Rockabye
11 A sede da Fênix
Notas iniciais
P.O.V. MacGyver.
Eu contei toda a história e ela comprovou. Só que eles não aceitaram muito bem.
A sedaram e a colocaram numa sala fechada.
—Vocês não podem fazer isso.
—Ela não é humana Mac.
—Ela podia ter me matado, mas não matou.
Quando finalmente acordou, estava claro que algo estava errado.
Ela batia no vidro e tentava falar alguma coisa, mas a sala era a prova de som.
—Se acalme.
—Minha pulseira! Você tem que devolver!
Patricia devolveu a pulseira pra ela e ela colocou. Thornton entrou na sala de interrogatório, mas Hope não parava de andar.
—Calma. Senta ai.
—Cala a boca! Tem alguma coisa errada. Ai! Ai!
A pulseira estava queimando a pele dela, ela a arrancou e jogou longe. Então, a pulseira entrou em combustão espontânea.
—Você fez aquilo?
Hope negou com a cabeça. Parecia estar sentindo dor.
—Para. Para! Por favor, para!
—Hope!
—Pai. Mãe. Socorro.
Ela derrubou a porta de aço reforçado e saiu. Foi direto para o bar.
—Hope, não está usando a sua pulseira.
—Eu preciso de três garrafas de absinto.
—Você tem quinze anos.
—É para um feitiço!
—Que tipo de feitiço?
—A pulseira não está funcionando mais mãe, não é suficiente.
—Então, encontraremos algo que funcione. Tente respirar fundo.
Ela ficava apertando a cabeça.
—Respire fundo Hope.
—Ela não cala a boca.
—Ela quem?
—Fica na sua ai, oh, zero zero sete. Vou fazer outra pulseira, uma mais potente.
—Não! Para com isso!
Os vidros explodiram. Ela pulou pela janela do décimo andar e caiu de pé.
—Todas as unidades...
—Não! Fique fora disso. Só vai tornar tudo pior, sua mortal ignorante.
A Thornton não ouviu a mãe e convocou os guardas. Mas, a mãe chegou primeiro.
—Oi querida. Tá tudo bem. Olha, lembra? Nós treinamos, nos preparamos.
—Pra isso?
—Para qualquer momento que a tragédia ataca. Para quando as nossas emoções são testadas de maneiras que você nem imagina.
—Como qualquer um pode se preparar pra isso?
—Você não é qualquer uma Hope. Você é uma primogênita bruxa Petrova com um pai vampiro, emoções ampliadas e uma quantidade massiva de poder.
—E dai? Eu sou tão sensível que todo mundo acha que eu vou... pirar?
—Bom, quando pessoas como você e eu piram... vilarejos inteiros podem queimar e geralmente acaba num banho de sangue. Olha, eu sei como é quando a sua família confia em você em situações de vida e morte e você sente que está carregando o mundo nas costas e nem tem certeza se é forte o suficiente para enfrentar aquilo.
Elas então começaram a discutir e Hope gritou e o fogo foi se espalhando.
—Hope! Para!
Eu vi na cara dela o pânico total. Como se ela desconhecesse a própria força.
—Está pronta pra conversar agora?
—Estou.
Infelizmente, Patrícia não ouviu e mandou as tropas atrás de Hope. E foi um banho de sangue. Ela se sentiu ameaçada e botou fogo em todo mundo.
-Parem de me atacar! Eu não quero machucar as pessoas.
—Acaba de queimar seis unidades de soltados e não quer machucar ninguém?
—Eles me atacaram! Atacaram a minha mãe!
—Falei pra deixar eu resolver. Você nem faz ideia de com quem ou com o que está lidando. Violência não vai funcionar.
—Tudo bem. Que tal conversar?
—Não numa sala de interrogatório. Não sou criminosa.
—Aqui querida. Eu fiz uma pulseira nova. Essa é mais forte.
—Obrigado.
—Pra que essa coisa?
—Vou explicar, se você deixar.
Nós entramos na sede da Fênix, Patrícia reuniu a equipe e falou:
—Explique.
—Meu nome é Hope Cullen Volturi. Eu sou uma híbrida. Meu pai é vampiro e minha mãe é metade vampira, metade bruxa. Cem por cento duplicata. Doppelgganger.
—Você é Doppelgganger? Incrível.
—Deixa ela continuar MacGyver.
—Eu sou uma bruxa Petrova, uma primogênita descendente de uma das primeiras linhagens de bruxos que já existiu. Os primogênitos não sei porque cargas d'água são mais poderosos do que os que vem depois. Modéstia a parte, vou falar a verdade nua e crua. Eu sou a bruxa mais poderosa que o mundo já conheceu. A minha magia é sem precedentes. E como a natureza exige um equilíbrio a minha magia negra também é sem precedentes.
—Bom saber.
—Eu tenho uma névoa, ela tira os sentidos da pessoa. Vampiro, bruxa, humano, lobisomem... não faz diferença. Á menos que a pessoa seja um escudo ela tá ferrada. Fica completamente indefesa. Esse poder eu herdei do meu pai.
—Um escudo?
—Posso mostrar. Vou expandir os meus e proteger vocês, talvez assim vocês compreendam.
P.O.V. Agente Thornton.
Eu comecei a ver os milhões de pontinhos em volta de mim e aparentemente os outros também e então... veio outro. Era energia pura, uma energia azulada.
Eu encostei na energia, mas era uma barreira. Uma barreira de energia.
—Incrível! É impenetrável.
Ela recolheu o escudo.
—O seu nariz.
—Senta ai querida. Ta quase desmaiando Hope.
A mãe deu um lenço para ela enxugar o sangue do nariz.
—Precisa se alimentar.
—Não posso.
—Tem um copo ai?
—Claro.
MacGyver arrumou um copo, a mãe expôs as presas e se mordeu. Ela deixou o sangue derramar dentro do copo.
—Bebe.
—Não.
—Hope, compartilhei meu sangue com você antes de você nascer. Beba.
Ela lançou um olhar de agradecimento para a mãe. E bebeu o sangue do copo.
—Ta melhor?
—Eu não sinto mais que vou desmaiar.
—Já é um avanço.
—Podia ter enfiado os dentes na gente.
—Não. Criei a lei que proíbe os vampiros e meios vampiros de se alimentarem de humanos vivos. Que tipo de Rainha eu seria se não seguisse minhas próprias leis?
—Rainha?
—Pois é. Eu destronei o clã Volturi aos sete anos. Sou governante desde então.
—Você não parece uma Rainha.
—E como uma Rainha deveria se parecer senhor Dalton?
—Sei lá, vestidos chiques e bufantes.
—E Elizabeth Bathory?
—Sim. Ela era uma vampira, uma das mais sanguinárias que já encontrei. Era uma anciã, muito forte fisicamente, ágil, difícil de matar. Difícil de rastrear. Levamos séculos para encontrá-la. Ela não apenas se alimentava, torturava as vítimas e se banhava em sangue. Literalmente. Não se alimentava apenas de sangue humano. Se alimentava da própria espécie.
—Uma vampira que... bebia sangue de vampiro?
—Não é tão incomum, mas trocar sangue é uma coisa... íntima. É quase como fazer sexo só que mais profundo. É sagrado. Elizabetha alimentava-se de vampiros até os corpos secarem completamente e quebrarem. Era uma estripadora. Era o que seus especialistas hoje chamariam de psicopata e assassina em série. Perdeu o respeito por tudo. Á não ser pelo gosto de sangue. De mortais e imortais.
—E ela morreu?
—Morreu. Mas, não de causas naturais. Os mortais conseguiram prendê-la o que foi vantajoso para nós. Quando a encontramos estava fraca e ressecada o que facilitou o nosso trabalho.
—E qual era o seu trabalho?
—Matar a vadia. Nós acabamos com ela. Depois de quatrocentos e cinquenta anos procurando finalmente conseguimos acabar com ela. O problema maior foi que Elizabetha era uma figura pública, era importante então, não podíamos simplesmente matá-la.
—Porque não?
—Imagine que você precise matar seu Presidente, porém tem que fazer isso na surdina. Sem ninguém descobrir. Entendeu agora lindinha? Nós arrumamos uma sósia pra encontrarem o corpo. Pegamos a verdadeira e matamos.
—Fizeram isso com mais alguém?
—Eu tenho uma bela ficha criminal. Nasci em oitocentos antes de Cristo. E como eu e minha irmã somos gêmeos e nós dois nascemos vivos, acharam que era prova de bruxaria, então sua gente pegou forcados e tochas e invadiu a nossa casa, queimaram tudo e nos condenaram á fogueira. Se não fosse o Mestre Aro, estaríamos mortos. Não que ser transformado em vampiro difira muito de ser queimado vivo. Nós matamos a multidão que nos atacou e matou a nossa mãe. Nós chacinamos eles. Deixamos o Juiz por último para que soubesse que estávamos chegando. Adorei ver o pânico nos olhos dele, ouvir o coração dele bater tão rápido á ponto de quase parar.
—Já que eles sabem que somos vampiros... podemos tirar essas porcarias.
Eles cutucaram os olhos, olhando pra cima e tiraram as lentes de contato. Quando eles abriram os olhos nós tomamos um baita susto.
—Meu Deus!
—Caramba! Olhos vermelhos como o satã.
—Lúcifer se ofenderia ouvindo você falar assim.
—Peraí, o diabo existe?
—Ele existe. E já é papai de dois meninos. Jack e Aaron Morningstar. Um de cada mãe obviamente, já que parir um Nephilim é sempre fatal. A mãe humana jamais sobrevive ao parto.
—Morningstar?
—Lúcifer, A Estrela da manhã. Morningstar.
—Se o diabo é real...
—O inferno também.
![]()
Fale com o autor