Rising Tide

29 Sentimentos.


Notas iniciais
Oie risus. Tudo bem? risusssss ~risada nervosa~ NÃO ME ABANDONEM POR SER UMA PESSOA HORRÍVEL! D: Sumi, mas não queria ter sumido – na verdade, estou bem triste por isso e nas Notas Finais explicarei o porquê. Todavia, antes de tudo, queria agradecer IMENSAMENTE a Kiera Collins – SENTI SAUDADES, SUA LOCA! – e a Júlia Xavier – sim, eu fui no seu perfil, sua lindja ♥ –, pelas recomendações LINDAS, MARAVILHOSAS, CHEIROSAS, PERFEITAS, AHHHHHHHHHEBIFBEHBFIH (???), que elas deixaram para RT, ah, sorri toda boba, de orelha a orelha quando entrei na minha conta – DEPOIS DE ANOS – e vi aqueles textos maravilhosos lá, fiquei toda ahhhh *o* chorei – prq sou chorona, vocês sabem – emocionadinha e escondida no quarto – prq odeio chorar na frente dos outros. Ah, vocês não sabem o bem que vocês me fazem. Eu mostrei pra minha família toda -q e minha irmã perguntou se, por acaso, eu estava escrevendo a historia que receberia o prêmio Jabuti, falei “moça, calma, não me ludibria assim” -qq. Portanto, JHOWYS E KIERA, CAPÍTULO INTEIRAMENTE DEDICADO A VOCÊSSS – e pode ser, assim, que eu ache, talvez, que você, Kiera, irá gostar ^^ não sei, quem sabe -qq. Que demora hedionda, eu sei, MIDISGULPEM! Vocês já devem ter esquecido tudo o que ocorreu, quem eu sou, do que eu tô falando -qq. Portanto, oi gente, eu sou a Orbis, a autora infame que demora MESES PRA POSTAR, LEMBRAM DE MIM??? LEMBRAM DA HISTORIA QUE EU ESCREVO TB? COM UNS CAPÍTULOS COLOSSAIS QUE CHEGA DÁ DESÂNIMO DE LER, tá parei -qq. Vou fazer um esqueminha pra quem esqueceu o que ocorrera, pois bem... ~pigarro~ Anteriormente em Rising Tide... – TÁ PAREI! Continuando... O que aconteceu foi que os irmãos da Meri voltaram, junto da Vovó DonBroch, trazendo alegria pro coração da Meri que tava tristinho por causa do Haddock – peguei a mania da Sarah, culicença, continuando. Trouxeram tb a Angus, que conheceu o Banguela, que quis cheirar a bunda dela, como manda a educação canina. Meri foi trabalhar no show da Bey, que chegou arrasando. Meri ficou admirando a beleza do Hiccup – normal. TEVE O QUEBRA PAU – muito bem apreciado pelo MrOliver -qqqqqqq. Merida soltou uns bordões filosóficos, linda toda vida. Vimos Merida irritada, dando passa fora em geral, querendo matar um e se derretendo pelo Hic, prq quem consegue resistir ao mozão? Tb vimos – PASMEM – Merida usando e abusando da maturidade e Hiccup agindo feito criança. FIM! Agora vamos continuar... Notas Iniciais curtinhas para não fazê-los esperar mais do que já esperaram. Não pulem as notas finais, visse? -qq. E ajudem a mana aqui: qualquer erro, não hesitem em me falar, tá? Eu tive tempo o suficiente pra revisar – revisei umas 15 vezes -q – mas sempre acabo deixando passar alguma coisa, então... BOA LEITURA! ♥ ((ATENÇÃO)) Fiquem atentos aos flashbacks – estão entre aspas e em itálico.

Chapter Twenty Nine.

Feelings

POV Hiccup.

Era a primeira vez, depois de muito tempo, que eu não me sentia ansioso perto dela. Acho que já estava tão desgastado, que essa sensação acabava ofuscada.

Mas tê-la ali, ao meu lado, era difícil admitir, ainda mais depois do que ela me disse, mas... Era reconfortante. Talvez, só a presença dela fosse capaz de me acalmar em tão poucos... Segundos.

Mas eu não deixaria que ela tomasse conhecimento disso.

Eu ainda me sentia um tanto irritado, mesmo que pouco, por conta das palavras dela. Me sentia ainda mais incomodado por saber... Que eu estava errado, merda. E essa dor lancinante nos hematomas de meu rosto não melhoravam minha situação.

E pensar que fui claramente inescrupuloso ao acertar aquele primeiro soco na boca de Dagur... Foi só vê-lo estupidamente próximo a ela, de um jeito que diferia com certeza das outras formas em que ele esteve perto dela – nas outras situações, emanava descontração e amizade, e mesmo que isso me incomodasse ligeiramente, não me irritava. Era algo que eu me sentia completamente capaz de reprimir. Mas então, ali, naquele fatídico momento, “descontração” e “amizade” era o que passava longe das intenções que gritavam em seu corpo tão próximo ao dela. De repente, eu não respondia mais por mim.

Dagur não se importa se ela tem sentimentos a partilhar, ele não se importa se ela pode ser magoada. Para ele, ela é só mais uma peça em seu jogo particular de tentar frustrar a mim, sobrinho favorito de seu pai. Não é como se eu tivesse forçado meu tio a gostar tanto de mim, e as vezes, eu penso, Dagur precisa abrir os olhos e crescer... Quando éramos crianças, essa rixa era até cabível. Mas agora, crescemos e ele continua a insistir nisso. Até quando?

Meus esforços – que se tornaram o pior dos descontroles – em mantê-la longe dos objetivos fúteis de Dagur para me atingir foram retribuídos com as mais duras das palavras... Até mais duras do que as que ela me disse no dia em que estive em seu quarto.

Me lembrei do porquê estou irritado com ela... Com Dagur... Com a vida.

— Não tinha necessidade disso. – murmurei, evitando ao máximo fita-la, encarando o meio reflexo de meu rosto machucado no vidro do carro. Eu queria discutir, porra. Sem razão aparente. Eu tô irritado, eu quero discutir, foda-se.

— Disso o que? – ela indagou depois de uns segundos.

— Eu sou completamente capaz de dirigir sozinho. Não é porque levei uma cotovelada na cara que, de repente, me tornei inválido.

Ela suspirou longamente e eu não consegui evitar, tive de fita-la. Ela parecia mais tranquila que nunca. Por que isso me irritou ainda mais? – Nunca duvidei da sua capacidade de dirigir, mas você não parece estar em condições pra isso, apenas.

— Como se você se importasse.

— Agora, você já está sendo infantil.

A fulminei com o olhar, enquanto ela fitava serena o caminho a frente, ignorando a criança ao seu lado. Suspirei... Olha o que o ciúme fez de mim. Um idiota patético que age feito um pré-adolescente frustrado.

E eu achando que as coisas melhorariam depois do nosso abraço no parque... Foi a última coisa que me fez sorrir sinceramente hoje.

Depois dali, só desordem.

Tornei a fitar o caminho a frente, voltando a aquele meu autodesprezo, que já vinha se tornando costumeiro. Eu poderia ter me controlado. Deveria ter ignorado, afinal, ela mesmo disse... Eu não sou nada dela.

Suspirei ao ponderar, ainda sentindo um contínuo latejar na região perto dos olhos, que me controlar nas condições em que eu estava teria exigido um extremo esforço – e mesmo assim, incerto de que adiantaria algo. Um sentimento entranho de que eu estava fazendo tudo errado, ainda mais depois de uma conversa com Jack e Kristoff – que quase se tornou uma discussão –, logo após eu regressar do parque com Banguela.

Insinuações diárias de que isso que eu vivia com Astrid, não era um namoro. Era tudo, amizade colorida, transas casuais ou até mesmo só aquela pegação do dia-a-dia, mas namoro não era. Insistiam em me afirmar isso. Todo. Santo. Dia.

Aquilo me irritava, demais! Eu gosto de Astrid, gosto sim... Mas o tanto que gosto dela é nada comparado ao que sinto por... Merida. Dei um longo suspiro.

Kristoff falava não era atoa. “Namoro unilateral, não é namoro”. E eu não conseguia evitar lembrar da voz gostosa de Merida me dizendo “Se não há reciprocidade, não é amor. É insistência”. De novo aquela sensação, quando eu, mais uma vez, me sentia todo errado. Um poço de vacilo. Errando dia após dia. E o pior é que foram erros que cometi por livre e espontânea vontade. Eu não precisei da ajuda de ninguém para desgraçar minha própria vida. Fiz um excelente trabalho sozinho.

“Eu contei uns doze minutos em que fiquei dentro do carro estacionado na garagem de casa, pensando no que havia acontecido há pouco, num silêncio contínuo apenas interrompido pela respiração acelerada de Banguela no banco de trás.

E mesmo que a mensagem que recebi de Jack parecesse ser um tanto urgente, eu ainda me encontrava no mais agradável estado de tranquilidade.

Os olhos dela não saem da minha cabeça. Aquela timidez adorável mesclada com a animação de sua extroversão casual, era algo tão contraditório e amável ao mesmo tempo e o que caralhos eu tô falando? Só de pensar nela, fico meio confuso, mas isso é o de menos.

Eu ainda sentia o abraço dela.

Era como se tivesse trago ela junto a mim, era como se eu levasse ela pra todo lugar, uma sensação tão boa... Que, por um momento, achei estar ficando doido (?).

Aquela sensação de que algo tão bom aconteceu que você chega a ter dificuldade de acreditar... Como se fosse bom demais pra ser verdade.

Mas foi verdade, Hiccup. E foi bom... Pra caralho. Permita-se ficar feliz com isso.

Anuí para mim mesmo, saindo enfim de dentro do carro e trazendo Banguela comigo. Eu ia em direção a entrada de casa, embutida a garagem, ainda meio desacreditado e, suspeito muito que, com um sorriso insistente no rosto.

Antes que eu pudesse tocar a maçaneta, a porta fora escancarada. Foi a partir dali que as sensações mudaram drasticamente.

Dagur me fitava com uma sobrancelha arqueada, e a mesma feição debochada de toda vez que me via. Nada disse, apenas passou, indo em direção ao sedã estacionado ao lado do meu carro, quase me levando junto ao esbarrar com o ombro propositalmente em mim.

O ato de respirar fundo após as atitudes de Dagur para me irritar tornara-se um hábito. Então, com os punhos cerrados e os olhos fechados, eu contava os motivos para não socar a cara dele ali mesmo, enquanto ouvia o rosnar de Banguela. Não eram muitos motivos os que eu tinha, mas ainda era alguma coisa. Coisas como “ele é da minha família”, “ele é meu primo”, “seu pai é o meu tio favorito”, “ele é um babaca doente que age feito criança”...

Preocupado, Banguela passou a distribuir lambidas sobre meus dedos, de um dos punhos cujo os nós já estavam brancos. Foi isso que me trouxe a realidade novamente.

Passando pela porta e chegando a sala, no ar estagnava-se outro tipo de clima pesado...

— E aí, cara... – Jack falou, tentando disfarçar a apreensão.

— Oi. – respondi, sentindo que alguma coisa estava errada. Perguntei por Flynn, Jack respondeu que ele havia saído para resolver assuntos familiares. Desse clima de problema no ar, já podemos descarta-lo. O que será que houve, então?

— Astrid apareceu atrás de você. – Kristoff afirmou, mas em seu tom de voz não havia ironia, o que era incomum. – Tio Stoico conversou com ela.

— Meu pai... O que?!

Então era isso que estava gerando a apreensão no ar. Kristoff passou, continuando seu caminho até a cozinha, me ignorando. Fitei Jack meio incrédulo, suplicando com o olhar por uma explicação. Banguela puxava indignado a guia ainda presa ao seu pescoço. Um puxão dele foi o que desviou meu olhar do rosto, agora já impassível, de Jack.

— Você sabe o que eles conversaram? – perguntei a ele, como quem não quer nada, enquanto soltava a guia da coleira de Banguela, que correu sedento até seu recipiente com água.

Ele deu de ombros. – Só o que eu pude ouvir é que estavam falando sobre uma ruiva.

Meu coração falhou uma batida. – Uma ruiva? – indaguei temeroso, sentando-me ao seu lado. Jack me fitou, prestes a responder o óbvio.

— Você sabe quem.

— Voldemort? (?????????).

Ele estreitou os olhos, mas não conseguiu evitar uma risada. – Merida, ô seu babaca.

Cocei a cabeça. – Eu sei. – admiti. – Só quis descontrair o nervosismo que vem se concentrando dentro de mim.

Jack riu, tornando a fitar a TV. – Piadinhas em momentos tensos. Parece até um filme da Marvel. – murmurou para si mesmo, bebendo da latinha de Coca em sua mão.

— Você ouviu algo mais da conversa? – quis saber e ele me fitou novamente, negando com a cabeça.

— Quem mencionou Merida foi Astrid, que seu pai pareceu confuso por não conhecer. Ao que parece, ela vem desconfiando de algo.

Suspirei longamente. – Ela tá cismada desde hoje cedo, que a questionei sobre ter feito algo com Merida, depois ter esbarrado nela. – fitei a TV, meio pensativo. – Mas eu indaguei de maneira tão inocente, diria até involuntária... Merida saiu meio cabisbaixa, então foi mais forte que eu. Tive de perguntar se algo tinha acontecido.

— Esse seu senso de proteção para com Meri nunca foi inocente, tu sabe. – Jack comentou, sem me fitar. Não importa o que eu falasse para tentar negar... Eu sabia que ele estava certo. Então só anuí, concordando. Jack me fitou, pareceu surpreso. – Vocês brigaram?

— Não, mas foi porque eu, estrategicamente, transformei a discussão em outra coisa.

— Eu não estou falando de Astrid.

Fitei seu rosto, um tanto confuso. – Eu e Merida? – ele anuiu calmamente. – Já estamos brigados, lembra?

— Você encontrou ela no parque. – ele não indagou. Ele afirmou.

Franzi o cenho, meio – muito – surpreso. – Como você..?

— Elsa me falou.

Crispei os olhos. – Você tramou isso, Jack?

Ele deu uma risada, parecia um tanto admirado. – Que lisonjeiro, mas não, não tramei nada.

— Então, como..?

— Liguei pra linda depois de uma mensagem que recebi dela, queria saber algo acerca do expediente de Meri hoje na boate... – ele me fitou, de maneira sugestiva. – Expediente este que Merida foi muito bem recomendada a Bunny. Hm. Quem será que fez tal recomendação, ein?

O filho da mãe sabia que havia sido eu. – Não enche. Continua. – ele riu e continuou.

— Por curiosidade, quis saber onde Merida estava e Elsa acabou me contando que ela havia acabado de sair com os irmãos, para ir ao parque. Você também já havia saído de casa.

Arqueei uma sobrancelha, ainda achando que tinha mais a ser esclarecido. – Como você sabia que iríamos ao mesmo parque?

Ele me fitou, dessa vez ofendido. – Agora, cê já tá me chamando de burro ou o que? – mantive a questão. – Foi fácil, porra. Você só frequenta um parque, o único por perto com espaço o suficiente pro Banguela correr. E Merida estava com os irmãos, muito provavelmente iria para um parque com playground, o que, por acaso, o parque de seu destino tem. Ou seja... – ele deixou por terminar, voltando a fitar a TV.

É. Me esqueci que estava conversando com Jack, não com qualquer um. – Nós não brigamos. Muito pelo contrário.

Ele pareceu interessado, desviando o olhar no mesmo instante da TV e me encarando, ansioso para que eu continuasse. – Pegou de novo? – indagou, com um sorriso animado no rosto.

Para o seu desapontamento – e o meu também –, eu neguei. – Nós conversamos, como há muito não acontecia. Eu conheci seus irmãos e... Nos despedimos, da melhor maneira possível. – afinal, foi um abraço cheio de saudade e significado.

Ele assentiu, com um sorriso sincero no rosto. Até que a apreensão logo retornou ao seu semblante. – E com Astrid, hm... Como vão... As coisas?

Engoli em seco ao lembrar que eu tinha uma namorada. Está tudo na mais perfeita desordem. – Está tudo bem.

— Não, não está nada bem. – afirmou Kristoff, voltando da cozinha e sentando-se no sofá ao lado, com um sanduíche em mãos. – Quer conversar? – deu de ombros, eu e Jack arregalamos os olhos. Kristoff querendo conversar?! Fiquei até meio assustado agora. Eu e Jack nos entreolhamos, ele que tinha um sorriso no rosto, suponho que feliz por nos ver, enfim, tentando socializar sem piadinhas trocadas e foras habituais.

Kristoff mantinha o olhar indiferente, mastigando seu sanduíche, quando respondi. – Não precisa, eu... To legal.

— Eu geralmente não me ofereço para ouvir desabafos. – ele me fitou de maneira compenetrada. – Aproveite o raro momento em que isso acontece.

Eu sorri minimamente, concordando com ele. Jack, agora, já dispunha toda a sua atenção na TV à nossa frente. Talvez eu deva... Tentar conversar com Kristoff. Mesmo que ele seja um babaca incompreensível, ele vem se esforçando pra essa rixa sem motivo entre nós acabar, eu notei. – Eu... – hesitei por um momento, quase desistindo ao lembrar que admitir certas coisas a Kristoff reforçaria o quanto ele sempre esteve certo e eu não tô afim de aturar ele se vangloriando pra cima de mim. – Talvez eu não esteja excepcionalmente feliz com esse namoro. – ah, falei mesmo, foda-se.

— Então termina. – aconselhou.

— Mas... O que eu diria a ela, sem magoa-la? Fora que eu sempre quis esse namoro, e agora que consigo, vou terminar?

— Então continua com ela.

— Mas... Vale a pena continuar infeliz?

— Então vai se foder (?). – Jack, ao meu lado, deu uma risada estridente, fazendo-me franzir o cenho. Kristoff deu um sorriso mínimo. – Mas, respondendo à sua pergunta... – ele continuou. – Não, não vale a pena continuar infeliz.

— E vale a pena magoa-la?

— De ambas as formas, você estará a magoando...

Eu engoli em seco. – Mas eu não estarei sendo um namorado horrível?

— Estará sendo um namorado sensato.

— Mas se ela estiver feliz... Eu estarei sendo egoísta.

Kristoff respirou fundo. — Tá escrito nas estrelas, tu nasceu pra ser otário, tem jeito não.

Franzi o cenho. – Sua sinceridade é comovente. – falei num tom irônico. Até que eu ouvi uma afirmação, que não viera dele.

Viera de Jack.

— Você está sendo egoísta com Merida, não com Astrid.

Kristoff e eu encaramos Jack, que ainda assistia despreocupado a TV. Crispei os olhos. – Me explica isso aí que eu não entendi muito bem...

— Astrid é uma mulher decidida, forte, maneira pra caralho, e tudo mais... Mas se tem uma coisa que ela nunca se importou, é com os seus sentimentos. – ele zapeava os canais, sem me fitar, como se o que ele estivesse dizendo fosse a coisa mais óbvia existente. – Astrid é esperta, diria até demais. Ela faz por onde quando lhe convém. Não pense que ela está contigo agora porque de repente descobriu que te ama, tá, pode até ser... Mas pra mim, o que aconteceu mesmo é que ela viu que estava te perdendo e aquilo doeu nela. Doeu nela porque aquele que ela cogitou ser dela pra sempre, estava enfim cansado. Doeu nela porque aquele que ela sempre teve a mais absoluta certeza de que não precisaria fazer esforço algum, pois sabia que ele sempre estaria lá, a sua mercê, já não estava mais disponível. Afinal, pra quem tá acostumada a ter tudo o que quer, isso é um ultraje. Então, de repente, ela muda de ideia, se interessa pela relação de vocês, te pede em namoro e você aceita, mostra importância, mostra interesse, te toma pra ela, mas tudo isso, meu amigo, não é por você. – ele sorveu de sua Coca e continuou. – É por ela mesma. – ele esticou as pernas, apoiando-as sobre a mesa de centro, enquanto eu percebia estar boquiaberto feito um imbecil. – Ela não se importou com a possibilidade de você estar feliz com Merida ou não. Ela te viu muito bem com outra e interferiu, sem mostrar culpa ou ao menos pensar na felicidade que você poderia enfim estar vivendo, depois de anos que passou sofrendo por ela. Ela não se importou com você. Ela só se importou com ela própria, mas isso não é surpresa pra ninguém. – ele me fitou de esguelha por míseros segundos. – Isso sim é egoísmo.

Piscando continuamente, eu desviei o olhar, fitando o rosto de Kristoff, que parecia um tanto surpreso com tudo o que ouvira de Jack, no entanto, anuía lentamente em concordância. Encarei Jack novamente. – Por que você nunca me disse..?

— Eu esperava que você enxergasse sozinho. – e desviou o olhar, suspirando e continuando com a voz ainda tranquila. – Agora, temos Merida... – ele me fitou, os olhos azuis gélidos que diziam indiretamente “nem preciso dizer nada, né?” – O tempo tá passando, Hiccup, e você aí. – a voz dele passou de calma pra enérgica em questão de segundos. – Tá esperando o que pra ficar com ela? Acontecer?! Assim, sem esforço nenhum? Se esforçou tanto por Astrid, mas por Merida não quer mover um dedo?

Franzi o cenho. – Me esforcei tanto por Astrid e o que foi que eu ganhei por anos?! Ein?! Anda, diz!

— Você está completamente equivocado... Se assimila Astrid a Merida. A diferença entre elas, em todos os aspectos... É gritante. – agora era Kristoff quem falava, por incrível que pareça, estava calmo.

— Ela escolheu isso. – murmurei inquieto, apoiando ambos os cotovelos nos joelhos para não ter que fitar o rosto de nenhum dos dois. Jack bufou.

— Você tá ouvindo o que tá dizendo? – Jack indagou indignado. Eu conseguia sentir seu olhar de descontentamento. – Desde quando você é assim? “O orgulho não leva a lugar algum” você sempre me diz isso, e olha o que tá fazendo, cara!

— Ela escolheu isso, Jack! Ela não me quis, ela... – minha garganta fechou. – Ela me dispensou. Como Astrid já fez e vivia fazendo. E eu não consigo parar de pensar que... O problema sou eu.

— Hiccup... – Kritoff suspirou, me observando por longos segundos até, por fim, deixar o prato com metade do sanduíche sobre a mesa de centro, sair de seu sofá e sentar-se ao meu lado. – Ela não dispensou você.

— Como não, Kristoff?! Quer que eu repita o que ela me disse naquele dia? “Nunca deveria ter acontecido”, “isso não muda nada”, e mais umas outras coisas que terminaram de foder com essa merda que eu chamo de coração e, nossa, desde quando eu sou tão emotivo, meu Deus do céu, o que tá acontecendo?! – apoiei a cabeça nas mãos.

Jack massageou entre os olhos. – O que tá acontecendo é que você está namorando uma mulher que não ama mais, e está apaixonado por outra que só abriu mão de você por achar estar fazendo algo em prol da sua felicidade.

Tão lentamente que chegava a ser cômico, eu levantei a cabeça e fitei o rosto de Jack, que me encrava com os olhos azuis que diziam basicamente “você é tão burro assim que não percebeu isso?”

— O que você disse? – a indagação saiu num sussurro.

Jack anuiu lentamente. – E advinha só, das duas, qual você vem se preocupando mais em não magoar? – a pergunta era retórica e cheia de ironia. Eu pisquei continuamente, desviando o olhar. – Aí é que tá o seu “egoísmo”.

— E espera que ela venha atrás de você depois de tudo o que aconteceu, incluindo o seu namoro com Astrid logo após vocês terem ficado? – Kristoff indagou, ainda com aquela calma incomum.

Eu suspirei, fitei seu rosto, ainda um tanto atordoado. – Eu nunca esperei que ela viesse atrás de mim, ela deixou as coisas bem claras.

Kristoff me fitou com uma reprovação quase palpável e eu crispei os olhos. – Hiccup... Está perdendo ela.

— Eu nunca a tive.

— O que?! – agora foi a vez de Jack ficar indignado de novo, passando a mão nos cabelos. – Hiccup! Ela colocou a sua felicidade na frente da dela! Abriu mão de você, o cara que, eu tenho absoluta certeza, ela ama, achando que você estaria feliz com Astrid. Consegue imaginar o quanto isso doeu nela? Ver vocês dois juntos, agarrados, dia após dia, tem noção? – ele negava com a cabeça e ria sem humor. – Se eu visse Elsa agarrada com aquele Phillip, dia após dia, toda feliz... Acredite, eu estaria péssimo. – murmurou, sem me fitar e respirou fundo, bebendo de sua Coca novamente.

Percebi estar com os olhos arregalados. Olhei para Kristoff, que me fitava tranquilo e anuía novamente em concordância aos conceitos de Jack.”

Aquilo ficou na minha cabeça... O resto... Do dia.

Olhei para o lado, onde ela estava, concentrada no caminho à sua frente... Por que é tão difícil pedir desculpas nessas horas? Eu fiz isso quase agora, porra! Mas parando pra pensar, a situação já era outra. Pedir desculpa depois de tudo o que aconteceu era o mesmo que colocar um band-aid numa fratura exposta.

Eu ainda conseguia sentir uma pontada de alívio e alegria... Por ela, mesmo depois do que houve, ainda se importar comigo. Mesmo depois do que houve, não ter continuado lá, com Dagur.

Dagur.

Ela deveria ter dado um soco nele, não eu! Ele estava tão perto dela que... Argh! Filho da puta (?). Ele não é homem pra ela! Eu sou.

E mesmo assim, você a magoou.

Passei as mãos nos cabelos e suspirei, gemendo em desagrado. Com o olhar baixo, eu encarava meus punhos cerrados, o avermelhado profundo nos nós de meus dedos... Pude sentir seu olhar sobre mim.

— Está doendo? – ela indagou e eu virei minimamente para fitar seu rosto, abismado com o modo como ela consegue ser linda de maneira tão simples. Ela não liga pra beleza, ela não tá nem aí pra vaidade, mas... O seu rosto, os seus cabelos, os seus olhos e principalmente o modo como ela me olha e quando sorri, daquele jeito absurdo, quando dá risada das minhas piadas estúpidas, o seu jeito de se vestir, o modo como as roupas ficam no seu corpo, a sua pele tão branca, tão convidativa aos rubores... Porra, ela não tem a mínima noção do que faz comigo.

E o mais fascinante de tudo é quando ela se preocupa comigo, mesmo eu agindo feito um babaca.

— Não. – respondi rude. Ela suspirou, sem me fitar. Por que eu tava querendo brigar? Talvez, eu só seja idiota.

De qualquer forma, o meu mal humor não parecia estar a afetando, então voltei a fitar além de minha janela, refletindo sobre o esculacho que eu estava levando da maturidade dela.

Aquele não estava sendo o primeiro esculacho do dia.

“Ajeitei minha mochila pensando em Merida e em tudo o que ela pudesse estar sentindo. Ser o responsável pelo sofrimento dela fez com que eu sentisse nojo de mim mesmo. Puta que pariu, que cara babaca, eu pensava sobre minha pessoa (?). Ajeitei minha roupa pensando em Astrid e em como eu me sentia um otário, mas isso já era normal, então... Tomei banho pensando no que eu estava fazendo da minha vida.

Em suma, passei o resto do dia pensativo. Cheguei na boate mais cedo, pensativo. Conversei com os funcionários, pensativo. Analisei os ornamentos do palco, pensativo. Passei o último relatório a Bunny, pensativo. Chequei o orçamento feito por Flynn, pensativo. Passei em casa para almoçar com a minha mãe, pensativo. Voltei, enfim, para o meu expediente, pensativo. Observei Merida no bar se dividindo entre sua função e assistir ao show que se seguia no palco, pensativo.

Até eu me distrair e notar que ela sumiu. Jack aparecera segundos depois, avisando que ela estava indo embora. Eu teria ido atrás na mesma hora, mas ainda estava... Pensativo.

— Ora, ora, se não é o senhor gerente... – a voz era familiar, mas eu estranhei em ouvi-la. Pois o show ainda não havia terminado. E, no entanto, Rapunzel estava ali, com um copo de Martini com gelo na mão – que não estavam sendo servidos nas taças aquela noite, e sim em copos personalizados –, vestindo um blusão preto que ia até metade das coxas, onde uma pequena parte das pernas eram expostas, já que a bota a qual calçava ia até os joelhos. Os cabelos estavam penteados numa trança pra trás, que ela deixava sobre o ombro, será que Flynn já a viu hoje? Porque, rapaz, se controlar vai ser difícil. Por uns segundos, eu não havia notado a petulância em sua voz. Mas quando, enfim, me toquei, não tive oportunidade de responder. – Já tem um tempo que venho querendo conversar contigo, mas não tenho tido a famosa oportunidade...

Aquilo estava me cheirando a problemas... Bom, isso era evidente. Rapunzel me parara, isso significava uma esculhambação iminente.

Dito e feito.

Minha paciência – que, durante o dia, já vinha sendo testada – esgotou-se. E pensar que, por causa disso, eu teria uma bela resposta para a língua afiada de Rapunzel – visto que minha paciência chegando no limite é algo que, geralmente, não acontece.

Meu amigo, eu saí na pior.

Eu soube, por dolorosa experiência própria, que aquela garota quando vem dizer umas verdades, vem pra machucar mesmo.

— Talvez você não saiba o que houve de verdade, Punzie... – comecei, com o cenho franzido, mantendo aquela tentativa inútil de debater com ela. – E talvez você só saiba um lado da historia, mas a verdade é que, querendo ou não, ela me deu um belo pé na bunda, okay? Eu posso ter essa cara de trouxa, mas as coisas mudam! Você não faz a mínima ideia de como eu sou.

— Sim, eu sei bem como você é. – ambas as suas sobrancelhas se ergueram, trazendo uma serenidade irônica ao seu rosto. – É apenas um menino brincando de ser homem, perdendo tempo com pessoas erradas enquanto a pessoa certa estava ao seu lado o tempo todo e só você não viu. – foi um soco certeiro no estômago, seguido de um estalado tapa na cara. Eu estava levando uma surra ali e somente com palavras. – Vá atrás do que você quer. – ela falou, com a voz impassível. Fitei seu rosto, decidido a jogar a toalha... E seguir seu conselho. – Anda. Vai. Agora.

Então, eu saí em disparada para fora da boate. Procurando alguém, sem motivo aparente, mas com uma coragem incomum.

Que logo se transformou em outra coisa ao me deparar com Dagur em cima de Merida.”

E então, formou-se aquela confusão que, me recordando agora, sinto até vergonha. Agi feito o Kristoff – e olha que vivo criticando ele quanto a essa peculiar inclinação a violência que ele porta.

Mas o que se há de fazer? Negar ou ao menos tentar negar que ter visto ela nos braços de outro cara... Foi a pior das piores dores.

Agindo feito o Kristoff novamente, grunhi de raiva.

Pode ter sido coisa da minha cabeça, mas com a visão panorâmica... Notei um sorriso de lado formando-se em seu rosto.

— Está se divertindo com isso? – indaguei, com o cenho franzido em irritação.

Ela rapidamente se recompôs. – Eu tô quieta, Hiccup.

— Você tá rindo da minha cara.

— Você me ouviu rindo?

— ... Não.

— Ah, tá.

Ela sorriu novamente, dessa vez tive certeza. – Aí! Eu disse!

— Faz um favor pra mim? – indagou ela, me ignorando claramente.

— Não.

— Conecta meu celular no som do seu carro. – feito um babaca, eu obedeci, mesmo que emburrado. – Obrigada! – ela agradeceu alegre e um sorriso involuntário brotou em meus lábios. Pare de sorrir, seu babaca.

Mas fui levado para uma outra dimensão quando as notas de piano irromperam entre nós, trazendo o timbre aveludado do Brandon Flowers logo em seguida.

Eu não conhecia a música. Mas conhecia a banda.

— Algum problema com o Imagine Dragons? Ou Green Day? – apontei para os CDs sobre o painel.

— Nenhum. Eu gosto. Mas achei que você precisava de algo para te acalmar. – você já me acalma como ninguém e nem sabe. – Eu costumava ouvir essa música quando... Pensava... – ela pausou e desviou o olhar. – Em você.

A surpresa foi tão grande que eu nem arregalei os olhos. Eu crispei. – Qual o nome? Digo, da música. Para o caso de eu precisar me acalmar mais vezes.

Ela sorriu. – Here With Me do The Killers.

Era tudo o que eu queria dizer a ela a tanto tempo.

Eu quero você aqui, comigo. — Você tem ouvido essa música ultimamente?

— Não. – respondeu de imediato e eu não consegui reprimir o sorriso de lado.

— Hm, está certa disso? – indaguei, semicerrando os olhos, fazendo aquele tom de voz que a deixa nervosa. Merida me olhou de soslaio e, dado o rubor em suas bochechas... Parece que funcionou. – Se está corando para o cara com o rosto cheio de hematomas ao seu lado, sinal de que aí tem.

— Tem nada aqui (?).

— Tem certeza, Cabelos em Chamas? – indaguei com o mesmo tom de voz novamente, descobri que deixa-la nervosa era algo que eu apreciava.

— Você tá tentando me enlouquecer ou o que? – sua voz se enalteceu, como a pouco eu presenciei com Dagur. Só que, dessa vez, não arregalei os olhos. Eu já esperava por isso. Talvez, eu só quisesse vê-la brava novamente. Aquilo me intrigava em demasia... Eu gostava. Eu devo ter algum problema. Ou talvez, Merida me fascine em todas as suas versões caricatas.

— Foi apenas uma pergunta. – tornei a fitar a minha frente, mas o sorriso malicioso e satisfeito ainda marcava presença em meu rosto.

— Uma pergunta depois das insinuações de que eu não me importo com você. – as sobrancelhas ruivas estavam adoravelmente franzidas sobre os olhos. – Se eu não me importasse, não estaria aqui!

Eu sorri com isso. – Eu acredito.

— Mas colocou em dúvida, a princípio, é claro. – ela bufou.

— Nunca tive dúvidas quanto a isso. – eu olhei despreocupado a paisagem que corria fora do veículo. – Na verdade, há muitas coisas a seu respeito à qual não tenho dúvida alguma.

— Para. – ela murmurou e eu a fitei, confuso. – Para de me dizer essas coisas... Por favor. – ela sussurrou a última parte.

Eu hesitei por segundos a fio. O modo como ela me fez esse pedido, era como se estivesse sendo machucada – e sentir que estava a machucando, me destruía de forma instantânea. Engoli em seco, meus olhos ainda observando de maneira intrigada a forma como ela fitava concentrada a sua frente... Ela não me olhava. – Por que? – a pergunta formulou-se num sussurro e eu pude notar ela apertar os lábios antes de responder. Por um momento, temi a resposta.

— Ter me apaixonado por você... Foi algo que me machucou muito. – senti meu coração disparar, enérgico em meu peito, e o suor frio começar a brotar em minhas têmporas. Abri a boca para falar tudo o que estava entalado em minha garganta durante todo esse tempo, quando ela me interrompeu. – Ver você com outra, me machucou muito. Saber que não era correspondida, também me machucou muito. Saber que eu estava certa a seu respeito... – ela pausou, engolindo em seco. – Acabou comigo. – ela suspirou e eu senti minha boca secar. – Então para, por favor. Nem cogite me dizer algo que possa fortalecer minhas esperanças... Eu já fui muito ferida por você.

Meus olhos arregalados começavam a arder, e eu percebi estar respirando pesadamente. – Merida... – eu queria tocá-la, mas me contive. – Quem te disse que não é recíproco?

Só tive tempo de notar seus olhos azuis arregalados antes de ter sido arremessado para frente, sentindo uma pressão dolorosa no peito, onde o cinto de segurança me guardava. Minha cabeça foi jogada contra estofado novamente quando o carro parou de frear, ficando imóvel no meio da pista.

O som agudo dos pneus arrastando no asfalto seguia num eco assustador pela estrada mal movimentada. Encarei ao lado, onde Merida estava com as mãos agarradas ao volante e a respiração ofegante, olhei em volta, notando do lado de fora a fumaça que subia dos pneus. Meus pulmões queimavam e a adrenalina tomava meu corpo. – Merida... O que foi..? – mas tudo o que ouvi foi o som da porta do carro batendo, ela havia saído. Eu piscava continuamente, observando-a do lado de fora, passando as mãos nos cabelos ruivos, secando o suor da testa, andando de um lado para o outro e falando alguma coisa sozinha.

Eu saí, depois de uns segundos, ainda perplexo e ofegante, o machucado em meu rosto já nem doía mais dado o efeito anestésico da adrenalina em meu sangue, que eu já sentia quente. – Você está bem? – me ouvi perguntar, com aquela preocupação que sempre me tomava quando a situação se tratava dela.

— Você disse... Você... – ela apontou para mim, mas eu ainda estava meio pasmo com o que acabara de ocorrer, sentindo o cheiro de borracha queimada em nossa volta. – Você disse que é recíproco. – a voz dela saiu num sussurro.

Estreitei os olhos, erguendo uma sobrancelha. Eu pensei que ia morrer agora, e tudo isso por causa do que eu disse?— Meu Deus do céu, você é doida... (?). – concluí e ela crispou os olhos. Merida é doida e tenho quase certeza de que é por causa disso que me apaixonei por ela. Mal pude reprimir o sorriso em meu rosto.

Sorriso este que se desfez na mesma hora em que ela começou a dizer. – Como pôde me dizer isso?! Como pôde, ainda mais sabendo dos meus sentimentos por você?! Você não tem coração!

Franzi o cenho, tentando disfarçar o quanto aquilo me afetou. – Quer dizer então que você acredita nisso? Que eu não tenho coração?!

Ela abriu a boca para me responder rudemente, mas hesitou, crispando os olhos e me fitando desconfiada. – Tá falando do que?

— Tô falando do que suas amigas acham de mim, do cara que elas acreditam que eu seja, mas que você, particularmente, parecia não acreditar... Até agora! – berrei a última parte, lembrando-me das coisas que ouvi de Rapunzel.

Merida respirou fundo, e o fato de ela hesitar em responder me deixou ainda mais possesso. – Você tá muito alterado, melhor parar.

Dei uma risada irônica. – Não sou o único alterado aqui, meu amor.

— Não sou Astrid pra ser seu amor.

— Puta que pariu... – passei as mãos nos cabelos. – Por que? Por que você faz isso? Por que você insiste em mencioná-la?!

— Porque ela é sua namorada, Hiccup!

— Obrigado! Já terminou de falar coisas que eu já sei?!

— E você está pronto para agir como se soubesse delas?!

— E será que você não vê a dificuldade que eu passo ao ficar tanto tempo perto de você, sem poder te beijar?!

— E será que você não vê que eu passo pela mesma dificuldade perto de você?! – ela parou num súbito, arregalando os olhos, arrependida de ter falado demais.

Enquanto que eu, mais uma vez, em poucos minutos, me encontrava pasmo. – O que você..?

— Nada! Esquece! – ela se virou, indo na direção do carro.

— Não! – fui rápido, segurando seu braço, fazendo-a se virar para mim. Ela colocou as mãos no rosto, empenhada em não me fitar. Respirei fundo, segurando seus ombros. – Olha pra mim. – ela negou com a cabeça, ainda com as mãos no rosto e eu deslizei meus dedos delicadamente pela lateral de seu pescoço, acariciando sua pele com o polegar. – Olha pra mim, Merida. – pedi, o mais brando que consegui, torcendo para que ela não estivesse ouvindo meu coração acelerado.

— Eu não acredito que disse isso. – ela murmurou, de trás das mãos (?), e eu não consegui evitar uma curta risada. Algo que a incentivou a descer as mãos do rosto, minimamente, e erguer o olhar para fitar meu rosto. – E-eu não deveria ter dito isso, depois de ter ralhado com você por ter me dito aquilo (???). – ela dizia arrependida e confusa. – E-eu nem pensei direito, saí falando, com o coração aberto, ô maldito calor do momento, eu deveria ter me reprimido... – desatou a falar e eu sorri de lado, negando com a cabeça.

— Não deveria... – ela mordeu os lábios róseos, ainda incerta de suas ações, mas eu não poderia estar mais satisfeito. Eu estava diante da Merida que vemos todos os dias. A que me conquistou com seu jeito inocente, carismático, brincalhão e doce... Suspirei, sentindo-a tão próxima a mim, que eu podia facilmente observar as estrelas que habitavam suas íris de um azul profundo.

A última vez que estive perto dela desse jeito...

E só com a lembrança, sinto um arrepio morno sobre a extensão de minha pele. Engolindo em seco, eu fecho os olhos, tentando compassar os pensamentos – que sempre ficam turvos quando tô perto dela. Reunindo um esforço incomum para reprimir à vontade incessante de me inclinar e beija-la, eu encosto nossas testas. – Me desculpe...

Meus esforços tornam-se ainda mais difíceis quando ela sobe as mãos pelo meu peito, repousando-as em meus ombros, negando com a cabeça. – Sou eu quem deve se desculpar...

— Não. – respondo num súbito, franzindo o cenho. – Você não tem que se desculpar por nada... – finalmente tomando coragem, eu abro os olhos e encontro o seu olhar surpreso. – Por todas as lágrimas e por toda dor que eu te fiz passar... Me desculpe. – aquilo foi tão sincero que pude sentir meu coração amornar com as palavras, e acabei por dar um sorriso triste ao concluir que... – Acho que, no fim das contas, eu não mereço você.

Os seus lábios se entreabrem minimamente quando ela arfa em surpresa, com os olhos brilhantes e marejados. Meu coração, antes já acelerado, por um momento falha, quando ela se segura firmemente em meus ombros, ficando na ponta dos pés... Dando fim a qualquer distância entre nossas bocas. Sou pego de surpresa por aquele beijo inesperado. Uma surpresa incondicionalmente boa.

Deslizando minhas mãos até sua cintura, a puxo firmemente contra mim, temendo que de alguma forma ela deslize por entre meus dedos e suma da minha vida, como da última vez. É quando sinto aquela já conhecida sensação maravilhosa que só acontece quando ela leva as mãos até minha nuca, entrelaçando os dedos em meus cabelos, aprofundando o beijo...

Naquele momento, sou tomado por ela. Seu cheiro, seu gosto, a sensação de tê-la em meus braços... E de estar nos braços dela, de peito aberto e entregue. Sem medo algum.

Num beijo que não era apenas um beijo.

Um beijo cheio de saudade e sentimento.

Um beijo... Tão ansiado, há tanto tempo. Por ambas as partes.

E quando ela se afasta, eu não tenho chances de ver qual sua feição, pois meus olhos mantinham-se fechados, ainda sob a insistente e deliciosa sensação de torpor gerada pelo beijo dela. Eu ainda a segurava bem firme contra meu corpo, mesmo sentindo os dedos vacilantes sobre meus ombros e sua respiração ofegante contra meu rosto. Ergui as pálpebras depois de demasiado esforço, presenciando uma Merida que me fitava tão surpresa quanto a princípio eu estava.

— M-me desculpe por isso, e-eu não deveria ter te beijado, afinal v-você... – ela não terminou, pois dessa vez, eu a beijei.

Sentindo todo aquele alvoroço de sentimento dentro de mim novamente ao senti-la corresponder com tamanho afinco, mesmo depois de hesitar. Fazendo questão de enroscar meus dedos em seus cabelos, matando a saudade que tive da textura gostosa e convidativa de seus cachos.

Difícil dizer quanto tempo ficamos ali. No decorrer das cenas, ofuscado por esse momento, eu só conseguia me focar em sua respiração embargada, a pele morna e corada de seu rosto, e o sorriso involuntário e incrédulo que trocávamos toda vez que notávamos estar nos encarando por longos minutos.

Depois disso, eu não quis mais discutir.

Estava satisfeito com a mão dela sobre a minha, que estava confortavelmente repousada sobre sua coxa, apreciando a presença dela ao meu lado, enquanto eu dirigia em direção à minha casa.

— Você tem certeza, Hic? Eu só pretendia te deixar em casa, nas mãos de alguém que soubesse cuidar de você... – ela hesitou, ponderando sobre ser uma boa ideia ela entrar ou não.

— Eu não tô pedindo muita coisa, Cabelos em Chamas. Eu não preciso que você me carregue até lá dentro, eu só preciso de você aqui comigo. – o olhar dela demorou-se sobre mim, antes de ela sorrir minimamente, murmurando um “okay”.

Sentindo seus dedos se firmando entrelaçados aos meus, destranquei a porta da garagem de acesso a casa, seguindo direto para a sala. Os latidos estridentes de Banguela ao ouvir alguém entrar aconteceram antes de minha mãe aparecer descendo as escadas, com um sorriso. Merida soltou minha mão somente para acariciar o Pastor Belga, que lhe suplicava um carinho enquanto a cheirava.

Ao fitar o rosto de minha mãe novamente, percebi que seu sorriso havia sumido num súbito. – Oh, meu Deus, Hiccup! – resfolegou ela, incrédula ao perceber meu rosto, tapando a boca com uma das mãos, enquanto que a outra repousava sobre o peito. Merida veio até meu lado, ainda distraída com Banguela. – O que aconteceu, menino?!

— Meu pai está aí? – indaguei, antes de explicar. Pois se ele estivesse, eu iria direto pro meu quarto. Eu não estava nada afim de contar a historia de como cheguei com o rosto roxo em casa, ainda mais pra ele. Minha mãe demorou uns segundos pra responder, segurando meu rosto, averiguando os estragos com os olhos arregalados. – Mãe..?

Ela piscou algumas vezes. – Seu pai saiu, foi à casa da Sra. Deranged, se despedir de Heather. – ela me puxou para a sala e eu puxei Merida junto. – Não os vi saindo juntos, mas Dagur deve estar com ele. – eu e Merida nos entreolhamos. Então minha mãe a notou. – Oh, me desculpe a falta de cortesia do meu filho, mas como ele continua não nos apresentando, acho que terei de fazer isso eu mesma...

Dei um suspiro. – Merida, essa é minha mãe, Valka. Mãe, essa é a Merida... – dei uma pausa. – Por enquanto, só minha amiga. – nenhuma das duas pareceu entender. Bom.

— Muito prazer, querida. – minha mãe lhe sorriu e Merida parecia um tanto deslumbrada.

— O prazer é todo meu, Sra. Haddock. – ela tinha um largo sorriso ao rosto, as bochechas um tanto coradas.

— Me ajude a cuidar desse menino? Ele sempre dera muito trabalho...

Merida pareceu incrédula. – S-sério?

— Oh, sim, seríssimo. Não se engane com o jeito de bom moço. Hiccup, na infância, era muito travesso... – Meri me lançou um olhar abismado, com um sorriso sapeca insistente em seus lábios.

— Mãe, menos. – elas riram e saíram em direção ao banheiro, onde tinha guardado uns medicamentos.

Sentei-me ao sofá da sala, ouvindo vários ossos do meu corpo estralar. Mas que porra. Sobre a mesinha de centro, joguei as chaves, o celular, a carteira – fazendo aquela bagunça básica que eu tinha certeza que minha mãe torceria o nariz assim que visse. E no tempo que elas demoravam, eu não pude deixar de me preocupar com o fato de que eu deveria estar na boate. Bunny vai me matar. Que Jack dê conta sozinho.

Merida logo apareceu, retornando com minha mãe em seu encalço. Ela tinha o kit simples de primeiros socorros nas mãos, enquanto que minha mãe trazia sua maleta da enfermagem. – Ah, aquela outra sua amiga loira estava aqui até quase agora, na verdade, ela... – a campainha tocou. Antes que ela pudesse lançar um olhar a mim, eu já a fitava, notando sua feição um tanto aflita, com os olhos arregalados. – Deixa que eu atendo. Será que Dagur esqueceu as chaves de novo..? – minha mãe saiu, resmungando e eu me levantei no mesmo segundo, indo na direção de Merida, que estava em pé, pálida, com o kit ainda em mãos.

— Ei... – ela fitava minha mãe seguindo até o hall de entrada, no entanto, seu olhar parecia perdido. Toquei seu rosto, fazendo-a me fitar. – Ei, o que foi?

— Tenho um mal pressentimento sobre isso...

— Isso o que? Merida, olha pra mim...

Ela engoliu em seco. – Acho melhor eu ir embora. – só então percebi que ela fitava fixamente alguém as minhas costas.

— Merida? – a voz feminina e familiar irrompeu antes mesmo que meu olhar recaísse sobre ela. O cenho de Astrid franziu-se ao notar a proximidade entre nós.

— Era dela que eu estava falando, filho, e... – minha mãe revezou o olhar de Merida para Astrid. – Vocês já se conhecem?

— Sim. – respondeu Astrid, subitamente. – Nos conhecemos sim, Sra. Haddock. – Astrid sorriu para minha mãe, que ainda assim, pareceu notar o tom irônico. Ela virou-se, fitando agora a mim e a ruiva ao meu lado. – Antes que ela vá embora, eu posso... Saber o que está havendo?

Merida pareceu extremamente envergonhada, saindo de perto de mim num súbito. Não me fitava, não fitava Astrid, nem minha mãe. Ela estava constrangida demais. O silencio constante não melhorava a situação de ninguém.

Apressada, ela se afastou de mim, se dirigindo até a porta. – Ele vai te contar o que houve, eu só preciso ir embora...

— Concordo. – o veneno na voz de Astrid era explícito. Crispei os olhos, de repente irritado, mas logo me surpreendendo ao notar o súbito parar de Merida ao ouvir o mesmo que eu. Pude percebe-la respirando fundo, virando-se lentamente para Astrid, os olhos azuis profundos e crepitantes, tão irritados quanto presenciei hoje mais cedo com Dagur e dentro do carro.

— Você não vai a lugar algum. – afirmei, num ato impulsivo e muito apreciado, então três pares de olhos surpresos direcionaram-se a mim.

— Como é, Hiccup? – indignou-se Astrid.

Mantive o olhar firme e ela crispou os olhos. – Se não fosse por ela, talvez eu estivesse até agora zonzo e, muito provavelmente, desacordado depois de uma briga que me meti na boate. – então, a loira arquejou, parecendo, enfim, notar o hematoma em meu rosto. – Deveria demonstrar um pouco mais de respeito pela mulher que me ajudou.

Astrid apertou os lábios, fitando Merida brevemente, ainda com o olhar desconfiado, e veio até mim. – Como você está?

Suspirei, irritado com sua teimosia e orgulho. – Tô ótimo, graças a Merida. – ela crispou os olhos, no entanto ignorou. Inclinou-se para cima de mim e fui surpreendido com um beijo. – Eu vou cuidar de você, está bem? – ela disse, ao se afastar e meu olhar correu para o rosto corado de Meri, que evitava ao máximo encarar a cena.

Negando com a cabeça, ela dava uma risada curta, parecia incrédula consigo mesma. Algo me dizia que ela estava corada... De irritação. – Quer saber? – ergueu as mãos. – Eu vou embora...

— Por que, querida? Fique mais um pouco... – minha mãe interviu, parecendo ouvir meus pensamentos.

— Foi um prazer conhece-la, Sra. Haddock. Mas eu tenho hora pra chegar em casa (?). – ela mentiu e uma urgência acalorada tomara conta de mim.

— Você não precisa ir... – ouvi-me dizer, ainda que sentindo o olhar penetrante de Astrid as minhas costas.

Merida apenas franziu o cenho, sem me fitar. – Eu quero ir.

Sua resposta foi categórica e, antes que eu pudesse me recuperar do efeito que ela me causara, o estrondo da porta da frente sendo fechada pôde ser ouvido.

Ela havia ido embora.

Depois de uns longos segundos num transe doloroso, ao aceitar enfim a ausência dela, fitei minha namorada que, mesmo que um tanto irritada, ainda parecia disposta a me ajudar...

Me ajudar.

Pela primeira vez, depois de meses, eu me perguntei... Por que eu aceitei namorar Astrid? Suspirando longa e pesadamente, me joguei contra o sofá camurçado da sala – observando, com a visão panorâmica, minha mãe catar as bagunças da mesinha de centro, lançando-me um olhar preocupado, antes de sentar-se numa poltrona próxima, tentando não prestar atenção em mim e Astrid – esta, que agora, já sentava-se ao meu lado.

Meu corpo afundava no estofado, sentindo Astrid acariciar meus ombros no tempo que conversava comigo, e eu lembrei-me da sensação familiar de cansaço e peso – tal como naquele dia.

Aquele dia... Aquele maldito dia. Eu já estava exaurido com o que ouvira de Merida mais o que ouvira de meu pai.

Foi um conjunto fatores, eu nunca antes me senti tão pressionado. Minha cabeça já estava a mil, tendo por fim, com chave de ouro, Astrid em minha porta, ansiando por uns minutinhos para conversarmos sobre... Nós.

Eu nunca antes me vi naquela situação porque o normal era eu estar no lugar dela, quase implorando para uns minutinhos em que ela repensasse sobre nosso relacionamento, que na verdade, nem chegava a ser um relacionamento. Acho que justamente por saber qual era a sensação, eu não consegui a ignorar ou simplesmente manda-la para casa. Então, ouvi tudo o que ela tinha a me dizer.

Estaria mentindo se não dissesse que aquilo não mexeu de forma alguma comigo. Ah, mexeu sim. E mesmo que não fosse arrebatador como antigamente, ainda assim existia algo.

Mas isso está errado. “Existia algo”, o que exatamente? Eu no mínimo, gostava dela... Como amigo. Eu olhei para ela... E a vi da mesma forma que ela me via. Isso está errado.

Lembrei-me de como eu me sentia horrível todos os dias por estar na posição que, agora, ela ocupava. Isso tá muito errado.

Ela nunca chegou a decretar um “não”. Era somente “talvez daqui a um tempo” ou “agora não, estamos num momento turbulento para isso”, e assim, minhas esperanças mantinham-se intactas. Eu não vou fazê-la passar por isso. Não é justo com Astrid, nem comigo, nem com... Ninguém. Isso não é justo.

Isso está errado.

— Sinto muito, Astrid... – ela pareceu confusa quando a interrompi. – Mas eu não posso continuar com isso.

— Hiccup, o q-que você..?

Mas antes que ela pudesse dizer algo, subitamente, levantei-me do sofá. Minha mãe já indagava onde eu iria – percebendo os passos apressados em direção a garagem – enquanto que Astrid continuava sem encontrar a própria voz.

— Eu preciso resolver a minha vida. – respondi a minha mãe e ela subitamente pareceu entender.

— Então toma. – ela me lançou as chaves do meu carro. – Vá atrás dela. – um sorriso surpreso e involuntário formou-se em meu rosto. Astrid a encarou, incrédula. – Desculpe, querida, mas desde o primeiro dia em que olhei pra você, eu soube que não daria certo. Agora, aquela garota? Por Odin, eu já até consigo imaginar meus netinhos! (???)

Eu não fiquei para ver a reação de Astrid.

Eu saí de casa, sem dar mais explicações, com o coração apertado em ansiedade. As mãos suavam frio, mas a determinação mantinha-se intacta e morna dentro de mim, me levando em direção ao apartamento dela.

Não quero olhar pra trás e ver que perdi o amor da minha vida por falta de esforço.

Esse risco eu não vou correr.

De jeito nenhum.

Notas finais
Número de palavras: 8.421 ((Músicas do Capítulo)) Here With Me – The Killers: https://youtu.be/7SxTyvOixJA Curiosidades: — Apreciem esse gif que eu lembrei na hora de escrever a parte no POV em que Hic diz “Até quando?”: http://3.bp.blogspot.com/-oWtVE9PGGUY/UFHL6GTQr-I/AAAAAAAAALI/4e_M6Gy9OUs/s1600/Hotelaria%2BHospitalar%2Bat%C3%A9%2Bquando.gif — Na parte que Punzie fala “Ora, ora” eu tive que me controlar pra não completar com “temos um Xeroque Rolmes aqui”. Estou tristinha a lot, pois devo informar que estou SEM INTERNET, GENTE! A cada dia que passa, morro um pouco mais. Não to triste, na verdade, tô puta. Putíssima. A puta das putas, não pera -q Prq acabou que ME ATRASOU TODA, deixei vocês esperando um TEMPÃO, KCT, TUDO POR CAUSA DE UM CARINHA AQUI, ARGGGHHH, VOU MATA-LO (???). E o pior de tudo é que não tenho previsões de quando voltará a ter internet aqui em casa :C Já faz mais de um mês e se eu contar desde quando o capítulo 29 está pronto, mas não pude postar por conta disso, cês provavelmente vão querer matar o carinha responsável por isso tanto quanto eu, risus. Hoje, por exemplo, só estou conseguindo postar graças ao wifi do vizinho – roubar wifi do vizinho, quem nunca? Então, é por isso que sumi, manas, e provavelmente continuarei sumida por mais um tempinho :C A notícia boa é que RT está bem adiantado – visto que, como eu não podia postar e nem responder os comentários, reservei todo o meu tempo adiantando os capítulos e já temos o 30 e 31 prontos para serem revisados, AHHHEEEOOO õ/ Agora vamos discernir sobre o fato de que eu fico passeando pelo Nyah/Spirit - ou ficava, quando tinha internet ~chorando em posição fetal - favoritando um monte de fanfic Jelsa que eu leio as sinopses e fico “hmmm, mt interessante, o que faremos então? Vms favoritar pra ler qnd sobrar tempo livre”, aí eu te pergunto, sobra tempo livre? Nunca sobra. Mas smp tem tempo livre pra chorar e me lamuriar essas fanfics que quero mt ler, mas não consigo :C enfim, nossa, eu falo mt, continuandoooo... Nessa de sair por aí favoritando fanfics, eu achei uma Jelsa – que tb quero mt ler, mas provavelmente, não lerei, prq né – QUE NÃO TINHA NADA POSTADO! Eu fiquei “ué?”. É, só tinha a sinopse e pá -qq, e uma frase escrito “Em Breve” TIPO BGLH DE CINEMA, fiquei aqui abismada durante uns segundos pensando “Eu não sabia que dava pra fazer isso”. E isso foi tipo uma luz de Odin caindo sobre mim, prq eu tenho uns projetos aqui, que talvez nunca irei postar, mas se eu fizer esse esqueminha aí, pode ser que eu me anime mais, me motive mais, um bglh mt loco, mt massa, parabéns Spirit (??). Eu já até postei uma sinopse de uma Original que escrevi no início do ano passado – mas nunca terminei, prq começou a me atrasar em RT – só pra ver se dava certo, e não é que deu certo? Ver a capa e a sinopse que eu fiz já no site dá uma animaçãozinha pra postar os capítulos, eu sou maluca, eu sei. Enfimmmmmmmm, esse textão todo só pra avisar que to escrevendo outra fanfic Jelsa, e vou postar fazendo esse esqueminha aí, OPAAAAAAAAAAAAA~ VEM FIC NOVA POR AÍ, ALELUIA! risus. Mas só vou começar a postar os capítulo dps que terminar RT, desculpa, não sou multitarefas :C Mas já posso adiantar que é bem focado em Jelsa – PRA QUEM GOSTA DE JELSA, É NÓZES (??) – e terá Mericcup, vai ser +18 – EU TO TREINANDO MEUS HOT, OPAAAA (??????). AHHHH, falando em Mericcup, estou com uma ideia para um fic TOTALMENTE Mericcup, e esta não seria UA, o que acham? Se me animar mais, começo a escrever. BELEZA ENTÃO, EU FALO MUITO! Bom, parece que essas são as únicas novidades, tá gente? Eu estou muitíssimo feliz com os comentários do capítulo passado, nossa, nem sei como agradecer! E estou muito triste por não tê-los respondido até agora – quando disse que esse problema com a internet havia me atrasado toda, estava falando seríssimo! Não vou pedir que comentem na historia, pois sei como é chato você fazer aquele LINDO COMENTÁRIO e ficar esperando horrores pela a resposta e pelo capítulo, então... Não estou em condições de pedir nada aqui. Tô em débito com vocês :C Me desejem boa sorte quanto ao fato de eu estar isolada do mundo -qqqqqq Torcendo para que nos vejamos o mais em breve possível, na fé de Odin, Saitama e os Deuses Antigos e Novos :’) INTÉ! õ/