Rizzoli And Isles - O amor por trás do caso
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Jane pegou sua arma e caminhou cuidadosamente até a porta. Olhou pelo olho mágico e não viu nada nem ninguém. Ao abrir a porta, se deparou com um cartaz colado na porta do quarto com conteúdo homofóbico.
— O que está escrito ai, Jane? – pergunta Maura se levantando curiosa.
— Algum idiota colou isso com o intuito de dizer que odeia gays. No caso, nós. – respondeu revirando os olhos. – Maura, por favor, pegue as luvas e vamos tirar esse cartaz daqui pra mandar para o laboratório para recolherem as digitais.
Maura então pegou suas luvas, retirou o cartaz da porta, guardando em um saco de prova de crimes. Pegaram seus pertences e rumaram para o local do crime, que era dentro da Universidade.
A cena do crime ficava a poucos metros da Fraternidade. Chegando, atravessaram a faixa amarela e encontraram Frost, Korsak e perto do corpo parado em pé, Frankie. Maura caminhou até o corpo.
— O que temos aqui? – perguntou Jane.
— Uma mulher com quase a mesma idade das outras, o mesmo tipo de ferimento e pelo que tudo indica, era da Fraternidade. – respondeu Frost.
Jane caminhou até o corpo onde estava Maura e Frankie.
— Oh Deus, é Cristine que nos convidou para festa, Maura.
— Ela está morta a menos de uma hora. As bordas de ferida nas suas costas indicam cinco perfurações. – disse a Legista.
— Então ela foi golpeada pelas costas até morrer? Digo, sangrou até finalmente morrer?
— Eu não posso afirmar nada, Jane. Tenho que fazer a autópsia.
— Pelo que vejo são os mesmos ferimentos das outras garotas mortas. O nosso assassino está aqui e atacando novamente. Usou a mesma arma em todas. Ao que tudo indica que é um taco de beisebol. – disse a Detetive analisando tudo em sua volta.
— Jane eu não posso afirmar com precisão o objeto utilizado para... – a loira foi interrompida por uma Jane impaciente.
— Okay, já entendi Maura, a autopsia. – respondeu Jane se virando para Frost e Korsak. – Deus, quando esses crimes vão parar?
— Podem remover o corpo. – sinalizou a Legista.
— Então tivemos uma festinha essa noite? – disse Frankie com um sorriso, se aproximando de todos.
— Sim, teve uma festa da Fraternidade e estava muito animada. – respondeu Maura empolgada
— Eu não vi nada de animado naquilo, Maura. – retrucou Jane encarando ela.
— E realmente deveria estar muito boa. Porque tempos depois, após o fim da festa, esta mulher apareceu morta. – disse Frost
— Alias, precisávamos entrar tanto assim no disfarce? Porque nossa, cama de casal? – perguntou a morena cruzando os braços e encarando Frost e Frankie.
— Qual é, Jane... Vocês precisavam disfarçar muito bem! – respondeu Frankie.
— Really? Disfarce trancado em um quarto para dormir? – perguntou Jane, levantando a sobrancelha.
— E se alguém entrasse de supetão? E se alguém aparecesse do nada, sei lá pra que? Vocês precisam manter as aparências. – Frost respondeu sério.
— Se alguém ousasse entrar naquele quarto, teria uma arma apontada para ele! – falou Jane fazendo sinal pra caminharem. – Agora chega de conversa mole, vamos para a central trabalhar que eu quero pegar esse desgraçado.
Todos riram e caminharam em direção ao carro. Maura acompanhava tudo com apenas um leve sorriso no rosto. Não diria mais nada porque sabia que Jane iria ficar brava e retrucar. Nada foi dito nem questionado sobre sua mini crise de urticárias. O que era bom, pois não precisava dar mais explicações, na qual ela realmente não possuía e também não entendia o porquê de ter dado a crise. Ou pelo menos achava que não entendia....
***
Ao chegarem no departamento, Jane mandou o cartaz para recolherem as possíveis digitais e foi para sua sala. Maura foi para o necrotério iniciar a autopsia.
— Outra vitima do campus da Universidade, Rizzoli? – disse Cavanaugh entrando na sala.
— Infelizmente, senhor! – respondeu Jane sentando em sua cadeira.
— E como está saindo o disfarce?
— Estamos trabalhando atentas a tudo e todas.
— Ótimo! Porque amanha eu não quero outra vitima e quero esse sujeito preso. – disse Cavanaugh saindo da sala.
A Detetive apenas assentiu com a cabeça.
— Hey Frost, o que temos? – perguntou Jane.
— Nada de muito útil, Jane. Vamos aguardar o resultado sair com as digitais. – respondeu Frost.
— Não tem câmeras no corredor dos dormitórios?
— Não. Já tentei mais foi inútil. Dei uma olhada nas câmeras que ficam nos corredores dentro do campus, mas é muita gente. Desde pessoas que estudam lá até as que estavam presente na festa da Fraternidade.
— Não é possível, ele tem que estar no meio dessas pessoas. Nós não estamos analisando direito. – disse Jane chegando perto do computador.
— Talvez você não tenha visto porque estava se divertindo na tal da festa. – disse Korsak rindo para Jane.
— Really? Você também, Korsak? – retrucou franzindo a sobrancelha. Frost e Korsak trocaram pequenos olhares com sorriso. – Okay, vou ver se Maura tem alguma coisa! – disse saindo da sala e indo pro elevador. Caso contrário, ficaria lá ouvindo piadinhas sobre uma festa que ela nem queria ir... Foi praticamente obrigada por Maura.
Ao descer do elevador em direção ao necrotério, Jane pode ver pelo vidro que Maura ainda realizada a autopsia.
— Hey Maur, descobriu alguma coisa? – falou entrando na sala.
— Algumas evidências... O que posso dizer é que Cristine foi morta da mesma forma que as outras quatros garotas... – a Legista foi interrompida pela Detetive.
— Isso quer dizer que ela foi golpeada pelas costas com um taco de beisebol?
— Não Jane, eu não posso afirmar com precisão o objeto utilizado para golpear as vitimas. O que eu posso afirmar é que todas elas foram golpeadas pelas costas com uma arma que eu ainda não consegui determinar. Possivelmente um objeto de formato cilíndrico, de aproximadamente 80cm de comprimento e pesando em torno de 850 gramas.
— Um taco de beisebol. – retrucou Jane encarando Maura. Foi a vez da loira revirar os olhos.
— Você que eu não posso afirmar aquilo que não tenho conhecimento! As vitimas também levaram um único golpe na cabeça, o que possivelmente fez com que elas desmaiassem. Após o golpe, foram feitas marcar em suas mãos e seus pés – disse a Legista apontando para as mãos e pés. – Vê? – Jane apenas assentiu. – Essas marcas foram feitas com algo afiado de 8mm de diâmetro. Cristine teve cinco marcas em sua mão direita, mas todas elas morreram por asfixia. – concluiu Maura!
— Então estamos procurando por um taco de beisebol e um prego... – a detetive foi interrompida pelo seu celular tocando... – Frost tem algo. Me avise se encontrar mais alguma coisa. – falou saindo do necrotério, mas foi interrompida por Maura.
— Jane?
— O que foi, Maur? – respondeu Jane se virando para ela.
— Nós não vamos voltar para o alojamento?
— Por que, você gostou de brincar de namoradinhas? – respondeu Jane em tom sarcástico.
— Jane! Se vamos continuar com o disfarce, não podemos demorar muito a voltar a circular por lá ou alguém poderá perceber! – responde um pouco sem graça pela colocação.
— Quando você terminar a autopsia, nós vamos, Dra. Isles. – disse já deixando o necrotério e Maura voltou a analisar o corpo.
Jane entrou no elevador pensativa: “ Droga! Ainda temos que voltar para aquele lugar, ainda tenho que me fingir de namorada da Maura. Ainda tenho que aturar Maura cheia de mimimi pegando na minha mão, na minha cintura... “Jane desamarra essa cara, Jane não foge de mim, Jane me da um selinho, Jane isso Jane aquilo!”— revirou os olhos – Peraí, ainda tem a parte do selinho que Maura me deu.. Selinho? Really? Deus! Nós já estamos indo longe demais nesse disfarce. Mas tudo bem, se eu conseguir pegar aquele desgraçado, tudo vai valer a pena no final.” E logo a Detetive foi interrompida de seus pensamentos com o barulho do elevador indicando que ela havia chegado em seu andar.
***
Enquanto isso Maura continuava sua autopsia animada. Estava triste por ter outra vitima, mas estava adorando se infiltrar mais uma vez para ajudar a solucionar outro caso. Embora sua mini crise de urticárias houvesse lhe deixado intrigada, ela resolveu não dar lado para esses pensamentos porque ela realmente achava que não havia mentido em nada. E como não gostava de “achismo” resolveu deixar pra lá. Pelo menos por enquanto, enquanto não tinha controle sobre “saber o porquê dessa crise!” Ou pelo menos pensava que não sabia, ou não queria saber...
— Hey Frost, o que você encontrou? – perguntou ela entrando na sala.
— Jane, esse filme mostra um casal hétero passando por todas essas mulheres no final da festa. – Frost frisou no rosto do casal.
— Ótimo, podemos trazê-los aqui para um interrogatório e... – mas Jane foi interrompida pelo seu celular tocando. – Maura tem o resultado das digitais.
— Mas eles não podem ver nem você nem a Dra. Isles aqui. Eu e Frost os interrogamos. – disse Korsak.
— Ok! Vou ver o que ela tem e depois disso vamos voltar para aquele inferno de alojamento. – respondeu Jane revirando os olhos. Korsak e Frost riram.
Chegando ao necrotério, Jane pode perceber que Maura olhava os papéis atenta e concentrada. A Legista não percebeu a presença da Detetive, que ficou parada na porta por segundos, olhando para ela: “ Ela realmente é a melhor naquilo que faz! Dedicada e prestativa, deve estar se atentando aos detalhes para não deixar passar nada. Embora fosse boca de Google tentando explicar o que eu não entendia metade, sempre achava a solução... “Mas que diabos está acontecendo com você, Jane Rizzoli? Admirando sua melhor amiga? Really?”... E então os pensamentos de Jane foram interrompidos por uma voz doce e surpresa.
— Jane! Está ai há muito tempo? – disse Maura olhando docemente com um sorriso para a Detetive.
— Não google, cheguei agora. O que você tem? – perguntou entrando na sala.
— Aqui está o resultado das digitais encontradas no cartaz colado em nossa porta ainda mais cedo!
— Ok! Vou mandar para o Frost escanear e descobrir quem é o engraçadinho homofóbico que colou isso na nossa porta. – falou se sentando no sofá.
— E já tem mais alguma novidade?
— Frost encontrou nos registros das câmeras da Universidade um casal hétero, aparentemente estranho por estar rondando em uma festa gay, que passava por todas as mulheres no final da festa. Já mandei trazê-los aqui para um interrogatório.
— Mas Jane, eles não podem nos ver aqui ou nosso disfarce não servirá de nada! – a loira dizia em tom de preocupação.
— Relaxa Dra. Isles, depois de deixarmos o resultado com Frost, vamos poder voltar pro nosso ninho de amor. – respondeu já se levantando impaciente.
— Não se estresse Detetive, está sendo super divertido esse nosso disfarce. – Jane a encarava franzindo a sobrancelha. – Como se nunca tivéssemos dormido juntas, na mesma cama. – concluiu Maura notando a indignação da morena. Ela não entendia o porquê disso, já que para ela (Maura) estava sendo normal! Ou pelo menos ela pensava que estava...
— Dormimos, mas não fingindo ser namoradas. E já vou avisando: nem inventa de me dar selinhos hoje de novo. – retrucou Jane indo para a porta. – Vamos Dra. Moderninha.
Maura sorriu. Pegou sua bolsa, tirou o jaleco e saíram.
Passaram no andar da Homicídios para deixar o resultado com Frost. Jane pediu a eles que avisassem todas as novidades por telefone. Já estavam de saída, quando Frankie apareceu.
— Hey, já vão voltar para o luxuoso quarto das pombinhas mais apaixonadas daquela Universidade? – perguntou sarcasticamente para elas.
— HE HE HE! Muito engraçado. – respondeu a irmã fazendo careta – Você vai ser ver comigo quando isso tudo terminar. – falou caminhando até a porta, abrindo-a – Vamos, Maura. Antes que eu desista de tudo e vá dormir na minha cama querida.
Todos caíram na gargalhada.
Passaram na cantina, pegaram um café e partiram para o alojamento.
A noite ainda estava acabando. Sinal de que seria um longo dia........
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