Rizzoli And Isles - O amor por trás do caso
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Tudo parecia correr tranquilo na movimentada Cidade de Boston...
Até aparecer um novo serial killer para atormentar a Homicídios e deixar os Detetives e a Legista Chefe de cabelos em pé! Em menos de uma semana foram quatro assassinatos e com as mesmas características. As vitimas eram mulheres homossexuais e frequentavam a mesma universidade. O departamento de homicídios estava trabalhando dia e noite para solucionar e evitar que o assassino atacasse outra vez.
— Korsak, você está louco? – disse Jane indignada. – Essa sua ideia não faz nenhum sentido!
— Calma Jane. Korsak não falou por mal e realmente tem sentido o que ele propôs. – disse Maura.
— Mas Maura, nós somos amigas, eu nunca ia conseguir me passar por sua namorada. Isso realmente não tem o menor cabimento.
— Justamente por sermos melhores amigas que eu não vejo problema nenhum em te ajudar nessa missão! Inclusive eu acho que vai ser bem divertido. – Maura dizia com um sorriso empolgante no rosto.
— Really? Você acha engraçado nos “fantasiarmos” de gay para pegarmos um serial killer? Maura, você realmente... – a Detetive foi interrompida pela amiga.
— Providenciem nossos disfarces rápido! Essas mulheres não podem continuar morrendo injustamente, Jane. Nós vamos descobrir quem está fazendo isso. Não vamos decepcionar, Detetive. – disse ainda sorrindo.
— OK! – respondeu já impaciente, pois sabia que seria voto vencido! – Vocês me convenceram... Mas já vou logo avisando: nada de beijos!
Foi inevitável! Frankie, Frost, Korsak e Maura caíram na risada. Era incrível como Jane nervosa conseguia ficar mais engraçada e rabugenta!
— E vocês parem de rir e vão trabalhar! Precisamos providenciar tudo o mais rápido possível, já que vocês me induziram! – disse a morena revirando os olhos.
— É assim que eu gosto maninha. Quando prendermos o assassino, a cerveja é por minha conta, ouviram namoradinhas? . – disse Frankie com um sorriso sarcástico no rosto.
— Cala a boca e vai trabalhar, Frankie! – falou bufando e sentando em sua cadeira.
***
No primeiro de trabalho disfarçado, tudo parecia correr tranquilo no campus. Jane e Maura caminhavam pela universidade como um casal. Era incrível como elas tinham intimidade e realmente pareciam um casal. Por mais que Jane não tivesse gostando nada da ideia, o disfarce estava funcionando muito bem, todos achavam que elas eram namoradas! Foram até convidadas para uma festa de uma fraternidade lésbica que Jane relutou a ir, mas foi convencida por Maura que não era de bom tom recusar convites e que seria ótimo para as investigações. O que ela poderia fazer diante uma Legista teimosa e que sempre conseguia vencer a ela (Jane) pelo cansaço?
A festa estava super animada, vários casais que estudavam na universidade e também visitantes. Claro, Jane não baixava a guarda e ficava atenta a todas as convidadas e ao ambiente. Sempre fugia da mão da médica que insistia em pegar na sua e não estava gostando nada dessa ideia.
— Jane, pare de fugir de mim e me dê a mão! – disse a loira tomando a mão dela para si novamente.
— Qual é Maura... Não precisamos entrar tanto assim no disfarce! Não tem ninguém olhando e eu não gosto desses agarramentos.
— Pare de ser chata e entre no clima! . – falou puxando a morena pelas mãos para irem para a pista de dança. – Vem, vamos dançar para você melhorar sua cara.
— Really? Você realmente que dançar abraçadinha comigo para eu pisar no seu pé? – Maura revirou os olhos. Jane era mais do que chata!
— Vem cá... Vamos, me da um selinho! – disse agora fazendo bico.
— Você enlouqueceu Maura? Eu disse que nada de beijos!
E então a Legista roubou um selinho da Detetive. Essa que não teve nenhum tipo de reação e nem se moveu. Maura olhava Jane paralisada com um sorriso no rosto. Jane não conseguia esboçar nenhuma reação e nem falar nada, apenas franziu a sobrancelha desacreditada que Maura estava rindo tranquilamente depois do selinho roubado!
— Maura? Você... Você... Enlouqueceu de vez! – dizia tentando achar palavras para demonstrar que estava brava.
— Casais se beijam! E depois disso, ninguém terá duvida alguma. – falou olhando naturalmente nos olhos da morena. – E parece que você também gostou, Jane! – agora com um sorriso.
— Só não te mordi ou te empurrei para não comprometer nosso disfarce. Já fizemos a nossa parte, agora vamos! Tenho certeza que o nosso suspeito não está nessa festa. – disse levando Maura pela mão em direção à porta. – E eu não gostei de nada, Dra. Isles! Anda, vamos.
A Detetive e a Legista saíram da festa em direção ao alojamento do campus, onde elas dividiriam o mesmo quarto. Quando chegaram, Jane ficou indignada ao ver que no alojamento só tinha uma cama de casal!
— Que diabos de universidade é essa que disponibiliza cama de casal aos alunos? – perguntou apontando para cama. Estava inconformada.
— Eles disponibilizaram o alojamento, Jane. A mobília foi por conta do Frost e Frankie.
— Me lembra de matar eles quando prendermos o assassino!
— Se você matar os dois estará se tornando uma assassina e consequentemente... – a loira foi interrompida.
— Tá Maura, foi maneira de dizer que quando essa missão acabar eu vou brigar com os dois. – disse olhando para ela, que respondeu com um sorriso.
— Veja pelo lado bom, Jane. Teremos a experiência de dormirmos na mesma cama como um casal! – disse empolgada se sentando na cama.
— Casal? Ah Maura, você só pode estar brincando. O que você bebeu? – falou também sentando na cama, tirando suas botas.
— Eu não bebi nada, você viu. Só estou sugerindo que... – foi interrompida por Jane mais uma vez.
— Então você está louca, Maura. Definitivamente! Não é como se nunca tivéssemos dormido na mesma cama, juntas... – falou a morena se levantando para ir ao banheiro. – Vem cá, você disse “e parece que você também gostou”, você gostou de me beijar, Maura? – agora encarando a amiga, que olhava Jane assustada.
— Eu estava brincando, Jane. Eu não gostei de te beijar, fiz só para manter o disfarce. – respondeu com um meio sorriso. Ou era essa resposta ou era a outra! Mas a outra? Que outra?
— Bom mesmo estar brincando, porque eu não tenho essas ideias moderninhas que você tem, Maura Isles!
As duas se deitaram para dormir.
Jane não conseguia dormir, não conseguia parar de pensar no selinho roubado que tinha ganhado de sua melhor amiga. “Por que eu fiquei paralisada e surpresa com aquela atitude de Maura? Por que eu achei tão estranho aquilo quando foi tão natural para ela? E o pior, por que eu não consegui formular alguma frase no final das contas? É melhor eu dormir porque o sono está afetando os meus sentidos...” E então os pensamentos da Detetive foram interrompidos com a Legista reclamando e se mexendo na cama.
— Droga! – exclamou Maura. Talvez essa fosse a outra resposta: urticarias.
Jane se virou para ela e então pode ver que se coçava, com crise de urticarias.
— Então quer dizer que alguém andou mentindo para mim! Qual foi a mentira? Que a Dra. gostou de me beijar? – disse em tom sarcástico, sentando na cama com um sorriso no rosto.
— Jane... – Maura foi interrompida de qualquer explicação com o seu celular e o de Jane tocando! – Isles? ... (– Rizzoli?)
— Estamos a caminho. Me lembra de quando isso acabar eu matar Frost e Frankie, okay?
— Obrigada por avisar.
E era mais um aviso de que havia acontecido outro homicídio.
— Vamos Dra. mentirosinha. Outra vitima foi atacada debaixo de nossos olhos. – dizia colocando os seus sapatos.
Mas foram interrompidas de qualquer atitude, pois ouviram um barulho na porta.
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