas ele está certo de sempre ter uma guardada — Quando abri o criado mudo, logo dei por falta dela, não que eu fosse usar, mas horas antes ela estava ali e depois desapareceu... Suspeito, não é ?! — Arqueou a sobrancelha — E só pra constar : punheta é coisa pra virjões, eu tenho namorada e não preciso usar minha mão. Uma semana sem sexo não vai me matar — Itachi novamente esboçou um sorriso malicioso — E agora que meu querido irmãozinho saiu do clube dos virjões, pode ser que as minhas camisinhas comecem a sumir misteriosamente, sabe...
– Tá, você já sabe que foi o Sasuke quem pegou, não tem pra que ficar jogando piadinhas ! — Sakura ficou extremamente irritada, mas também pudera, meu irmão é um pé no saco e sabe provocar quando quer.
– Ok — Ele levantou as mãos, finalmente se rendeu — Só tô falando que ele não vai ficar usando as minhas toda vez que for transar contigo ! — E precisava dessa fuleragem toda só pra me mandar comprar camisinhas ? Não, não precisava !
– O papai comprou pra mim quando fomos na cidade — Falei com o rosto queimando de vergonha, pode parecer besteira, mas sou meio tímido pra essas coisas.
– Ah, tá certo — Itachi começou a rir de mim — Os meus preservativos agradecem.
– Dá pra parar com esse assunto ? — Indagou a rosada visivelmente irritada — Isso é constrangedor !
– Ah, mas vocês não acharam constrangedor quando estavam no rala e rola — Ele replicou com um sorriso debochado nos lábios.
– Itachi, pelo amor de Deus — Bati na minha própria testa — Somente eu e a Sakura é uma coisa, mas nós não vamos ficar contando o que aconteceu.
– Como se ninguém soubesse o que aconteceu — Ele respondeu, aquele idiota não se cansava de rir de mim.
E daí que ele sabia o que aconteceu ? Todo mundo naquela casa sabia, infelizmente não pude manter em segredo (pelo menos por um tempo) porque a maldita calcinha ficou jogada na sala ! Agora todos sabiam o que tinha começado na sala e terminado no quarto, e eu estava com vergonha até de olhar pra cara da minha mãe depois dessa.
– Infelizmente sabem — Falei cabisbaixo — Droga, era um momento que devia ter ficado só entre mim e a Sakura.
– Deixem de ser trouxas ! — Itachi começou a rir pela milionésima vez — Embora todos saibam o que rolou, apenas vocês dois estavam aqui na hora, então o momento definitivamente foi somente entre vocês dois !
– Mas não era pra ninguém ficar sabendo — Bufou a rosada.
– Então da próxima vez sejam mais cuidadosos — Itachi alertou — Na boa, eu já transei até na cozinha, mas ninguém nunca suspeitou, é só não deixar pistas, aprendam com o mestre !
Na moral, eu poderia morrer sem saber isso. Cara, agora eu ia lembrar disso todas as vezes que entrasse na cozinha de casa. Se bem que eu e a Sakura também tivemos um momento bem quente na cozinha, e o meu irmão também já pegou infinitas garotas no quarto dele e ainda assim eu entro naquele ambiente... É, acho que dá pra superar.
Depois do jantar, Sakura e eu ficamos na sala assistindo um filme, Itachi viu só até a metade e depois dormiu. Eu e minha namorada estávamos abraçados em um sofá, enquanto que meu irmão estava apagado, roncando e babando no outro.
– Sakura, você tem batom aí ? — Sussurrei no ouvido dela.
– Pra que raios você quer batom ? — Ela indagou enquanto se segurava pra não rir alto.
– Vamos pintar o Itachi — Respondi também contendo um riso.
– Ai que dó ! — Ela pôs a mão na boca, continuava rindo — Eu só não faço isso porque amanhã ele vai acordar puto de raiva.
– Ah, mas vai valer a pena, mesmo que amanhã ele queira me decapitar — E iria querer, com certeza, mas eu teria a dona Mikoto pra me defender daquele carrasco.
– Não, não vai valer a pena — Ela me deu um selinho — Vamos pro quarto.
– Vamos — Sorri — Mas, e o Itachi ?
Se alguém o acordasse, Itachi iria nos fazer conhecer a dor, ele odeia ser acordado; por outro lado, seria difícil carregar ele até o quarto. Ah, Itachi só serve pra dar trabalho !
Só que, como eu tenho uma namorada boazinha, ela se levantou, foi até o quarto do meu irmão e trouxe um cobertor pra ele.
– Pronto — Ela falou enquanto o cobria — Assim ele não vai sentir frio.
– Vem — Saí puxando minha rosada pela mão até chegarmos no meu quarto.
Entrei no cômodo e assim que tranquei a porta puxei a Sakura, prensando-a sobre a mesma, suspendendo-a de forma que suas pernas ficassem entrelaçadas em mim.
– Sa-su-ke... — Ela gemeu assim que eu apertei suas coxas e fui subindo minhas mãos até seu bumbum.
Sakura passava as mãos pelos meus cabelos e as vezes dava leves puxadas enquanto nós dois nos beijávamos de uma maneira insana; foi um beijo delicado que logo se intensificou e, em pouco tempo, já estávamos loucos de desejo.
Caminhei com ela até a cama e a joguei (definitivamente) sobre a mesma. Mas Sakura não reclamou, muito pelo contrário, pude ver um sorriso sapeca brotar em seus lábios e essa foi a minha deixa. Retirei sua blusa preta, deixando-a somente com o sutiã rosa e o sort jeans, mas logo essas peças de roupa iriam sumir daquele corpo lindo que eu estava louco para ver completamente nu.
Me posicionei por cima de Sakura, comecei distribuindo beijos pelo seu pescoço enquanto passava uma de minhas mãos pelo seu seio coberto pelo maldito sutiã. Ainda beijando seu delicado pescoço, coloquei minha mão por dentro da peça íntima, sentindo aquele seio durinho e ao mesmo tempo macio, passando meu dedo pelo mamilo, fazendo movimentos circulares que faziam com que Sakura gemesse baixinho no meu ouvido. Aquilo me atiçava de uma maneira que jamais conseguirei explicar.
Sakura estava com as mãos dentro da minha camisa e arranhava as minhas costas. Não sei dizer se aquilo era bom ou ruim, provavelmente depois deixaria algumas marcas ou poderia até mesmo ficar ardendo, mas a última coisa que eu iria fazer naquele momento era reclamar. Não demorou muito para que Sakura retirasse a minha camisa, ela inverteu nossas posições e distribuiu beijos pelo meu peitoral, barriga, depois subiu para o pescoço... Enfim, foi uma sessão de beijos extraordinária ! Sem falar que ela estava sentada sobre o meu membro que já estava pra lá de duro, ou seja, eu estava quase pirando de tesão.
Enquanto ela me beijava na boca, segurei no seu bumbum e fiz ainda mais pressão para baixo, fazendo nossas intimidades se chocarem, mesmo que ainda estivéssemos vestidos. Passei as mãos pelas costas dela, fui subindo até chegar no abotoador do sutiã, a minha intenção era tirar a peça, mas aquilo estava ganhando de mim e Sakura percebeu o que eu pretendia fazer e não conseguia.
– Sutiã wins — Ela riu.
– Eu vou conseguir ! Espera só um pouquinho — Falei enquanto sacudia o abotoador, estava mais fácil eu quebrar aquilo do que desabotoar de maneira descente.
– Sasuke ! — Ela começou a rir mais alto e eu fiquei vermelho — É só pedir, eu mesma tiro.
Ela desabotoou o maldito sutiã com uma mão só, como se não fosse nada, como se fosse a coisa mais simples e fácil do mundo. A parte boa foi que ela o retirou, expondo aquele seios medianos lindos, empinados, redondinhos... Perfeitos !
A puxei para baixo de mim, não pensei duas vezes e abocanhei um dos seus seios, fazendo com que ela soltasse um gemido um pouco mais alto. Suguei, mordi, passei a língua de todos os jeitos e quando já tinha dado um tratamento especial a ambos os seios, desci dando beijos pela barriga dela até chegar no seu short jeans. Esse sim eu consegui desabotoar e tirar sem problemas.
Olhei para a rosada que estava só de calcinha e ela corou, rapidamente me livrei da calça de moleton que eu vestia, ficando somente com a cueca boxer preta que já estava com bastante volume na frente. Deitei-me novamente sobre Sakura e ela suspirou, podíamos sentir muito melhor nossas intimidades pressionadas uma sobre a outra, aquilo era muito excitante !
Voltei a beijar o pescoço da rosada enquanto massageava um dos seios dela, Sakura passava as unhas levemente pelas minhas costas, subia até chegar no pescoço e isso me causava um arrepio muito gostoso. Não aguentando mais, retirei a calcinha de Sakura, a observei por uns segundos enquanto esboçava um sorriso pra lá de sacana, ela corou mas devolveu o mesmo sorriso enquanto abria a gaveta do meu criado mudo para pegar uma das camisinhas que meu pai havia me dado.
Fui pegar o preservativo da mão dela, mas ela me impediu, colocou o pacotinho prateado na boca e me puxou para deitar sobre a cama, ficou por cima de mim e começou a passar as mãos pelo meu corpo de uma maneira que me causava arrepios enquanto me observava de forma lasciva segurando aquela camisinha com a boca.
– O que você vai fazer ? — Indaguei curioso e ela sorriu mostrando os dentes, o pacotinho prateado estava entre eles.
Sakura retirou minha cueca (o que dessa vez não me fez ficar constrangido, uma vez que ela já tinha visto tudo mesmo), abriu o pacote, retirando o preservativo e em seguida colocando-o delicadamente em mim. Jamais pensei que a rosada fosse tomar tal iniciativa, mas tomou e eu gostei.
Segurei em seu braço e a puxei para se deitar sobre mim, nos beijamos na boca enquanto nossas intimidades se roçavam de maneira que me dava arrepios por todo o corpo. Desci uma das minhas mãos até meu pênis (a outra estava entrelaçada com a mão de Sakura), passei sobre intimidade dela, massageando seu clitóris. Isso a fez dar gemidos que interromperam nosso beijo, mas eu não me importei, também queria dar prazer à ela e deixa-la mais relaxada. Senti que estava ficando mais molhada, Sakura estava com o rosto enfiado na curvatura do meu pescoço e por isso pude ouvir claramente seus gemidos de prazer; uma de suas mãos estava apertando o travesseiro enquanto que a outra dava leves puxadas nos meus cabelos.
– Sasuke... Não para... — Ela dizia ofegante.
Continuei minhas carícias naquela área sensível até que a senti se derramar nos meus dedos e sorri satisfeito com isso.
– Parece que alguém gozou — Falei num tom de brincadeira e ouvi Sakura rir, com certeza devia estar com uma expressão alegre, mas eu não podia ver pois ela estava com a cara enfiada no travesseiro, perto do meu pescoço.
Ela parecia mais leve e relaxada, aquela sensação com certeza estava sendo ótima pra ela e eu queria sentir aquilo também. Desci um pouco meus dedos até chegar na entrada dela, Sakura continuava na mesma posição, assim consegui posicionar meu membro na entrada do sexo da rosada.
– Sasuke... — Ela suspirou, da outra vez foi um pouco desconfortável, mas agora estávamos menos tensos — Só vai com calma...
– Pode deixar — Respondi.
Ela era muito apertada, mas consegui penetra-la devagar, com calma como ela pediu. Ela mordeu o próprio lábio tentando reprimir um gemido alto ou até mesmo um grito, afinal, não estávamos sozinhos em casa e se ela gemesse feito uma louca como fez da outra vez, com certeza meus pais acordariam.
Sakura continuava por cima de mim, então segurei em seu bumbum e assim pude fazer os movimentos de vai e vem por ela, mas não demorou para que a rosada se sentisse mais confortável e então ela mesma fez os movimentos.
Sakura me deixava louco...
Não sei explicar a sensação de ver aquele corpo perfeito se movimentando sobre o meu, poder ver os seus quadris se movimentando sobre mim, seus seios pulando enquanto ela se segurava com uma mão na cabeceira da cama e a outra no meu ombro, seus lábios sorrindo e seus olhos verdes olhando fundo nos meus... Uma sensação totalmente inexplicável, só sei dizer que eu estava gostando.
Seu suor escorria pelo rosto e caía sobre mim, ela estava ofegante e nitidamente cansada. Era a minha vez de brilhar ! A segurei pela cintura, puxando aquele corpo pequeno para baixo de mim, beijei seu pescoço com vontade e ela gemeu.
– Pensou que fosse ficar no comando até o final, é ? — Sussurrei no seu ouvido.
– Pode tomar as rédeas agora — Ela respondeu entre suspiros, seu corpo estava suado e bem mais relaxado que da outra vez.
A penetrei mais uma vez, pode-se dizer que fui um pouco mais rude, mas ela não reclamou, muito pelo contrário, ela sorriu. Comecei devagar, mas fui aumentando a velocidade aos poucos. Estávamos gostando, estávamos suados e ofegantes; Sakura revirava os olhos e sorria enquanto eu a penetrava cada vez mais rápido. Senti que já ia gozar, dei uma última estocada mais forte e parei. Cheguei no meu limite.
Deixei meu corpo cair por cima do dela e ela sequer reclamou do meu peso sobre si; pousei minha cabeça na curvatura do seu pescoço e aproveitei o carinho que ela fazia nos meus cabelos.
– Cansado ? — Ela indagou enquanto tirava alguns fios de cabelo grudados na minha testa por conta do suor, em seguida me deu um beijo ali.
– Muito — Respondi ofegante.
– Deita direito — Sakura me empurrou devagar, tirando meu corpo de cima do dela, fazendo com que eu me deitasse ao seu lado.
– Malvada — Fiz beicinho e apoiei minha cabeça no peito dela.
– Você é perfeito, sabia ?! — Disse ela enquanto brincava com os meus cabelos.
– Tô bem longe disso — Bufei.
– Mas pra mim você é perfeito.
Levantei minha cabeça e olhei nos olhos dela, Sakura sorria e eu retribuí o sorriso.
– Você que é — Dei um selinho nela, depois tive que me levantar para ir até o banheiro para jogar o preservativo usado no lixo. Rapidamente voltei para o quarto, onde Sakura permanecia o mesmo jeito — Você não tem vergonha não ?
– Vergonha de que ? — Indagou com um sorriso no rosto e uma sobrancelha arqueada.
– Ficar se expondo desse jeito — Ri.
– Você também tá se expondo — Retrucou — E você é meu namorado, eu não tenho mais vergonha de você.
Sakura ficou de joelhos na cama e me beijou, óbvio que eu retribuí o gesto e não demorou muito para que ela me puxasse novamente para a cama, onde ficamos deitados juntinhos e abraçados.
– Sabe o que é mais engraçado ? — Indaguei.
– Hum ?
– Quando eu te conheci, jamais pensei que você fosse se tornar uma pessoa tão especial.
– Idem — Ela riu — Você era um idiota.
– Você era uma patricinha mimada.
– Você era um bebezão.
– Você era metida.
– Você era um chato.
– Você ainda é chata.
– E você é um bobo.
– Você é que é uma boba.
Ela me encarou e começou a rir, obviamente que essa nossa "dr" era só de brincadeira.
– Você sabe que você é um bobo que eu amo, né ?! — Sakura me abraçou.
– Claro que sei — Respondi com um sorriso — E já que você me ama tanto, pode levantar para pegar nossos cobertores.
– Ah Sasuke ! — Ela revirou os olhos — Porque tem que ser eu ?
– Porque eu sou o bobo que você ama — Obviamente que fiz a cara do gato do Shrek, isso costuma funcionar — Por favor, eu tô exausto.
– É extremamente bobo — Ela riu e, rendida, se levantou para pegar os cobertores, obviamente que a analisei dos pés à cabeça — Sasuke ! Você me mandou levantar pra pegar os cobertores só pra ficar me secando !
– Será que é possível que uma pessoa não pode mais nem secar a própria namorada ?! — Indaguei indignado e ela riu de mim.
– Pode sim — Sakura me cobriu e em seguida entrou debaixo dos cobertores junto comigo — Eu deixo, tá ?!
– Que bom — Eu a abracei forte e me aconcheguei juntinho dela.
Nunca vou enjoar de receber os carinhos de Sakura, ela passava os dedos pelos meus cabelos, fazendo carinho, enquanto eu acariciava seus seios nus. Me sentia exausto, embora tudo tivesse valido a pena, não demorou muito para que eu pegasse no sono.
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