Notas iniciais
Oi gente linda, tudo bem? Eu sei, andei sumida né? Estou tendo um pequeno bloqueio criativo, mas espero que não seja nada. Hoje teremos esse cap. apenas, mas amanhã espero conseguir bem mais que isso. *-* Deixa eu falar com vocês! Estou com a ideia de fazer one-shot e para isso acontecer eu montei um projetinho. Ele funciona assim, vocês leitores lindos que me acompanham e adoram a fic, comentam nos capítulos dessa fanfic ou de qualquer fanfic minha o que acham do capítulo (óbvio) e deixam uma notinha no final dando uma ideia ou sugestão do que gostariam de ver numa one escrita por mim com o tema Teen Wolf. A partir disso, eu tento criar alguma coisa e posto. Eventualmente se eu não conseguir desenvolver algum tema, eu procuro o dono da ideia e tento absorver mais coisas sobre o assunto para me ajudar. Isso é mais um desafio pessoal com o auxílio de vocês que qualquer outra coisa. Espero que gostem da ideia. Beijos :3

Save The Hero — Beyoncé

Derek sentiu um cheiro estranho de sangue nos arredores da escola, mas não falou nada para ninguém, não queria alarmar Stiles que já estava uma pilha por causa do aniversário de morte da mãe, ou Cora que estava na sua pior TPM desde que retomou de um coma e isso a deixava instável e descontrolada. Deixou eles na sala e deu uma volta pelo perímetro, encontrou um homem que ele lembrava ter visto em algum lugar, tinha sangue por todo o lugar e o homem parecia estar se alimentando de algum animal, mesmo que Derek tivesse certeza que aquele ser era humano.

Respirou fundo algumas vezes até estar perto o suficiente para ver que Tom Build estava comendo uma das vítimas e sentiu o estômago revirar ao reconhecer a garota em questão. Uma amiga de infância de Stiles, ele lembrava de levá-lo ao aniversário da menina tanto na infância quanto um mês atrás. Ele poderia resolver aquilo ali, não faria diferença matar aquele assassino, mas não teve tempo de atacá-lo quando ouviu o apito do treinador que assustou Tom e o fez se virar em direção a ele. Derek se escondeu o máximo que pode atrás de uma pilastra e reconhecendo o cheiro do homem fez uma nota de procurá-lo mais tarde.

Tinha policiais por toda a escola e Stiles se assustou ao ver Derek ser interrogado. Correu até seu pai tropeçando várias vezes nos próprios pés e viu de relance o corpo de uma garota ser colocado dentro do rabecão, seu estômago embrulhou e Derek o viu seguir cada vez mais para a cena do crime, seguiu o garoto e o puxou antes que ele pudesse ver o que tanto preocupava o xerife e a ele, mas era tarde demais. Stiles estava de frente para a parede lateral da escola, alguns restos mortais da atual vítima ainda espalhados no chão e escrito com o sangue dela naquela parede estava seu nome.

– Ele voltou por minha causa. — Stiles não conseguia absorver a gravidade disso tudo, mal conseguiu assimilar quando Derek o puxou pela cintura e o tirou dali no camaro junto com Cora.

O xerife chegou em casa e fez as malas, estavam perseguindo o desgraçado na estrada da cidade vizinha quando um grupo de populares o pegou, ele estava hospitalizado e sob escolta, mas o caso era do xerife e do FBI, portanto, ele e Ref seguiram viagem. Stiles ficou a tarde inteira sem dizer nada, estava triste pela morte de Nathaly, abalado pelo aniversário de morte da mãe e por seu medo de ter aquele psicopata, canibal e assassino atrás dele e tão perto.

– Eu preciso ficar em casa o dia inteiro? — Stiles perguntou para Derek com a voz arrastada.

– Quer dar uma volta? — Derek tinha acabado de sair do banho e ainda estava enrolado na toalha, Cora estava na casa de Allison.

– Cemitério. — ele olhava para os próprios pés, como se sentisse algum acanhamento com aquilo.

– Em cinco minutos a gente sai. — Derek esperou o garoto sair e começou a se vestir.

Stiles não queria nada em específico no túmulo da mãe, mas só de pensar nela mais próxima dele bem ali, ficou mais tranquilo. Sentou no chão e deixou um punhado de tulipas brancas, sua mãe sempre amou tulipas. Suspirou algumas vezes e olhou em volta, Derek tinha lhe dado privacidade, mas ele sabia que o maior ainda estava por perto, o protegendo.

– Mãe, eu estou tão perdido. — ele respirou fundo, não queria chorar. — Desde a última vez que eu vim aqui, eu ainda gostava da Lydia e minha maior preocupação era o projeto de química. As coisas mudaram um pouco. — ele fungou e olhou ao redor, podia ver Derek há alguns metros, o suficiente para ele ter privacidade para falar sem ser ouvido. — Eu namorei a Erica e bem, ela é muito legal e a gente transou, pois é, seu filho perdeu a virgindade, incrível não? — ele limpou o rosto com as costas das mãos. — Eu acho que se você estivesse aqui eu te contaria isso com a mesma naturalidade sabe? Para alguns é tão difícil e eu só queria ter você aqui para contar. — ele viu o lobo de costas para ele e sorriu. — Eu e a Erica terminamos e antes disso, eu acabei sendo sequestrado por um maluco, foi tudo culpa minha, mas eu só queria ajudar a Callie, mas eu não consegui. — ele encolheu os ombros e suspirou. — O papai contratou um segurança para mim mãe, porque eu quase morri e quase matei o Scott o levando para aquela armadilha. — um aperto no peito de Stiles o fez procurar uma referência no chão em vão. — O Derek voltou mãe, você se lembra dele, certo? Ele está diferente. — o garoto fez uma pausa e sorriu ao ver o homem de braços cruzados há seis lápides dali, fez um gesto com a mão e o chamou.

– Já quer ir embora? — Derek perguntou se agachando na frente do garoto sentado na grama e com o rosto molhado.

– Não. Só queria você aqui. — ele se encolheu e Derek sentou ao lado dele com as mãos apoiadas nos joelhos e sentiu a cabeça do menor pousar em seu ombro. — Sabe mãe, o Der também veio te visitar hoje. — Derek sentiu o peito apertar, o cheiro de tristeza explodia em todos os poros de Stiles e ele queria poder fazer alguma coisa, mas não podia. — Ele está forte e alto, você o acharia bonito. — um riso tímido cortou as lágrimas. — Ele foi ao exército mãe, deve ser por isso que eu gosto tanto dele, — uma risada zombeteira dessa vez – eu sempre adorei soldados não? — Stiles encarou o lobo por meio minuto, Derek estava sorrindo. — Ele também tem um sorriso lindo mãe e ele cuida de mim, do mesmo jeito desajeitado e superprotetor de quando você ainda estava aqui. — o sorriso do garoto ainda estava ali, mas as lágrimas escorriam livremente. — Mãe, você acha que o papai vai brigar comigo quando descobrir que eu quero ficar com o Der para sempre? — Derek engoliu em seco. — Você acha que ele vai deixar a gente ser feliz? — Stiles manteve os olhos presos nas flores. — Você um dia vai me perdoar por eu não querer formar uma família com uma Lydia ou Erica e sim com o Derek? — o ar do lobo estava preso nos pulmões e ele ouvia o garoto fungar. — Você gostaria dele mãe, eu sei que sim. Ele está muito melhor que antes, cada vez mais ele me surpreende. — Stiles encarou o mais velho com indecisão. — Ele tá até aqui me ouvindo dizer esse monte de coisas para você e do jeito dele, está me consolando. — Derek deixou o ar sair. — Eu preciso ir agora mãe, mas eu prometo que eu volto. Eu te amo tá? — o menino tocou a lápide cinza com dizeres doces em homenagem a sua mãe e sentiu a mão de Derek pegar a sua.

– Sua mãe sempre vai apoiar suas decisões Sti. — o garoto fungou e encarou Derek por um tempo, até se aproximar e colar seus lábios nos dele.

– Obrigado por cuidar de mim. — o garoto se afastou e levantou, Derek fez o mesmo.

O silêncio não era cruel, mas a noite sim. Stiles tinha ficado mudo no caminho de volta e Derek respeitou isso, dentro dele ainda pairavam as palavras do menino o elogiando, demonstrando sua fragilidade e seus medos, não que Derek não tivesse nenhum, mas naquele momento tudo o que Stiles sentia era mais importante do que o que ele próprio viesse a sentir. Eles jantaram naquele silêncio aterrador que massacrava o peito de Derek e deixava Stiles triste.

– Quer assistir filme? — Derek perguntou indeciso enquanto lavava a louça.

– Pode ser O Rei Leão? — as bochechas do garoto estavam coradas e ele se balançava sobre os calcanhares com timidez excessiva.

– Você vai chorar quando o Simba morrer? — Derek tinha as sobrancelhas arqueadas e Stiles olhou mais ainda para baixo.

– Provavelmente, mas não é o Simba que morre é o Mufasa. — os ombros encolhidos de vergonha eram como uma sedução para Derek, ele amava o jeito de Stiles, um jeito único de reagir a tudo.

– Tudo bem. — o lobo desligou a água e secou as mãos. — Vou fazer pipoca. — o garoto sorriu tímido e foi para a sala.

Estar com Derek assistindo um filme infantil depois de tantas voltas que sua vida deu, parecia louco demais até para Stiles, mas ele não se importava, o calor do maior era o melhor. Derek percebeu que na metade do filme Stiles estava dormindo e sorriu ao ver o garoto começar a roncar por respirar pela boca, desligou a TV, levantou com cuidado e pegou o menino no colo o levando para o quarto. Tirou seus sapatos e o cinto, o deixou com o resto da roupa na cama e apagou a luz, o dia tinha sido difícil para todos.

No meio da madrugada Stiles acordou gritando e se debatendo, tinha tido um dos piores sonhos da sua vida, conseguia lembrar com tanta ferocidade de cada movimento ensaiado daquele psicopata primeiro quebrando cada perna de uma das vítimas e depois se preparando para estuprá-la, seu estômago dava voltas quando ele sentiu alguém apertá-lo com força contra o peito. Sentiu o cheiro de Derek e percebeu que estava acordado, que nada daquilo estava acontecendo de novo, fora só um pesadelo ruim, muito ruim.

– Está tudo bem agora, vai ficar tudo bem. — Derek ninava o garoto em pânico nos braços e deitou com ele na cama. — Foi só um pesadelo. — o lobo correu as mãos pelo corpo do menino tentando acalmá-lo.

– Eu vi ele estuprar ela Der, eu vi ele machucar aquela garota, foi tão... — Stiles apertou os lábios, estava em pânico.

– Foi só um pesadelo Stiles, ninguém mais vai machucar ninguém. — Derek tentou acalmar o menino em vão.

– Não me deixa sozinho, por favor. — Stiles se agarrou ao corpo seminu de Derek e voltou a chorar copiosamente.

Custou até Stiles voltar a dormir, ele estava tão debilitado que Derek quase não conseguiu ir até o quarto vestir um moletom, não podia ficar ali só de toalha. Tentou ligar para o xerife e acabou desistindo depois da última tentativa. Voltou para a cama do garoto quando ele o chamou.

– Eu só fui me vestir. — ele explicou sendo puxado pelo garoto que o beijou sem dar tempo de mais nada. — Hey. — Derek se afastou em busca de ar.

– Só me beija. — Stiles pediu, estava sentindo medo e tudo ao seu redor andava tão triste que Derek parecia sempre ser a única coisa boa ao seu redor.

O xerife chegou completamente bêbado naquela madrugada, Tom estava hospitalizado e nada poderia ser feito até ele ser liberado para ir até a delegacia e depois para uma penitenciária segura, então John voltou para Beacon Hills, mas o dia da morte da sua mulher continuava a assombrá-lo e depois de todas as tentativas de superar aquilo, de passar por tudo sem cair em desespero, ele acabou indo para o bar beber. Deixou o celular na delegacia e quando chegou em casa, subiu tropeçando e viu o filho de cueca dormindo agarrado com Derek na cama tudo pareceu escurecer.

– Seu filho da mãe! — ele estava apontando uma arma na direção de Derek que acordou sobressaltado, assim como Stiles.

– Pai! Abaixa isso! — ele gritou se colocando na frente de Derek.

– Saí da frente Stiles! Esse desgraçado nunca mais vai encostar no meu filho! — Derek engoliu em seco, não sabia o que fazer.

– John não é nada disso que você está pensando. — péssima maneira de começar.

– Você está preso por pedofilia e aliciamento de menor. — ele cambaleou até o rapaz e o algemou, Stiles entrou em desespero.

– Não! Pai, pelo amor! Ele não fez nada! — Derek encarou o xerife e depois Stiles sem conseguir assimilar tudo o que estava acontecendo.

– Cale a boa Stiles! — o xerife o empurrou para longe e puxou com violência Derek algemado, estava tão bêbado que o lobo sentiu enjoo pelo hálito tomado pelo álcool.

– Não faz isso! — Stiles insistiu, tinha vestido uma calça e estava na porta tentando impedir o pai de levar o lobo.

– Parrish, eu quero uma viatura aqui na minha casa, agora! — ele exigiu recebendo um positivamente e Stiles se aproximou de Derek.

– Eu vou resolver isso, não se preocupe. — Derek manteve a expressão lívida.

– Não faça nada, fique quieto, ok? — Stiles sentiu a frieza na postura de Derek e se encolheu.

– Você! — o xerife segurou Derek pelo queixo com força desnecessária. — Não fale com meu filho. — ele empurrou o lobo contra a porta e se virou para Stiles. — E você volte para o quarto. — Stiles engoliu em seco e encarou Derek que apenas assentiu.

A calma de Derek assustava Stiles e mais ainda a todos os policiais, o lobo não dera um pio todo o trajeto e mesmo quando era questionado sobre advogados e uma possível defesa não respondia. Foi jogado em uma sala de interrogatório e lá ficou por horas sem receber ninguém, até ver Ref entrando no recinto.