Rockabye
16 A Rainha sumiu
Notas iniciais
P.O.V. Matty.
Estávamos na Fênix quando os pais de Hope aparecem.
—Ela está aqui? Hope está aqui?
—Não. Ela não está aqui.
—Porque?
—Vou fazer um feitiço de localização.
Ela começou a espalhar as velas pela sala, colocou um mapa mundi encima da mesa.
As velas acenderam.
—Eu nunca vou me acostumar com isso.
Renesmee cortou a própria mão e deixou o sangue pingar no mapa.
—Phesmatos Tribum, nas Ex Viras, tare mora vantes quo encandes.
O sangue começou a se mover sozinho.
—Minha nossa.
—Afeganistão?! O que que a Hope tá fazendo no Afeganistão?!
—Eu conheço um clã de vampiros muçulmanos.
—Então entra em contato! Não vamos ficar aqui parados catando moscas! Vamos, encontrar a nossa filha.
P.O.V. General Stravinski.
Eu sou alemão. Mas, eu me juntei ás forças armadas afegãs a muito tempo. Eu já vi muitas armas, bombas, ogivas, granadas. Mas, essa menina é mais poderosa e mais letal do que tudo isso.
Os meus contatos conseguiram encontrá-la e trazê-la para mim.
Ela está inconsciente. Algemada na cama.
—Com essa carinha de inocente, qualquer um pensaria que é só mais uma criança inofensiva.
Ela finalmente começou a recobrar a consciência. E quando percebeu que estava deitada e algemada, ela riu.
—Qual dos idiotas acha que vai colocar a mão em mim?
Ela arrebentou as algemas e as barras de metal da cabeceira da cama saíram junto.
—Magnifica.
Ela ficou em posição de ataque, como um animal pronto para dar o bote em sua presa desavisada.
Os soldados apontaram as armas para ela e eu vi seus dentes caninos virarem presas. Seus olhos ficaram num tom de azul que eu nunca vi antes.
—Os americanos fizeram a arma mais letal de todas.
Ela retraiu as presas, olhou pra mim e perguntou:
—Você acha que eu fui feita em laboratório? Acha que fui feita por algum de vocês? Como se a humanidade pudesse criar alguém como eu. Não. Eu sou um bebê mágico e milagroso. Tipo a versão feminina de Jesus.
Ela olhou para um dos meus homens.
—Qual é o seu nome?
—Mohamad.
—Você gosta de se aproveitar de garotas inocentes. Se acha no direito de forçá-las. É. Mas, eu tenho uma novidade pra você desgraçado. Nenhum homem tem o direito de forçar uma mulher, a ficar com ele se ela não quiser!
Ela avançou sob ele numa velocidade tão alta que não deu pra ver o que estava acontecendo, até ela o ter dominado e desarmado.
—Você não merece uma morte rápida. Merece sofrer. Eu vou acabar com você.
Com apenas uma mão ela quebrou o braço dele.
—Tá assustado?
—Sim.
—Mas, eu quero você desesperado.
Ela se divertia ouvindo Mohamad gritar. E então, ela o comeu vivo. Ela bebeu todo o sangue dele.
—Ainda me acha magnífica General Stravinski?
—Você é monstruosamente magnífica, criança.
—Você não envelheceu. Você foi fruto de experimentos que fizeram na época da Alemanha nazista. Você é nazista. Apesar de não envelhecer, você não tem habilidades. Você se fere, mas tem habilidades de cura. Mas, imortal, você não é. Sofreu um ferimento á bala á vinte anos e quase não sobreviveu.
—Impressionante. E como descobriu tudo isso?
—O que? Acha que eu não to na sua cabeça também? Como acha que eu descobri sobre o seu soldado estuprador? Eu li os pensamentos dele, ele estava pensando nas coisas sujas, vis e repulsivas que queria fazer com o meu corpo. O meu corpo jovem e belo. Por isso eu o escolhi. Chame de vingança eu não ligo. Mas, agora que ele tá morto... não vai machucar mais nenhuma mulher.
—Qual é o seu nome, criança?
—Meu nome é Hope, mas você já sabia e se me chamar de criança só mais uma vez, eu vou quebrar o seu pescoço como um galho, seu psicopata filho da puta.
—Psicopata. Você sabe o que essa palavra significa?
—Sei. Li os livros de psicologia da minha mãe e a empatia me permite identificar psicopatas e sociopatas. Você não sente nada, você é incapaz de amar, você mata só por matar. Você é morto por dentro. Você não sente remorso ou culpa. E qualquer um, incapaz de amar e sentir, é incapaz de ser salvo.
P.O.V. Hope.
Eu movi a minha mão e ele caiu morto. Eu ainda decepei a cabeça dele e ateei fogo no que sobrou. Nada sobrevive á isso.

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