Rockabye
10 Infiltrado
Notas iniciais
P.O.V. MacGyver.
Eu consegui encontrar a residência da família Cullen. Eles foram extremamente educados, me convidaram a entrar, sem de fato me convidar a entrar.
O que foi estranho.
—Eu sou Lucas Landon.
—É? É mesmo? Bom, muito prazer senhor Landon.
Ela apertou a minha mão e ficou segurando. O olhar perdido.
—Você está bem? Ei!
Quando ela soltou minha mão, então voltou ao normal.
—Desculpe, eu tenho um problema. Quando era criança eu cai e sofri um trauma na cabeça, por isso fico meio... aérea ás vezes. Eu sou Hope Cullen. Vamos senhor Landon, vamos dar uma volta.
Nós entramos no carro e ela começou a dirigir.
—Tentando enganar uma predadora, jovem MacGyver?
Ela sabia o meu nome.
—O seu governo não poderia estar mais longe da verdade. Meu pai não é traficante, não é mafioso e a escola não é usada pra lavar dinheiro.
—Como...
—Como eu sei? Nunca sofri nenhum trauma na cabeça. Eu estive na sua mente. Quer saber a verdade sobre o mundo bonitinho? Acha que está preparado? Tudo bem então.
Ela estacionou o carro.
—Vamos. Daqui temos que ir á pé.
Nos embrenhamos na floresta.
—É. É longe o suficiente.
—Se vai me matar...
—Eu não vou te matar. Você quer a verdade não quer? O problema é... que quando se tira o gato do saco, não tem como colocar de volta. Uma vez que se sabe o que existe, não há retorno.
—Fala logo.
—Não vou falar. Vou mostrar. Meu nome é Hope Cullen, todos os meus parentes são vampiros, eu sou nascida numa linhagem de viajantes. Um tipo específico de bruxa.
—Vampiros e bruxas?
—Deve ter notado que os meus parentes são... bonitos demais. E isso não é tudo. Olhe pra mim, eu sou o ser mais letal que já existiu. Sou a predadora mais perigosa do mundo. Porque... tudo o que há em mim é convidativo. A minha aparência, o som da minha voz e até mesmo meu cheiro.
Ficamos bem, bem próximos.
—Como se eu precisasse de tudo isso.
Então... aconteceu. Num piscar de olhos, uma fração de segundo.
—Você não pode correr mais que eu!
Então, ela apareceu atrás de mim.
—Não pode lutar contra mim!
Derrubou uma árvore com o triplo do tamanho dela usando uma única mão.
—Agora você sabe.
Hope sentou no chão.
—Como isso é possível?
—O mundo é um lugar louco. Eu por exemplo, sou a Rainha dos Vampiros, sou uma herege. Meio vampira, meio bruxa. Meu pai e a minha tia mataram mais gente do que eu consigo contar. Porém, as coisas estão diferentes agora.
—Rainha dos vampiros?
—Eu sou a unificadora. A escola existe, se é o que quer saber. Sou uma bruxa Petrova com uma mãe duplicata e um pai vampiro. O meu sangue transforma lobisomens em híbridos, metade vampiros, metade lobisomem. A minha família, os Cullens e os Denali, eles se consideram vegetarianos. Não se alimentam de humanos, apenas animais. Por isso suas íris são douradas. Mas, elas ficam negras quando estão com sede.
—Você está com sede?
—Não. Eu sou híbrida. Meu fenótipo é diferente de um puro sangue. Um convertido.
—Convertido?
—Ninguém nasce completamente vampiro. Vampiros completos nascem humanos e são transformados. E ás vezes tem esse... fenômeno. La tua Cantante. Um ser humano com o sangue tão apelativo para um certo vampiro que é como... um herói ou uma heroína feita especialmente pra ele matar.
—E eu sou...
—Não. Minha avó era. A do meu avô e ele resistiu. Eles tiveram um bebê juntos. Minha avó é um escudo, meu avô é um telepata e foi descoberto quase que acidentalmente que as crianças provenientes de uniões como a deles herdam os poderes dos pais. Cada geração mais potente do que a anterior. E como a minha mãe é uma clonadora... eu sou o apogeu da evolução vampira.
—Uma clonadora?
—Ela pode copiar os poderes de outros vampiros e se alimentar da magia de outras bruxas se ela precisar. Herdei todos os poderes que ela clonou, sua habilidade de clonar e eu tenho magia de bruxa.
—E isso é ruim?
Ela pegou uma xícara. Uma xícara de metal.
—Quer saber o que os seus semelhantes veem quando olham pra mim? Eles veem uma ameaça. Quer saber o que eu vejo quando me olho no espelho? Vejo o próximo estágio da evolução.
—Ela está certa garoto.
—Eric.
—Sim. É exatamente o que eu vejo quando olho pra você menina. O próximo estágio da evolução e eu fico me perguntando porque os homo-sapiens querem transformar essa Deusa, numa mortal?
A xícara começou a flutuar. Era o senhor o responsável por aquilo.
—Eu posso manipular o metal nisso, mas você? Você Hope... pode fazer qualquer coisa... tudo o que você imaginar.
Eu vi a xícara se desfazer. Ela acessou o núcleo da matéria. E transformou aquilo numa arma de energia.
—Hope... pare. Hope... Pare!
—Você soa exatamente como eles. Você também quer me controlar.
—Não. Eu não quero. Quero que você seja exatamente quem você é. Como a natureza te fez.
—Contanto que eu esteja do seu lado.
—Eles vão fazer armas para nos acabar! Eles vão transformar a sua cura em arma contra o seu povo. A sua família.
—Não. Eles não vão! A fórmula só existe aqui, Eric. Bem na minha mente. E porque você falou na cura com ele escutando?! O moleque trabalha pro governo! E seria hipocrisia da minha parte não cumprir minhas próprias leis.
Ela avançou encima do senhor.
—O governo te meteu num campo de concentração! Eles fizeram experiências em você! Mataram sua mãe na sua frente! Assassinaram sua filha! Essas novas crianças, merecem algo melhor do que o que nós tivemos! É tudo o que eu sempre quis pra elas algo melhor! Revida! Revida!
—O seu plano de unificação nunca vai funcionar Cullen. Eles tem que ser exterminados.
O senhor tentou avançar encima de mim, mas ela não deixou.
—Não!
Ela mexeu a mão e eu ouvi o estralo e o homem caiu no chão.
—Não vou deixar ninguém atrapalhar a unificação. Ta machucado?
Ela quebrou o pescoço do cara com um movimento de mão? Sem nem se mexer?
—Foi. Ele sempre foi encrenqueiro. Coitado. Os seus patrões, o seu Governo... enfiaram-no num campo de concentração na Polônia. Assassinaram sua mãe bem diante dele para deixá-lo com raiva e fazê-lo acessar seu poder. Então, perdoe-o por odiar a sua raça e o seu governo.
—Porque você o matou?
—Foi um sacrifício. Uma morte para o bem maior. Se ele te matasse isso mandaria a unificação pro inferno e inocentes seriam pego no fogo cruzado. Tem crianças lá naquela escola MacGyver, crianças humanas que estão lá porque tem mutações que lhes concedem dons especiais.
—Você precisa vir comigo.
—Tudo bem. Eu vou. Mas, aconselho aos seus amigos a manterem a calma.

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