Rising Tide
2 Parque Hinksey
Notas iniciais
PARQUE HINKSEY
POV Anna
Me certifiquei de que o maiô tampasse toda a extensão das minhas costas antes de sair do carro e assim que pisei no local da festa percebi que eu era a mais “coberta” ali.
Pensei que seria uma simples confraternização, apenas um encontro entre futuros e velhos colegas universitários.
Me enganei drasticamente.
O parque Hinksey estava realmente muito cheio. Haviam pessoas que nem mesmo iriam ingressar em Oxford, mas estavam lá para curtir a festa e, consequentemente, acabavam por fazer novas amizades. Era tanta gente que parecia que a cada minuto brotava mais uma pessoa.
— Isso aqui tá demais! – berrava Rapunzel, enquanto dava um tchauzinho pra um bonitinho que passou e piscou pra ela.
— Tá demais até demais. – olhei em volta. – Pensei que fosse algo mais...
— Algo menos, você quis dizer. – Elsa me corrigiu.
Havia um campo de futebol, onde dois times de garotos e garotas disputavam uma partida e muitas pessoas assistiam. Próximo ao campo, num espaço próprio, havia uma grande mesa e sobre esta repousavam inúmeros recipientes de vidro cheios de salgadinhos, comidas e pratos de frios. Também haviam isopores cheios de gelo, resfriando as longnecks de cerveja. Ao lado dessa mesa, se estendia um alto freezer com porta de vidro, que guardava pequenas e cilíndricas latas de energético e outras bebidas tão frias que era possível ver a camada de neve se agarrando ao material metálico das embalagens.
Algumas mesas de madeira estavam espalhadas por esse salão, para quem quisesse sentar e conversar. Porém, a pessoas preferiam estender suas cangas no gramado e conversar ali mesmo. Acho que a sensação de tranquilidade era mais viável num ambiente verde.
Havia um DJ em um canto estratégico e seu repertório não se limitava apenas a Swedish House Mafia e Drake – o que me agradou bastante, apesar de gostar de ambos. Tinha rock, pop, indie rock, house, eletrônica, folk... constatar os bons gostos musicais presentes me deixou um pouquinho mais animada.
Já no lago, observei uma moça descer por uma espécie de tobogã imenso, ainda que numa descida retilínea cujo a ponta era inclinada, fazendo com que o corpo escorregasse e depois “voasse” alguns metros antes de cair na água. Havia uma fila de pessoas ansiosas pela sua vez e eu decidi que me juntaria a elas, pois havia acabado de me animar ainda mais.
— Vocês conseguiram me arrancar de casa, então hoje eu não volto sem antes comprometer minha integridade física de alguma forma. – afirmei sem fitá-las, sabendo que nenhuma delas estaria espantada.
— Anna, conte comigo pra tudo. – Merida vinha em meu encalço, carregando seu pau-de-selfie (?).
— Bom, como eu prezo pela minha vida e exatamente por isso me recuso a descer neste treco aí... – afirmou Elsa em toda a sua placidez. – Estarei aguardando vocês em algum outro lugar. – saiu andando e resmungando. – Rapunzel já sumiu, não perde tempo, aquela vaca bípede...
POV Elsa
O fato de haver cerveja na festa deixava mais que claro a organização pelos veteranos – uma organização da faculdade não permitiria bebidas alcóolicas. A música alta induzia as pessoas em seu brilho de embriaguez a dançar, flertar e se agarrar. Estando a maioria dos jovens semi-nus, não era difícil notar que estava uma loucura.
Haviam alguns rapazes em cima do ponte-cais no lago, um pouco longe de onde se encontrava o tobogã que Merida e Anna se aventuravam. Esses rapazes pareciam se preparar para algo, agora o quê é que eu não sei.
Nos arredores do ponte-cais, havia um amontoado de pessoas, constituído em sua maior parte por mulheres e todas muito animadinhas por sinal. Me adentrei no tumulto porque eu estava curiosa e vai que Rapunzel tá nesse meio? Ela nunca foi do tipo que fica arfando por qualquer abdômen malhado, como essas moças estavam fazendo, pois seu ego não permitia isso, mas ela sempre adorou um babado e observar com discrição.
Procurei e não foi difícil achar. Ela não estava no meio do tumulto. Estava sentada numa cadeira tipo poltrona que ela deve ter arrastado até ali, separada da multidão, com as pernas cruzadas, apenas contemplando, sem dar muita moral. Na verdade, eu só tinha certeza que ela estava olhando mesmo os competidores porque conheço a amiga que tenho. Qualquer outra pessoa diria que ela estava apenas pegando um solzinho, já que usava óculos escuros.
— Ah, safada. – disse, enquanto me aproximava dela.
— Amiga, senta e aproveita. A visão é esplêndida. – falou naturalmente.
Dei uma risadinha, Rapunzel não tem jeito. Estendi uma toalha sobre a grama ao seu lado e sentei-me, pondo os óculos escuros. Parei, observando na mesma direção que ela.
— Tenho que admitir. A visão, de fato, é esplêndida.
— Como eu disse, mas amiga, olha aquele moreno sedução ali... – Rapunzel mordia os lábios. – Af, não baba, Rapunzel. Sem dar bandeira, por favor. Eu sou muito mais eu. – eu não consegui conter a risadinha com o comportamento da Punzie.
O moreno sedução do qual ela estava falando, realmente era bem... sedução (?). Era um moreno bronzeado, alto e musculoso. Ui.
— Aquele ruivo também não é de se jogar fora. – comentei enquanto admirava o abdômen definido do ruivo. Ele era bem branquinho e tinha um sorriso simpático. Algo me diz que essa faculdade vai me dar um trabalho.
— Sim, esse aí eu já até ouvi falar. Ele é coordenador da faculdade e também aluno. Está no penúltimo ano de medicina e serviu numa escola militar durante o ensino médio. – falava, enquanto tirava os óculos. Um desconforto frio tomou meu estômago quando Punzie mencionou o militarismo, mas disfarcei bem. – Ai, por que essa demora? Digamos que estou um pouco ansiosa para essa competição. – e sorriu maldosa.
— Me situa que eu nem tô sabendo que competição é essa aí.
— Wakeboard. – ela apontou para as pranchas com velas posicionadas em torno do píer.
Eram quatro competidores. Três homens e uma mulher. Além do moreno sedução e o ruivo gostoso, havia um loiro entre eles, mais bronzeado que o moreno, esbanjando um jeito de surfista, sorriso carismático e olhos azuis safiras que exibiam uma alegria contida. Ele era fofo, mas tinha cara de conquistador barato que nem o moreno sedução do lado dele. A única mulher entre eles era, em poucas palavras, linda. Cabelos lisos e loiros com franjas sobre os olhos azuis, corpo belamente definido característico de uma atleta.
— Limpa a baba aí, miga. – alfinetei Rapunzel, fitando minhas unhas.
— Pra cima de mim, Elsa? Tá doidinha pra ver o ruivo gostoso em ação e não tá nem disfarçando!
— Você está louca, querida. – tentei ficar séria, mas acabei rindo.
Enquanto comentávamos sobre os competidores, eles montavam o equipamento e pareciam estar esperando mais alguém. Um quinto competidor, talvez.
Minha conversa descontraída com Rapunzel foi interrompida pelo barulho de um motor potente.
Uma moto se aproximava da área da competição. Esse pequeno evento foi o suficiente para chamar a atenção de todos.
O piloto do veículo estava de capacete e sem camisa. Não estava longe, então consegui discernir com clareza seu abdômen gostosamente definido. Essa faculdade, definitivamente, vai me dar trabalho.
A moto preta foi estacionada próxima a uma árvore perto do lago. Não pude deixar de notar algumas moças dando suspiros e sorrisos maliciosos, outras já iam em direção ao sujeito.
Pus-me de pé pois queria saber quem era esse cara e pra quê todo esse auê dessas mulheres. Rapunzel também ficou em pé, tão curiosa quanto eu.
Ele desligou a moto, tirou a chave da ignição, saiu de cima do veículo e, por fim, tirou seu capacete...
— Uau... – Rapunzel arquejou. Eu me contive.
Ele pôs o capacete da moto pendurado no acelerador, enquanto bagunçava os cabelos e massageava a nuca. Seus fios tinham uma cor exótica, um loiro platinado quase num tom da lua. Eu tive certeza do motivo de tantos suspiros vindo das mulheres quando observei o sorriso de lado que ele exibia, os olhos azuis estreitos com o ar confiante e o charme de quem tem absoluta certeza das sensações que exerce nas pessoas. Céus, se controla Elsa.
— Apesar de ser tudo isso... – Rapunzel dizia, se abanando com a viseira que havia tirado. – Ainda prefiro os morenos.
O recém-chegado ia em direção ao píer, enquanto passava por entre as pessoas respondia simpático a todos os cumprimentos.
Todas as lanchas já estavam na água e bem posicionadas. Assim que o maravilhoso, digo, competidor chegara, os outros quatro foram para a ponta do píer. O loiro e o moreno sedução da Rapunzel deram um toque de mãos fraternal e conversavam entre si. Parecem ser bons amigos. Quando eu pensava que não podia melhorar, chegara mais uma beldade.
— Mais um boy magia? Assim não dá, amiga. – Rapunzel começou a se abanar de maneira mais frenética. – É tentação demais!
— Se controla, Elsa. – eita, pensei alto.
— Se controla, Rapunzel. – ela pensou alto também. Mas gente...
— Controlem suas pepecas!!! – berrou Merida atrás da gente. SANTO ODIN! Todo mundo olhou na nossa direção. Porra, Merida! Eu não sabia onde enfiar a minha cara. Me leva, Jeová.
— Fala baixo, jumenta ruiva! Quer me matar de vergonha?! – Rapunzel cochichava exasperada.
— Eu escutei tudo!!! Rapunzel, einnnn... – Merida dizia, gargalhando sapeca. – Nem me surpreende. Tem tanto fogo no rabo, que se comer milho, já caga pipoca.
— Ah, eu te mato.
Rapunzel disse antes de correr atrás de Merida, que fugia e gargalhava alto. Coloquei uma mão no rosto no intuito de me esconder. Anna ria tanto, que chega estava vermelha. Ela vai explodir, socorro.
— Anna, respira! – falei, enquanto abanava ela.
Rapunzel pulou em cima de Merida e as duas rolaram no chão. Merida ria enquanto Rapunzel tentava esgana-la. Meu Deus, quem eu salvo? Anna correu, ainda rindo, em direção as duas e tropeçou no próprio pé. Caiu, ainda rindo. E ficou no chão. Ainda rindo. Eu não sabia se ria ou se ia ajudar.
— Para com isso, Punzie! – tentava falar sem rir, mas era impossível não rir da situação.
Anna caída rolando e rindo no chão. Rapunzel e Merida enroladas nos próprios cabelos. Corri em direção a elas, estendi a mão pra Anna se levantar e ela me puxou.
Caí de cara na grama.
Comi grama, gente.
— Elsa está pastando! A fome chega para todos! (???) – Anna berrou, rindo alto. Ah, eu vou assassina-la.
— A vaca aqui é tu! – berrei cuspindo a grama na cara dela. Ela gargalhava ainda mais alto.
Não me contive. Minha barriga doía de tanto rir. Ficamos deitadas na grama por minutos a fio apenas rindo. Depois veio aquela sensação de “ai ai” que a gente sente depois de rir tanto.
Olhei em volta e só então percebi que todos os olhares estavam sobre nós. As pessoas nos encaravam com a expressão chocada. Com exceção do loiro recém-chegado, esse por sua vez ria discreto. Ai.
— Que medo. – murmurou Anna, com os olhos arregalados.
— Que vergonha, isso sim. Tá todo mundo olhando pra cá, minha nossa senhora do brioco trancado... – Rapunzel falava colocando a mão no rosto.
— Chocadaney. – Merida disse, apenas.
— Francamente, eu não tô nem aí! – falei, rindo. Eu realmente não estava me importando. – Foi divertido.
— Lindíssima, falou tudo! – exclamou Merida.
Aos poucos, fomos finalmente deixando de ser o centro das atenções e as pessoas retornaram aos seus afazeres.
Voltamos a observar os meninos e o moreno dos olhos esmeraldinos que acabara de chegar, pelo que parecia, não iria entrar na competição. Falou alguma coisa com o loiro-cor-da-lua e o moreno sedução da Punzie, cumprimentou a loira bonita e depois saiu, sentando-se na grama. Acho que ele só iria assistir, assim como nós.
Essa faculdade só tem gente linda, sério?
Os competidores conversavam entre si, enquanto entravam na lancha, punham as botas da prancha e afivelavam os últimos encaixes. A competição de Wakeboard estava prestes a começar.
POV Jack
O parque Hinksey estava uma loucura de tão cheio. Assim que cheguei, a primeira coisa que fiz foi ir em direção ao lago que era onde obviamente Flynn e Hiccup estariam. Estacionei próximo ao píer, que foi onde vi um aglomerado de pessoas. Bem provável deles estarem nesse meio, afinal.
Desliguei a moto, tirei o capacete e logo vi um de meus amigos em cima do píer com mais três pessoas que não me dei o trabalho de tentar reconhecer. Algumas mulheres vieram falar comigo, todas muito simpáticas, agradecendo pela ótima organização da festa. Por mais que já estivesse acostumado com admirações referentes aos meus trabalhos, fossem na boate ou em qualquer outro lugar, aceitar elogios nunca era cansativo. Sorri satisfeito com meu próprio prestígio e segui rumo ao píer, cumprimentando os demais.
— Tomei a liberdade de te inscrever... – falou Flynn, enquanto fazia um sinal para um loiro ir buscar algo.
— Me inscrever...? – indaguei, apesar de, o que quer que fosse, eu toparia mesmo.
O loiro chegou com uma prancha de Wakeboard e entregou a Flynn.
— Competição hoje. – levantou a prancha em minha direção.
— Fez bem! Você está se saindo melhor do que eu sequer esperei, meu estimado reizinho da máfia. – como resposta, ele levantou o dedo médio na minha direção. – Por favor, não machuque minha família. – ele riu do meu cinismo, é exatamente disso que gosto no Flynn. Olhei em volta, sentindo falta de uma pessoa. – E o Jon Snow apaixonado? Não vai competir?
— É claro que não. – Hiccup apareceu. – Hoje eu só quero relaxar. – disse, convicto.
— Uma adrenalina de vez em quando faz bem, meu consagrado. – expus com uma risadinha.
Ouvi um berro próximo, logo seguido por gargalhadas.
Alguém gritou “pepeca”? Quero!
Todos olharam na direção do barulho.
Haviam quatro garotas. Uma loira de cabelos mais dourados que do Kristoff corria atrás de uma ruiva, que gargalhava alto. Enquanto outra estava vermelha de tanto rir e ia correndo em direção as duas que já rolavam no chão emboladas nos próprios cabelos, tropeçou no próprio pé e caiu, ainda rindo. No meio dessa confusão, havia uma branquinha que não sabia se ria, ajudava ou se escondia. Ao tomar a equivocada decisão de tentar ajudar, uma de suas amigas a puxou fazendo-a cair de cara no chão.
Puta merda, que hilário. Quatro malucas que não conseguiram me deixar sério por muito tempo. Flynn olhava indiferente, negando com a cabeça e Hiccup tinha as sobrancelhas arqueadas.
— Mas que porra..? – murmurou Hiccup, chocado.
Algumas pessoas comentavam e riam quando as moças enfim perceberam estar sendo observadas. Com exceção da branquinha, que ainda ria não se importando com os olhares, as outras pareciam levemente constrangidas. Eu sorri satisfeito com a reação de apenas uma.
— Cadê o Kristoff? – indagou Hiccup, voltando ao seu estado normal.
— Parece que ele não vem... – falei, um pouco chateado por isso. Odeio quando ele decide se isolar. – Preferiu ficar em casa praticando suas muitas feições limitadas a Grumpy Cat.
— Nada muito surpreendente. – disse Hiccup.
— Eu acho que ele vem sim. Só esperem um pouco. – falou Flynn, sem muita emoção na voz... como sempre.
— Que você esteja certo. – torceu Hiccup.
Conhecido pela sua indiferença inabalável, quem vê até pensa que Flynn não daria a mínima, mas de nós três ele é o que mais se preocupa com Kristoff, além de ser o que o conhece melhor e a mais tempo.
Hans chegou junto de outro competidor que eu não conhecia. Astrid veio em nossa direção e eu não pude deixar de cumprimenta-la com naturalidade.
— Barbie Sirigaita, quanto tempo.
— Xorume, bom te ver.
Hiccup revirou os olhos e sorriu quando percebeu ter a atenção da pseudo Carol Danvers.
— Boa sorte, Astrid. – disse o apaixonado, sorrindo para a loira sem nem disfarçar o amor reprimido naquela pequena frase.
— Obrigada, meu bem. – e piscou pra ele com um sorriso.
Que pecado. Ela tem plena noção do quanto esse sorriso ainda derrete meu amigo.
Hiccup desceu do píer com um sorriso imenso e eu não consegui evitar negar com a cabeça. Flynn me cutucou com o cotovelo.
— Fica na sua. – murmurou. – Sabe que não adianta.
— Não falei nada. – expus sem fita-lo, sabendo que ele estava certo. Decidi me abster, ainda observando Hiccup que sentava-se na grama não muito longe de onde estávamos. Me virei para Flynn depois de jogar a prancha dentro de uma das lanchas. – E aí? Com quem vou competir além de você? – indaguei, me animando, fitando Astrid, Hans e o outro cara desconhecido. – Barbie Sirigaita, Médico de Combate... e você, quem é?
— Esqueci de te apresentar o Mike. – comentou Flynn. – Está no mesmo curso que você.
— Michael, mas pode me chamar de Mike.
— Vou te chamar de surfista.
O menino Mike pareceu meio confuso. – Como você sabe que eu…
— Não sabia. Intuição. – toquei minha têmpora com o indicador. – Unagi. – ri com a minha própria piada besta. – Tô zoando. Presumi pelo bronzeado de salva vidas da Califórnia. Oh, espere, não me diga que você é da Califórnia? Se for, nossa, hoje eu tô afiado pra caralho, ninguém me segura…
— Na verdade, sou de Malibu.
— Vou te chamar de Baywatch.
— Eu acho que prefiro surfista.
— Gabriel Medina, então. De acordo? – ele assentiu, sem muita escolha. – Ótimo, Medina. Calouro também?
— S-sim. Futuro estudante de direito em Oxford. – disse o loiro, ainda tentando me acompanhar, coitado.
— Apesar de ser calouro, seremos colegas de curso de todo modo. E não se preocupe com os trotes, não fazemos mais isso. – ele sorriu e assentiu, parecia aliviado. – Bem, vamos logo com isso? Estou animado para essa competição. – fui o primeiro a entrar na lancha. – Admito que estou um tanto enferrujado, mas não relaxem quanto isso, vou logo avisando.
— E eu vou logo avisando que você vai comer poeira, Frost. – disse Astrid, com um olhar desafiador.
— Acho meio difícil, mas deixo aqui minha preocupação com você, ô Alex Morgan... – ergui uma sobrancelha em provocação. – Cuidado pra não se afogar.
— Veremos quem precisa tomar cuidado. – disse convicta.
— Gente, por favor. – advertiu Mike. – Eu tô competindo, esqueceram? Nenhum de vocês tem chance. – e deu uma risadinha.
— Hoje não tenho a mínima intenção de vencer, apenas praticar. – Flynn sorriu presunçoso ao dizer. – Para a sorte de vocês.
— Essa é a desculpa mais manjada do mundo, Flynn. – alfinetou Astrid rindo.
Hans apenas observava com um sorriso meticuloso no rosto, feito o gavston que é. Com cada um em sua lancha, calçamos as botas da prancha e afivelamos os últimos encaixes. A competição de Wakeboard estava prestes a começar.
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