Right Here Waiting For You
22 Love me Like You Do
Notas iniciais
Horas, dias, meses, me sinto a própria Bella Swan, quando Edward a abandonou em Lua Nova, para ir brilhar em outro lugar. Sinto como se Regina tivesse me deixado aqui há muito tempo, em seu quarto frio, escuro e intimidador, antes de caminhar para o desconhecido de seu banheiro.
Não existe nada de errado com esse cômodo, de fato. Quero dizer, nenhuma parede vermelha, nenhuma argola pendurada nas paredes, ou no teto. Nada de algemas, nada de cordas, de máscaras, nem chicotes. Nada que indique que ela é sadomasoquista, que se faz de moça séria, careta, sofrida e centrada, para levar sua presa até seu quarto de jogos e mostrar o diabo que algumas vezes, vejo em seus olhos. Não que eu tenha nada contra a prática, porém não faz muito o meu tipo. Muito embora não fosse me importar de virar a cadela obediente e adestrada de Regina Mills, caso ela fizesse questão.
Enfim, o fato é que seu quarto escuro e sombrio, me deixa assim, intimidada. Tudo nele tem tons escuros. O chão é preto, feito de um material que parece. O paredão é de vidro fumê. A cama king size tem roupas em tons escuros de cinza. Atrás da mesma, um móvel preto de madeira ocupa toda a parede. Trata-se de um guarda-roupas falso e muito chique. Regina abriu uma porta dele, para ir para o seu banheiro. Acredito que pela porta oposta, chega-se ao closet. Enfim, no centro desse móvel, tem três placas de espelho. Placas compridas e não muito largas. Espelhos esses que propositalmente, também ficam alinhados com o centro da cama. O grande tapete sob a cama, também tem tom escuro de cinza. Já o divã ao pé da mesma é preto. Pequenos focos de luzes de led, estão espalhados pelas laterais do teto. Um enorme lustre candelabro — que provavelmente custou mais caro que minha casa inteira – no centro do teto, também faz parte da decoração. Na parede oposta, uma lareira moderna, ecológica, que nem parece lareira. Acima dela, uma TV de incontáveis polegadas.
Apesar de sombrio, o ambiente é bonito, muito bonito. Porém como disse anteriormente, intimidador. Estou nervosa, e agora que a adrenalina da viagem decidida em cima da hora passou, e eu me encontro aqui sozinha, estou com um pouco de medo.
Quer dizer, o que eu estou fazendo aqui? Larguei Janis em Las Vegas com Killian e simplesmente, joguei umas roupas na mala e vim. É como se um imã, uma força maior, algo que não sei explicar, me puxasse para cá, para junto dela. Não temos nada de fato, não sei nem se ela quer algo sério comigo, ou se quer mesmo algo comigo. Não sei muitas coisas sobre ela, geralmente não tenho as perguntas feitas a ela, respondidas, mas mesmo assim, ela me atrai. É como se de repente, em um momento que não sei precisar, Regina Mills tivesse virado a gravidade, ou essas coisas que Newton inventou e eu não sei explicar. Só sei que ela me puxa, e eu não tenho forças para recuar.
Nervosa, puxo minha carteira de cigarros do bolso, chego a pôr um na boca, mas lembro que a dona da casa é asmática. Volto a devolver o cigarro para a carteira e a carteira para o bolso. Acabo tirando meu casaco e o deposito sobre o divã. Tiro também a blusa grossa e de gola, que me ajudou a não morrer de frio. Se vamos fazer o que sei que vamos fazer, melhor eu já ir tirando um pouco das minhas roupas, caso contrário, passaremos a noite só em função disso.
Acabo ficando só com o vestido de mangas longas e a meia calça. Tal coisa me faz sentir frio. Instintivamente, meus pés me levam para perto da lareira. Estico minhas mãos para perto do fogo, tentando aquece-las. O sentimento é reconfortante, acolhedor. Fecho os olhos e me concentro no calor que vem dali.
Perco a concentração do que estou fazendo, quando o cheiro dela invade minhas narinas. Tal coisa faz meu coração acelerar. Mesmo de olhos fechados, sei que está aqui, que se aproxima sorrateiramente de mim. Meu corpo reage a isso, então não, no momento ele não treme de frio, ele treme de Regina Mills, da cabeça aos pés.
— Está com frio? – Sussurra ao pé do meu ouvido. Sua voz baixa e sedutora, faz com que todos os pelos existentes em mim, se erricem e que meu coração bata em um ritmo frenético. Balanço a cabeça negando. Respiro profundamente antes de abrir os olhos e me voltar para ela. Me olha com atenção, talvez até com carinho. Tem um semblante leve, não parece nada nervosa. – O que foi? – Indaga com curiosidade ao arquear uma sobrancelha. – Ela é tão linda, eu sou tão sortuda. Meu Deus, como eu sou sortuda!
— Nada. – Falo ao balançar a cabeça. — Só estou um pouco nervosa. – Confesso e ela me sorri. Traz a mão até meu rosto. Ao sentir seu toque quente e reconfortante, fecho os olhos. Estou a milhas de casa, mas nesse momento, é como se Regina Mills, tivesse se tornado a minha única casa, o único lugar ao qual pertenço.
— Não fique. Sou só eu, Srta. Swan. – Fala ternamente, e me arranca um suspiro profundo. Meus olhos voltam a se abrir, e se concentram no olhar profundo que me dá. Minhas mãos tremulas vão até sua cintura e repousam ali.
— Eu nunca fiz isso. – Lhe confesso e ganho um olhar de interrogação. – Quer dizer, eu já fiz isso muitas vezes. – Meu sorriso sai um pouco nervoso. – Mas com sentimentos, eu nunca fiz. Essa é a minha primeira vez. – Ela volta a me sorrir. Já eu, fico com as bochechas vermelhas, pela coisa brega, porém verdadeira, que acabei de dizer.
— Bom, eu sou inexperiente no quesito mulheres, como sabemos. Não sei ao certo como será, mas saiba que meus sentimentos também estarão entregues nesse enlace. – Continua a afagar meu rosto, continua a me olhar profundamente. – Não pense muito, apenas deixe acontecer. – Nesse momento, é ela quem parece a pessoa experiente em se relacionar com mulheres, e eu a pessoa que nunca nem viu.
Não sei se é seu toque, o jeito como me olha, ou como fala comigo, o fato é que consegue me acalmar.
Meus lábios tocam a palma de sua mão que está em meu rosto. Subo meus dedos pela extensão de seu braço estendido e junto minha mão a dela. Volto a beijar-lhe a palma da mão, antes de tira-la dali.
Com os olhos presos aos dela, me desfaço do meu vestido e minha meia calça. Ela observa atentamente, sinto seus olhos de cobiça sobre mim, e isso gera uma onda de calor.
O diabo, posso vê-lo de novo, mas dessa vez, não o temo, muito pelo contrário, anseio por seu toque, por seus beijos e caricias. Anseio pôr torna-lo meu, vê-lo sob meu corpo.
Excitada pelo jeito como seus olhos me consomem, me desfaço também do sutiã. Por último, retiro minha calcinha.
Sem vergonha, sem pudor, sem pressa, e sem ao menos me tocar, Regina Mills me devora. É como se meu corpo a sentisse, sentisse cada parte dela em mim, sem a necessidade do tato. Tal contato visual, deixa minha respiração pesada, faz com que meu coração bata tanto e tão alto, que juro que posso ouvi-lo.
— Você não deixou muito serviço para mim, Srta. Swan. – Seu tom de voz sai baixo, sedutor, perigoso. O reflexo do fogo na lareira, arde em seus olhos. Minha resposta é um meio sorriso.
Sem precisar usar de palavras, ela me chama para perto, me chama para ela. Para o desconhecido, como falou mais cedo. Dou um passo à frente, aproximando-me novamente.
— Você sabe, você tem meu coração, você tem meus pensamentos, você tem meus sentimentos... – Sussurro para a mulher que virou minha vida do avesso. — Provavelmente até a minha alma é sua, Regina Mills. – Seus olhos escuros estão presos aos meus. — Quero dar-lhe também, a única parte que ainda não lhe pertence, meu corpo. Pegue-o, complete-o. Me deixe transbordar de você, e transborde-se de mim também. – Ela nada me responde. Seu único gesto é levar as mãos até o robe que usa, e desatar seu laço. Depois disso, me estende a mão, um convite mudo, me chamando para ela. É o que eu faço, praticamente anulando o espaço existente entre nós.
Ellie Goulding — Love Me Like You Do
Junto os lábios aos dela, e os deixo ali, imóveis. Inalo o máximo que posso o cheiro dela, desse momento. Não tenho pressa, tenho em mente que quero gravar cada parte, cada detalhe. Quando reviver esse momento, quero revive-lo por completo. Reviver os sons, o cheiro, os toques, as caricias, os olhares. Tudo. Eu não sei quanto tempo tenho com ela, não sei se teremos um futuro, não sei nada sobre o amanhã, mas eu sei sobre o hoje, sobre essa noite, sobre o agora. Então vou me agarrar ao agora e eu vou torna-lo eterno.
Minhas mãos um pouco tremulas, recostam em seu peito. Devagar, meus dedos abrem espaço entre a peça de seda, tocando sua pele. Os escorrego até seus ombros, fazendo com que o robe que usava, vá ao chão.
Lentamente, meus lábios se movem junto aos dela, os moldando, encaixando. Os saudando e redescobrindo. Beija-la é maravilhoso, essa troca é maravilhosa. O sentimento é tão bom, tão reconfortante, que juro que poderia fazer isso para sempre. Tê-la assim tão perto, tão íntima e entregue, é algo que eu não consigo explicar. Eu só consigo sentir, e eu sinto tanto, que as vezes até me dói.
Ao pôr fim ao beijo, recuo um passo para que possa admira-la. Sem tarjas, sem censuras, sem seu nome, sem quem é na sociedade, sem todo o dinheiro que tem. Apenas ela.
O fogo que arde diante de nós e lhe ilumina o corpo, lhe dá um ar sobrenatural. O jeito natural como se porta, o olhar seguro que me passa, a forma tranquila como respira, me fazem pensar que ela realmente não é daqui. É um ser evoluído, no qual eu tive a sorte de esbarrar. Talvez tenha vindo a terra para me ensinar algo sobre uma palavra que eu achava não existir em um relacionamento, amor.
Meu Deus, como ela é linda! É sem sombra de dúvidas, a criatura mais linda que meus olhos um dia tiveram o prazer de ver. Não, ela não é uma mulher com o copo malhado por horas diárias de academia. Não é uma mulher esculpida por cirurgias plásticas, para tornar o corpo “perfeito”, mas mesmo assim, é o corpo mais perfeito que já vi e mesmo sem ainda tê-lo tocado, a certeza que tenho é que ele foi feito para o meu.
Quando penso que o momento não pode se tornar mais perfeito, pelo vidro fumê de seu quarto, vejo os fogos iluminarem o céu lá fora.
— Feliz ano novo, Srta. Mills! – Desejo em um sussurro. Ela me sorri e me estende a mão. Entrelaço os dedos ao dela, e por um momento paro para admirar tal gesto. Tão simples e ao mesmo tempo tão singelo.
— Você não sabe por quanto tempo tenho te esperado, Emma. – Emma, meu nome saindo da sua boca, junto com o que acabou de me falar, mais a quantidade de sentimentos expressou em sua voz, fazem com que minhas pernas estremeçam.
Me puxa pela mão, nos guiando até sua cama. Ajeita as roupas da mesma e deita-se ali. Em outro convite mudo, seus olhos me chamam para juntar-me a ela, e é o que faço. Fico de joelhos sobre a cama e volto a admira-la. Incrédula com tamanha perfeição, com o tamanho da minha sorte, balanço a cabeça negativamente.
— Meu Deus! Como você é linda. – Meus olhos voltam a procurar pelos dela. – Você a coisa mais linda, que meus olhos já tiveram a sorte de ver. E eu sou com toda certeza do mundo, a pessoa mais sortuda de todo o mundo. – Minha voz apesar de sussurrada, sai desejosa.
— Me beije, Srta. Swan! – Seus dedos enrolam-se nos meus cabelos e ela me puxa para si. Sem pudor, sua língua contorna vagarosamente os meus lábios, fazendo meu sexo pulsar e meu corpo arder. Mordo-lhe o lábio sem delicadeza, antes de toma-los com voracidade. Nossas línguas movem-se de maneira erótica, desejosa, luxuriosa. Meu corpo respira essa mulher, o transpira, o é.
Me deixo cair sobre o dela, ao sentir o toque de sua pele na minha, os meus seios roçando os seus, deixo escapar um gemido, que é abafado pelos seus lábios. Deus! Como isso é bom. Sua pele, a textura, o toque, o roçar, sua respiração pesada preenchendo meus ouvidos. Desejo me perder aqui para sempre, mergulhar nessa mulher e nunca mais emergir.
Prendo os dentes em seu queixo, antes de depositar um beijo ali. Meus lábios se arrastam pelo seu maxilar, alternado entre beijos e pequenas mordidas. Quando chego em sua orelha, ela suspira e aperta os dedos em meus cabelos.
— Acho que achei seu ponto fraco. – Sussurro ao pé do seu ouvido, fazendo com que seus pelos se ericem e ela volte a suspirar. Minha língua brinca com seu lóbulo, e Regina Mills volta a suspirar. Suas mãos vão até minhas costas, seus dedos sobem e descem, arranhando a mesma. O gemido que deixo escapar, faz com que ela crave as unhas em minha pele. Em outras situações eu reclamaria, mas nessa eu só sei sentir prazer. Quero que me marque, que me arranhe, que me queime. Quero que marque minha pele, como marcou minha alma.
Arrasto os lábios pelo seu pescoço, o colo, os ombros, beijando e me deliciando com cada parte. Quando penso em lhe tomar um seio, a sinto puxar meus cabelos. Meus olhos procuram pelos dela, que no momento, estão negros.
— Quando eu gozar, eu quero que você goze junto comigo, Srta. Swan! – Sua voz sai falha, pesada e autoritária. Eu não sei como é possível sentir tanto desejo, tanta vontade de uma pessoa, mas sua ordem faz com que essa vontade aumente.
— Okay! – É tudo que lhe respondo. Se ela soubesse o quanto meu corpo está ardendo, o quanto meu corpo está pulsando, o tamanho do desejo que corre por minhas veias e entre minhas pernas, teria receio de eu gozar antes dela. Do jeito que me encontro, eu não preciso de quase nada para isso.
Contorno o bico enrijecido de seu seio com minha língua, mordisco, e volto a contorna-lo, brinco ali, antes de abocanha-lo e chupa-lo. O gemido que ouço sair dos seus lábios, faz com que meu sexo escorra. Ah sim! Eu não preciso de muita coisa para gozar.
Ao abrir os olhos para admirar Regina Mills, a encontro com a cabeça jogada para trás, os olhos fechados, a boca entreaberta. Suas mãos agora estão agarradas ao lençol de seda. Parece uma dessas pinturas expostas em museus de arte. Tenho certeza que a imagem dela assim, vai ficar gravada em minha mente para todo o sempre.
Não sei precisar quanto tempo me demoro entre seus seios, mas os aprecio sem moderação, sem pressa. Seus gemidos cada vez menos tímidos me incentivam a continuar e continuar.
Quando enfim me dou por satisfeita, minha língua escorrega vagarosamente por seu abdômen, onde deposito beijos, chupões, mordidas. O som de seus gemidos e suspiros, são as melhores coisas que já ouvi na vida.
Minhas mãos agarram-se a sua cintura e me posiciono entre suas pernas. Sem que eu precise pedir, ela dobra olhos joelhos, fixando as plantas dos pés sobre o colchão.
Deposito beijos lentos e molhados na parte interna de sua coxa, meus lábios deslizam pela sua extensão, tentando conhecer e decorar cada pedacinho. Ao sentir o cheiro de seu sexo, deixo um gemido escapar. Essa mulher vai ser meu fim.
As costas dos meus dedos acariciam seu monte Vênus, instintivamente, suas pernas se abrem mais, e seus quadris se arqueiam.
— Delícia! – Exclamo ao ver o quão molhada ela está. Meu polegar circula seu clitóris e segue até sua entrada, deliciando-se na umidade que escorre. Procuro pelo seu rosto, e a encontro de olhos abertos me assistindo. Tenho certeza que o inferno queima menos do que o olhar que me lança agora. Levo meu polegar a boca e o chupo, sentindo o gosto que Regina Mills tem. Suspiro antes de tira-lo da boca. – Delícia! – Volto a exclamar com ainda mais convicção.
— Chupe-me agora, Srta. Swan! – Aparentemente, é autoritária na cama também, mas mal sabe ela que na cama, quem dá as cartas sou eu. Minha língua lambe seu clitóris. Ela suspira. Eu paro. Lhe dou um sorriso sacana. Sua resposta é emaranhar os dedos em meus cabelos e empurrar minha cabeça, tentando fazer com que eu faça sua vontade.
Beijo-lhe os grandes lábios. Minha língua brinca com eles, minha boca os chupa. Seus dedos se apertam em meus cabelos. Seus quadris arqueiam-se mais. Meu sexo lateja, escorre, molha os lençóis caros de Regina Mills. Eu me perco nesse prazer, não sou capaz de dizer onde estou, ou quem sou. Na verdade tudo que sou agora, é desejo. Desejo que corre pelas minhas veias, que pulsa em meu peito.
Sem nenhum tipo de vergonha, ou pudor, ela geme alto quando faço sua vontade. Minha língua circula seu clitóris, o acaricia, acarinha. Devagar, sem pressa, o saboreando, descobrindo. Meus dedos param em sua entrada, fazendo com que ela mova os quadris, buscando um contato maior.
— Por favor, Emma! – A frase sai gemida, falha, pidona. Emma! Meu nome saindo da boca dela, com esse tom de voz, serve para me enlouquecer ainda mais. Meus dedos a penetram, vão fundo em Regina Mills. Seus gemidos ecoam pelo quarto, pelos meus ouvidos, pelo meu corpo. Eles me consomem, me devoram, me fazem queimar.
Desejo não parar nunca, desejo permanecer nessa situação para sempre. Entorpecida de prazer, extasiada de Regina Mills. Envolta dessa bolha, dessa atmosfera que criamos. Desejo que o mundo acabe, e que eu morra aqui, entre as pernas dessa mulher, a ouvindo gemer enquanto lhe dou prazer. Prazer, desejo que morramos de prazer.
Suas mãos puxam meus cabelos, e fazem com que pare. Procuro por seu rosto e encontro com a personificação mais bela e perigosa do diabo. Seus olhos me devoram, tem uma feição selvagem, perigosa, fodidamente sexy.
— Pare! – Solta com o ar. Concordo com a cabeça, entendendo o que quer me dizer.
Me ponho de joelhos sobre a cama. A puxo pelas pernas, escorregando seu corpo pelo lençol. Levanto uma de suas pernas, a apoiando sobre meus ombros. Coloco meu joelho na lateral do seu quadril e ajeito meu corpo para que nossos sexos se encaixem.
Não consigo evitar um gemido quando os sinto juntos, unidos. Quando sinto ela em mim, no meu ponto máximo de prazer. Movimento-me sem pressa, com o intuito de prolongar o máximo essa situação gostosa. Não sei expressar o quão prazeroso é sentir sua umidade misturando-se a minha, sentir o quando ela está excitada. Só consigo pensar no quão delicioso isso é.
Vejo nossas imagens refletidas nos espelhos atrás da cama. O fogo que arde atrás de mim, também reflete ali. A impressão que tenho é que estamos literalmente queimando, em chamas, e de certo modo, nós realmente estamos. Queimando de prazer, ardendo de desejo, de paixão.
Os dedos de Regina estão de novo agarrados nos lençóis, seus olhos estão de novo fechados. Seu lábio inferior está sendo pressionado pelos seus dentes. Sua feição selvagem me alucina.
O ritmo dos meus movimentos aumenta. Ela pede repetidas vezes para que eu continue. Sinto o resquício de controle esvaindo-se de mim. Embora meu cérebro deseje prolongar o momento, meu corpo pede que eu não pare, que me entregue, que deixe o êxtase total tomar conta do meu ser.
— Goze comigo, Emma! – Seu pedido serve com estopim. É ele o responsável pelo primeiro espasmo que chega. Meus movimentos ganham mais velocidade enquanto penso no quanto ela está molhada, no quanto eu estou molhada, no quão gostoso isso é. Meus gemidos misturam-se aos dela. Sinto meu coração bater alucinado. Sinto meu corpo tremer. Sinto a onda avassaladora de prazer e sou tomada pelo mais puro êxtase. Nesses segundos de prazer absoluto, deixo de existir. Minha mente esvazia, sinto a mais completa paz.
Meu corpo cai sobre o dela, e por um tempo que não sei dizer, as respirações pesadas, são as únicas coisas que rompem o silêncio.
O que acabou de acontecer foi a coisa mais prazerosa, mais intensa e profunda que já vivi. Foi algo inexplicável. Algo tão igual, mas ao mesmo tempo tão diferente do que eu já fiz com outras pessoas. Foi um encontro de corpos e de almas. Talvez seja desse jeito que as almas se reencontrem. Talvez se reconheçam por essa inexplicável conexão.
— Srta. Swan? – Sua voz quase inexistente me chama.
— Hum? – É tudo que consigo responder.
— Você está bem? – Sua pergunta me faz sorrir. Não tenho vontade de me mover, mas mesmo assim, levanto a cabeça, para encara-la. Encontro grandes olhos brilhantes, tais olhos me dão um olhar sereno. Ela sorri junto comigo e nesse sorriso posso ver minha felicidade todinha.
— Eu não estou bem, eu estou ótima, Srta. Mills. – Minha resposta empolgada a faz rir. – E você, como está? – Ela suspira.
— Mais do que ótima. No momento, me sinto mais leve do que uma pena. – Sua resposta além de agitar minhas borboletas, agita também o meu ego.
— Está vendo? – Questiono. – O que faltava na sua vida, era um sexo lésbico. – Antes que possa me responder, beijo-lhe a boca.
— Você é impossível. – Resmunga contra meus lábios. Paro de lhe beijar e a encaro.
— Eu sou muito possível, totalmente possível. Faça de mim seu Pokémon e me escolha. – Meu pedido a faz gargalhar.
— Você é o único Pokémon que eu quero na minha Pokébola, srta. Swan. – Mesmo rindo, responde com uma sinceridade inquestionável. Meus olhos param nos dela, e por um tempo, ficamos apenas nos olhando. Ela me olha de um jeito que nunca olhou antes. É um olhar terno, leve, carinhoso, despreocupado, amoroso. Seus olhos brilham para os meus, enquanto eles conversam.
— Você já leu Alice no País das Maravilhas? – Arqueia as sobrancelhas, provavelmente não entendo o que a pergunta tem a ver com esse momento.
— Já. Há muito tempo. Por quê? – Indaga.
— Sabe quando a Alice pergunta ao coelho quanto tempo dura o que é eterno? – Ela afirma.
— “Ás vezes apenas um segundo”. – Recita a frase do coelho.
— Agora eu sei exatamente o que ele quis dizer com isso. – Ela me sorri.
— Srta. Swan, nem uma ejaculação precoce dura apenas um segundo. – Regina Mills fazendo piada com a minha cara. Mais uma prova de que tudo que ela precisava era de um sexo lésbico.
— Gozar é realmente muito bom, não é? Um orgasmo muda as pessoas. – Pego no pé dela. Tudo que faz é me mostrar a língua. – Estou falando sério. Quero que você saiba que eu nunca vou esquecer do que aconteceu essa noite. Não só pelo sexo, mas por essa conexão, essa ligação. É como se eu já conhecesse você de outras vidas, outros planos. – Tento explicar. – Enfim, obrigada por esses segundos de eternidade que você me deu. – Ela abre a boca para me responder, mas acaba não falando nada, só me envolve em um abraço apertado e me mantém ali. Talvez esse seja o jeito Regina Mills de dizer, que eu também lhe dei alguns segundos de eternidade.
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