P.O.V. Hayley.

Meu nome é Hayley MacGyver. Meio vampira, meio humana, meio bruxa. Uma Tri-híbrida. E agora primeiro dia de aula no Ensino Médio. Tenho alguma experiência lidando com os humanos, mas... estar cercada deles, são vinte por sala e aqui tem com certeza mais de cem.

Os corredores estão explodindo com eles.

Centenas de milhares de corações batendo no mesmo lugar.

Falando em bater... eu vi uma coisa. Um idiota de uniforme estava prestes a bater numa moça.

P.O.V. Jonathan.

Eu estava prestes a dar um tapa naquela vadia burra quando sinto alguém segurar a minha mão.

—Qual é cara, isso não é maneira de se tratar uma dama. Agora se afaste.

—Você vai ver só sua vadia.

P.O.V. Ashley.

Ninguém nunca se levantou por mim. Ninguém.

—Minha mãe uma vez me disse que temos o amor que acreditamos merecer. Este é o amor você acha que merece?

—Eu... obrigado. Por me ajudar.

—Disponha.

—Meu nome é Ashley.

—Hayley.

Disse saindo do banheiro.

P.O.V. Hayley.

Ai Meu Deus! Elas são exatamente iguais. Como clones ou...

—Não. Não é impossível. Para ser, a tia Alice teria que ter tido um bebê antes... antes. Mas, ela não teve. Teve?

Tia Alice não tinha nenhuma lembrança nem de onde estava, ou de quem a transformou. Então, ela tenha tido um filho e o bebê foi dado para adoção e a Ashley seja uma Doppelgganger.

Depois de duas aulas de história terrivelmente enfadonhas, tocou o sinal do almoço, me sentei numa mesa qualquer, tirei o notebook da bolsa. Abri no Google e comecei a pesquisar.

—Doppelgganger.

Tinha um monte de besteira. Anotei o que eu já sabia.

—Doppelgganger, eu-sombra mortal. Versões humanas dos primeiros imortais do mundo. Silas Salvatore e Amara Celestia Emmeran Petrova. Elas são místicas, poderosas e ocorrem naturalmente. Todas as Doppelggangers ou duplicatas tem necessariamente de ser parentes, uma por geração dentro de uma linhagem em específico.

A palavra Doppelgganger tem origem no alemão, originou-se da fusão das palavras Doppel que significa fusão, réplica, sósia ou cópia e Ganger que significa aquele que vai, andante, caminhante.

—São um sinal de mau presságio e tendem a azucrinar aqueles com quem se parecem. Tentam roubar a sua vida.

—Doppelggangers? Então, é fã de ocultismo?

—Algo assim.

—Não vai comer?

—Eu já comi. Dieta líquida.

—E o que tá tomando?

—Um daqueles shakes.

—Posso experimentar?

—Não. Você não iria gostar.

P.O.V. Lola.

Ela disse não logo de cara.

—Ok, então. O Senhor Carlton vai gostar de você.

—Quem?

—O professor de mitologia.

—E eu vou ter de me segurar para não rir na aula dele. Estacas, chapéus pontudos, caixões, gatos pretos e vassouras.

Disse dando risada.

—Você é esquisita sabia?

—Acho que o normal e o esquisito são relativos, Lola.

Ela sabia o meu nome? Eu nem me apresentei.

—Como você sabe o meu nome?

—Você está na minha turma e o professor faz chamada. E eu nunca esqueço um rosto.

—Certo. Desculpe.

—Não é sua culpa eu é que sou muito...

Ela se virou e pegou a bola no ar. Ai deu um sorriso para o Capitão do time de futebol.

—Cara! Como você fez isso?

—Eu treino. Tenho um bom reflexo.

—Ai! Manda a bola.

Então ouvi a maldade na voz dela.

—Com prazer, senhor.

Ela atirou e o Quarter Back do time caiu no chão.

—Caramba!

—Acho que exagerei na força. Mas, e dai? Ele mereceu.