Rockabye

3 Os Mestres conhecem Hope


Notas iniciais
https://youtu.be/f-ZP_lHnd6M-Hope

P.O.V. Renesmee.

Eu não gosto disso. Não quero esses cretinos perto da minha filha.

Alec saiu.

—Vocês podem entrar agora.

—Lembra que você prometeu.

—Eu sei filha.

—Vamos. Vai ficar tudo bem.

Nós entramos. E eu vi nos olhos dele, aquela... cobiça.

—Ah, olá?

—Olá. Eu sou Aro. Você é muito linda.

Caius se pronunciou. Aquele filho da puta.

—A abominação, gerou uma pequena abominação.

—Você devia ter ficado quieto.

Eu falei para Caius bem a tempo de vê-lo cair no chão.

—Não sou abominação! Minha mãe não é abominação! Você é abominação! Seu feio!

Então começou a pegar fogo.

—Hope. Hope! Calma. Ele não vale a pena.

Ela não parou. Ela continuou botando fogo na sala, literalmente. Então, senti o cheiro do sangue. Estava ventando fazendo o fogo se alastrar mais ainda.

—Hope para. Já chega!

Ela parou.

—Mamãe... acho que eu vou...

Ela desmaiou e eu a peguei bem a tempo.

—Tudo bem querida. Já acabou.

Eu a deitei no meu ombro.

—Inacreditável. Formidável!

—A sua...

—Se chamá-la de abominação, eu vou terminar o que ela começou.

—A sua... filha quase me mata e você nem...

—Liga? É. Tem razão, eu to pouco me fodendo pra você. Você tem sorte de ela não ter uma fonte, porque se ela tivesse... você não estaria aqui agora.

—Uma fonte?

—É. Se me derem licença, ela precisa de um descanso.

—É claro. Alec vai levá-las ao seu quarto.

—Obrigado.

Nós saímos e Alec perguntou:

—Ela está bem? Está sangrando.

—Ela se esforçou muito sozinha. Vai ficar inconsciente por algumas horas, mas vai ficar bem.

P.O.V. Aro.

O poder da criança é sem precedentes. Gerar fogo? Fazer ventar dentro de uma sala fechada? A mãe disse que se ela tivesse uma fonte, teria matado Caius. O que será essa fonte? Fonte de que?

—Ela quase me matou! Pestinha!

—Não deixe a mãe te ouvir irmão. Ela quase te matou, imagino que a mãe seja mais experiente. Se ela te ouvir, sinto que ela vai ter a desculpa que tanto quer para te matar.

P.O.V. Alec.

Eram três horas da manhã, quando eu ouvi alguém cantando. Era uma voz infantil. Eu sabia a quem aquela voz pertencia.

—Hope.

—Oi pai.

—Como chegou aqui?

—Eu peguei o elevador.

—Como passou pelos guardas?

—Eu quebrei os pescoços deles. Não se preocupe, eles vão acordar logo.

Ela usava um pijama azul com desenhos de ursinhos e carregava um coelho pelas orelhas.

—Não devia estar dormindo?

—Na verdade não. Eu durmo, mas não tanto quanto a mamãe.

—É um belo coelho.

—Coelha. O nome dela é Vilma.

—Vilma?

—É. Igual a esposa do Fred Flintstone.

—E quem é o Fred Flintstone? Ele é seu amigo?

Ela deu risada.

—Não. É um personagem de desenho.

De repente, a mala apareceu ao lado dela.

—Nossa!

—Feitiço de transporte. Você quer assistir os Flintstones comigo? Eu tenho Blue-ray.

—Claro. Porque não?

Eu a coloquei para dentro do meu quarto.

—Nossa! Pra alguém que usa essas roupas super cafonas, você realmente tem conhecimento de tecnologia.

Minha vez de rir. Ela examinou os controles e rapidamente, os descartou.

A televisão e o aparelho de Blue-Ray ligaram sozinhos. A gavetinha abriu e ela colocou o disco no lugar.

—Você está fazendo isso?

—Com certeza não é o Gasparzinho.

—Gasparzinho?

—Gasparzinho, o fantasminha camarada. Do desenho e dos filmes! Meu Deus, você é um alienado!

Eu ri de novo. E ela selecionou tudo o que queria e colocou pra passar.

Até que o desenho era engraçadinho. Se passava na idade da pedra. O elefante servia de chuveiro, os carros eram movidos á pés e o Fred era um besta. Mas, o melhor amigo dele, o Barney era extremamente burro. As mulheres faziam eles de gato e sapato.

—Porque não chamar o seu coelho de Pedrita?

—É uma coelha. E é porque eu gosto mais da Vilma.

—Eu também gostei da Vilma.Desde quando você tem a Vilma?

—Sei lá, desde sempre. Foi um presente da tia Alice. Ela gosta muito de comprar coisas.

—Imagino. E quem colocou o nome no... na coelha de Vilma?

—Eu.

—Vou aumentar um pouco.

—Eu não recomendo. Você vai acordar a mamãe antes da hora e quando a mamãe acorda antes da hora, ela parece um urso que foi acordado da hibernação e contraiu raiva.

Eu ri.

—Porque você não para de rir?

—Você é autêntica demais e isso é engraçado.

Ela escalou a minha cama e deitou nela. Eu deitei do lado dela.

—Apesar de eu já saber tudo o que vai acontecer, ainda é engraçado.

—O que?

—O desenho! Eu sei todos os episódios de cor e todas as falas de cor.

Depois de algum tempo, ela acabou dormindo abraçado á sua coelha Vilma. E eu acabei assistindo desenho.

Acho que assisti todos os Blue-Ray que ela trouxe. Os Flintstones, Os Jatsons, Piu-piu e Frajola, Coiote e papalégoas.

—Isso devia ser proibido para crianças. Apesar de que, ver o passarinho todo fofinho batendo no gato com uma marreta com o triplo do tamanho dele é engraçado.