Notas iniciais
Oi vocês :) Xinguem, podem me xingar que eu sei que eu demorei pra postar e isso não se faz... rs Mas, bom... enfim rs Por favor, se o capitulo tiver ruim e a concordancia não tiver boa, me avisem... Não revisei porque fiquei com preguiça e queria postar logo rs É isso! Boa leitura...

Você não sabe o quanto de força possui quando alguém que você ama está em perigo...

Coração disparado. Raiva! Desespero, medo, insegurança, impossibilidade, sentimento de incapacidade. Proteger as pessoas amadas não significa protegê-la de si mesmo. Proteger-se de si mesmo, não significa uma muralha capaz de proteger aos outros... Ódio.

Jane sentiu que em apenas segundos fosse capaz de morrer, mesmo estando viva. Não saberia descrever em palavras o quanto desfaleceu em apenas segundos após uma voz ecoar em seus ouvidos... Sua espinha gelou! O coração acelerado havia parado de bater, como se a vida lhe faltasse, sentiu que estava completamente sem forças. E se alguém a visse naquele estado veria certamente que estava desarmada. Demorou segundos que virou minuto interminável para conseguir raciocinar o que aquilo significava, esboçar qualquer atitude que fosse, dizer alguma palavra... Por Deus, quem era aquele homem e por que atendeu o telefone de Maura? Por Deus, onde estava a Maura? E por Deus: que entonação dos seus piores pesadelos havia acabado de ser dita? A cicatriz na mão de Jane começou a incomodar...

Sem ação. Essa foi a única “reação” que Jane conseguiu ter.

Dean apareceu fora do bar e percebeu que Jane estava no telefone, porém, não falava uma palavra sequer... Estava branca e intacta!

— Jane, está tudo bem? – perguntou olhando para a morena. Ela nada respondeu, apenas o encarou e como num passe, voltou a si e sua atenção para a pessoa que estava na linha.

Não sabia quem era o desgraçado que havia atendido o telefone de Maura. Não sabia qual era a piada que ela tinha esquecido de dar risada. E que fosse piada mesmo, porque ela não era obrigada a se lembrar de Hoyt naquele momento por uma pessoa que ela nunca tinha visto na fila do pão! E que piada de mau gosto...

— Quem é você? Cadê a Maura? – perguntou exaltada!

— Oh Jane... Como eu esperei por esse momento! – dizia o homem com uma voz suave, porém suficiente para se ouvir e notar que havia deboche... Maldição!

— Cadê a Maura? O que você está fazendo com o telefone dela?

— Oh Jane... Você nem imagina onde está a Doutora? Jane Jane... Estou a sua espera... – Jane pode sentir a pior das sensações do mundo. Por Deus, aquele homem havia sequestrado a Maura?

— Onde está a Maura? O que você fez com ela? – Jane estava mais do que exaltada. A feição transmitia por seus poros todo o seu medo e amor, toda sua ira e sua raiva, todo o seu desespero e preocupação por se quer pensar que Maura estava em perigo. E o pior: ela estava longe e de longe nem sabia quem era o homem, o que ele queria e do que era capaz...

— Onde ela está? Bom, venha ver você mesma... Se quiser vê-la de novo, procure-nos, logo você irá nos achar... Eu estou a sua espera, Jane... – e desligou o telefone. Jane poderia dizer que estava praticamente falando com o diabo no telefone... Era só essa expressão que ela encontrava para o momento.

“Os animais de sangue frio são os únicos que possuem veneno...”

Dean olhava para ela atentamente. Embora não soubesse muito bem do que se tratava, sabia que não era algo bom relacionado a Dra. Isles. Teve a confirmação quando viu a Detetive quase esmagando o próprio telefone com a mão e joga-lo ao chão e ver o mesmo espedaçado... A ira de Jane era tanta que nem se preocupou em descontar o mínimo que fosse quebrando seu telefone!

— Oh meu Deus Jane, o que aconteceu? – perguntou meio preocupado meio medroso...

— Ele pegou ela! – respondeu meio atônita com o que tinha acontecido. – Eu tenho que salva-la... – disse olhando para os lados a procura de um táxi. – Dean, eu preciso voar agora para Boston, AGORA! – disse ela olhando fundo em seus olhos, mostrando que estava decidida a voltar e salvar Maura. Sua Maura.

Dean apenas assentiu com a cabeça. E sem pensar em nada, saíram de lá.

***

Apertaram a campainha da casa e nada de Maura atender. Os Detetives e Frankie foram até a casa da Legista para verificar se ela estava em casa. Estavam começando a ficar preocupados com o sumiço dela. Não apareceu na Central, não atendeu aos telefonemas e não estava em sua casa. Notaram também que o carro dela não estava na garagem.

— Vamos entrar. Não vou esperar mais! – disse Korsak.

— Droga! Jane nunca vai me perdoar. – disse Frankie colocando a mão no rosto.

— A porta está trancada! – disse Frost.

— Vamos invadir... – disse Korsak. Os dois homens apenas assentiram. – Frost! – disse se afastando e dando passagem para que ele arrombasse a porta. Frost apenas balançou a cabeça e depois de muito tentar, com muita dificuldade conseguiu abrir.

Ambos com suas armas a postos entraram na casa com cuidado e atenção. Notaram que na sala e na cozinha, não havia nada fora do lugar. Foram até o quarto da Legista, nada... Checaram todos os cômodos e nem sinal de Maura. Frankie que havia ido até a garagem, notou que a maleta de primeiros socorros estava lá aberta, de um modo que alguém havia começado a usar. Notou também que havia alguns pingos de sangue no chão. Andou pelo parâmetro para procurar por mais algum sinal e encontrou algo que pôde sentir seu coração pulsar como se fosse explodir, ir até sua boca e voltar...

Entrou na casa novamente e deu de encontro com os Detetives. Sem dizer nada, apenas estendeu a mão com um papel e um boneco feito de palha com o “olho” pintado de roxo e com uma blusa branca à Korsak. Ele estava branco e com os olhos arregalados.

“OLÁ DETETIVES.

SEI QUE VOCÊS DEVEM ESTAR UM POUCO DESAPONTADOS POR EU TER LEVADO A DRA. ISLES PARA PASSEAR COMIGO E TAMBÉM NÃO DEVEM ENTENDER O QUE SIGNIFICA ESSE BONECO! NÃO FIQUEM PREOCUPADOS, NADA PESSOAL... QUANDO A DET. RIZZOLI CHEGAR, ENTREGUEM A ELA O BILHETE E O BONECO. E DIGAM QUE A ESPERO ANSIOSAMENTE! ELA SABERÁ ONDE ME ACHAR! E QUEM SABE, POSSA DESCOBRIR TUDO DE UMA MANEIRA CONVENCIONAL, JÁ QUE ELA TERÁ O MESMO FIM... TENHAM UM ÓTIMO DIA!”

Korsak e todos os outros dois homens sentiram seus corpos transbordarem uma raiva irracional. Sabiam no que aquilo resultaria, que esse homem seja ele quem fosse, estava querendo atingir mesmo era a Jane. Sequestrando Maura não seria a melhor forma de chamar sua atenção, mas sim a pior. Sabiam do que Jane era capaz e do quão ela ficaria fora de si quando soubesse que Maura estava em perigo. E por saberem de tudo isso, não sabiam como contar a ela, já que ela estava longe... Se entreolharam... Sabiam que teriam não só muito trabalho, mas também uma tarefa delicada, difícil e a pior, pois em hipótese alguma não poderiam falhar!

— Temos que avisar a Jane! – disse Frost.

— Não, não podemos avisar ela... Não podemos preocupa-la! – respondeu Korsak.

— Ela nunca vai me perdoar, nunca... – disse Frankie deixando a casa. Ele estava mau, preocupado e com a mesma sensação que a de Jane: incapacidade.

Embora ele não fosse babá e não tivesse a obrigação, sentia que na ausência de Jane ele deveria ser o chefe da família e proteger a todos, sua mãe, seu irmão Tommy e claro, Maura. Sabia que Jane faria isso de onde estivesse, porém, dessa vez a situação tinha ido além e ela nem se quer sabia o que estava acontecendo... E Frankie sentia obrigação de cuidar tanto dos outros como de Maura. E agora com ela sequestrada, se sentia um fracassado e culpado por não ter conseguido cumprir bem seu papel. Só pensava no quão Jane ficaria decepcionada por ele ter falhado, ainda mais com Maura.

Frost e Korsak saíram atrás de Frankie. Sabia como ele deveria estar se sentindo, mas todos tinham a noção ali de que a culpa não era de ninguém, muito menos dele. Talvez tivessem só a concepção de que não estavam tendo sucesso nas buscas pelo assassino espantalho, era esse o nome que deram ao individuo, e que talvez não estavam fazendo um bom trabalho, resultando no sequestro de Maura.

— Hey Frankie, calma... Vamos lá! Você não tem culpa de nada! – disse Frost tocando em seu braço. Frankie estava olhando o nada encostado em sua viatura.

— Eu deveria ter ficado mais próximo dela, eu deveria... Desde quando houve aquele primeiro assassinato e o bilhete. Eu deveria saber que o desgraçado queria fazer mal a ela... Que tipo de Detetive eu quero me tornar? – ele dizia em tom de tortura. Estava repreendendo a si mesmo por não ter se atentado a esse detalhe. – É claro! Se ele quer atingir a Jane e ficava mandando bilhetes sempre com os mesmos sinais, quem vocês acham que ele iria afetar? A mim não seria, então... Oh meu Deus, não! Minha mãe! – disse colocando as mãos no rosto. Os homens entenderam na respiração de Frankie o que ele queria dizer. Entraram todos no carro e rumaram o mais rápido possível para a Central.

Frankie dirigia como um louco. Só de imaginar que Maura estava em perigo e que sua mãe também poderia estar, descobria sensações que nem ele mesmo sabia que era capaz. Frankie estacionou de qualquer jeito na frente da policia. Entrou esbarrando em todo mundo e foi direto para cantina. Tinha que se certificar de que sua mãe estava bem e a salvo! E se ela estivesse lá, e ele esperava que estivesse, não sairia nenhum minuto de seu lado. Ao avistar Ângela conversando com Cavanaugh, sentiu que ia desmaiar de alivio. Sua mãe estava bem!

— Oh meu Deus, Frankie querido... O que aconteceu? Por que você esta com essa cara? – dizia pegando no rosto do filho.

— Mã! – disse abraçando Ângela. Embora Maura estivesse sumida, se sentia mais aliviado por ver que sua mãe estava bem e que nada iria acontecer a ela. Ângela não entendeu o porquê do abraço repentino, mas conhecia o filho e sabia que algo tinha acontecido. Teve a confirmação quando viu Frost e Korsak parado olhando para os dois com cara de preocupados e ao mesmo tempo aliviados.

— O que está acontecendo? Por que vocês estão com essa cara? – disse ela olhando para os três!

— Sean, será que podemos conversar na sua sala? – disse Korsak olhando para ele. O homem entendeu que o assunto era sério e logo concordou dizendo a Ângela que depois terminariam o café.

— Ei ei ei, vocês não vão a lugar algum até me contarem o que está acontecendo! – disse ela colocando as mãos na cintura com cara de brava. Eles conheciam bem Ângela e sabiam que ela não iria desistir fácil, até contarem... Korsak olhou para Frankie como se desse permissão para ele falar.

— Mãe, a Maura sumiu! – Ângela arregalou os olhos e levou a mão a boca. – Ela foi sequestrada pelo mesmo assassino que vem tirando o nosso sossego nos últimos dias.

Frankie vendo o estado da mãe, tratou de segura-la logo. Ângela quase caiu desmaiada, perdeu a noção de tudo com a noticia. Não conseguia dizer uma única palavra, havia sido pega de surpresa e jamais esperaria por isso. Maura era como se fosse uma filha para ela. Sendo assim, seu desespero começou a bater por pensar que ela não estava bem, e o pior: nas mãos de um assassino. Cavanaugh pegou um copo de água para ela.

— Frankie, fique aqui com sua mãe. Korsak e Frost vamos para minha sala. Precisamos saber já o que aconteceu com a Dra. Isles e pra onde o desgraçado a levou! – disse Cavanaugh andando até o elevador. Os homens o acompanharam. Sabiam que não sossegariam até encontra-los.

***

Jane e Dean estavam no aeroporto. Não tinham conseguido voo, só para depois de uma hora. Hora essa que seria uma eternidade para os ânimos elevados de ambos! Sem muito assunto, mal trocaram duas palavras. Jane estava desesperada, sua inquietação e sua mão freneticamente se tocando, mostravam todo seu desespero. Dean sem saber o que fazer e sem pensar muito acabou tendo uma ideia.

— Vamos voltar, eu sei como conseguir um avião.

Jane olhou para ele surpresa. Mas é claro, o avião do FBI! E feito furacão, deixaram o aeroporto.

— Mas para onde será que eles foram? – perguntou Rafaela olhando para Anthony.

— Oh não não não, meu Deus não... – fez cara de nojo. – Será que? Não, Jane não pode ter saído daqui com aquele véio murcho!

— Ai Thony, para! – dizia dando risada... – Espera, espera, espera aí... – disse ela olhando para o chão e apontando para que Anthony também olhasse. – Esse não era o celular da Jane?

— Oh my lord, será que aconteceu alguma coisa com ela, Sa? – disse em tom de preocupação.

— Eu espero que não. Mas a gente só vai saber se procurarmos. Vamos voltar para o hotel, quem sabe ela não esteja lá.

E prontamente pegaram um táxi de volta ao hotel. Chegando lá, perguntaram na recepção por Jane e também por Dean mas a mulher não soube responder, alegando que os dois não haviam voltado. Rafaela olhava para Anthony como se dissesse que realmente eles estavam juntos. Embora Anthony também pensou de inicio, sabia que algo havia acontecido para Jane ter sumido do nada.

— Eu não acho que eles estejam juntos romanticamente. Jane gosta da Maura e eu tenho certeza que ela não iria conseguir ficar com...

— Espera aí! Hey Thony, Dean não chegou lá falando sobre um caso que estava acontecendo no Departamento de Jane? – interrompeu Cezario.

— Oh meu Deus, verdade! Será que? Mas Jane teria nos avisado...

— Olha lá, não é o agente que chegou junto com o Dean? – disse apontando para o homem que entrava no hotel.

— Vamos lá falar com ele!

Aproximaram-se do homem e os cumprimentaram.

— Hey Faloppa, você viu o Agente Dean por aí?

— Vi sim. Na verdade ele e a Detetive Rizzoli acabaram de voar para Boston. Parece que houve um sequestro e o FBI vai assumir o caso a partir de agora. – respondeu o agente.

— Sequestro? – perguntou Anthony preocupado. – Mas com quem?

— Bom, eu não sei te informar Det. Hugh. Tudo que sei é que eles voaram para lá agora.

— Estranho... – disse Rafaela fitando o vazio. – Bem, de qualquer forma muito obrigada.

O Homem sorriu para eles e foi embora. Os dois ficaram se olhando por um tempo tentando entender o que havia acontecido para Jane sair sem nem ao menos dizer nada. E embora não soubessem direito de quem se tratava, sabiam que deveria ser algo muito grave para a morena simplesmente ir para Boston. A preocupação surgia nos dois.

***

Uma dor de cabeça insuportável. Seu nariz ardia, sua garganta arranhava e sua boca estava seca. Sentia-se como se tivesse ficado dias sem beber água e como se tivesse levado uma pancada fatal na cabeça. Os olhos pesavam e a respiração fina, baixa e descompassada incomodava com todo o resto de seu mal estar. Frio!

Maura estava com a boca amordaçada, e com as mãos juntas amarradas. Aos poucos foi abrindo os olhos e recobrando os sentidos. Estava deitada em uma cama e logo notou que não era a sua. Forçou as vistas piscando rapidamente até seus olhos se acostumarem com a claridade, embora fosse noite. Notou que algo atrapalhava sua mandíbula e que mal conseguia mexe-la. E como num ato involuntário, levou a mão até a boca para se certificar do que havia acontecido e só então notou que suas mãos estavam amarradas. Rapidamente foi lembrando-se do acontecido e um medo enorme foi tomando conta de si. Por Deus, onde ela estava e o que aquele homem havia feito com ela? Sua respiração aumentou e ficou ofegante. Não sabia onde estava e nem quem era aquele homem e do que era capaz. Não sabia o que ele queria com ela. Não sabia como avisar Jane sobre o que estava acontecendo. E por Deus, que alguém descobrisse logo.

Passava os olhos rapidamente de um lado para o outro para tentar identificar o lugar. Era um quarto de uma casa, muito luxuosa por sinal, pois o quarto era grande e tinha muitos moveis fino. Estava deitada em uma cama enorme de casal. Sua bolsa e seus sapatos estavam nos pés da cama, em cima de um sofá. Seu pânico aumentava cada vez mais. O homem não estava aparentemente no mesmo cômodo que ela, e até então, não se ouvia barulho algum vindo de lugar nenhum. Foi lentamente se lembrando de como tudo aconteceu...

— Senhor? Está ai? – Maura resolveu chamar pelo homem, já que quando voltou na garagem ele não estava lá.

Olhou para os lados e nem sinal dele. Não entendeu muito bem o sumiço, mas já que ele não queria ser ajudado e não esperou que ela pegasse sua maleta para fazer o curativo, pois bem, que ficasse bem que ela ia ficar muito bem obrigada e rumaria para o seu trabalho. Mas ao se virar para entrar na casa novamente para guardar sua maleta, sentiu as mãos de alguém segurando sua boca para que ela não fizesse nenhum barulho. Deixou a maleta cair no chão e tentou gritar por ajuda, mas o homem era forte e tinha os olhos negros, feios e conhecidos. Maura sentiu um medo enorme e aos poucos foi ficando sem sentido, pois o homem havia levado um pano em seu nariz com Clorofórmio.

Não se lembrava de mais nada, pois havia desmaiado. Não sabia onde estava e nem como tinha ido parar ali, só sabia que estava em perigo e que sua cabeça doía muito. Ficou olhando para os lados atentamente, tentando achar uma brecha que fosse para pedir ajuda e fugir de lá. Olhou novamente a cama e viu sua bolsa e logo se lembrou de seu celular. Procurou por toda a extensão e nada. Procurou por todo o quarto e nada. O homem provavelmente tinha pegado o seu celular. Tentou até conseguir tirar a venda de sua boca e de duas mãos. Estavam amarradas com um pano, foi fácil remove-las. Foi até a porta e tentou abri-la, mas provavelmente o homem havia trancado pelo lado de fora. Estava se sentindo fraca, mal, sem forças até mesmo parar gritar. Provavelmente deveria ser pelo clorofórmio, pensou. Mas se não tentasse nada, ainda mínimo que, fosse não sabia por quanto tempo mais ficaria naquele lugar. Então, começou a bater na porta pedindo por socorro... Foi até a janela e fez o mesmo, mas parece que o mundo havia parado e ninguém a ouvia...

Sentou no canto do quarto e começou a chorar. Estava vivendo um pesadelo. Não sabia onde estava, quem era aquele homem e o que queria. Jane estava longe e rezava para Frost, Korsak e Frankie encontra-la. Caso contrario, não sabia como terminaria tudo aquilo.

Ouviu barulhos de chaves e logo a porta enorme do quarto foi se abrindo... Seu coração disparou ao ver o mesmo homem que havia visto pela manhã. Ele parecia tranquilo, sereno e louco. Ele ao ver Maura no chão, tratou logo de dizer algo.

— Hello, Dra. Isles – disse sorrindo.

— Quem é você? Que lugar é esse? O que você quer? – dizia ela aos prantos. – Me tira daqui, me leva embora... É dinheiro que você quer? Eu pago! Quanto?

— Calma Maura... Não vai te acontecer nada de ruim. Eu não quero o seu dinheiro, eu quero algo mais, além, que logo você vai descobrir!

— Eu sou a Legista Chefe desse estado, já devem ter dado por minha falta e logo vai estar toda a policia atrás de mim!

— Ótimo! Gosto assim! Fica mais interessante quando temos toda a policia encenando... E claro, por ser a Doutora Legista dos Mortos Chefe de Massachusetts, fica mais emocionante ainda. – foi se aproximando do canto onde Maura estava.

A medida que o homem se aproximava, Maura se encolhia mais... A fisionomia do homem era comum, aparentava ser uma pessoa tranquila, mas tinha algo nele que intrigava a loira... Era os olhos. Sim, os olhos leves, firmes ao mesmo tempo e de uma repugnância total.

— Não chegue perto de mim, não chegue. – dizia ela fazendo sinal com a mão. O homem sentou na beirada da cama.

— Fique tranquila Dra. Isles, eu não vou tocar em um fio de cabelo seu! Não agora... – disse esboçando um sorriso.

— Me tira daqui, me deixe ir embora... O que você quer de mim?

— O que eu quero? Bom, o que eu quero de você provavelmente deve estar a caminho de Boston agora! – ela franziu a sobrancelha e não entendeu. – Eu quero a Jane!

— A Jane? – perguntou sem entender. Mas aquele sorriso, aqueles olhos lhe pareciam familiar. Mas por Deus, de onde conhecia aquele homem? A voz também lhe soava como se já tivesse ouvido em algum lugar. Mas não importava, o que importava agora era o que Jane tinha a ver com isso e o que ele queria dela. De fato trabalhava pra policia e talvez devesse ser mais um dos condenados onde ela havia participado do julgamento. – O que você quer com ela? Ela nem está em Boston!

— Eu sei! Mas sei também que logo ela estará de volta... Tenho algo dela em minhas mãos... – disse respirando fundo. Nojo.— E não se preocupe, tenho planos para vocês duas, meu casal favorito. – disse sorrindo e mostrando um bisturi para Maura.

OH MEU DEUS, NÃO! Aquele homem tinha mesmo lhe mostrado um bisturi, chamado as duas de casal e estava a espera de Jane, com uma fissura nos olhos? Hoyt! Essa foi a única pessoa que Maura conseguiu se lembrar naquele momento. Mas como? O homem estava morto, não era possível... E não acreditava que havia caído nas mãos de um serial killer querendo imitar Hoyt. Era tudo o que não precisava.

O homem foi saindo do quarto... Mandou um beijo para ela e disse:

— Depois eu volto para te trazer comida. – piscou mais uma vez e deu uma risadinha mais cínica possível antes de novamente trancar a porta. Maura continuou chorando. E se Jane tivesse voltando mesmo, que fosse para salvar ela... Caso contrário, que não voltasse pois Maura não queria que nada, nem um fio de cabelo fosse mexido e que Jane ficasse bem e a salvo.

***

Jane veio o caminho inteiro no avião calada, apenas balançava freneticamente a perna. Sua inquietação mostrava a todos sua ira, preocupação, nervoso, medo e impaciência. Alguns agentes vieram juntos no avião do FBI para junto de Dean ajudarem no caso. O FBI já havia sido avisado sobre o caso que há dias não estava sendo solucionado pela policia de Boston. Todos sabiam que se tratava de mais um serial killer brincando e tirando a paz dos policias. Estavam indo à Boston com o intuito de prender o indivíduo, agora, depois do mesmo sequestrar Maura Isles, a Legista Chefe do estado, a missão teria que ser cumprida mais rápido!

Assim que o avião pousou em Boston, Jane agradeceu ao Dean e disse que se encontrariam na Central, já que ele e os outros passariam no hotel antes. Despediu-se de todos e pegou um táxi para lá.

Ao chegar, passou como um furação pela entrada, mal desejando boa noite para os outros policiais. Não queria saber de mais nada a não ser ter as novidades sobre o caso, que agora havia se tornado uma particularidade sua, já que Maura estava envolvida... Não só envolvida, como era a chave para tudo. Ao chegar em sua sala, se deparou com Frost em sua mesa e Korsak logo atrás dele, em pé.

— Pretendiam me contar quando sobre isso? – perguntou ela se aproximando.

— Jane? – perguntou Frost franzindo a sobrancelha.

— Mas então você já está sabendo? — Perguntou Korsak.

— Não só sabendo como falei com o desgraçado pelo telefone! – disse ela com a pior cara possível.

— Mas? Como? – indagou Korsak.

— Bom, assim que Dean me falou que viria para ajudar no caso, liguei para todos vocês, mas ninguém me atendeu. Liguei para Maura e bom... – sua raiva transbordava quando se lembrava do ocorrido. Revirou os olhos e respirou fundo.

— Nós tentamos por diversas vezes ligar no seu telefone, mas só dava caixa postal! – disse Frost

— Calma Jane, nós vamos encontrar a Dra. Isles! – disse Korsak na intenção de acalma-la.

— Ah, disso eu não tenho duvidas! Nem que eu tenha que ir até o inferno. – disse ela depositando seu casaco em sua cadeira. Respirou fundo mais uma vez. – E então, o que temos? Quero saber de tudo, desde o primeiro assassinato.

E os dois contaram tudo o que aconteceu desde a primeira vitima encontrada morta. Todos os detalhes... O corte diferenciado no peito das vitimas, do boneco feito de palha, e claro, dos bilhetes malditos! Jane fechou o punho em murro. Como aquele desgraçado podia ser tão degradante? O que ele queria com ela?

— Ele só pode estar de brincadeira com a minha cara! – disse ela balançando a cabeça em negativo. – Esse tempo todo ele mandava bilhetes direcionados a mim e ninguém me avisou. Tava na cara que ele iria tentar alguma coisa para me afetar... Mas a Maura??? – ela mostrava toda sua inconformidade por tal coisa. – Frost, não existe vídeo, nota fiscal, entrada e saída de alguma coisa, sei lá, algo que ele tenha deixado escapar que não estamos conseguindo enxergar?

— Quando encontramos Henry Elliot morto em seu apartamento, conseguimos um pedaço das imagens das câmeras de quando ele entrou no prédio e... – Frost resolveu por não falar nada. Sabia que no fundo, assim como eles, Jane também se lembraria de Hoyt. O assassino até então usava as mesmas características e pelo o que tudo indicava, tinha a mesma obsessão por pela morena.

Após ver um trecho do vídeo, Jane soltou um riso incrédula! O homem havia quase cortado sua mão com um bisturi e mostrado para a câmera. Era a mesma mão que Hoyt havia fincado o bisturi na mão de Jane. Aquilo era mais do que um sinal... Ficaram por mais algum tempo conversando e pondo Jane a par dos assassinatos. Até que Dean e os outros agentes chegaram.

Os Detetives e Jane os colocavam a par do caso. Todos ouviam atentamente e sempre perguntavam alguma coisa ou faziam alguma suposição, mas Dean ficava apenas observando os movimentos de Jane, sem nada dizer. Embora Jane tivesse a todo vapor, querendo a todo custo saber sobre o paradeiro do assassino espantalho, ela estava confiante porque, claro, o FBI era folgado e sempre gostavam de meter o bedelho nos casos da policia, mas juntando a inteligência dos dois, talvez pudessem ser mais rápidos do que o comum.

— Esses não são os primeiros casais vitimas de Frederik! – por fim Dean disse alguma coisa. Todos o olhavam.

— Frederik? – perguntou Jane franzindo a sobrancelha curiosamente. – Quer dizer que?... – apontou para Dean. – Então já temos a identidade do infeliz?

— Ele, coincidência ou não, mata casais. Casais homossexuais. Seu rastro foi deixado vindo da França, onde já havia feito vitimas de sua insanidade. – todos o olhavam atentamente. Jane ficava cada vez mais nervosa e não sabia o porquê de um assassino homofóbico havia pegado Maura e diretamente afetado Jane, seu interesse.

— Mas então você já sabe quem ele é? – perguntou Korsak meio desentendido. Na verdade ninguém estava entendendo direito. Os agentes estavam a par da situação e da identidade do assassino, mas não sabiam muito sobre as confidencias. Dean segurava uma pequena pasta com alguns papeis na mão. Aquilo era um documento desconhecido por muitos, e ele por sua vez o estava mantendo ponderadamente.

— Frederik Franz Hoyt! – disse Dean jogando os papeis em cima da mesa. Todos ficaram boquiabertos!

— O quê? – Jane por segundos pensou que pudesse estar louca!

— HOYT? – Korsak praticamente gritou.

O silencio prevaleceu por algum tempo na sala... Dean não sabia nem como conduzir as perguntas depois da revelação. Todos ali sabiam do quanto Hoyt havia feito o mal, principalmente para Jane, que na verdade para ela havia se tornado um pesadelo.

Como podia um ser com o mesmo sobrenome que de Hoyt estar matando pessoas com as mesmas características dele, com a mesma obsessão em Jane e havia raptado Maura? Quem era essa pessoa e o que queria com ela? Por Deus, não estava preparada mais uma etapa sem dormir, sem praticamente respirar por ter um homem tentando mata-la a todo custo. E o pior: tentando fazer mal a ela indiretamente por Maura.

Jane colocou a mão no rosto e todos a olharam... Ninguém sabia quem era o individuo, mas se o encontrassem na frente, com toda certeza teria o mesmo fim que Charles Hoyt.

— Bom, eu não disse nada a você antes, Jane, porque não tinha a permissão. Todos nós sabemos do mal que Hoyt te causou e isso só deixaria tudo pior... Mas pelo menos sabemos quem é ele, só nos resta descobrir onde ele está! – por fim Dean se pronunciou.

— Mas... – Jane estava inconformada. – Hoyt? O mesmo sobrenome do desgraçado que está enterrado a sete palmos da terra? – ela balançava sua cabeça em negativo. – Dean, eu quero que você me conte tudo sobre ele agora. Maura corre um perigo enorme e eu não vou permitir que uma sombra do louco do Hoyt faça mal algum para ela!

— Rizzoli, que bom que voltou! – disse Cavanaugh entrando na sala. Ele sabia que ela havia voltado porque o murmurio corria no departamento. – Vamos à minha sala, agora!

Jane apenas o acompanhou com os olhos e também foi para sala dele, sem nada dizer.

— Eu sinto que tenha voltado nessas condições, mas isso se trata da vida da Dra. Isles...

— E é exatamente por isso que eu tenho que encontrar esse desgraçado logo. – seu tom não era exaltado na voz, mas na sua afirmação de desespero e raiva. – E eu espero que ele não tenha feito mal algum para ela e...

— Rizzoli, isso se trata de um Hoyt! – disse ele interrompendo-a. – Não sabemos o motivo de ele estar agindo dessa forma, mas você sabe que o alvo a ser atingido é você. Não podemos deixar de tomar isso como pessoal, não seria o caso de você se manter afastada desse caso e...

— E é exatamente por ser pessoal que eu devo estar nesse caso, senhor! É a mim que ele quer, não é? Acabar com mais um Hoyt para mim não será problema nenhum.

Ela dizia firme, ponderada por estar conversando com seu Tenente, mas Cavanaugh a conhecia, sabia dos seus problemas relacionados ao passado com Hoyt e de sua amizade com Maura, embora ele também sempre as visse como um casal! Nada podia fazer. Não podia afastar sua melhor Detetive de um caso onde ela estava envolvida e mais, a Legista Chefe daquele departamento, amiga de Jane e de todos ali também estava envolvida da pior forma.

Jane voltou para sua sala onde os homens conversavam, inclusive Frankie e sua mãe.

— Jane querida! – Ângela foi ao encontro dela e lhe de um abraço apertado. Se Ângela já estava desesperada e com o coração na mão, imaginava a situação da filha...

— Oi Mã! – também lhe deu um abraço apertado. Precisava.

— Jane, me desculpe! A culpa é minha, eu deveria ter ficado mais perto da Maura... – Frankie dizia parado perto de Jane, com cara de desolado.

— Hei hei hei, a culpa não é sua Frankie! – dizia ela tentando acalmar o irmão.

— Mas eu podia ter cuidado melhor dela para você, Jane. Eu deveria ter feito o papel na sua ausência, mas eu falhei... Me desculpa! – e saiu da sala feito um furacão.

Sentia-se mal, sabia que a culpa não era sua, mas não podia evitar esse sentimento.

— Frankie, vamos lá! – Jane disse na intenção de para-lo, mas ele nem olhou pra trás.

— Ele está nervoso querida, deixe que logo ele irá melhorar... – disse Ângela. – Vamos tomar um café!

Ângela e Jane ficaram por um tempo conversando na cantina! Jane contou por cima como estava sendo seu treinamento e dos amigos que conheceu... Mas isso não durou muito, pois sua cabeça estava a milhão e ela logo voltou para sua sala.

Dean estava explicando para todos sobre a vida de Frederik! Frederik Franz Hoyt, era filho de Helena Franz e Charles Hoyt. Quando Hoyt havia ido para Inglaterra estudar medicina em Oxford, conheceu Helena. Tiveram um caso nada muito sério, onde nasceu o fruto, filho deles. Mas assim que terminou a faculdade, Helena se mudou para a França. Até o momento ninguém sabia sobre essa vida de Hoyt, muito menos que ele havia tido um filho. Todos estavam surpresos. E ao que tudo indicava, o filho tinha a mesma insanidade mental que a do pai.

— Jane, eu sinto muito... Acho que o sangue dos Hoyt tem algo que é totalmente fissurado em você! – disse Dean tentando desfazer a tensão que estava no ar.

— Sou italiana e o meu é maior do que o deles! – mostrou sua arma brincando. Todos deram risada, inclusive ela que tentava aparentar calma mas aquilo tudo estava lhe incomodando e consequência disso, sua cicatriz doía e seu medo aumentava a cada segundo. Também, não é todos os dias que se tem mais uma geração Hoyt tentando mata-la de todas as formas...

Voltaram a olhar os vídeos, os documentos, as vitimas tanto de Boston quanto da França. Todos a essa altura sabiam que ele era filho de um caso de Hoyt, que tinha o mesmo jeito de matar, o mesmo tom de voz, a mesma doença mental e a mesma obsessão pela morena. Jane não estava entendendo o porquê de até agora ninguém ter nem uma pista concreta de onde ele estava morando ou hospedado. Parecia que ele havia se enfiado debaixo da terra. E não seria mal se ele tivesse feito isso, ido para debaixo da terra como o pai, mas sem Maura. Os agentes e os Detetives estavam com um mapa aberto em cima da mesa testando os possíveis lugares que ele poderia estar. Jane estava cansada, sua cabeça doía e seu estomago revirava. Precisava de um banho para dar continuidade na busca incessante por Maura, sua Maura. Seu coração doía só de pensar nas condições em que sua amiga, sua grande amiga e grande amor estava. E era isso que faria, iria para casar para tomar um banho e voltar renovada para sair nem que fosse de rua em rua, beco em beco, atrás da loira.

***

Anthony e Rafaela estavam na recepção do hotel. Os dois sabiam que algo muito grave tinha acontecido, só não sabiam o que! Ligavam incansavelmente para Jane, mas o celular dela só dava caixa postal. Resultado de sua ira, que estava espedaçada na frente do Wash Pub.

— Thony, aquele ali, vamos... Ele deve saber de algo! – disse Cezario apontando para um homem, o agente especial do FBI.

Os dois seguirem até ele, que os olhou assustado ao ver que eles praticamente correram até chegar nele com uma feição estranha.

— Boa noite, sou a Detetive Cezario e estou a todo momento tentando falar com os policias e os agentes de Boston, mas não consigo contato. Será que o senhor sabe me dizer o que aconteceu exatamente para irem para Boston na urgência?

— O assassino do caso em que a policia está trabalhando atacou novamente e sequestrou a Legista Chefe de Massachusetts. Rizzoli, que é Detetive de Boston também foi para lá com alguns agentes. O FBI assumirá o caso.

— Ah sim, muito obrigada senhor. –agradeceu com um sorriso forçado, pois sabia que não era apenas pelo caso que Jane e Dean tinham deixado o bar sem nem ao menos dizer um tchau ou explicar o motivo.

Os dois estavam inquietos, andavam de um lado para o outro. Rafaela e Anthony até pediram uma dose de vodka para tomarem...

— Espera, espera aí... – disse Anthony parando e colocando a mão na boca. – Maura não é Legista? – Rafaela assentiu.

— Não, você...

— Eu me lembro de algo de Jane comentando que ela era a Legista Chefe, só não me recordo se era de Massachusetts...

— Mas é claro! – disse ela se levantando do banco que estava sentada. – Para Jane sair correndo sem nada dizer, para ter uma legista sequestrada em Boston no caso da policia no departamento que ela trabalha, só pode ser a Maura!

— Ai meu Deus! – os dois arregalaram os olhos e Anthony tinha sua mão na boca.

Por Deus, precisavam fazer alguma coisa para ajudar Jane.

***

Enquanto a água corria por toda a extensão do corpo de Jane, ela tentava imaginar o local onde o filho do diabo estava. Além do apelido de assassino espantalho, Frederik foi apelidado por Jane de filho do diabo, já que na opinião dela Hoyt era um diabo!

— Eu só não consigo entender o porquê daquele boneco horrível... – dizia ela para si mesma.

Enquanto procurava sem muita dificuldade sua roupa de cada dia, pensava em todas as possibilidades possíveis e no sinal que ele queria dar depositando sempre aquele boneco em cada vitima!

— MAS É CLARO!!!! – praticamente gritou sozinha em seu quarto.

Trocou-se rapidamente, pegou as chaves de seu carro, seu distintivo e sua arma. Havia tido uma ideia de onde eles pudessem estar e avisaria os outros do caminho. Mas ao se lembrar que estava sem celular, o jeito era ir sozinha ou esperar mais tempo até chegar na Central para assim depois irem atrás de seu palpite. O jeito era ir sozinha mesmo. Maura era seu problema, sua vida era seu problema, sua segurança era seu problema, assim como havia descoberto a prestação que sua felicidade também era mais do que seu problema, era sua obrigação.

Confiante, com sorte ou não, acharia o lugar e Maura...

***

Maura havia adormecido sentada no mesmo canto em que estava. Abriu os olhos lentamente e viu que a sua frente havia um prato de comida, uma fruta e um copo de água. As lembranças voltavam e ela se desesperava com tudo aquilo. Caminhou pelo quarto buscando uma janela. Havia uma pequena e muito alta que deu para notar que ainda era noite. Andou de um lado para o outro e quando seu olhar encontrou com a porta, notou que ela não estava totalmente fechada. Essa é a minha chance. Caminhou cuidadosamente para não fazer barulho e foi abrindo lentamente a porta, olhando atenta para todos os lados.

A casa era enorme e em cima de alguns móveis, Maura notou que havia o mesmo boneco feito de palha com o “olho” roxo e uma blusa branca. Continuou caminhando lentamente pela grande sala. Mas ao se virar para entrar no outro cômodo, deu de frente com Frederik.

— Está precisando de alguma coisa, Dra. Isles? – disse sorrindo para ela e olhando-a fixadamente.

Mas antes mesmo que ela pudesse dizer qualquer coisa, ouviram um barulho de passos fora da casa. Ele fez sinal para ela não fazer barulho e foi caminhando cuidadosamente até a janela para notar o que fazia aquele barulho.

— Eu avisei que viriam atrás de você! – disse ela indo também até a janela, correndo. – SOCORRO.... ALGUÉM ME AJUDA! SOCOOOORROOO...

Maura gritava na intenção de fazer quem quer que seja que estivesse fora da casa, ouvir.

— Maura! – ao ouvir a voz da Legista, Jane sorriu.

Sabia que era lá mesmo o lugar onde ela havia imaginado. Maura gritando, isso era sinal de que estava viva e tinha forças.

— Pare de gritar! – disse ele agarrando-a e colocando a mão para calar sua boca!

Foi arrastando Maura até uma mesa que ficava próxima e com a outra mão, pegou o pano com Clorofórmio. Em instantes, Maura desmaiou. Ele a pegou no colo rapidamente e deixou a casa. Sua intenção era exatamente essa: atrair Jane para o sóton. Lugar esse onde tudo havia acontecido!

Sem pensar em nada, Jane entrou na casa com sua arma a postos. Sabia que Maura estava lá dentro e isso a encorajava mais do que tudo, já que estava sozinha e sem reforços. Procurou por todos os cômodos da casa e nada encontrou. Se ele fosse esperto, se ele tivesse escutado os seus passos e pensasse como o pai, que isso ela tinha certeza, eles estavam no mesmo inferno onde tudo havia acontecido. E foi para lá que ela foi.

Cuidadosamente foi descendo degrau por degrau da escada. E a cada passo dado, seu coração disparava mais, se é que isso fosse possível. Ouviu um barulho vindo de trás de si, e ao se virar, seus movimentos foram mínimos... Frederik havia colocado em seu rosto o mesmo pano com Clorofórmio que a fez desmaiar em segundos.

Jane só teve tempo de ver os olhos do homem! Os mesmos olhos de Hoyt......

Notas finais
1...2...3.......