Notas iniciais
Boa noite, boa madrugada, bom dia, boa tarde, coleguinhas!!! Quero pedir um minuto de silêncio por favor. Moço do som, coloca a Simone de fundo aí para cantar Então é Natal. Queridas leitoras amigas, 2017 foi uma longa jornada, foram meses e mais meses de seca no terreno de Right Here Waiting For You, muitas perderam a fé, muitas perderam a esperança, mas mesmo assim, não desistiram. Mesmo desacreditadas, continuaram essa jornada. Quero agradecer a todas vocês por ainda estarem aqui comigo, por fazerem parte desse mundo paralelo que é RHWFY, mas que ao mesmo tempo, se entrelaça ao nosso mundo também. Quando vocês se deixam envolver pela história, de um certo modo, vocês trazem a Regina, a Emma e a Janis, para cá, e elas meio que acabam se tornando aquelas amigas distantes, que a gente nunca mais viu, nunca mais falou, mas continua torcendo por elas, querendo o bem. Eu fico de verdade muito feliz quando vocês me dizem que tal capítulo melhorou o dia de vocês, ou o humor de vocês, ou quando vocês dizem que se identificam com alguma das personagens, ou quando falam que se sentem dentro da história, ou quando algo que vocês vivenciam, faz lembrarem da ff. Vocês não fazem ideia do quão gratificante é para mim quando leio essas coisas. Saibam que RHWFY tem um pouco de mim e muito de vocês. Ao compartilha-la com vocês, essa história tornou-se nossa. Saibam que não escrevo só para mim, escrevo para nós, e tento dar o melhor que eu consigo, vocês merecem isso, as personagens merecem isso. Então as vezes demora? Demora, porque não acho justo vir aqui e postar de qualquer jeito. Então amiguinhas, muito obrigada por toda paciência envolvida, obrigada por não abandonarem o barco, obrigada por mais esse ano, e espero continuar encontrando vocês por aqui em 2018. Que SQ traga para vocês, a mesma felicidade que trouxe para mim. Obrigada a todas que passaram por aqui, e deixaram aqueles reviews lindo, maravilhosos, incentivadores. E obrigada Maquessuela, minha sonoplasta particular, por mais essa música, entre muitas outras coisas. Pode desligar a música moço do som, vamos ao capítulo!

Querido Papai Noel, sei que essa época do ano, é corrida para o senhor, mas espero que arrume um tempinho para ler isso, pois venho através desta, manifestar o meu descontentamento, a minha indagação, a minha incompreensão, com o que aconteceu hoje mais cedo.

Poxa, eu fui tão comportada durante todo ano, fiz tantas pessoas felizes, distribuí prazeres, fui paciente com quem estava só começando, usei muita vaselina quando introduzi coisas em lugares apertados para deslizar mais fácil e sem dor, arrumei um outro emprego menos vulgar, mais digno, acordei cedo todos os dias, comecei uma faculdade. Poxa Papai Noel, poxa, acho que eu merecia o mínimo de consideração.

O senhor sabe, eu sei, todos aqui sabemos, o quão duro trabalhei para conquistar Regina, para conseguir um tempo com ela, e o quão difícil foi para conseguir um beijo. Depois desse beijo tive meus sentimentos magoados, sofri, chorei, só Deus sabe o que eu passei. Então hoje, quando consegui finalmente um encontro, quando ouvi declarações, quando eu FUI beijada, quando a troca de saliva estava fluindo, Janis apareceu na sala. Que mundo injusto é esse, eu pergunto ao senhor? Por que me abandonaste? Por que, Papai Noel, por quê?

Sabemos que Janis é esperta, então não adiantaria negar que ela viu o que viu. "Um beijo de língua nojento", segundo minha filha. "O melhor beijo que já troquei na vida", segundo eu mesma. "Um equívoco. Nada disso que você está pensando que é", segundo a Srta. Mills.

Claro que Janis não se contentou com a resposta de Regina, que diga-se de passagem, disse tal coisa, mas continuou ali, com a cabeça no vão do meu pescoço. Então depois de ouvirmos muito “ew”, veio a pergunta que com certeza Regina temia: vocês são namoradinhas agora? No mesmo segundo, Regina Mills tratou de tirar a cabeça do vão do meu pescoço, para responder um alto e sonoro: é claro que não. E é claro também que Janis não se contentou com essa simples resposta, então Regina Mills teve a ideia de dizer que eu lhe pedi um beijo de presente de natal. Minha filha me olhou com cara de decepção, como se quisesse me perguntar: que tipo de pessoa pede um beijo de presente de natal? Pois bem, o que ela não sabe e jamais saberá, é quão bom é ser beijada por Regina Mills. Gostaria de ganhar esse presente todos os natais da minha vida.

Bom, depois desse episódio, quero que você, Papai Noel, saiba, caso não esteja muito ocupado adentrando alguma chaminé, que Regina ficou menos receptiva, pelo menos a mim. Cada vez que eu tentava chegar mais perto, ela se esquivava, ou ficava preocupada olhando para Janis. “Não vamos dar esperanças a ela”, foi o que me falou algumas vezes. Então nesse meio tempo, tive que assistir minha filha interagindo com meu “equívoco”, sem poder tirar nenhuma casquinha de tal equívoco.

Graças a isso, eu pedi a pizza mais cedo, nós jantamos mais cedo e Janis foi para cama mais cedo. Claro que Janis sendo Janis, quando ficamos sozinhas, me questionou sobre o que a minha língua estava fazendo coma língua da Srta. Mills. Não me restou outra alternativa a não ser falar que adultos beijam assim, e então voltamos para o assunto namoradinhas. Para que ela dormisse mais rápido, explique que estava tentando conquistar Regina, convence-la a ser minha namoradinha, e para isso, precisa ficar mais tempo sozinha com ela. Claro também que ela fez muitas outras perguntas, até por fim se dar por satisfeita, resolver colaborar comigo e dormir.

Já faz quase uma hora que isso aconteceu, quase uma hora que estou aqui embaixo sentada nesse lindo e confortável sofá, bebendo espumante, os olhos presos na TV, mais precisamente na linda e extrovertida criança que era Macaulay Culkin quando fez Esqueceram de Mim, e com os pés batendo de nervoso contra o chão, enquanto continuo esperando Regina Mills.

Quando subi para levar Janis para dormir, ela me disse que subiria também para se arrumar, como não vamos a lugar algum, concluí que iria se arrumar para dormir, o que confesso, me deixou um pouco desanimada, já que meus planos envolviam não dormir.

Enfim, o fato é que aqui estou, abandonada, largada, desprezada, e morrendo de medo de que a Srta. Mills, tenha deitado em sua bela, larga e confortável cama e dormido.

Suspiro, miro o balde com a espumante e resolvo me servir de novo.

— Pelo menos me sobrou você. – Sussurro com a bebida.

Fico me perguntando, será mesmo que Regina dormiu, ou será que está apenas batendo com a gilete no azulejo, deixando tudo bem liso para uma noite de sexo comigo? O que você está pensando, Emma? Regina não tem cara de quem bate com gilete em qualquer lugar, tem cara de quem nem mais pelos tem, se livrou de todos em sessões a laser, ou uma tecnologia mais cara e avançada, que fez com que os mesmos fossem embora para todo o sempre. De qualquer forma, claro que Regina não está se depilando, tampouco colocando uma lingerie sexy, cavada, provocantes, vermelha e vulgar. Deve ter mesmo caído na cama, e no exato momento, enquanto você pensa nessas safadezas, ela está é babando, e não, não é babando em um lugar onde você gostaria, é babando no travesseiro de plumas de ganso mesmo.

Será que ela fez essa desfeita comigo, com ela, com nosso encontro, com nossa última noite juntas? Eu deveria criar coragem, levantar essa bunda daqui, parar de imaginar besteiras, e ir verificar, não deveria? Sim, sei que deveria. Porém, tenho medo de ir até lá, porque tenho quase certeza que não vou me conter, que vou acabar deitada naquela cama ao lado dela, e que vou além. Com certeza de um jeito ou de outro, vou acabar acordando ela e aí, aí talvez aconteça um beijo, depois outro e mais outro, talvez acabemos sentindo calor, o que nos levará a tirar as roupas, o que consequentemente, acabará em sexo.

E bom, sei que vou parecer confusa, já que estou aqui imaginando uma noite de sexo com ela, mas o fato é que eu não sei se quero transar com Regina na noite de hoje. Quer dizer, claro que eu quero transar com ela. Quem em meu lugar, iria dispensar uma transa com Regina Mills? Isso mesmo, ninguém. Claro que cheguei, e estou preparada para atacar, para quicar, rebolar e tudo mais. Afinal, me envolver sexualmente com Regina, foi o que eu sempre sonhei, desde quando a vi. Por outro lado, muitos sentimentos afloraram em mim, coisas que nunca senti antes, coisas que não mexem apenas com meu corpo, mas com meu psicólogo e com minha alma também. Por isso acho que mesmo que ela queira transar comigo na noite de hoje, eu não devo fazer.

Sexo com Regina hoje à noite, soaria como uma despedida completa, e de forma alguma eu quero uma despedida, inclusive, sabemos que eu já chorei e muito por causa disso. Inclusive também, minha cara ainda deve estar inchada devida a esse choro. O fato é que, na minha cabeça, se não transarmos hoje, as chances de um até breve, no lugar de um adeus, se tornam maiores, já que ela vai ficar com um assunto inacabado para resolver comigo.

Por isso eu acho que devo investir em amassos, em mãos bobas, em beijos de tirar o fôlego, em sussurros ao pé do ouvido, em movimentos estratégicos sobre ela, talvez em alguns gemidos, em coisas que deem margem a imaginação dela, que a façam ficar com muita, muita vontade de mim, que façam com que ela pense em como deve ser ficar comigo nesse sentindo, mas também, por favor Papai Noel, que ela não crie tantas expectativas assim.

Sim, eu fiz toda uma autopropaganda durante esse tempo, e agora preciso dizer que tenho medo de não atender as expectativas dela. Quer dizer, não que eu seja ruim, afinal, pagam para transar comigo, mas talvez, eu e minha propaganda, tenhamos feito ela imaginar algo surreal, algo como “oh meu Deus, Emma, você é maravilhosa, me fez gozar 800 vezes só em um dia, eu quero mais, me fode mais, eu não quero mais parar, vamos foder direto a semana toda”. Não, eu não sou capaz disso.

Sei que vai soar brega, mas com Regina, além de sexo, eu quero carinho depois da transa, quero beijinhos bobos, quero deitar no ombro, entrelaçar as pernas, ouvir o coração bater, fazer preguiça, provocações bobinhas, abraços, cafunés, e depois sim, mais uma rodada de sexo.

Meus pensamentos são deixados de lado, e meu coração começa a bater mais rápido assim que meus ouvidos captam um novo som, som de saltos descendo escadas. Como Janis além de estar dormindo, não é adepta a saltos, concluo que contrariando as minhas expectativas, graças a Deus, Regina não dormiu, está muito acordada, vindo ao meu encontro.

Cada degrau que ela desce, parece aumentar a frequência dos meus batimentos e tudo se torna ainda mais intenso quando ela acaba de descer o primeiro lance de escadas e começa a se fazer visível ao meu campo de visão.

Meu estômago e as borboletas que gosto de chamar de Reginetes, estão muito alvoraçados, minhas mãos estão suando frio, e minhas pernas estão bobinhas. Meu cérebro só consegue pensar que o encontro que eu tanto desejei, só eu e ela, vai mesmo acontecer, já está acontecendo.

Quando disse que ia subir para se arrumar, ela realmente foi fazer isso, e não, não foi se arrumar para dormir, e sim para me torturar com sua beleza estonteante. Regina Mills está vestida para matar. Sua vítima, eu mesma, prazer. E bom, não posso dizer que não vou morrer feliz.

Veste um vestido longo, sem mangas, de modelagem evasê, da sua cor favorita, preto. O mesmo tem um decote V profundo, e uma fenda que dão muita margem a imaginação. Suas mãos puxam o tecido para cima, para que não corra o risco de pisar no mesmo enquanto desce as escadas, o que torna sua sandália preta salto 15, também visível. Seus olhos prendem-se aos meus, enquanto ela desce os últimos degraus.

O cheiro do seu perfume invade meu espaço, meus sentidos, meu corpo. Caminha com charme e elegância ao meu encontro, sem nunca se desfazer do contato visual.

Seus cabelos estão escovados, os olhos marcados por lápis e delineador preto, os lábios pintados por um batom vinho. Parece que acabou de sair de uma capa de revista, direto para a sua sala de estar.

Seu olhar me desafia, me chama, me provoca. Ela para em minha frente, seus olhos continuam conversando com os meus, então ela me dá um meio sorriso.

— Olá de novo, Srta. Swan! – Até sua voz parece estar diferente, um pouco mais grave, um pouco mais intensa, mais profunda.

Nesse momento, sinto como se fosse ela a profissional em conquistar mulheres, e eu fosse a virgem deslumbrada e nervosa, que sente a calcinha ser atingida por tudo que a presença dessa mulher causa.

Sem saber o que fazer, como fazer, como agir, o que dizer, eu me faço como que minhas pernas fracas, me ponham de pé.

— Você está maravilhosa, Srta. Mills. – Graças a Deus, consigo falar a frase sem gaguejar.

— Apenas vestida para a ocasião. – Gostaria de dizer que não importa a roupa, ela está sempre vestida para qualquer ocasião. Que ela fica linda até vestindo rosa choque e lingerie bege, mas como estou bastante nervosa, não consigo formular para pôr para fora.

— Preciso dizer que estou nervosa. – Minha admissão a faz rir, preenchendo meus ouvidos com o som gostoso de tal coisa.

— Não era o que queria, Srta. Swan, um encontro? Cá estou, pronta para ele. – Sua voz continua intensa, provocante, talvez. Além de seu olhar continuar me desafiando. Talvez me avisando que a qualquer momento, pode me atacar, me fazer sua presa.

— Sim. O que não impede de me deixar nervosa. Quer dizer, olha só para você. – Aponto e ela faz o que eu pedi, olha para si, aparentemente tentando achar algo de errado.

— O que tem? – Questiona.

— Não me ache louca... – Peço, ela me olha sem entender. – Mas sempre que eu penso em anjos, acho eles um pouco sem graça. Quer dizer, são bonitos, angelicais, sem pecados, sem problemas. Entediantes, ao meu ver. – Se antes me olhava sem entender, agora me olha como se eu fosse louca. Certamente está tentando entender o que anjos tem a ver com a nossa conversa. – O diabo, por favor, não entenda como uma ofensa, porque não é, mas muitas vezes eu vejo você, como a personificação dele. Bela, tentadora, olhar desafiador, voz maravilhosa, risada gostosa, persuasiva e com alguns pecados. – Faço uma pausa para organizar meus pensamentos. – Quando meus olhos param nos seus, eles são desafiados. Mesmo sem saber, você me desafia, Srta. Mills, me convida a me aproximar, a me envolver, a me entregar. Você me chama para conhecer seus mais íntimos pecados, e fazer parte das suas redenções. – Ela volta a me sorrir.

— Devo levar isso como um elogio, acredito. – Conclui. — Então nesse caso, obrigada Srta. Swan, e tenha cuidado. Em seu lugar, eu daria preferência a anjos tediosos, do que ao diabo tentador. Você sabe, sempre se tem um preço a se pagar, quando você se envolve com o diabo. – Mesmo me sorrindo, sua voz soa sombria, me olha de um jeito sério, intimidador, que faz os pelos dos meus braços eriçarem.

— Estou disposta a pagar, Srta. Mills. – Ela já não me sorri mais, me olha com seriedade, enquanto balança a cabeça negativamente.

— Esse é o problema das pessoas quando flertam com o diabo, elas fazem o acordo, sem ao menos perguntarem o que podem perder. – Ela filosofa. — Você sabe a opinião que eu tenho a respeito, então não vou ser repetitiva. – Encerra.

— Nós duas já temos uma opinião formada a respeito, então vamos só aceita-las. – Me olha com reprovação, mas não fala mais nada a respeito.

— O que tem em mente para esse encontro? – Com ela desse jeito? Sexo é tudo que eu tenho em mente.

— Não sei exatamente. Se não tivéssemos jantado, o primeiro passo desse encontro, seria leva-la para jantar. – Conto. – Agora nós podemos... – Olho ela de cima a baixo, sinto desejo, vontade de empurra-la contra esse sofá e tirar-lhe a roupa. De me afundar, mergulhar nela. Conhecer, tocar, beijar cada parte. Dar-lhe prazer, e assista-la desfrutando desse mesmo prazer.

— Pela sua cara, você parece estar com fome da sobremesa. – Ela debocha, o que me deixa um pouco sem graça.

— Você não sabe o quanto você está irresistível, da cabeça aos pés. Estou me esforçando para tentar um diálogo. – Balança a cabeça negativamente para a minha sinceridade.

— Vamos com calma, Srta. Swan, temos a noite toda pela frente. – Me dá um sorrisinho sacana, um sorrisinho com malícia, sorrisinho com segundas intenções, e meu corpo reage a isso. Um pisca-pisca, minha vagina está representando bem tal coisa.

— Certo, vamos com calma. – Falo para mim mesma. – Você gostaria de uma taça de espumante? – Ofereço.

— Sim, eu gostaria. – Me sorri e passa por mim, roçando o braço no meu. Senta-se no sofá, ajeita seu vestido, e cruza as pernas, que graças a fenda desse lindo vestido, deixa exposta uma boa parte da perna dela. Ela apoia as mãos sobre o joelho, e fixa o olhar em um ponto qualquer. Depois de assistir essas coisas, resolvo me dedicar a encher nossas taças, e mesmo estando nesse momento de costas para ela, sei que nesse momento seus olhos estão em mim. — Janis está convencida de que não somos namoradinhas? – Me questiona.

— Não muito. Você sabe, até Janis sabe que sou apaixonada por você, ela nos viu beijando, então... – Me volto para ela e lhe entrego sua taça, então sento-me ao seu lado.

— Me desculpe pelo incidente, eu não quis causar nenhum tipo de problema. – Problema? Gostaria de ter um problema desses todos os dias da minha vida.

— Você está brincando, né? Não precisa nem deve se desculpar pelo o que aconteceu, se quiser fazer alguma coisa, pode beijar minha boca de novo. – Sua resposta é um rolar de olhos. – A nossa noite que está só começando. – Estendo minha taça, e faço o brinde.

— A ela. – Me lança um olhar intimidador/convidativo, e junta a taça a minha. Como estou nervosa, bebo tudo de uma vez só, já Regina Mills, é muito elegante, muito etiquetada para tal coisa, então ela bebe elegantemente, de um jeito suave, como se estivesse dentro de uma propaganda de espumante. Ela consegue ser linda, ser interessante, ser superior até bebendo uma taça de espumante. Ela é tão linda, meu Deus, é tão cheirosa, é tão única, que eu desejo fazer morada nesse pecado e nunca mais sair dele.

Largo minha taça sobre a mesa, me acomodo mais perto dela, passo meu braço sobre seus ombros, e beijo seu rosto.

— Obrigada por estar aqui, por enfim ter aceitado esse encontro. – Agradeço e ganho um sorriso como resposta. Ela inclina o corpo para frente e estica o braço, depositando sua taça ao lado da minha. Então volta para a posição original e encara.

— Não poderia estar em outro lugar, a não ser aqui. – É o que me responde, os olhos de novo presos aos meus. Sorrio para ela, e por impulso, junto os lábios aos dela, os atacando com estalinhos. Ela leva a mão ao meu rosto, seus dedos se prendem em minha cabeça, não me permitindo afastar mais, enquanto isso seu polegar alisa meu rosto.

Dou início então a um beijo lento, preguiçoso, explorador. Meus lábios moldam-se aos de Regina com perfeição, movem-se com sintonia, sincronia, reciprocidade, cumplicidade. Como se fossem velhos conhecidos, reencontrando-se depois de muito tempo.

Repetindo o que fiz mais cedo, contorno com a ponta da língua os seus lábios. Ela suspira, sua mão desce até minha nuca, ela me puxa, sua língua vai de encontro a minha. Num ritmo lento, elas se tocam, acariciam-se, misturam-se.

Só consigo pensar no quão bom, quão gostoso é tudo isso. É tão maravilhoso, tão atraente, tão sedutor, que ficar nessa situação, beija-la para sempre, nesse momento é o que mais desejo.

Minha mão toca seu braço, meus dedos sobem vagarosamente por toda sua extensão, por sua clavícula, seu pescoço e procuram seus cabelos, onde se emaranham. Minha boca chupa sua língua em um vai e vento lento, gostoso, prazeroso. Assim que solto a mesma, ela prende os dentes no meu lábio inferior, morde ali e puxa devagar, arrancando de mim um suspiro longo. Meus lábios tocam seu queixo, arrastam-se por seu maxilar e chegam a sua orelha, minha língua passa pelo lóbulo, antes de meus lábios abocanha-lo.

Os pelos do seu corpo reagem a tal contato, os dedos dela apertam-se em meus cabelos, os puxando. O som que foge da sua garganta, junto com o cheiro do seu perfume acentuado por aqui, entra pelos meus ouvidos, minhas narinas e em questão de segundos, invade todo meu corpo, transformando-se em combustível, fazendo meu corpo queimas, fazendo com que o meu desejo por ela fique ainda maior, mais iminente.

Com delicadeza, vou inclinando meu corpo para cima do dela, fazendo com que devagar, ela deite-se sobre o sofá. Nossos lábios voltam a se encontrar, dessa vez com pressa, afoitos de desejo, de luxuria, de vontade.

Pressionando meu corpo sobre o dela, tentando fundir-se ao mesmo, procurando um jeito de encaixar-se. Minha mão desce pela lateral do seu corpo, meus dedos formigam quando encontram a fenda do seu vestido e tocam sua perna. Com um suspiro, reage ao contato, a pressão, ao apertão que meus dedos exercem sobre sua perna.

Decidida mais cautelosa, subo a mão por dentro do seu vestido. Regina de forma alguma, tenta impedir. Muito pelo contrário, sua boca devora a minha com vontade, com desejo, me pedindo, incentivando para que eu continue. Meus dedos seguem até sua virilha, ficam entre sua pele e a barra da calcinha que usa, eles vão lentamente de uma ponta a outra. Por fim, minha mão espalma seu monte vênus, sobe e desce por ali, meus dedos sentem o quanto o pedaço de pano está molhado, e minha vontade por ela fica sem limites.

Meus pensamentos estão nublados, estou sendo guiada pelo meu instinto, meu desejo. No momento me sinto algo como: um predador, preparando-se para devorar a presa por quem tanto lutou para capturar. Me excita muito o fato de tê-la assim, debaixo de mim, rendida, completamente entregue, a mercê das minhas vontades.

Infelizmente as badaladas do relógio de parede, interrompem nosso momento, e me fazem raciocinar com mais clareza. Tenho certeza que o mesmo acontece com a Srta. Mills. Como uma criança pega no flagra fazendo o que não deve, tiro rapidamente minha mão do lugar em que se encontra. O beijo trocado, aos poucos volta a se tornar tranquilo, até por fim, extinguir-se.

Ao abrir meus olhos, vejo que os dela ainda estão fechado. Acompanho sua respiração pesada, e sorriso para sua feição de desejo. Quando ela volta a abrir os olhos, eu vejo muita luxúria nas obres escuras, me olha de um jeito que nunca me olhou antes.

— Não sei se primeiro eu te desejo feliz natal, ou te peço em nome da minha calcinha bastante molhada, para que você colabore com ela, e pare de me olhar assim. – Minha voz sai pesada, um pouco falha, muito desejosa.

— Assim como, Srta. Swan? – Sua voz sai praticamente do mesmo jeito.

— Me comendo com olhos. – Ela me sorri, enquanto continua do mesmo jeitinho. Tentando me conter, levo os dedos até os cantos de sua boca, e me concentro em limpar o que o seu batom borrou. Minha atenção assim como meu polegar, acaba em sua cicatriz. Afago a marca com cuidado e zelo, enquanto a observo. – Até sua cicatriz é bonita. – Deixo escapar meu pensamento, enquanto continuo o carrinho. – Para você se meter em uma briga assim tão séria, com certeza um dos dois pertencia a você. – Concluo ao lembrar-me da vez em que deixou entendido que conseguiu a cicatriz, ao tentar separar uma briga entre cão e gato. – O cão, ou o gato? Qual dos dois pertencia você? – Questiono.

— O gato. – Conta. — Ele se chamava Tom, a propósito. – Dou risada do nome nada criativo, e um breve beijo em seus lábios.

— Como você era uma menina criativa, Srta. Mills. – Debocho e volto a beija-la.

— Nunca fui boa com essa história de dar nome a coisas. – Admite.

— Não se preocupe, eu sou boa em dar nome a coisas e pessoas. – A tranquilizo, ganhando um balançar negativo de cabeça e um sorrisinho. – Então, você conseguiu salvar o Tom? – Ela afirma, seus dedos tiram meus cabelos da frente do meu rosto.

— Sim e não. – Junto as sobrancelhas, não entendendo o que tal coisa significa. – É uma longa história. – Explica, a voz baixa, quase um ronronar.

— Temos tempo, não temos? – Meus lábios acariciam os dela, que correspondem da mesma maneira. Por algum tempo, tudo que se faz audível é o beijo preguiçoso que trocamos.

É um pouco surreal pensar que estou mesmo aqui, com Regina Mills, sobre ela, beijando ela, trocando carinhos e caricias. E é ainda mais surreal, acreditar que ela também tem sentimentos por mim. Quando penso nisso, meu corpo entra em colapso, meu coração acelera, meu eu, se enche de felicidade, e eu tenho vontade de sorrir para sempre, coisa que estou fazendo agora. Ponho fim ao beijo com um estalinho, ajeito melhor meu corpo sobre o dela, e deito minha cabeça em seu ombro, de um jeito que posso ver seu rosto.

— Eu sempre gostei de gatos, mas nunca pude sequer cogitar a ideia de ter um... – Começa. — Já que minha mãe odeia animais de estimação. – Se a mãe dela fosse ter um animal de estimação, teria quer ser algo como uma cascavel. – Mas meu pai nunca deu muita bola para as exigências dela, então no meu aniversário de dez anos, ele apareceu com um gato de presente para mim.

— Tom. – Deduzo.

— Sim, Thomas. – Volto a rir quando ela fala o nome do bicho, com certeza uma clara homenagem ao desenho animado de Tom & Jerry. — Como minha irmã foi sempre muito detestável quando criança, e vivia para me contrariar, ela resolveu gostar de cachorros. – O jeito um pouco sem paciência como conta tal coisa, me faz rir. – Como minha mãe sempre teve um tipo de cisma comigo, mesmo não gostando de animais de estimação, ela apareceu em casa com um Pastor Alemão, que Zelena carinhosamente nomeou de Rex. – Faz uma pausa. – Thomas e Rex, assim como Regina e Zelena, brigavam hora sim, hora também. O tempo passou, Rex, cresceu, Tom, continuou do mesmo tamanho, ambos continuaram se odiando e um dia quando Zelena foi acarinhar Tom, Rex ficou com ciúmes e partiu para cima do gato. Zelena fez o que sempre fazia, gritou pela nossa mãe, então eu me meti nessa briga, e consegui tirar o gato. – Aponta para cicatriz. – Como você pode ver, salvar Thomas teve um pequeno preço.

— Ele se machucou muito e morreu por isso? – Ela nega.

— Ele quase não se machucou. – Conta. – Ele morreu, porque minha mãe o matou. – Depois de ter ouvido dela que sua mãe foi a responsável pela morte do tal Daniel, não deveria me surpreender com o que acabei de ouvir, mas me surpreendo mesmo assim.

— Como assim a sua mãe matou o gato? – Questiono indignada.

— Rex fez um estrago aqui. – Aponta para a cicatriz. – Precisei ir para hospital, precisei de pontos, precisei de cuidados, mas antes de ir, me certifiquei que o gato estava bem. – Conta. — Thomas e suas unhas machucaram mais o cachorro, do que ao contrário. Enfim, quando eu cheguei em casa minha mãe disse que o gato estava morto. – Sorri sem humor. – Sempre que ela faz algo monstruoso, ela me olha de um jeito, algo quase como ameaçador, não sei explicar, mas sempre que me olha assim, sei que ela fez alguma coisa contra algo ou alguém que eu gosto. – Sua voz sai um pouco transtornada. – Enfim, como sempre teve câmeras de segurança na nossa casa, não foi difícil eu constatar que ela matou o gato. Deu comida envenenada para ele, e o assistiu agonizar. – Incrédula com tamanha crueldade da mulher, abro e fecho a boca algumas vezes, sem saber exatamente o que falar. A tal Cora, é tóxica, parece que faz mal a tudo e a todos que estão por perto. Sabendo um pouco mais sobre essa mulher, concluo que Regina até que é uma pessoa psicologicamente normal. Porque com certeza não deve ter sido nenhum pouco fácil crescer ao lado dessa mulher, sendo criada por ela.

— Não encontro uma palavra para definir sua mãe. – Confesso.

— Mesquinha e cruel são palavras que podem ser usadas. – Responde. – E perigosa, Cora é uma pessoa perigosa, traiçoeira. – Sua voz sai sombria ao definir a mulher.

— Nós precisamos agir, sua mãe é mentalmente fora de controle. – Meu pensamento alto arranca de Regina um olhar duro.

— Eu preciso agir, Srta. Swan, você precisa e deve, ficar exatamente no seu canto. – Responde, a voz áspera.

— Você precisa de ajuda... – Tento de novo.

— Não, eu não preciso. E caso venha a precisar, não vou recorrer a você. – Está praticamente brigando comigo. – Você não percebe que se tornou meu ponto fraco? Você será o alvo, caso ela descubra nosso envolvimento, porque ela sabe que ferindo você, vai me ferir também. Então o que eu definitivamente preciso, é que você de maneira alguma, entre nessa história. – Termina seu discurso. Entendo o medo dela, e para ser sincera, eu também tenho medo. Não temo por mim, mas temo por Janis. Seria ingenuidade minha pensar que meu envolvimento com Regina, não envolve Janis também. Então sim, as vezes eu perco o sono pensando, as vezes tenho pesadelos que envolvem Cora, mas eu não posso recuar, não posso me privar de viver o que quer viver, não posso atirar minha felicidade pela janela, porque tenho medo dessa mulher.

— Eu não sei, Regina. Sua mãe ferra com a sua mente, isso é muito perceptível. Não posso simplesmente sentar e ficar assistindo, torcendo para que ela não te faça mal. — Levanto a cabeça para encara-la e reclamar com ela.

— É exatamente o que você vai fazer, caso você queira mesmo se envolver comigo algum dia. – A opção que ela me dá, é me deixar sem opção. – Eu conheço minha mãe, você não precisa se preocupar comigo. – Eu também estou conhecendo a mãe dela, então sim, tenho certeza que preciso. – Tenho algumas ideias em mente, mas não falarei sobre isso com você, justamente para não envolve-la. – Lhe olho contrariada, mas ela sequer se abala.

— Você vai pelo menos pedir ajuda para alguém, ou pretende agir sozinha? – Quero saber.

— Vou falar com Zelena, ela pode me ajudar. – Penso um pouco a respeito. Está certo que a irmã é de Regina, e que ela convive com a mesma desde sempre, mas não sei, não tenho certeza sobre Zelena.

— Você acha ela confiável? – Afirma com a cabeça.

— Zelena é duas coisas, Srta. Swan, deslumbrada e inofensiva. – Conta. – E você pode ter certeza que Cora já a magoou muito também. – Me pergunto se Cora é assina em série dos namorados das suas filhas.

— Ela também já perdeu um namorado? – Arrisco perguntar.

— Não. – Pelo menos isso. – Mas ela já foi obrigada incontáveis vezes a sair com homens com mais do o dobro da idade dela, para facilitar alguns negócios. – Sinto nojo ao ouvir tal coisa. Que espécie de ser humano é Cora, e se trata suas próprias filhas desse jeito, o que faz as outras pessoas?

— Algo como, uma prostituta de luxo? – Confirma com a cabeça.

— Podemos colocar desse jeito. Cora empurrou Zelena para um desses "encontros” quando ela tinha 17 anos, foi assim que ela perdeu a virgindade, com um homem de 60. – Minha ânsia de vômito cresce, tamanho o absurdo que acabo de ouvir. Lembro da minha primeira vez, do nojo que senti de mim mesma, do quão horrível foi, do quanto chorei e tentei me limpar depois. A diferença entre a minha primeira vez e a dela, é que eu estava ali porque queria estar, fico imaginando Zelena, que estava obrigada.

— Eu sinto muito. A sua mãe é a pessoa mais detestável de todo o mundo. Me sinto com nojo de tudo que acabei de ouvir.

— Cora costuma causar esse sentimento nas pessoas.

— Sua irmã parece se dar bem com ela. – Pelo menos foi o que me pareceu no dia do evento.

— Zelena a suporta, justamente porque é mais fácil assim. – Conta. – Minha irmã gosta de todo o dinheiro que temos, isso é inegável, mas não diria que ela gosta da vida que leva. Nossa mãe manda e desmanda nela, e mesmo que ela discorde do que quer que seja, acha mais fácil colaborar para que não se torne uma vítima também. – Balanço a cabeça negativamente enquanto penso sobre. Quer dizer, sei que não deveria julgar, mas será que vale a pena mesmo se submeter a qualquer tipo de coisa só para não se indispor com a mãe? Será que mesmo com todo esse dinheiro envolvido, ela acha que vale a pena entregar sua vida a essa mulher?

— Eu não sei, a irmã é sua, você com certeza a conhece muito melhor que eu, mas você acha mesmo que ela é confiável? Quer dizer, parece que sua mãe faz o que bem entende com ela, e gostando ou não, ela não reclama. – Compartilho meu pensamento.

— Ela deve reclamar na terapia, que faz desde os dezessete. Muitas vezes também, ela reclama as com bebidas alcoólicas. – Me conta. – Zelena é alcoólatra. Já perdi as contas de quantas vezes nossa mãe a pôs em clinicas de reabilitação, mas ela nunca fica o tempo necessário. Sempre que alguém começa a sentir falta da minha irmã, Cora vai busca-la. Ela acha inadmissível admitir para qualquer um, que tem uma filha viciada em álcool. – Quanto mais eu ouço sobre essa família, na verdade, sobre a matriarca dessa família, mais assustada eu fico. A vida de Regina é algo como um filme de horror, mascarada atrás de muito dinheiro. – Agora, respondendo sua pergunta, Zelena é sim confiável, quando ela está sob efeito de álcool, ela põe para fora toda a raiva, todo o rancor, todo o ódio que sente pela nossa mãe. Ela atira garrafas e faz ameaças. Ela liberta-se da pessoa que foi moldada para ser. Então sim, tenho certeza que posso contar com ela. – Sem saber o que dizer, apenas concordo com a cabeça. – Arrependida, Srta. Swan?

— Incrédula com a maldade da sua mãe. – Respondo.

— Você não sabe da missa a metade. – É o que me diz e bom, acho que está bom o que sei, já é uma quantidade de coisas considerável para assustar qualquer um. — Agora chega de conversas pesadas, Srta. Swan. – Não está pedindo, nem sugerindo, está ordenando mesmo. – Levante-se desse sofá e me deixe levantar também, segundo o relógio, já é natal, quero dar-lhe o seu presente. – O meu presente. Por que eu não gosto de imaginar o presente que ela tem para mim? Com certeza é algo exagero, algo caro e extravagante. E eu não estou precisando de presente nenhum, o presente que ela deu a Janis, foi o maior presente que eu também poderia ganhar.

Se minhas Reginetes já eram enlouquecidas por essa mulher, depois do que ela fez por minha filha e consequentemente por mim, essas borboletas fundaram um fã clube, uma igreja universal do mundo de Regina Mills.

Eu não sei exatamente porque eu me apaixonei por Regina, porque eu insisti, quando o mais fácil, o mais inteligente, o mais sábio, sempre foi recuar, me afastar, correr para bem longe, mas fico feliz de não ter feito isso, de ter me aproximado e conhecido a pessoa por trás de todas essas camadas.

Regina Mills não é nem de longe uma má pessoa, ela é só mais uma vítima do mundo e do seu próprio dinheiro. Alguém que por sofrer demais, fechou-se, criou muros altos demais, quase impenetráveis. Escondeu-se tão bem atrás da indiferença, que à primeira vista, tornou-se alguém amarga, temida, fria.

Fico feliz por ter chegado a tempo, por mesmo me estrepando, me dando mal, me machucando, ter conseguido de alguma forma, entrar, ter conseguido mostrar a ela que ela não está sozinha, que ainda existem pessoas que se importam, e que por trás dos seus muros altos e sombrios, existe uma vida inteira esperando por ela, esperando para ser vivida e que mesmo apesar de alguns pesares, vale muito apena vive-la.

E agora estando aqui dentro, conhecendo a verdadeira Regina Mills, fico feliz por não ter recuado. Regina é uma pessoa tão linda, e eu não falo só do físico. Fisicamente ela é uma mulher maravilhosa, que dispensa comentários. Por dentro, a alma é igualmente, ou ainda mais maravilhosa. E ela é tão forte, e não tem a mínima noção disso. Existe tanta bondade por trás dessa pessoa impenetrável, existe tanto bem querer, tanto amor para com o próximo, tantos sentimentos bons. Apesar de tudo que lhe aconteceu, apesar de todos os socos que a vida lhe deu, apesar de ter ido ao chão algumas vezes, essas coisas boas permaneceram.

Pode parecer que estou falando isso, pelo presente que deu a Janis, mas não, não é isso. Falo isso pelo jeito como ela olha para minha filha, o jeito como fala com ela, como reage a ela. Falo isso pelo jeito como se importa comigo, pelo jeito como se preocupa, pelo jeito Regina Mills que tem de cuidar.

Eu não faço ideia do que o futuro tem reservado para nós duas, mas faço ideia do quanto vou sofrer quando ela for embora, do quanto vou sentir falta da companhia dela, do quanto vou procura-la, mesmo sabendo que não vou encontra-la, do quão penoso vai ser, mas mesmo assim, se tivesse o poder de voltar e mudar, eu não faria.

Sabe quando você tem aquela sensação de que achou sua pessoa no mundo? É como me sinto quando olho para ela. Então como eu escolheria mudar isso? Como escolheria não sofrer, quando esse sofrimento também me faz sentir a pessoa mais feliz do mundo? Não existe essa escolha, existe? Quando o amor chega, a gente só vai. Sem garantias, sem armaduras, sem nenhum tipo de proteção, a gente só vai ao seu encontro.

— Meu presente é você, Srta. Mills, nada do que você tenha comprado para mim, vai superar isso. – Sorri com o que eu lhe falo. – Esquece seu dinheiro, desista dele, desista disso tudo, eu não me importo com nada disso, apenas fique comigo. – Lhe peço.

— Está propondo que vivamos de amor, Srta. Swan? – Pelo jeito como me questiona, sei que não me levou a sério.

— Estou propondo que você fique comigo. Prometo que não vai lhe faltar nada. – Ela sorri, sua mão toca meu rosto, passa as costas dos dedos por ele.

— Além de muito poética, é uma proposta muito tentadora, Srta. Swan, mas ambas sabemos que eu não posso. Fazer isso seria o mesmo que fugir, e não existe lugar nesse mundo, onde conseguiríamos nos esconder de Cora. – Parece lamentar-se. – Então eu lhe agradeço, mas eu não posso, não desse jeito. Porém, quando essa história estiver resolvida, se ainda quiser tal coisa, eu posso pensar seriamente em viver de amor com você, mas vamos incluir um pouco de dinheiro. Viver bem não é pecado. – Rolo os olhos pela última frase, mas também esboço um sorriso por ela pensar na minha proposta, mesmo que seja a longo prazo.

— Quando você estiver preparada, é só vir, ou me chamar. Eu já estou lhe esperando. – Volta a me sorrir, escorrega a mão até minha nuca, prende os dedos nos meus cabelos, e traz meu rosto de encontro ao seu.

— Quando você menos esperar... – Sussurra com os lábios sobre os meus. – Pode acontecer. – Volta a sussurrar. Tento aproveitar o momento, para emendar um beijo, porém ela não está disposta. – Agora levante-se. – Sem nem um pingo de vontade de sair do lugar em que eu estou, faço o que me pede. Depois de me pôr de pé, estendo a mão para ela, e a ajudo a fazer o mesmo.

— Dê-me logo esse presente. – Resmungo com ela ao estender as mãos, à espera do dito cujo. Ela balança a cabeça negativamente, me dá um sorrisinho, e sua mão agarra a minha. Entrelaça os dedos aos meus, e me puxa, me fazendo caminhar.

— Lá fora, Srta. Swan. – É tudo que me fala. As Reginetes ficam nervosas, quando começo a pensar o que essa louca quer me dar que está lá fora e não aqui dentro. Penso em tudo que vi lá fora quando cheguei, e não lembro de ter encontrado nada além da decoração natalina. Isso é bom, não é? Quer dizer, significa que ela não comprou nada de muito exagerado, certo?

— Ah meu Deus! Não me diz que você me conseguiu um encontro com o Papai Noel de verdade? Aquele original do Polo Norte, em carne e osso? – Rolar os olhos para minha tentativa de piada, é tudo que ela faz. – Vamos dar um passeio no trenó mágico, talvez? – Dessa vez nem rolar os olhos ela rola. – Você pode me dizer se está quente ou frio? – Peço.

— Mais frio que o Polo Norte, e a água em que Jack Dawson morreu. – Poxa vida! Não vai ser dessa vez que vou poder reclamar pessoalmente com Papai Noel.

Ao passarmos pela porta que dá acesso a saída, meus olhos veem o visco preso sobre a mesma e lembro de algo. Paro onde estou e faço com que ela faça o mesmo. Regina me olha sem entender, lhe sorrio e aponto para o ornamento.

— Não podemos deixar essa tradição de lado. – Aviso. – O beijo sob o visco, Srta. Mills. – Apesar de me rolar os olhos, ela também sorri.

— Vou dar uma chance para essa tradição ridícula, só porque é natal. – Faz pouco caso ao aproximar o corpo do meu. Joga os braços para cima dos meus ombros.

— Por trás desse poço de insensibilidade, sabemos que existe uma mulher romântica, que muito está gostando dessa ideia. – Provoco. Minhas mãos agarram-se a sua cintura.

— Não confirmo e nem nego, Srta. Swan. É você quem está falando. – Não lhe respondo nada, apenas beijo a boca dessa mulher absurda. Um beijo terno, carinhoso, amorzinho, que chega ao fim cedo demais. – Satisfeita? – Tem um sorriso lindo, lindo em seu rosto.

— Nem que ficássemos aqui a noite toda, eu ficaria satisfeita. — Sou sincera.

— Que mulher nervosa. – Me dá alguns muitos estalinhos, suas mãos vão até as minhas e ela me puxa. – Vamos buscar seu presente, depois disso podemos tentar lhe deixar satisfeita. – Eita que a frase faz partes do meu corpo pulsar.

— Me dê logo esse presente. – É tudo o que respondo. Ela me balança a cabeça negativamente e voltamos a andar. Descemos as muitas escadas, e paramos em frente ao meu carro, carro esse que é chutado pela Srta. Mills.

— Hey, o que ele fez para você? – Reclamo com ela, quase chateada de verdade.

— Atropelou meu carro lindo, limpo, cheiroso e sem tétano. – É o que me responde.

— Graças a isso você ganhou inteiramente grátis, um carro novo, maior, mais lindo, limpo, cheiroso e igualmente sem tétano. – Só falta mesmo eu lhe mostrar a língua.

— Srta. Swan, isso que você chama de carro põe em risco não só a sua vida, mas a da sua filha também. – Fala em tom sério. – Nem uma cadeirinha tem para Janis, pior, nem cinto de segurança essa coisa tem. – Aponta para ele. – As multas que conseguiu com ele, são mais caras que o valor dessa lata.

— Não fale assim, ele tem sentimentos. – Reclamo e ela ri.

— Me prometa que não vai mais dirigi-lo? Que se ficar com ele, vai ser apenas por recordação? – Me pede e resolve prosseguir com a caminhada.

— Eu ainda não abri um museu, Srta. Mills, então se eu comprar outro carro, vou ter que me desfazer dele.

— Ótimo, perfeito. Até porque, ele não seria aceito nem em um museu, por poder ser prejudicial à saúde dos visitantes. – Continua ofendendo meu carro.

— Você já pensou que talvez por causa dele, tenhamos nos conhecido? – Indago.

— Nos conhecemos porque você dirige mal, Srta. Swan. Outro motivo para ter um carro que lhe dê mais segurança. – Abro a boca para lhe responder, mas ela não me permite. – Vamos pensar da seguinte forma, aquele... carro... – O jeito como fala a palavra “carro”, é completamente ofensivo. – Já cumpriu com seu dever. Está na hora de aposenta-lo e partir para outro. – Terminado a frase, ela aponta para frente, ao olhar na direção apontada, vejo seu tanque de guerra, também conhecido como Hummer, o carro que Tinker lhe deu para pagar o Mercedes que eu estraguei. Por algum motivo, ele não é mais alaranjado, e sim amarelo. Um amarelo vivo e brilhante. – Pense que a cor continua a mesma, só que é um amarelo não desbotado. – Ao ouvir tal coisa, tiro os olhos do carro e olho para ela.

— É o seu carro? – Questiono sem entender.

— Era, o meu carro. – Está aparentemente me corrigindo. – Agora que ele se tornou amarelo, é o seu carro. – Continuo sem entender, e ela parece perceber, já que me rola os olhos. – Eu estou dando ele para você, Srta. Swan. Seu presente de natal, só não mandei embrulhar porque daria muito trabalho. – Balanço a cabeça negativamente enquanto tento absorver o que acabei de ouvir.

— Não. – Continuo balançando a cabeça em negativo. – De jeito nenhum. Você não vai me dar um carro. – Regina é louca, é exagerada, e não tem noção da realidade. Como assim ela está quer me dar um carro? A quantas milhas distante fica o mundo paralelo em que ela vive, dá minha realidade?

— Não aceito um não como resposta, Srta. Swan. – Parece chateada. – Se está preocupada no quanto de dinheiro eu gastei com ele, não se preocupe, eu não gastei. Esse era o meu carro, o único dinheiro que gastei foi com a pintura, e com as suas muitas multas, que precisei pagar, para que possamos passar o carro para o seu nome. Agora deixe de ser mal-agradecida e aceite. – Sim, ela ligou o modo zangado, está irritada, e quando digo irritada, é com aquela veia alta na testa. – Eu vou embora, ele ficaria aqui parado, sem nenhuma utilidade. Você precisa de um carro, então está aí. – Aponta para ele.

— Você não pode ficar me dando presentes assim, Regina. – Reclamo com ela, continuo balançando a cabeça negativamente e caminho em direção ao carro, que eu ainda não aprendi a chamar de meu.

Como uma criança incrédula com o presente que recebeu, passo a mão pelo o mesmo, de leve, com carinho, o alisando, vendo se é de verdade mesmo.

Um Hummer para chamar de meu, eu vou mesmo ter que aprender a dirigir direito, ou me tornarei alguém mortal quando estiver a bordo dele. Tão bonito, tão brilhante, tão limpinho, tão novo. Abro a porta do motorista e pulo para dentro. Giro a chave que está na ignição para fazer todas essas coisas, e botões, e funções digitais, funcionarem. Ao abaixar o vidro e olhar para fora, encontro com Regina de braços cruzados, me assistindo. – Você é louca! – Agora estou sorrindo.

— Fico feliz que tenha gostado, Srta. Swan. – Ela ainda está irritadinha para me sorrir de volta.

— Você quer uma carona? – Ofereço.

— Estou bem aqui. – Faz charme.

— Venha até aqui, Srta. Mills, para que eu possa lhe agradecer devidamente. – Lhe peço. Ela continua exatamente onde está, não dá um passo sequer em minha direção. – Venha, Srta. Mills! – Resolvo também buzinar e buzinar e buzinar de novo. Muito contrariada ela descruza os braços e bufando vem.

Ao entrar no seu ex carro, ela bate à porta do mesmo com mais força do que deveria, inclina o corpo para o meu lado, mete a mão na chave, e desliga tudo. Me jogo para cima dela, e contra a sua vontade a abraço, apertando seu corpo entre meus braços.

— Obrigada, Regina Mills! Apesar de muito exagerado, eu amei meu presente. Você reduz o Papai Noel a quase nada. Muito obrigada, mas não faça mais isso. – É o que falo enquanto ataco seu rosto com muitos beijos.

— Solte-me! Eu estou irritada com você nesse momento. – Esbraveja enquanto tenta se desfazer dos meus braços e dos meus beijos.

— Não se irrite, por favorzinho! – Peço e não obtenho sucesso. – O que eu posso fazer para me redimir?

— Nada. – Responde no estilo Regina Grossa Mills de ser.

— Já sei! – Lembro de algo. A irrito mais um pouquinho com meus beijos e a solto. – Eu também tenho uma coisa para você. Não é nada valioso, nem grande, nem nada, então não espere eu aparecer com um iate, ou uma nave espacial bem aqui na sua frente. – Sua irritação chegou no nível em que me ignora. – Espere aqui. – Peço antes de descer do carro e correr até meu fusca lindo.

Não sei se vou conseguir me desfazer dele. Quer dizer, nós dois fomos sempre tão parceiros. Ele já foi literalmente minha casa, minha cama. Já passamos por poucas e boas. Carrego com ele tantas lembranças, tantas recordações. Não vou conseguir simplesmente lhe dizer tchau.

— Saiba que meu amor por você continua o mesmo. – Falo com ele quando abro sua porta. – Nenhum outro carro, por mais novo, lindo, brilhante e cheiroso, vai roubar de você, seu lugar no meu coração. – Abro o porta-luvas que está amarrado com um arame e tiro dali o presente de Regina. – Eu sei que você não gosta dela, nem ela de você, mas eu ainda vou fazer vocês gostarem um do outro. Podemos ser felizes, nós três juntos. – Dou um beijo no volante. – Agora eu preciso ir lá. Feliz natal, eu amo você. – Saio dele, fecho sua porta com cuidado e corro de novo para meu novo carro. Entro no mesmo um pouco ofegante. Regina continua aqui, paradinha, de bracinhos cruzados, e bicuda. – Para você! – Entrego meu humilde presente, que está embrulhado em um saquinho de presente cor de Papai Noel. Ela espia pelo canto dos olhos, descruza os braços e me lança um olhar nada amigável.

— Eu deveria dizer que não aceito, mas não sou assim mal-educada. – Esbraveja ao pegar seu presente.

— Não veja como uma ofensa, Srta. Mills, é que seus presentes me assustam. – Tento me desculpar. – Mas muito obrigada por mais isso, na verdade eu não sei o que dizer, ou como agradecer... – Me interrompe antes que eu finalize.

— Apenas aceite sem reclamar, Srta. Swan, eu não preciso de agradecimentos. – Sua voz está mais calminha, sua atenção toda no pacotinho que abre com cuidado. Não demora muito a conseguir tal coisa, tirando de lá seu presente.

Pega a pulseira de ouro com cuidado, como se fosse algo quebrável e muito precioso. Observa pingente por pingente, e quando termina tal coisa, faz de novo e de novo.

Estou um pouco sem graça, já que está algum tempo em silêncio, só olhando para pulseira.

— Eu não sabia o que lhe dar, então quando estava saindo do hotel na semana passada, passei em frente a uma joalheria e parei para olhar a vitrine. Foi então que vi uma pulseira com um pingente de fusca. – Conto. – Entrei lá, e incrementei mais alguns pingentes. – Levo minha mão até a pulseira e seguro o primeiro pingente. — Um cisne E seu filhote, para você lembrar de mim e de Janis. – Passo para o segundo. — O fusca, para lembrar de como nos conhecemos. – Vou para o terceiro. — O nome dessa cidade, para você não esquecer que as vezes coisas boas podem acontecer nos lugares mais improváveis. – Chego ao último. — E o símbolo do infinito, que é o tamanho dos sentimentos que eu tenho por você. – Seus olhos continuam fixos ali. Não sei nem se prestou atenção na minha explicação. – Você pode trocar, não tem problema nenhum. – Resmungo ao deduzir que ela não gostou. Balança a cabeça negativamente, e me encara.

— Se você não existisse, eu teria que arrumar um jeito de te inventar, para poder me reinventar. – Não sei exatamente o que isso significa, então espero que continue. — Obrigada, Srta. Swan, é um dos poucos significativos presentes que já ganhei na vida. É linda. – Meu coração bate bobamente acelerado ao ouvir tal coisa, e as Reginetes fazem suas coreografias.

— Só não é mais lindo do que construímos nesses pouco mais de trinta dias. – Balança a cabeça concordando e me entrega a pulseira.

— Coloca para mim. – Depois de me entregar a mesma, me estende o braço direito. Sem problema algum, faço o que me pediu. Segurou sua mão com a palma da minha e admiro aquele tanto de significado agora preso em seu pulso.

— Desse jeito, estaremos sempre com você, mesmo quando não estivermos. – Falo.

— Como disse mais cedo, não preciso de nenhum lembrete para carrega-las comigo, Srta. Swan. Porém, muito obrigada por ter me agraciado com este. – Olha toda bobinha para pulseira.

— Eu sei que não precisa, mas é um jeito de estarmos fisicamente presente. – Concorda com a cabeça. — Feliz natal, Srta. Mills. – Me volto para ela e inclino meu corpo, o aproximando do dela.

— Feliz natal, Srta. Swan! – Ela aproxima o rosto, e como se sincronizados, nossos lábios se procuram.

Enquanto a beijo, sinto desejo enorme de viver para sempre nessa noite, de torna-la eterna, sem fim. De abraçar Regina para todo o sempre, e não solta-la nunca mais.

Maroon 5 — Daylight

Solto um suspiro de lamento, sabendo que não existe como parar o tempo, como parar essa noite, que o amanhecer vai ser inevitável. Tal coisa chama atenção dela, ela encerra o beijo e afasta-se para me olhar.

— O que foi? – Questiona de sobrancelha arqueada.

— Eu só queria que o Papai Noel de verdade, aparecesse essa noite. Eu pediria para ele que essa noite se tornasse eterna. – Conto. – Ou queria que você tivesse o poder de comprar o tempo. – Ela me sorri e deposita um beijo em meus lábios.

— Gostaria de poder compra-lo, Srta. Swan, mas por outro lado, talvez não viesse a gostar tanto assim. – Filosofa. – Se eu tivesse tal poder, talvez não tivéssemos sequer nos conhecido. Olha quantas coisas boas eu perderia. – Parece falar consigo mesma. – Talvez o tempo não seja tão cruel assim. – Finaliza.

— Ele não quer saber dos sentimentos que eu tenho por você, por mais intensos que eles sejam. – Reclamo. – Quando amanhecer, ele estará te levando para longe de mim. – Balança a cabeça, aparentemente discordando.

— Não é o tempo quem está fazendo isso, Srta. Swan. Ele só está fazendo o que tem que fazer, passando. – O defende.

— Ele poderia passar mais devagar, ou parar nessa noite. – Reclamo.

— Seria ótimo, mas nem o Papai Noel de verdade poderia atender a tal pedido, por mais que você tenha sido uma boa menina. – Leva a mão ao meu rosto e o afaga. – Não podemos fazer absolutamente nada a respeito disso, por outro lado, podemos aproveitar ao máximo, o tempo que ainda temos. – Um aceno de cabeça em concordância, é a minha resposta. – Não fique assim. – Me pede.

— Nunca pensei que fosse tão difícil, me despedir de alguém. – Confesso.

— Talvez se torne menos difícil se você parar de enxergar isso como um adeus, e passar a ver como um até breve. – Sugere.

— E é mesmo um até breve? – Questiono, olhando nos seus olhos.

— Da minha parte, você pode acreditar que é. – Responde olhando dentro dos meus olhos, sem pestanejar. A voz segura, firme e decidida.

— Da minha também. – Lhe garanto e ela sorri.

— Ótimo, então que tal aproveitarmos o tempo que temos por agora? – Concordo.

— É uma ótima ideia. Eu preciso preencher essa noite com muitos momentos, preciso enche-la de você, para ficar recordando enquanto estivermos longe.

— Com isso concluímos que nós duas precisamos da mesma coisa. – Depois de concluir tal coisa, ela volta a me beijar. Fecho os olhos e me entrego a essa mulher, enquanto peço ao todo poderoso tempo, que nessa noite, ela vá devagar, e que traga Regina Mills de volta para mim, que faça isso o mais rápido possível.

Notas finais
Por esse ano é isso, galerinha. Agora está com vocês novamente. Como sempre, continuo contando com o feedback de vocês. Conto coma quele review amigo, animador e incentivador. Não sei se volto antes de 2018, mas caso não volte, no começo de ano estou por aqui. Feliz Natal, gente! Muita saúde, muita paz e muita paciência com as tias. Boas festas e obrigada por mais um ano! Beijos