Notas iniciais
GENTE, GENTE! RISING TIDE BATEU MAIS DE DEZ MIL VISUALIZAÇÕES HOJE! YAY! EU TO GRITANDO PORQUE EU NUNCA PENSEI QUE FOSSE CHEGAR A MIL, QUEM DIRÁ DEZ MIL! SANTO ODIN! EU TO TREMENDO ROSANA!!! Olá, pessoal. *cof cof* esse chilique foi preciso sim. Tá. Eu me sinto restaurada. Revigorada. Quer dizer, em partes... Sinto o meu cosmo se elevando ao máximo. O meu chakra mais que concentrado. Amei os números que vi hoje quando fui fazer essa checagem semanal. Hoje eu vim trazer duas notícias boas e uma ruim. A primeira notícia boa é sobre os números (YAY!!!) A segunda notícia boa é que eu trouxe o Capítulo 15! Uhul! E a última notícia darei ao fim do capítulo nas notas finais, ok? Quero que tenham uma boa leitura e leiam as notas finais, não esqueçam! Obrigada, de nada! Sem mais delongas...

CARTA

POV Elsa

Ele encarava o chão, feito o covarde que era. Não tinha colhões para olhar nos meus olhos, ainda que de longe.

Aquela era a minha condição para que eu ouvisse qualquer coisa que ele tivesse a me dizer – ou melhor, a me escrever.

Tooth sabia o número de celular de todos os estudantes de medicina, pois era representante da turma – ainda que ela não soubesse nem o nome de metade dos alunos. Me passou a lista com os números sem me questionar o porquê de eu precisar. Não foi difícil achar.

Phillip Eric Hubert.

Minha condição era clara, naquela pequena mensagem de texto. O que ele tinha a me dizer, teria de ser em escrito e bem longe de mim.

Eu estava o observando de longe no momento em que ele recebera minha mensagem – sua feição, que antes estava séria e ressentida, passou para um evidente desapontamento, mas não havia muito que eu pudesse fazer a respeito.

Ele não me fitou após guardar o celular. Continuou encarando o chão.

Assim que saí da última aula do dia, antes de me juntar as garotas para seguir rumo ao shopping, uma estudante do meu curso me abordou e me entregou um envelope fechado. Nervosa por já imaginar do que se tratava, amassei o papel e o joguei no fundo da bolsa, antes que as meninas vissem e perguntassem o que era.

Uma carta. Era bem do feitio de Phillip dispensar meios mais tecnológicos e práticos. Sempre optou pelo clássico e poético.

Fitei Meri do balcão da cozinha assim que chegamos em casa – ela estava distraída, jogada sobre o sofá.

Eu sei que ela notou aquela minha frustração com a presença de Jack, sei que notou meu nervosismo e que estranhou nossa conversa – ainda que não saiba que o verdadeiro motivo para tanta tensão era, na verdade, a carta amassada dentro de minha bolsa.

Ainda assim, nem eu mesma me reconheci perante Jack.

Suspirei e resolvi subir e tomar um banho. Peguei minhas coisas e segui na direção das escadas até a porta do meu quarto, ao fim do corredor.

Joguei minha bolsa, meus livros e meu celular em cima da escrivaninha. Olhei diretamente para a bolsa... pensando no que tinha dentro. Retesei-me.

Segui até minha cama, caí de cara nos travesseiros e berrei com toda força que meus pulmões permitiam. Minha mente está a mil e eu não faço ideia do que me espera nessa carta!

Grunhi, atordoada. Odeio quando não consigo organizar os pensamentos... Eu odeio a sensação de estar perdendo o controle da minha vida.

Bufei e me levantei num súbito. Despi-me enquanto caminhava até o chuveiro do meu banheiro. Resolvi tomar um banho frio, eu precisava urgentemente relaxar.

A pressão da ducha estava perfeita. A água batia em minha pele, massageando-a e levando para o ralo toda aquela tensão. Como eu queria que levasse todos esses pensamentos incômodos também.

Lavei os cabelos com um shampoo de lavanda e massageei com o condicionador do mesmo aroma. Após a ducha, me sequei e me enrolei na toalha, para secar os cabelos com o secador.

Depois de secos, deixei que os fios soltos cascateassem sobre minhas costas. Meus cabelos passaram o dia inteiro naquele meu habitual coque trançado e com a franja solta. Estavam gritando “me solte, por favor!” (?).

Finalmente, sentei-me sobre a cama, com a bolsa a minha frente. Não hesitei em pegar o envelope em seu interior, desamassando-o antes de abrir. Havia um papel, que o desdobrei para começar a ler o conteúdo, escrito numa caligrafia elegante ao tempo que rude.

“Me desculpe pelo que aconteceu. Desde sempre, não só na boate.

Mas vamos começar por aquele infortúnio.

Não há justificativa para o que fiz, mas garanto que não tive a intenção de assusta-la. Eu me descontrolei, como antes acontecia. A diferença é que agora eu reconheço quando acontece.

Eu estava com saudades de você.

Percebo o quão diferente você está e tenho a mais dolorosa certeza de que sou a pessoa que te fez mudar.

Minhas atitudes impensadas de moleque não deveriam afeta-la tanto e eu me sinto... péssimo a cada dia. É doloroso ver que sou responsável por isso.

Você sempre foi tão madura, desde muito nova. Não se esqueça que também fiz parte da sua infância, não só suas amigas. Eu te conheço há muitos anos, assim como elas. Não é à toa que nos apaixonamos. Eu reconheço o quanto você me amava.

Nenhuma outra mulher fará por mim tudo o que você já fez sendo ainda uma garota. Reconheço isso também. Sofro todos os dias por ter machucado alguém que só me fez bem. Não passa um só dia sem que eu me sinta um monstro.

Estou na minha caminhada de redenção e me considero uma pessoa mudada em muitos aspectos. Não em todos, como você pode ver... continuo autoritário. Estou trabalhando nisso ainda. Pode ser tarde demais para eu me arrepender e, sinceramente, eu estou muito arrependido. Mas sei que não é tarde demais para pedir o seu perdão.

Não estou pedindo para reatarmos. Mesmo que eu queira ter você comigo, você merece alguém que te faça feliz, que te exerça sensações boas e te ajude a se livrar dos temores que causei a você.

Mas eu preciso que me perdoe... Só pra, pelo menos, eu me sentir melhor comigo mesmo.

Isso não vai mudar o quão seu coração foi ferido por mim. Mas é um começo.

Por tudo o que eu te fiz passar, Elsa.

Me perdoa?”

Meu Deus.

Eu não estava preparada para isso.

Eu estava temerosa pois não confio mais em Phillip. É difícil acreditar de novo quando você já acreditou demais em quem não fez por onde.

Ouvi o som da campainha tocando. Imaginei que fosse Tooth, que chegara para se aprontar conosco para a festa mais tarde. Fugi do quarto como quem foge da cruz, louca para tomar distância da carta e a decisão que ela me impunha a tomar.

Enquanto descia as escadas, dei um longo suspiro ao concluir que... não sei o que fazer.

Eu realmente não sei o que fazer.

Meu Deus, o que eu vou fazer?

Ao chegar na sala de estar, tudo que encontrei foi Merida no mesmo lugar em que estava desde que chegara, só que agora sentada, observando Punzie dar um chilique.

— Eu cheguei atrasada na manicure e a bicha nem pra me esperar! Passou outro cliente na minha frente e eu fiquei com essas unhas horríveis. – dizia Punzie, angustiada, mostrando suas unhas que, a meu ver, continuavam lindas. – Pra completar, eu perdi minhas chaves! Tive que pedir pro Sr. Joshua abrir a portaria pra mim pois eu, a tapada, não faço a mínima ideia de onde enfiei as chaves! – berrou, gesticulando com as mãos. – Que vida difícil, não aguento mais. Vou andar com as mãos pra cima de agora em diante pra ver se Deus me puxa logo.

— Gente, que zorra é essa?! – dizia uma Anna assustada, descendo as escadas enquanto ajeitava sua bolsa do Batman no ombro.

— Anna, leve o casaco. Mais tarde, irá esfriar. – alertei, como de costume.

Ela ergueu a mão que segurava seu sobre-tudo preto.

— Não se preocupe, estou preparada. – pôs os fones envolta ao pescoço e caminhou até a porta, que já estava aberta. – Vou indo, manas. Boa festa pra vocês... – ela se virou, de costas pra porta aberta e nos olhou de forma cúmplice. – Se houver piscina nessa festa, me façam um favor? – deu uma pausa e nós a observamos com as sobrancelhas arqueadas.

— Lá vem merda. – murmurou Rapunzel.

— Pago um Super Cheddar Bacon para a primeira que jogar o Kristoff na piscina. – finalizou ela, dando palminhas. – Quem topa?

— UHUL! – berrou Merida. – Já quero! – levantou, batendo palmas com Anna. Mereço.

— COMO ASSIM, VOCÊ NÃO VAI À FESTA? – berrou alguém no batente da porta.

Só tive tempo de ver Anna dar um pulo, tamanho o susto que ela levara. Virou-se, com a mão sobre o peito.

— Mas o que é isso?! Toothiana, sua vaca bípede, você... – pausou subitamente e inclinou a cabeça para o lado, enquanto observava Tooth. – Pintou o cabelo?

— O que? Ah, é! Pintei sim, o que achou? – disse Tooth, dando uma voltinha graciosamente e jogando os fios azul e verde lima pra lá e pra cá.

— Nossa, arrasou, viada! – disse Punzie, dando uma bundada em Tooth, que foi parar fora do apartamento de novo.

— Ain, obrigadan! – agradeceu, entrado e fechando a porta atrás de si. – A próxima cor, estou decidindo ainda... – disse ela, ponderando.

— JÁ SEI, JÁ SEI! – exclamou Merida. – Pinta de roxo!

— Roxo não, rosa! – interveio Punzie.

— Que mané rosa! Taca-lhe uma tinta vermelha e vai ficar show! – se animou Anna.

— Ficaria linda de azul turquesa. – resolvi dar uma ideia também, ué.

— Ainda estou decidindo isso, meninas. Agora, voltando ao assunto. Anna, por que não vai à festa?

— Porque vou trabalhar, oras.

— É, mas pensei que tinha tirado folga pra ir à festa. – expôs Tooth, fazendo uma careta.

— Quem dera a vida fosse esse jardim que você pensa, Tooth amada. – riu Anna. – Minha folga é só aos domingos. Tenho colegas de turno, não posso deixar ninguém na mão.

— Achei que pelo menos se esforçaria pra ir pelo Kris ter te convidado!

— Você está louca. Ele não me convidou pra absolutamente nada.

— É claro, né. Como poderia?! Você ao menos dá a famigerada chance de ter uma conversa civilizada com ele?!

Anna franziu o cenho, irritada. – A última vez que dei essa chance, tomei no cu logo em seguida, então, é, não dou mesmo! Ele não me convidou e eu também não tô nem aí. Tenho coisas mais importantes para fazer. – pigarreou, ajeitando sua bolsa e proferiu antes de colocar seus fones e sair pela porta. – Divirtam-se na festa. A proposta do Super Cheddar Bacon ainda está de pé. – e bateu a porta.

Tooth negou com a cabeça, respirando fundo.

— Vou pro meu quarto escolher minha roupa pra mais tarde... não faço a mais remota ideia do que irei vestir. – anunciou Meri, caminhando até a escada.

— Eu até te ajudaria... – declarou Punzie, um tanto tristonha. Afinal de conta, quando se trata de moda... Punzie faz questão de ajudar. – Mas vou aproveitar esse tempinho para dar uma pesquisada em como adquirir o passe para o show da Rih.

— Você é fã da Rihanna? – indagou Tooth.

— Desde a primeira vez que ela ouviu aquela mulher cantar. – respondi no lugar de Punzie.

— Exato. E estou tentando ganhar ingressos para uma apresentação privada dela.

Vendo que estava cedo demais para começarmos a nos arrumar, fiz um brigadeiro de panela e nos sentamos na bancada da cozinha, esperando Punzie terminar suas pesquisas.

POV Rapunzel

Chegara a melhor parte do dia. Minha parte favorita – escolher as roupas para usar.

Sugeri as meninas que viessem ao meu quarto caso precisassem de meus conselhos sobre moda e fechei a porta atrás de mim.

Mike me convidou para a festa, pensando que eu ainda não havia sido convidada. Um fofo. Um sorriso malicioso pontuou-se em meu rosto, é a minha chance de provocá-lo. Ainda mais. Achei justo estar linda, não só para ele, mas principalmente para mim. Não consigo deixar de pensar que Flynn também estará lá. Fico me perguntando se toda vez que pensar nele me sentirei culpada dessa forma.

Fui em direção ao meu banheiro, afim de um banho demorado.

Lavei meus cabelos com o shampoo de cereja que minha madrasta enviara de NY. Massageei os fios ondulados da raiz até as pontas e logo enxaguei, deixando que a pressão da água da ducha massageasse meu couro cabeludo enquanto levava para o ralo a espuma perfumada. Terminei e, ainda com os olhos fechados, levei uma das mãos até a torneira que fecha a ducha e senti algo frio e escamoso ao invés de metálico.

Arquejei e abri os olhos.

— Pascal! Pare de me dar sustos! – ri da expressão dele que nunca muda.

O peguei com as duas mãos e o coloquei na beirada da banheira, antes de fechar o chuveiro. Enrolei uma toalha cor-de-rosa nos meus cabelos que ainda pingavam e outra envolta ao meu corpo. Estendi a mão para Pascal subir até meu braço e assim ele fez, até chegar ao meu ombro.

Saí do banheiro e me deparei com Merida, com uma toalha azul escura enrolada nos cabelos rebeldes e outra envolta ao próprio corpo, deitada no meu divã lendo um dos meus gibis da Turma da Mônica Jovem, que aliás eu havia comprado para dar a ela e acabei esquecendo. Suas roupas e acessórios estavam espalhados pela minha cama.

— Pois é, preciso da sua ajuda. – afirmou ela, sem tirar os olhos da revistinha.

Revirei os olhos, dando um sorriso. – Precisava desse caos de coisas sobre a minha cama milimetricamente arrumada?

Ironizei pois minha cama era, de longe, a parte mais organizada do meu quarto, talvez a única.

— São meus cacarecos. Lide com isso. Rapunzel, eu não tenho essa edição. Por que você não me disse que tinha? Tô procurando há meses.

— É seu. – respondi, enquanto colocava Pascal em seu terrário de vidro. – Meri, pega a ração do Pascal em baixo da pia da cozinha, por favorzinho?

Ela colocou a revista em cima da escrivaninha e desceu, voltando depois de alguns segundos.

— Pascal vai precisar ficar mais tempo preso a partir do mês que vem, pois há indícios de que Angus volte a morar comigo. – ela comentou, entregando o saco de ração de Pascal e dando um sorriso amarelo.

— Ai, Merida. Tadinho do Pascal!

— Mas eu estou com saudades dela!

— Entendo, mas pelo amor de Rihanna Fenty, dê um jeito naquela louca!

— Ela não faz por mal, Punzie! Ela só pensa que o Pascal é um dos brinquedos dela. – falou, sorrindo nervosa.

Suspirei pesadamente.

— Pelo menos você me avisou com antecedência, né. Assim, tenho mais tempo de prepara-lo psicologicamente pra viver confinado mais uma vez. – respondi, enquanto enchia o recipiente de água e comida do Pascal. Meri fez um biquinho tristonho. – É por isso que gosto do Olaf, nem ousa chegar perto do Pascal porque morre de medo dele.

— Também né, o Olaf é filhote!

— Detalhes. – ela deu um risadinha. – E então? É só você que precisa do meu senso de moda? Cadê aquelas outras duas?

— Estou aqui! – chegou Tooth, adentrando o meu quarto também envolta em toalhas, só que verdes, segurando suas peças de roupas que eram as opções. – Vamos começar a nos aprontar, hoje eu tenho que estar linda. Peraí, eu disse isso mesmo? Acho que estou animada... – observou, espantada.

Elsa entrou, envolta a toalhas brancas, com Olaf em seu encalço que a seguia em seu andar de pequeno felino travesso.

— Gente, me ajuda aqui. – fui até ela e peguei suas roupas, colocando-as na bagunça sobre meu edredom.

Olhei para a pilha de roupas e acessórios em cima da cama, onde Olaf se juntara, e tornei minha expressão confiante.

— Mãos à obra, Rapunzel. – murmurei, dando uma palminha.

***

O primeiro modelito que montei foi o de Meri, então eu deveria pensar igual a minha amiga de indomáveis cabelos cacheados, e decidi que o melhor para isso seria usar e abusar da simplicidade, funcionalidade e beleza.

Sugeri um short de tecido semelhante a jeans, mas colorido num tom vermelho acobreado. O charme da peça eram os desfiados acima da coxa. Ela usava uma blusa curta de alças finas e costas nuas, cuja parte frontal era soltinha e exibia micro lantejoulas douradas por toda a extensão do tecido. Para os pés, dei à opção de algo bem simbólico, a cara dela, além de ser confortável e bonito – um sneaker da Nike, vermelho no mesmo tom de seu short.

O segundo traje foi o de Tooth, o mais fácil de montar, pois ela tinha o senso de moda bem semelhante ao meu, então quase me emocionei com a sincronia de nossos pensamentos.

Sugeri uma blusa colorida em degradê – tons pasteis de um verde-piscina e verde-lima – cujo o corte contava com um decote fechado e base curta, o que deixava amostra a barriga lisa e harmonizava com efeito da calça jeans clara que ela usava – que encobria boa parte do seu corpo. Para completar, ela optou por um salto meia-pata 15cm, todo revestido camurça na cor nude.

O terceiro look, foi o mais difícil. Elsa não se via bonita e confortável em nenhuma roupa que qualquer um sugerisse, então tive de ser bem cautelosa.

Eu havia terminado de montar seu traje quanto a fitei, ela parecia alheia a tudo, enquanto olhava da janela.

— Vamos, senhorita Snow, experimente seu arranjo. – ela me fitou e deu uma risadinha, antes de começar a vestir as peças.

Quando terminou de vestir as roupas, arquejou para o espelho, realmente admirada.

Elsa usava uma saia rodada de couro falso, na cor preta. O cós da saia ia acima do umbigo e a base dela chegava a pouco antes da metade da coxa. O cropped de seda azul-piscina se ajustava em seu busto, as manguinhas e o decote redondo da peça valorizavam seu colo. Nos pés, Elsa usava um scarpin meia pata de salto fino, revestido em camurça preta, com uma tira fina envolta do tornozelo. Ao invés de bolsa, escolhi uma carteira preta, encrustada com cristais no centro frontal – que formavam um floco de neve brilhante.

— Punzie... – ela suspirou. – Você faz milagres.

— Ah, que isso, miga... – falei, estapeando o vento. – Ser filha de um casal de estilistas me dá uma certa vantagem e noção sobre moda.

— Você sendo modesta? Hoje o dia está deveras impressionante. – zombou e eu fiz uma careta.

Assim que elas voltaram para seus quartos para se maquiar, decidi que chegara o momento de montar meu look.

Fui até meu closet e peguei o meu vestido, que ainda estava com a etiqueta.

A peça era realmente bonita. O colo era todo recoberto por um tecido tule cor-de-rosa, cujo sua transparência permitia a visão do decote-coração produzidos em malha helanca preta. No tule, estendia-se vários bordados de flores, e as mangas que iam até o cotovelo também eram produzidas pelo mesmo tecido. A saia rodada era preta e caía até pouco acima das coxas.

O vestido aderiu-se perfeitamente ao meu corpo. É nesses momentos que agradeço as horas na academia e a minha nutricionista. Nos meus pés, calcei um vizzano 15cm de tiras grossas e pronto, estava ótimo.

Sequei meus cabelos com o secador e fiz um penteado simples, prendendo uma mecha de cabelo com um grampo da mesma cor que meus fios na lateral da cabeça, deixando que os fios dourados soltos cascateassem pelas minhas costas e pendessem para o lado oposto, acima do meu outro ombro.

Fiz uma maquiagem rápida, sem uso de sombras e apenas um delineado sobre as pálpebras e batom nude.

Fui ao espelho checar o resultado. Tá ótimo, tá lindo, tá excepcionalmente maravilhoso.

— Viado, olha que pirigótica poderosa! Toda trabalhada no luxo e no poder. – falei para o reflexo no espelho.

Peguei minha bolsa e desci. Todas já estavam me esperado. Af, achei que dessa vez havia me vestido rápido!

— Punzie, já são 22:30h! – exclamou Meri ao me avistar.

— O que tem? Você não quer ser a primeira a chegar na festa, né?

— Claro que sim! Quem chega primeiro, come primeiro. – não consegui evitar a risada.

— Pronto, podemos ir, finalmente. – falou Elsa, jogando seus cabelos incomumente soltos, provocando-me por conta de minha demora. Tirana.

— Por favor. – contribuiu Tooth.

— Te catar, vocês duas.

Tooth riu enquanto adentrávamos a cabine do elevador e Elsa tocava o botão de destino à garagem.

*

Notas finais
E aí, gente? O que acharam? Tá bem curtinho, mas teve coisa relevante. O que dizer dessa carta do Phillip? Tô chokita que nem Elsa. Gente, Pascal sempre esteve na historia HUEHEUHEUHEU' só que justamente por ele ser um animal silencioso, vocês nunca notaram, fazer o quê né ¯_(ツ)_/¯ HUEHUEHEUHEUHEUEH' tá parei. Terminei o tumblr da fic hoje... Bom, na verdade ainda faltam algumas coisas, bá! Mas ele já tá disponível e eu postei 4 pôsteres lá, das 4 meninas... Obs: Nesse posteres contém spoilers do que está pra vir futuramente a historia, é só prestar atenção e fazer suas teorias. Tá aqui pra quem quiser ver: http://risingtide-orbis.tumblr.com/ Na playlist tem as músicas que foram citadas no decorrer da historia até agr ^^ Comentem, quero saber o que vocês acharam desse capítulo! Inclusive, tb quero saber oq acharam do tumblr e dos posteres, preciso de suas opiniões, ok? Talvez o próximo capítulo ainda sairá essa semana. Beijos! ^^