Rising Tide

10 Investida


Notas iniciais
SANTO ODIN, que saudade que eu tava de falar com vocês por aqui rs Eu sei que demorei, perdão. Mas tenho novidades, UHUL! Digamos que é um especial do 10º capítulo de RT! ~tcharam~ A fic está com uma capa nova, e uma sinopse nova, e tem gente nova na capa, AHHEEO. Adivinhem só? Phillip tá na capa! Duvido vocês adivinharem quem ele é hihihi, tá ok, nem tá tão difícil assim UHEUHEU' Dêem uma olhadinha e digam o que acharam, ok? Então, sobre o capítulo, tenho que avisar a vocês que este ficou muito grande, então eu o dividi, e a outra metade acrescentei no capítulo 11. Ou seja? Sim, manas, próximo capítulo está quase completo! Não vai demorar para postá-lo, é pra glorificar de pé. Eu fiquei um tanto desapontada... O último capítulo postado foi o maior até agora, mas rendeu pouquíssimos comentários. Poxa, eu só quero saber a opinião de vocês, e melhorar com base nelas. =/ Mas ok, vocês que comentaram... Nossa, tô dando um BIG HUG VIRTUAL EM VOCÊS, SUAS LINDAS! Vocês me influenciam como ninguém, obg mesmo s2 Tem mais novidades nas notas finais, pra quem quiser saber... Enfim, vamos ao capítulo? Boa leitura! ^^

INVESTIDA

POV Anna

Acabara de limpar a última mesa e guardar os pratinhos. Meu expediente havia, enfim, terminado.

Ufa. Mais uma semana sem quaisquer contratempos no trabalho. Isso é um recorde, senhores!

Subi e tomei um banho rápido no banheiro dos funcionários. Vesti a roupa que levara caso decidisse tomar banho antes de voltar para casa. Olhei do basculante, constatando a noite fria – pus o sobretudo para me agasalhar.

Enquanto me despedia brevemente de meus colegas e saía do estabelecimento, chequei o celular, lendo uma mensagem de Elsa me convidando a ir a boate.

Aham, já tô até lá.

O caminho do emprego até o apartamento é curto, então sempre faço o percurso de volta para casa andando. Mas não só pela proximidade, não vou mentir dizendo que não gosto de passar pela grande ponte só para assistir o caminho de luz sobre o rio, formado pelo reflexo da lua na água. É uma visão bonita que deve ser apreciada. Além de que respirar o ar frio da noite exerce-me uma tranquilidade deliciosa.

Tenho que aproveitar momentos assim, já que esses dias estão passando longe de serem tranquilos.

Desviei o olhar do rio e passei a fitar o caminho, notando alguém escorado a balaustrada da ponte.

O indivíduo não me percebeu, aparentemente concentrado à correnteza que passava abaixo.

A visão formidável da lua e o seu reflexo não pareciam tão interessantes assim para o sujeito, ele preferia ater-se as águas escuras que corriam à sombra da ponte. Se esse alguém – cujo o qual eu só conseguia ver a silhueta – não fosse tão grande, eu poderia cogitar a possibilidade de ser a Tooth – já que recentemente ela tem vindo ao meu trabalho para voltarmos pra casa juntas.

Mantive meu rumo, aproximando-me a cada passo. O som das minhas botas contra as vigas que revestiam a chão chamara a atenção do cidadão, tirando-o de seu possível transe.

De forma lenta, erguera a cabeça, permitindo que o brilho da lua iluminasse seu rosto.

Minhas sobrancelhas ergueram-se em espanto.

Kristoff.

Meus passos foram ficando cada vez mais lentos até que finalmente parei, ainda reagindo em surpresa. Vê-lo ali sozinho tão tarde... Não me restava dúvidas sobre o quão inconsequente ele era. Crispei os olhos, observando seu rosto de longe e...

Notei algo interessante.

É a primeira vez que o vejo tão imerso em devaneios. Seu olhar focava em nada específico.

Em geral, ele está sempre me olhando com arrogância e cisma. É novidade para mim vê-lo tão pensativo.

O que será que ele faz aqui, afinal? Meu santo Saitama, será que ele usa drogas?! Sendo um phoenix, chocaria um total de zero pessoas. Veio aqui na calada da noite só pra puxar um beck? Nossa, Anna, eu acho que é você quem anda chapada (?). Será que ele é um assassino frio e sem coração que veio aqui concluir mais um de seus trabalhos? Tá, exagerei. Acredito que ele possa ser frio e sem coração, mas não assassino e muito menos drogado.

Ou será que é? Ou será que não é mas quer que eu pense que é? Ou será que ele está tramando de novo? Meu santo Goku, será que ele vai me matar?

— Ora, ora. – falou uma voz grave.

Caralho, que susto. Acho que me borrei.

Voltando à minha realidade, percebi que eu o encarava até agora, sem pudor algum. E é claro que ele já havia percebido, para a minha sorte, só que não.

Me encarava de soslaio, com o semblante sério. Nenhum indício de arrogância. Nem deboche, aversão ou coisa parecida. Era apenas um Kristoff em sua total seriedade, só que não o sério que se vê todo dia.

Um sério ressentido.

Um sério magoado.

Tenho absoluta certeza de que esses sentimentos não são por nossas afrontas diárias. A impressão que tenho é que nossas brigas são o menor de seus problemas.

— Não sabia que espionar era o seu lance, senhorita Arendelle.

— Eu não estava... – franzi o cenho. Prepotente!

Humpf. Depois que descobriu o nome da minha família, faz questão de me chamar de senhorita Arendelle só para me irritar.

Ele voltou a fitar o rio e permaneceu daquele jeito por longos segundos.

— Quando terminar, me diga o que há de tão interessante em mim para que esteja me encarando dessa forma.

Me senti extremamente sem jeito depois dessa frase. Desviei o olhar na mesma hora, toda sem graça. Mas, minha nossa, fiz sem nem perceber. Era uma situação deveras curiosa vê-lo daquele jeito.

Eu ainda me sentia meio perdida quando falei.

— Estou distraída, desculpe.

“Desculpe”? “Desculpe”?! Como assim, Anna?! Desde quando tendo a agir de maneira tão patética na frente dele?

— O que faz aqui? – ele indagou, sem me fitar.

— Até que se prove o contrário, não devo satisfações a você.

Minha resposta exageradamente rude foi automática, claramente na defensiva – quase me peguei pedindo desculpas novamente, mas me contive. Reações constrangedoras demais em tão poucos minutos, um prato cheio para suas provocações futuras.

Sacudi a cabeça afim de reorganizar os pensamentos. Ele tornou a me observar de soslaio, com o mesmo semblante, escorado ao parapeito da ponte.

Surpreendentemente, não disse nada – apenas negou com a cabeça, desviou os olhos de mim e passou a fitar a lua novamente.

Kristoff não retrucou. É a primeira vez que presencio um comentário maldoso meu ser completamente ignorado por ele.

O que está acontecendo aqui?!

— E você, o que faz aqui tão tarde? – indaguei, evidentemente curiosa, arriscando receber a mesma resposta que dei.

Mas ele apenas deu de ombros.

— Eu perguntei primeiro.

— Certo. – revirei os olhos. – Eu trabalho aqui perto, meu expediente acabou e estou indo para casa. Pronto. Agora você, o que faz aqui?

Ele demorou longos segundos para responder e por um instante pensei que ele nem havia me escutado ou que provavelmente iria me deixar falando sozinha.

Até que, em dado momento, percebi seu suspirar profundo antes de ele soltar o corrimão, virando-se para mim, cruzando os braços.

Encarando-me fixamente, com o mesmo olhar misterioso que vez ou outra percebo em sua feição e que, ainda que eu me recuse admitir, me deixa sem reação, pude notar que ele estreitara os olhos, analisando-me com afinco.

Mais uma vez constrangida naquela noite, desviei o olhar.

Isso está acabando comigo.

Nunca o vi dessa forma e não sei como agir quanto a isso.

Pigarreei.

— Bom, não quer falar, então... – tornei a fazer meu trajeto, dando passos largos, ainda sentindo seu olhar sobre mim.

— Onde você trabalha? – indagou assim que passei por ele.

Parei subitamente para fitar-lhe o rosto.

— Por que só eu tenho que responder as perguntas aqui? – respondo com outra pergunta.

— Apenas responda.

— Ah, me economiza, né? – digo exasperada. – Não sou obrigada a te responder nada, seu... – ele me interrompe.

— Olha, as ofensas podem esperar. Amanhã, na faculdade, teremos o dia inteiro. – calada e com cara de cu, eu escutava ele dizer. – Fiz uma pergunta simples. Não custa você responder.

Seu tom tranquilo e indiferente me pegou de surpresa, enquanto ele punha as mãos nos bolsos, mostrando que meu temperamento instável não o afetava, nem o influenciava, tampouco o irritava.

Não agora. Não nesse momento.

Ok, o que está havendo aqui?!

Fixei meus olhos nos dele em busca de algum vestígio, alguma evidência. De quê? Eu não sei! Talvez eu esteja procurando o cara de todos os dias da faculdade, que me tira do sério, cara com o qual eu sei lidar perfeitamente.

Cruzei os braços e respondi, fitando-o desconfiada.

— Trabalho no Opera Cafe.

— A cafeteria aqui perto?

— Essa mesmo.

Ele assentiu lentamente. – Interessante.

“Interessante”? Não tem nada de interessante nisso, pelo amor de Stark, peraí. A única coisa que está sendo interessante – e estranha também, devo ressaltar – é essa conversa aqui. Me sinto desconfortável com esse duvidoso jeito agradável de Kristoff. Tem caroço nesse angu!

Percebendo minha hesitação, não demorou muito para eu notar o canto de sua boca voltado para cima, num sorrisinho maldoso.

— Impossível não se perguntar como você consegue manter-se empregada com esse teu jeito peculiar... – pôs a mão sobre o queixo, ironizando de maneira pensativa. – Arrogante, marrenta, descontrolada... – citou um por um a dedos.

Estava bom demais para ser verdade, né? Bom, pelo menos com esse Kristoff eu sei lidar.

— Impossível não se perguntar como você consegue manter seus amigos? Mal-humorado, prepotente, ranzinza, chato...

Ele deu uma risadinha e negou com a cabeça.

— Tenho pena das suas amigas. Aturar você deve ser um castigo.

— Castigo é ter que lidar contigo, ninguém te merece!

— Dizem que só carregamos a cruz que conseguimos sustentar. – ele cruzou os braços novamente e sorriu debochado. – Eu sou a tua cruz, Anna.

— Quem é você, o jovem Messias? Mas se me permite dizer, eu concordo contigo, sabia? Você, no mínimo, deve ter sido algum castigo mandado por Rikudou, certamente fiz algo muito grave no passado. Só isso pra explicar o porquê de eu ser obrigada a olhar para essa sua cara todos os dias e, como se já não bastasse, na saída do meu emprego também. – ele estava sério novamente. – Se o seu objetivo era me torturar, parabéns, você conseguiu.

Ele deu um longo suspiro.

— Eu realmente não gosto de você.

— A recíproca é verdadeira.

— Você não sabe blefar. Sua vida pacata seria sem graça sem a tortura diária que é ter que lidar comigo. – disse com sua arrogância evidente, se aproximando a passos lentos.

No início podia até ser que eu me incomodasse com a presença e comportamento de Kristoff. Mas eu já estava tão acostumada com seu jeito que já tinha respostas na ponta da língua – e por ele se irritar tão facilmente, era impossível eu não ficar pensando em qual seria a próxima resposta afiada que eu daria, o que consequentemente o tiraria do sério e me faria rir.

Até ele magicamente conseguir me irritar com muito mais eficácia que qualquer um, exatamente como agora. Aí, a situação deixa de ser divertida no mesmo instante.

— Escuta, Kristoff, como vão suas bolas? – perguntei. Bem na cara dele. – Precisando de mais uma joelhada?

— Estão muito bem, obrigado por perguntar. Mas você gostaria de averiguar com as próprias mãos? – ele sorriu com malícia. – Não seria uma má ideia.

Imbecil.

— Me erra, desgraçado.

Ele deu uma risadinha. – Você começa e não aguenta. – murmurou com os olhos crispados, já tão próximo que me surpreendi. – Cheia de marra e metida a durona, mas fica toda envergonhada diante de um comentário malicioso. – chegou ainda mais perto, forçando-me a recuar alguns passos. – Essa contradição que é você... me deixa maluco. – enfatizou o final com uma voz tão rouca e próxima que por um momento engoli em seco, sentindo minhas costas chegarem ao limite da ponte, sendo imprensadas no corrimão. – E, admito, muito intrigado. – pôs as mãos na amurada atrás de mim, prendendo-me no espaço entre seus braços. – Você fez uma bagunça na minha mente. – sussurrou, fitando-me no fundo dos olhos.

Meu coração falhou uma batida.

Estranhamente eu não conseguia desviar meus olhos dos seus. Eu mal respirava, mal me movia... e sequer piscava diante de tamanha confissão.

Mas no momento em que cogitei a possibilidade de ser tudo parte de seu joguinho particular, abri um sorriso cínico.

— Uma bagunçinha não faz mal a ninguém. – senti um orgulho tão grande de mim mesma por minha voz não sair nem trêmula, nem nervosa, que quis me abraçar.

— Acho justo, então... – fitou meus lábios com intensidade. – Fazê-la experimentar as mesmas sensações.

E inclinou-se lentamente na direção de minha boca. Um arrepio quente assolou minha pele e eu paralisei no mesmo instante.

Minhas mãos estavam estáticas, apertando com força a alça da minha bolsa e eu me via incapaz de erguer uma delas sequer para tentar empurra-lo. Se não fosse o som da correnteza do rio, eu juro que seria possível ouvir o palpitar do meu coração ruidosamente acelerado.

A presença de sua boca tão próxima a minha era real, se eu avançasse 2cm o beijaria, mas isso não fora necessário...

Ele o fizera, roçando a ponta dos lábios nos meus, de leve e tão... tão lentamente... que meu estômago se desfez em borboletas frenéticas. Todos os pelos do meu corpo se eriçaram numa onda de calor.

Reprimi, com muito esforço, um suspiro em deleite à sensação rápida de sua boca na minha, pois no segundo seguinte ele se afastou – repentinamente.

E eu me vi zonza, tendo que me agarrar a balaustrada da ponte – temendo cair no chão, pois não sentia minhas próprias pernas.

Me vi tão, mas tão desorientada, que levei longos segundos para perceber o sorriso cretino que ele exibia, de pé a minha frente, muito satisfeito com o que me causara.

As maçãs de seu rosto estavam ruborizadas e seu peito evidentemente tão arfante quanto o meu, mas eu não tive o menor senso para pontuar isso – tudo o que eu via era aquele olhar maldosamente realizado com a visão que tinha de mim: corada, suada, ofegante e lamentavelmente morta de vergonha.

Eu estava pronta para manifestar o meu eu mais demoníaco, até ele fazer uma coisa terrível que findara qualquer reação minha – Kristoff sugou do próprio lábio inferior com um olhar lascivo, como se experimentando o gosto que eu deixara em sua boca.

Uma onda morna e intensa tomou meu corpo e de repente senti calor. Que ódio!

— Você é um merda!

Cuspi as palavras nele, furiosa. Ele sorriu ainda mais, mostrando-se satisfeito com a prova.

Mas eu estava atônita em demasia para me importar.

Socorro.

Se ele fora capaz disso apenas com um roçar rápido de nossos lábios, não quero nem imaginar como seria beija-lo profundamente.

— Hey, Anna!

Para a felicidade da sanidade – e infelicidade do sentimento – alguém gritou meu nome, me arrancando bruscamente de tal transe. Num súbito, pus-me de pé, pois até então mantinha-me ridiculamente escorada ao corrimão da ponte.

— E Kristoff? – indagou a mesma voz que me gritara, fitando o dito cujo que agora encontrava-se de costas pra nós.

— Tooth do céu! Você pintou o cabelo todo! – exclamei, fugindo desesperadamente do assunto e me aproximando dela.

De fato, eu estava surpresa também. Os cabelos de Tooth cresceram bastante desde que a conheci. Os fios de cabelos agora estavam todos tingidos num tom verde vibrante e já chegavam na metade das costas. Ficou belíssimo.

— Pois é, né... – respondeu, desconfiada, revezando o olhar de mim a Kristoff sucessivamente. – Tenho a ligeira impressão de que atrapalhei vocês.

— O que?! – quase gritei. – Humpf! Claro que não... – estapeei o vento.

— Tem certeza? – tornou a indagar e foi difícil não notar seu sorrisinho malicioso. Ai, mereço. – Bom, eu estava indo no seu trabalho tomar um frapuccino... Mas ao que parece, cheguei tarde. – deu uma olhada em Kristoff. – Ou cheguei na hora errada. – e deu um risinho, ô merda.

Nunca desejei tanto ser um avestruz pra enfiar minha cabeça num buraco de tanta vergonha.

— Chegou na hora certa. Melhor hora, impossível! – exclamei e Kristoff me fitou de esguelha, negando com a cabeça. – Agora vamos para casa. Sabe fazer chocolate quente?

— Claro que sei, por que?

— Porque eu tô afim de tomar um chocolate quente, só que não sei fazer chocolate quente cremoso, fica uma gororoba horrível. Não tenho dotes culinários. Enfim. – ri nervosa e ela assentiu, ainda desconfiada.

— Entendo...não vai convidar o Kris para tomar chocolate quente conosco? – questinou sem cerimônias. Chegou mais perto de mim e cochichou. – Agarradinho com você?

Ok, desisto.

— Santo Rikudou, eu não mereço isso... – bufei em desagrado, pousando uma mão em minha testa, fazendo Tooth gargalhar.

— Quero saber dessa história, ein. E não me poupe dos detalhes sórdidos. – falou para mim, se virando e indo em direção ao Kristoff.

Me recostei na balaustrada da ponte, esperando por ela, enquanto resmungava o quanto eu era estúpida. Eu estava prestes a deixar acontecer a pior burrada da minha vida e nem sequer me vi em condições de lutar.

Ele conseguiu, com maestria, oscilar minhas estruturas.

Se Tooth não chega... eu provavelmente teria voado nele – pra matar, ok?

Agora aguente, Anna! Amanhã será o dia em que ele estará no auge da prepotência por causa disso. Que ótimo...

— Flynn sabe que você está aqui, Kris? – indagou Tooth.

Kristoff fitava o rio, da mesma maneira em que o encontrei.

— Flynn não está em casa.

— Eu soube da celebração de hoje no The House... achei você que estaria lá.

— Eu estava.

— Mas resolveu sair para... – deixou-o completar.

— Tomar um ar.

— Aqui?

— Sim.

— Kris... – deu uma pausa e encarou com mais afinco. – Por que aqui? – ele não a fitou e a respondeu dando de ombros. Tooth deu um longo suspiro. – Entendo. – tornou a fitar a lua. – É lindo, não? – indagou, também observando o rio.

— Sim.

Eu geralmente não gosto de prestar atenção na conversa alheia, né. Mas dessa vez eu prestei bem atenção e percebi pela primeira vez o que as pessoas dizem a respeito de Kristoff – sobre ele ser reservado, na dele e quase não falar. Eu nunca entendi o porquê de dizerem isso, até porque, comigo ele fala até mais do que eu gostaria.

Tooth riu. – Monossilábico como sempre. – e negou com a cabeça. – Eu só espero que não esteja pensando naquele dia.

— Eu estou bem. – ele disse e, pelo seu tom, queria dar um ponto final naquela conversa. Tooth percebeu isso.

— Ok, Kris. Eu vou indo... fique bem. – se virou, vindo em minha direção.

— Toothiana... – chamou ele, Tooth se virou no mesmo instante para fita-lo. – Não conte a eles que estive aqui. Por favor. – foi a primeira vez na noite que ele a encarou nos olhos, e então ela assentiu.

Tornei a caminhar enquanto ela vinha para o meu lado.

Mas essa história me deixou um tanto receosa e curiosa. Muito curiosa. Tooth veio tagarelando sobre um clima aí que ela viu pintar entre nós dois, que eu não me dei o trabalho de prestar atenção. Isso já vai me dar muita dor de cabeça amanhã e eu não tô nem um pouco afim de antecipar isso.

E por qual motivo seus amigos não podem saber que ele esteve aqui? Por que Kristoff esconderia de seus amigos um acontecimento tão aparentemente simplório?

Quando começo a questionar a mim mesma, é por que a porra tá ficando séria. Mistério, adoro um mistério. Sou a rainha das teorias. Eu assisto Elementary e sou fã de Death Note, não espere menos de mim!

Olho para trás, vendo a figura de Kristoff ficar cada vez menor com a distância. Pode até ser coisa da minha cabeça, mas acho que por um breve momento o vi nos fitar.

Tooth chama a minha atenção com uma pergunta; que eu apenas respondo em afirmação.

Caminhamos conversando até em casa e por mais que eu estivesse plena respondendo todas as suas perguntas, minha mente não virava a maldita página chamada Kristoff. Aquele merdinha...

Tooth perguntou onde estavam as meninas, contei que Merida e Elsa haviam ido trabalhar e Punzie foi curtir a noite na balada. Contei também que odeio ficar em casa sozinha e que sua companhia veio bem a calhar.

Por mais que eu esteja curiosa com aquela conversa esquisita e unilateral entre Kristoff e Tooth, não ouso perguntar nada a ela. E ser mais uma vez alvo de olhares maliciosos e cheios de insinuações fazendo-me lembrar da merda que quase aconteceu? Me recuso.

Então me aproveitei do fato de que ela parecia ter virado a página mais rápido que eu e fiz nossa conversa fluir – o que não foi tão difícil, pois sempre tivemos muito assunto e antes que pudéssemos perceber, estávamos na portaria do prédio.

Já no apartamento, Tooth largou sua bolsa e foi direto para a cozinha. Bom, não é a primeira vez que ela vem aqui, então podemos dizer que ela já é de casa.

Sabia onde estavam todos os ingredientes e, enquanto cozinhava, ia me contando sobre a melhora que sua avozinha apresentara, mas que não era motivo de alívio para ninguém.

Desde que nos tornamos amigas, não foi difícil descobrir o real motivo de eu tê-la encontrado em prantos no dia em que nos conhecemos.

Tooth tem uma avó que está em luta contra o câncer. Os dias de melhora e de piora são comuns. Ela diz que num dia amanhece bem e no outro parece estar prestes a falecer. Por isso, ela não permite mais se frustrar com as melhoras apresentadas.

— É uma doença traiçoeira e eu não consigo deixar de me preparar para o pior. – ela fala.

O motivo de Jack, naquele dia, estar consolando-a era óbvio: ele conhece a senhora. Na verdade, mais do que ninguém. A mulher o criara desde os oito anos do rapaz – não me pergunte sobre a ausência da mãe biológica dele, pois não sei.

— Talvez você devesse se permitir ficar feliz por uma melhora, Tooth, assim como o Jack faz.

— Jack é muito intenso, principalmente reagindo a notícias. – dizia ela, enquanto jogava pedacinhos de marshmallow no chocolate fumegante. – Nos dias de piora, só falta fazer as malas e trancar a faculdade para viajar e estar com ela até ser impedido pelo pai. Nos dias de melhora, dá uma festa que dura a semana inteira na mansão dos phoenix. – não consegui evitar dar uma risadinha.

— Impulsivo.

— Cada fibra daquele ser. – concordou dando uma risada.

— Você parece conhece-lo bem.

— Nossas famílias são muito próximas. – seu olhar estreitou na minha direção. – Tão próximas quanto você e Kristoff naquela ponte. Anda, desembucha, quero saber tudo e é agora. Você prometeu!

— Prometi o que? Você está louca!

— Não faz a desentendida!

— Sai fora!

Não me lembro de ter prometido nada.

Se bem que... oh, shit. Não acredito que foi isso que eu afirmei.

Usarei a melhor das táticas para mudar de assunto, tô aqui elevando meu cosmo para que dê certo.

— Você faz a misteriosa sobre o lance com o Jack, então farei o mesmo sobre o Kristoff. Lide com isso.

Ela arquejou, boquiaberta e abismada, colocando uma mão sobre o peito com indignação. Dei uma risada tão alta que contagiou ela.

— Ora essa, para fazer tal comparação, então quer dizer que são situações semelhantes? – insinuou ela, ardilosa.

— Como vou saber? Nunca me contou qual a situação de vocês, pra início de conversa.

— Ok, senhora espertinha. – deu uma risada, colocando as mãos na cintura. – O lance entre eu e Jack é sobre amor não correspondido. – meu coração se entristeceu, mas ela parecia bem quanto ao assunto. – E eu torço para que a situação entre você e o Kris não seja o mesmo.

Ainda que tenha finalizado com um sorriso divertido, não consegui deixar de me compadecer.

— Você quer conversar sobre isso, Tooh? – ela finalmente pareceu notar meu olhar sensibilizado e permitiu-se suspirar.

— Não. Já estou em fase de aceitação.

Eu sabia que o motivo de seu conhecimento assíduo sobre Jack não se limitava só à amizade entre as famílias. Mas resolvi respeitar seu espaço.

Nesse momento, a porta foi escancarada num súbito. E dela, entrou Rapunzel, seguida de Merida e Elsa.

— CHEGOU A RARIDADE, LINDA, CULT, DIFERENTONA, UNICÓRNIA, Rapunzel passando. Com licença, meras mortais (???). – berrou Punzie, com as mãos erguidas em sinal de “abre alas”.

POV Jack

— Você deveria ter me chamado na hora. Eu não faço ideia de qual é a fisionomia desse cara para impedi-lo de entrar mais vezes! – Hiccup estava claramente exasperado.

— Eu resolvi tudo, não precisa desse auê. – limitei-me a dizer, massageando entre os olhos.

— Se o Aster ficar sabendo... – deixou-se largar sobre o sofá, derrotado. – Sabe o quão rigoroso ele é quanto a essas questões?!

Eu o encarei, com o olhar cínico. – E com razão. Quem redigiu as imposições contra assédio foi eu e meu pai.

Ele pareceu pensar por dois segundos. – Tinha me esquecido disso.

— Claramente. – respondi, suspirando logo em seguida.

— E o que foi aquelas atitudes suspeitas perto dela? – indagou, com os olhos crispados, chamando a atenção de Flynn, que passara a prestar atenção na nossa conversa.

— Não inventa. Agi normalmente.

— “Normalmente”. Claro. Você cantou ela, isso sim. – indagou Hiccup, num tom repreensivo.

Acabara de chegar em casa. Hiccup já me sufocava com tantas perguntas. Tantas que até Flynn já sabia de todo o acontecido.

— É o Jack. É claro que ele flertou com ela. – expôs Flynn, num tom óbvio.

— Eu não flertei ninguém. – afirmei, cansado, e o silêncio então reinou.

— Nesse momento está nevando no inferno. – ironizou Flynn.

— Se você acha que não notei seu olhar para ela nos momentos em que passava rapidamente pelos corredores durante os últimos dias, está altamente enganado. – dizia Hiccup, exibindo sua perspicácia irritante. – E agora você me diz que não cantou ela, mesmo tendo oportunidade. Estou surpreso, admito.

— As circunstâncias eram trágicas e eu não queria que ela tivesse uma ideia errada sobre mim. – admiti sem nem notar.

— E uma ideia errada, a sua convicção, seria...? – indagou Flynn, deixando-me terminar.

— Um filho da puta que não liga para o sentimento alheio.

— Exatamente o que você é. – afirmou ele.

— E nunca negou. O que tá havendo, ein? – questionou Hiccup, desconfiado.

— Nada. – retruquei, sentindo-me esgotado. – Absolutamente nada. – dei um longo suspiro e caminhei até a cozinha afim de pegar um copo d’água.

Todo esse interrogatório me deixou com dor de cabeça. A notícia que tive de minha avó não foi das melhores. Ela estava bem até hoje mais cedo, mas recebi uma mensagem que me deixava ciente da atual situação dela – é bom saber que ao menos meu pai encontra-se próximo o suficiente para me deixar informado em tempo real.

Não sei como darei a notícia a Tooth – comunicando-lhe mais uma piora repentina. Dei um longo suspiro, já imaginando a situação difícil.

E como se já não bastasse, assim que coloquei a água no copo e me virei, vi que os dois vieram atrás de mim.

— Ah, qual é?! – exclamei, irritado.

Fora isso, voltando a situação da boate...

Eu esperaria encontra aquela garota em qualquer lugar: no campus, na biblioteca, numa cafeteria próxima ao lote dos dormitórios, no shopping. Mas lá? E logo como funcionária? Porra.

Toda semana estou na boate, como não a notei antes? Não que eu ficasse esperando ela aparecer, mas certamente eu lembraria caso a visse.

No fim da noite, terminei sozinho – sem Elsa, sem Heather, sem a outra que esqueci o nome. Mas apesar disso, achei melhor assim. Eu não estava no clima pra muita coisa, estranhamente.

Mas ainda tinha que lidar com esses dois!

Espera aí... dois?

— Cadê o rebelde sem causa? – indaguei, estranhando sua ausência.

Da cozinha ouvimos o estrondo da porta de entrada bater, revelando um Kristoff presunçoso, como se adivinhando que perguntávamos por ele. Pude ouvir um “não morre tão cedo” vindo de Hiccup.

— Por que saiu da boate na maciota? – indagou o mesmo, verdadeiramente curioso.

— Fui dar uma volta.

Hum. Aí tem.

— Uma volta, uh? – questionei, desconfiado. – E esse sorrisinho presunçoso no seu rosto habitualmente sério significa que sua “volta”... – fiz aspas com as mãos. – ...foi bem, digamos, interessante?

Kristoff riu baixo. Pendurou sua jaqueta escura no cabideiro e jogou-se ao meu lado no sofá.

— Sim.

— Não vou nem perguntar onde estava. – falou Hiccup, dando de ombros. – Porque sei que não irá responder.

— Está certo. – anuiu Flynn.

— Como sempre. – concordei.

Kristoff deu um sorrisinho.

Kristoff é o mais reservado de nós três, é evidente que ela não nos dirá nada, ainda mais percebendo a curiosidade tangível pairando nesse ar. Não será necessário um interrogatório agora. Amanhã eu tenho o dia inteiro para questionar o que houve de tão interessante.

Vi a oportunidade perfeita e aproveitei.

Levantei, deixando-os conversando na sala e bati a porta do banheiro sem esperar que notassem minha escapada. Depois de uma ducha rápida, pus uma calça moletom velha e joguei-me em minha cama.

Orei, como pude, por ser um leigo no quesito fé. Mas a situação da minha segunda mãe me forçara a conversar com o que quer que estivesse ouvindo – de preferência, o senhor lá de cima –, suplicando-o pela melhora dela.

Eu já supliquei antes sem nem perceber – novo demais para saber precisamente o que eu estava fazendo, o que eu estava sentindo.

A janela estava aberta e, apoiando o antebraço na testa, fiquei observando a lua cheia enquanto recapitulava todo o dia de hoje e planejava o que pretendia fazer amanhã, tentando não pensar mais no que tanto me afligia.

Tentei negar, mas procurar por ela com toda certeza estava nos meus planos.

POV Elsa

Punzie passava um pedaço de algodão em seu rosto com um punhado de demaquilante enquanto fitava sua imagem refletida no espelhinho de bolsa em sua mão.

— ELSAAAAAAA! (?) – berrava Meri, da porta do banheiro onde só dava para observar sua cabeça e os cabelos molhados que pingavam. Quando apareci do corredor com uma feição assustada e inquisidora, ela sorriu amarelo e falou. – Esqueci a toalha, traz pra mim?

Levei a toalha de Meri e depois retornei à cozinha para estourar umas pipocas. Depois de afastar as poltronas e o sofá, pusemos os colchões no chão da sala formando uma imensa cama.

— E aí, ele de repente retornou agora do nada e parecendo interessando em Elsa novamente.

Anna conversava com Tooth sobre a cama improvisada no meio da sala e, ao ouvir meu nome, juntei-me a elas.

— Eu o que? Ele quem? – apoiei o pote de pipoca em nosso meio.

— Estou falando do Phillip. – meu estômago gelou, trazendo lembranças de horas atrás.

Olhei para Punzie, esta que já me encarava com preocupação e uma feição que dizia “doida, você não precisa fazer isso, mas estou com você no que decidir.”

Eu queria conversar com elas, mas elas não merecem mais preocupações. É uma faca de dois gumes, no entanto – as poupo do problema, mas me prejudico ainda mais. Eu sou muito mais forte quando estou com minhas amigas. Mas a partir do momento em que tenho um segredo, estou sozinha.

— Chamaremos a época do namoro de Phillip: A Era Obscura e momento atual de A Era Obscura: A Ascensão de Phillip. – Anna falou com seu tom descontraído ao tempo que concentrado, o mesmo que utiliza ao debater sobre os filmes da Marvel. Dei uma risadinha.

— Por que estamos falando disso mesmo? – indaguei, verdadeiramente curiosa.

— Tooth foi desiludida amorosamente e eu estou tentando convencê-la de que não perdeu nada e sim se livrou.

— Anna! – Tooth estava vermelha como um pimentão.

— Quanta delicadeza, Anna. – Punzie revirou os olhos.

— Quem seria o infeliz, se me permite perguntar?

Tooth hesitou antes de responder. – O Jack. – eu não estava surpresa, sinceramente. – Mas isso tudo já faz muito tempo, gente, nem devíamos estar falando sobre...

— Ah, não esperava menos do canalha chefe do campus. – Anna deu de ombros, mas repensou. – Mas já parou para pensar que talvez ele não tenha feito de propósito?

— Eu sei que não fez, doida, muito pelo contrário... – a Tooth lidava com aquilo de forma admiravelmente madura. – Eu tenho plena certeza de que ele simplesmente não soube como reagir, por isso se afastou.

— Qual o babado? – dizia Meri, aproximando-se enquanto secava o cabelo com a toalha.

— Jack Frost ficou com medo dos sentimentos da Tooth. – Punzie pôs a situação em palavras tão verdadeiras que até Tooth riu.

— Não creio que tenha sido isso, ele só... quis me poupar. – protestou, no entanto.

— Você se declarou para ele? – indagou Meri e Tooth assentiu. – E ele não falou nada?

— Me deixou sem uma resposta, ué. – ela deu de ombros. – Acho que não queria que eu me machucasse, mas acabei machucada exatamente por causa disso.

— Ele poderia acabar te magoando se ficassem juntos. – Meri sugeriu, com complacência.

— Sinceramente, eu nem consigo imagina-lo junto com ninguém. – a voz dela parecia triste. Aquilo me preocupou. – Digo, pelo menos não da forma que eu queria.

— Você está falando de relacionamento sério. – pontuei e ela assentiu, meio cabisbaixa, ainda que tentasse disfarçar.

— A fato de isso te abalar responde minha duvida mental. – comentou Anna.

— Que seria?

— Você ainda é apaixonada por ele.

Anna... a sutileza reencarnada.

Todas nós, de repente, parecíamos tensas e constrangidas pela própria Tooth.

Convenientemente para a surpresa geral, Tooth caiu na gargalhada de maneira nervosa.

Mas no momento em que, aos poucos, sua risada tornou-se um choro tímido e de soluços reprimidos, eu soube que Anna entraria em desespero, por nunca saber como agir em situações como essa.

Assim que as lágrimas foram notadas, não deu outra, os olhos de Anna pareciam dois pratos de tão arregalados.

— Calma, calma. – dizia nervosa. – Vai passar. – dava tapinhas em suas costas. Tooth tornou a chorar ainda mais. – Amiga, pare.

— Ele partiu meu coração. E o pior de tudo é que ainda sinto a falta dele. – admitiu, entre um soluço e outro. – O que eu faço?

— Pega os cacos do seu coração partido e corta a cara dele. – respondeu Anna.

— Não é má ideia. – concordou Punzie, conseguindo arrancar de Tooth uma risadinha em meio ao choro. – Recomponha-se, mulher. Homem nenhum merece suas lágrimas.

— Tooth, o destino age de forma peculiar. – disse por fim e a abracei, surpreendendo até a mim mesma. – Apenas espere.

Naquele momento, tive uma certeza.

Não permitiria que ela fosse magoada novamente.

Passado esse momento, uma discussão acalorada sobre qual filme assistiríamos começou. Rapunzel queria assistir comédia romântica e Anna filme de ação.

— Não existe lógica nos filmes de ação! – protestou a loira.

— Existe sim! – retrucou minha prima.

— Ah, claro! O cara está na cozinha passando manteiga no pão, daí do nada aparecem 50 homens com armamento pesado! O cara se esconde atrás da fatia de pão e os homens erram todos os tiros, depois o cara mata todo mundo com a faquinha que ele estava passando manteiga no pão... (???????). – dizia Punzie, gesticulando com as mãos.

— E não se suja (?). – completou Merida.

A discussão não parou por aí. Depois de meia hora ainda decidindo qual filme assistir, optamos por um “clássico” da comédia que, não importa quantas vezes já assistimos, nunca perde a graça: As Branquelas.

Depois do terceiro filme, as meninas apagaram quase que instantaneamente.

Merida e Anna pareciam cansadas, provavelmente por causa de seus expedientes. Tooth parecia relaxada, dormia com um sorriso tranquilo no rosto e Rapunzel ainda estava com resquícios de sua bebedeira de hoje mais cedo na boate. Louca.

E eu? Eu tô aqui, zelando por elas.

O dia hoje foi repleto de emoções, desde sustos terríveis à lamentações amorosas. Em momento algum me permiti esquecer o que acontecera na boate.

Não sei se estou pronta para o dia seguinte.

E mesmo com a mente a mil, o sono por fim me venceu.

*

Notas finais
Olha, me perdoem por essa demora horrível. Eu sei, já faz mais de dois meses que não posto. Me desculpem mesmo. Eu odeio dar desculpas, mas aconteceu algo que me afetou muito mesmo, um caso de vida e morte. Eu fiquei sem entrar no site, fiquei até sem sair de casa. Foi horrível, mas já passou, ou melhor, está passando rs. Muito obrigado a vocês que comentaram. Vocês me ajudaram a querer escrever de novo, pois eu estava profundamente triste com o que aconteceu e sem o menor ânimo, sem nenhuma motivação. A fanfic ia entrar em hiatus, mas eu repensei... E por consideração a vocês, eu voltei, sas lindas! s2 ^^ O capítulo saiu um tanto breve, mas acho que dá pra entender o que eu tentei transpassar rs. Me digam o que acharam, ok? Sobre o capítulo, a nova capa, a nova sinopse, tudo! Eu fiz a capa como um presente, pra me redimir dessa demora hedionda. Vocês me ajudam com a opinião de vocês. E tem mais uma novidade: Rising Tide estará, a partir de hoje, disponível também no Social Spirit! ^^ Bom, pra falar a verdade, eu nem sei mexer naquele site direito, manas UHEUEHUEH' mas resolvi arriscar. De qualquer forma, se quiserem o link do meu perfil de lá, é só pedir nos comentários, ok? Espero, do fundo do meu coraçãozinho quebrado, que vocês tenham gostado das novidades e do capítulo. ^^ E me digam o que acharam, ok? Beijos, e até a próxima! s2