Notas iniciais
Oiii, gente! Mil desculpas por não termos postado na semana passada, infelizmente não conseguimos. Estamos muito, muito felizes com a aceitação da ff, com os reviews, com a quantidade de acompanhamentos e favoritos. Nosso muito, muito obrigada a todas vocês, suas fofas. Bom, quanto ao capítulo de hoje, por problemas técnicos, teremos só POV Emma, mas se esses comentários lindos e incentivadores continuarem a sair, prometemos voltar até semana que vem para o POV da Regina.

Abro a porta do apartamento e ao entrar no mesmo, piso em muitos papéis. Contas, suspiro ao vê-las, piso em cima com força e as deixo exatamente onde estão. Jogo minha bolsa em qualquer canto e caminho até o sofá, me jogo nele, levanto os pés e tiro minhas botas, faço com elas exatamente o que fiz com a bolsa, as arremesso em qualquer canto. Fecho os olhos, agarro uma almofada e a jogo para cima do rosto, com intuito de me livrar da luz do dia que ainda invade a sala.

Sinto-me exausta, meu corpo está dolorido, minha cabeça está começando a latejar e meu estomago está embrulhado pala bebedeira de ontem. Tudo que mais desejo é passar a noite em casa, assistir a algum filme velho na TV junto com Janis, comer pizza e dormir cedo. A princípio esse era o plano, mas graças ao carro da CEO gostosa, tudo foi por água abaixo, incluindo o dinheiro para pagar as contas que estão amontoadas no chão.

Tinker com certeza não vai mais me dar dinheiro tão cedo. Penso que posso pedir um empréstimo, mas desisto, não quero me prender a ela mais do que já estou presa. O jeito é trabalhar mais e mais horas por dia. Gosto de sair com mulheres, mas devido a situação, talvez volte a aceitar homens e casais, afinal, não estou em situação de escolher trabalho.

Penso em levantar e ir atrás do notebook para arrumar meu anuncio no site, mas desisto, afinal, de nada vai adiantar isso agora, já que não estou com meu celular. Balanço a cabeça em sinal de descrença e acabo esboçando um sorriso, pensando na CEO gostosa que está com a minha fonte de trabalho.

Perguntou-me o que deu em mim para aceitar lhe entregar o celular. Talvez tivesse sido melhor aceitar que ela chamasse a polícia, afinal, o máximo que eles fariam seria apreender meu carro por excesso de multa, irregularidades e ferrugens. Volto a sorrir, sei exatamente porque aceitei sua condição. Para voltar a falar com ela. Caso aceitasse chamar a polícia, tudo teria se resolvido ali e não teríamos mais contato. E não é isso que quero, quero muito contato com ela, contato, atrito, fricção. Quero fazer aquela morena orgulha me ver por cima, quero rende-la, faze-la implorar, quero e vou. É exatamente por esse motivo que ela está com meu celular.

Tiro a almofada de cima do rosto, e em seguida tiro meu celular do bolso, destravo e abro a agenda, meu dedo brinca no ar passando em cima do meu número, que agora é dela. Estou tentada a ligar, posso apostar que ela atenderá muito de mal humor e tentará me despachar já na primeira frase. Sei que não vai ser fácil dobra-la, muito menos arrasta-la para minha cama, mas se tem uma coisa que sempre fui, essa coisa se chama paciente, gosto de vencer pelo cansaço.

Desisto do telefone quando ouço vozes, risadas e a porta de casa sendo aberta. Olho em direção a mesma e por ela vejo entrando Ruby, seguida de Janis e Killian. Pelo que entendo, Ruby e Killian estão de implicância um com o outro, enquanto Janis ri dos dois. Ao me perceber ali, ela sorri. Abro meus braços e ela corre ao meu encontro, se joga em cima de mim, beija meu rosto e me abraça apertado, o que me faz sorrir e retribuir.

– Mami, eu já estava com saudades de você! – Afrouxa os braços do meu corpo e deita a cabeça no vão do meu pescoço.

– Não mais do que eu estava de você. – Minhas mãos vão para seus cabelos, começo a alisa-los. – Como foi seu dia? – Indago.

– Uma chatice! – Solta com o ar, me fazendo rir. – Mami, eu não nasci para esse negócio de aula. – Reclama comigo. – Posso parar de ir? – Todos os dias ela me faz essa mesma pergunta. Beijo o topo de sua cabeça e nego.

– Mas é claro que você não pode parar de ir. – Todos os dias, dou a mesma resposta. – Nós já conversamos sobre isso, Janis. – Ela solta um suspiro frustrado.

– Mas mami, eu tenho coisas muito mais importantes para fazer aqui, não posso ficar perdendo meu tempo com essa coisa chata. – Reclama indignada, o que me faz ter vontade de rir.

– E que coisas importantes seriam essas? – Indago.

– Dormir, arrumar essa bagunça de casa, cuidar do leão, ficar com você quando você chega em casa e assistir friends. – Balanço a cabeça em sinal de reprovação.

– Você pode fazer tudo isso quando voltar do colégio. E eu já falei que não quero você assistindo friends.

– Por que não?

– Porque não é coisa para uma pirralha do seu tamanho. – Respondo o de sempre.

– Tia Ruby e tio Killian, me deixam assistir. – Conta, o que me faz levantar a cabeça e procurar pelos dois, que ao serem dedados me lançam sorrisinhos culpados.

– Não me olhe assim! – Pede Ruby. – De todas as coisas que passam na TV, friends é quase um desenho animado. – Se defende.

– Aliás, friends é mais puro do que muitos desenhos animados por aí. – Killian continua. – E se você não quer que ela assista, não deveria deixar os DVDs na estante da sala. – Joga a culpa em mim.

– Deveria também, tentar chegar da lanchonete mais cedo. – Ruby retoma. Para Janis, assim como para as professoras e coleguinhas dela, eu trabalho em uma lanchonete. Bom, seria estranho alguém trabalhar uma noite toda em uma lanchonete, se não estivéssemos em Vegas, é claro. — Assim quem sabe alguém conseguiria convencer essa teimosinha a ir dormir mais cedo, ou seja, não existiria nenhum problema com a programação da TV. – A sugestão de Ruby me faz suspirar. Ultimamente tenho sido uma mãe mais ausente do que o aceitável, e isso me faz sentir muito culpada. Tem dias que saio no começo da noite e só retorno na tarde do dia seguinte. Enquanto estou fora Janis fica aos cuidados de Killian e Ruby, padrinhos dela. Os dois tentam me ajudar do jeito que podem, mas infelizmente também tem uma vida. Killian tirou a sorte grande, arrumou um homem de meia idade rico, bonito, charmoso, cheiroso e apaixonado, que faz todas as suas vontades e extravagancias. Já Ruby, assim como eu, não nasceu para esse negócio de sorte, então ela trabalha na mesma “lanchonete” em que eu trabalho, mas como ela não tem nenhum filho para criar, sua carga horária é bem menor do que a minha o que lhe deixa com algumas noites livres.

– É mami! Você anda trabalhando demais, vai acabar ficando doente. – A inocência e preocupação dela me arrancam um meio sorriso.

– É por isso que você vai estudar, estudar muito, vai se formar e vai ser uma menina muito importante. Você vai ganhar tão bem que eu nem vou precisar mais trabalhar. Vou só ficar em casa esperando você chegar. – Ela suspira, levanta a cabeça e prende os olhos nos meus.

– Nada disso. Não vou deixar você ficar em casa, você vai estudar, vou pagar uma escola bacana para você, igual essa que você paga para mim e não, mesmo que você diga que é uma chatice, não vou deixar você ficar em casa. Tem que estudar para ser alguém na vida. – Usa o mesmo tom sério que eu uso, além de descaradamente me imitar, usando a frase final. Não consigo permanecer séria diante disso.

– Está debochando de mim? – Questiono rindo.

– Claro que não. Estou falando sério. – Ao contrário de mim e dos padrinhos, ela não está rindo.

– Muito bem, eu aceito e sem reclamar que você pague meus estudos, mas para isso, você tem que estudar primeiro. Se formar, arrumar um emprego importante, e depois sim, bancar sua velha. – Ela rola os olhos e por fim suspira.

– Tá, né! Vou continuar indo nessa coisa chata, mas só faço isso por você, para um dia você ter que trabalhar menos. – Sorrio ao ouvir tal coisa. A inocência é a coisa mais valiosa de uma criança, se houvesse um jeito, gostaria que ela não crescesse, que não conhecesse o mundo como ele realmente é, que não soubesse o quão mesquinho, egoísta e desumano um ser humano pode ser, que não soubesse o quão baixo uma pessoa pode ir por causa de dinheiro, que não soubesse os outros significados que a palavra “lanchonete” pode ter. – E você não é velha nana nina não. Você é a mãe mais novinha e linda de todo o mundo, vai até na lua e volta. – Ao ouvir tal coisa a esmago em um abraço.

– E você é a filha mais exagerada de todo o mundo. A mais exagerada, mais linda, mais fofa, mais cheirosa, mais esmagável e apertável. – A encho de beijos, a fazendo rir.

– Eu sei! – A faço sentar sobre meu abdômen, e lhe lanço um olhar incrédulo.

– Você sabe, Srta. convencida? – Ela sorri.

– Claro que eu sei, você me diz isso todos os dias e tem um espelho no meu quarto. – Me lança uma piscadela, o que me arranca uma risada. – Eu falo com ele, sabia? Meu dindo me ensinou. – Levanto a cabeça e olho em direção a Killian, que desvia o olhar, o que faz Ruby gargalhar.

– É mesmo? E o que seu dindo ensinou exatamente? – Questiono sem tirar os olhos da bicha.

– Me ensinou as palavras mágicas. É assim, eu paro em frente a ele, laço um olhar de menina fatal e pergunto: “espelho, espelho meu, existe alguma menina mais bela, linda, cheirosa e gata do que eu?” Se ele não falar nada é porque não existe. – Ruby volta rir, acabo fazendo o mesmo. Killian e seus ensinamentos as vezes me dão dor de cabeça. Foi ele quem fez Janis abolir a palavra “mamãe” do seu vocabulário, e a ensinou a me chamar apenas de Mami. Foi ele quem a ensinou a forjar dores de barriga para fugir do colégio em dias de frio. Os palavrões que ela solta as vezes, também são obra dele. Às vezes eu não sei qual dos dois é mais criança, tem dias que me preocupo tanto em deixa-la sozinha com ele, que quando estou trabalhando, ouvindo meu nome ser gemido por alguma cliente, meus pensamentos estão em Killian e no que de errado ele está ensinando a Janis.

– Preciso perguntar os números da loteria para esse espelho. – Ruby comenta.

– Eu não sei se ele sabe sobre isso, mas a gente pode tentar. Você quer? – Oferece a madrinha, que sorri e lhe estende a mão.

– Quero! – O furação beija meu rosto e em um pulo se põe de pé, agarra a mão de Ruby e elas vão rumo ao nosso quarto. Killian cutuca minhas pernas querendo que eu as tire de cima do sofá, para que ele possa sentar, como me recuso, ele me puxa pelos braços sem nenhuma gentileza e faz com que eu sente. Assim que ele põe a bunda no sofá, jogo uma almofada para cima de suas pernas e deito minha cabeça ali, pego suas mãos e as levo aos meus cabelos. Ele me lança um olhar de poucos amigos, antes de dar início a um cafuné.

– Tinker Monster Gaga, ataca novamente. – Cantarola ao apontar com a cabeça para o hematoma em meu pescoço. – Mulher possessiva é fogo. – Concordo.

– Ai, bicha! Estou ferrada. – Solto com o ar. – Tinker vai pagar o conserto do carro, o que vai fazer eu ficar devendo a alma para ela. – Me lamento.

– Sabe o que eu acho? – Nego. – Acho que ela está completamente na sua, e você deveria se aproveitar disso. Emma, se você quiser, ela vai te dar casa, comida e roupa lavada. Se você for inteligente, vai agarrar essa oportunidade. – Volto a negar.

– Não vou me amarrar a alguém por causa de dinheiro, Killian. Uma coisa é ser paga para ser agradável, carinhosa, amorosa, safada e cachorra por algumas horas, outra bem diferente é passar 24 horas do meu dia fazendo isso. Tinker é uma ótima pessoa, mas não tenho tesão, paixão, por ela, entende? – A bicha rola os olhos.

– Amiga, tesão, paixão, amor e qualquer papagaiada do tipo, não vão levar você a lugar nenhum, não vão pagar suas contas. Dinheiro vai. – Opina.

– Exclusividade não faz meu tipo, gosto de ser de todo mundo e é o que vou continuar sendo. – Afirmo. – Até pelo menos o dia que eu conhecer alguém que me faça desistir de tudo. – A bicha interesseira me olha com reprovação.

– Para o seu próprio bem e para o bem de Janis, espero que esse alguém tenha tanto dinheiro quanto Tinker, ou pelo menos, tenha como pagar o aluguel e o colégio da garota. – Balanço a cabeça concordando.

– Também espero por isso. – Solto com o ar.

– Me fala sobre o carro que você atropelou, alguém além desse coitado saiu ferido? – Sorrio e nego.

– Não. Assim como eu, Regina Mills, a proprietária do humilde carro também não se machucou. – Conto.

– Que entonação de voz foi esse ao pronunciar o nome Regina Mills? – Me olha desconfiado, o que me faz rir.

– A mulher é osso duro, nariz em pé e um tanto quanto arrogante, então preciso entonar a voz ao falar o nome dela. – Explico.

– Só isso? – Ainda me olha desconfiado.

– Por enquanto, só. – Ele arqueia uma sobrancelha.

– Por enquanto? Fala logo, seus olhos chamuscaram quando você falou o nome dela, igualzinho como acontece quando você fala sobre uma nova conquista.

– Ela é... – Penso em uma palavra para definir Regina Mills. – Quente! Santo Deus, como ela é quente. Ela consegue ser gostosa até dentro de um vestido sem graça de executiva. – Conto com empolgação. Killian faz sinal com a mão para que eu continue. – Estatura mediana, esbelta, pernas e braços torneados, morena, cabelos negros que vão um pouco abaixo dos ombros, olhos castanhos quase pretos, lábios perfeitamente na medida, e carrega uma cicatriz logo acima do lábio superior fodidamente sexy. Sabe andar de saltos, tem uma postura impecável, um olhar fatal, e usa Beauty, nossa bicha, esse perfume cai muito bem nela, da muita vontade de agarrar. Não bastasse isso tudo a filha da mãe ainda tem uma voz linda e um sotaque fofo. – Ao fim do meu pequeno relato, Killian está de sobrancelhas arqueadas.

– Estou CHOCADA com essa descrição. Você nunca foi tão detalhista. – Me deixa sem graça, o que me faz desviar os olhos. – Bonita, rica e definitivamente mexeu com você. O que está esperando para agarra-la, traze-la para sua vida e faze-la pagar suas contas? – Rolo os olhos.

– Bicha, para com isso! Para de querer me amarrar a alguém. Você sabe como eu fico quando eu quero alguém, e sabe que depois que consigo tudo volta ao normal. – Ele me lança um olhar frustrado.

– Vou pedir para a nossa Senhora das periquitas sem salvação, para que essa mulher seja a que vai dar jeito nesse seu coração de pedra. – Rolo os olhos ao ouvir tamanho absurdo. – Então, se eu bem conheço você, vocês já tem um encontro marcado? – Balanço a cabeça negando.

– Ainda não, ela faz o tipo difícil e pelo que pude perceber, nunca esteve com uma mulher antes. Ou seja, preciso ir com calma para não assusta-la. – Ele concorda com a cabeça.

– Qual seu plano? – Indaga.

– Ela ficou com meu aparelho celular que uso para trabalhar. – Os olhos da bicha crescem, me olha com incredulidade, pedindo uma explicação para tal absurdo. – Ela só aceitou não chamar a polícia, caso deixasse meu celular com ela, como uma garantia de pagamento. Acabei concordando, já que ao aceitar tal coisa, tenho u pretexto para ligar e marcar um encontro para recuperar meu celular. – Killian balança a cabeça em sinal de reprovação, antes de abrir um sorrisinho.

– Estou louco para conhecer essa Mona. Liga para ela, vai, quero ouvi-la. – Penso em negar, mas como também quero ouvi-la, aceito de imediato fazer a ligação. Pego o celular e faço a ligação que estava tentada a fazer há minutos atrás. Para minha frustração, ela não atende minha primeira chamada. Insisto uma, duas, três, quatro vezes, na quinta tentativa ela finalmente me atende. Coloco no viva voz para que Killian possa ouvir também.

– Alô?! – Seu tom de voz irritado, me faz sorrir.

– Olá, Srta. Mills! – A saúdo e a ouço bufar.

– Swan, pela sua irritante insistência acredito que esteja me ligando para dizer que já pagou o conserto do meu carro e que o mesmo já está pronto. – A irritação e o deboche dela, fazem Killian tampar a boca com as mãos para não rir.

– Ainda não, Srta. Mills, mas em breve espero estar ligando para lhe dar essas agradáveis notícias. – Uso um tom de voz despreocupado.

– Então por que diabos resolveu me ligar? – Esbraveja.

– Talvez esteja com saudade de ouvir sua voz. – Minha voz soa cafajeste e de novo Killian precisa se controlar para não rir.

– Tenho mais o que fazer, vá para o inferno Srta. Swan! – Resolvo agir antes que ela resolva desligar.

– Não, não desliga não, por favor Srta. Mills. – Minha voz pidona a faz bufar, e me faz sorrir, ao constatar que ela não vai desligar. – Na verdade eu queria saber se você chegou bem em casa. – Por algum motivo, ela demora a responder.

– Isso não é da sua conta. – É grossa.

– Mesmo assim, gostaria de saber. – Insisto.

– Sim, senhorita Swan, cheguei bem em casa. – Responde com impaciência. – Mais alguma coisa? – Killian aponta o indicador para mim e ri, querendo dizer que estou ferrada.

– Minha mãe já ligou? – Ela bufa.

– Não, sua mãe não ligou. – Solta com o ar.

– SOCORROOOOO!!! – O grito de pavor que Killian solta me faz pular de susto. Não sei como, mas ele já de pé em cima do meu sofá, abraçando o próprio corpo, enquanto seus olhos estão presos em leão, que está no chão, perto dos meus pés.

– Swan, o que foi isso? – Pela primeira vez ouço o tom de voz preocupado de Regina Mills.

– Isso foi meu amigo bicha, gritando horrorizado, porque o leão tocou o pé dele. – Explico.

– Leão? – Parece curiosa, o que me faz sorrir.

– Nosso bicho de estimação. É um camaleão pantera. Killian, meu amigo bicha, tem pavor dele. – Conto.

– Você é nojenta, Srta. Swan. – Pelo tom enojado dela, concluo que ela também não é fã de animais exóticos.

– Não fale assim, leão é um amor, tenho certeza que você se apaixonaria se o visse mudar de cor. – Afirmo.

– Tenho certeza que não. – É enfática. – O que você tem contra gatos, cachorros, tartarugas? – Volto a sorrir ao ver que ela está me dando conversa e parece não perceber tal coisa.

– Eu nada. Na verdade leão não é exatamente meu, mas enfim, ele foi um presente, e bom, devolve-lo sempre foi algo fora de cogitação. – Foi Ruby quem apareceu com o réptil quando ele ainda era um filhote. Ela ganhou de um cliente e repassou para Janis. Esse camaleão é algo como o amor da vida dela.

– Cada doido com as suas manias. – Resmunga do outro lado da linha.

– Sabe o que eu quero saber também, senhorita Mills? Quero saber quando vamos sair. – Mal acabo a frase e já tenho uma resposta.

– O quê? – Indaga um pouco incrédula, o que me faz rir.

– Você precisa devolver meu celular, lembra?

– Depois que sua mãe acertar a dívida, você me passa seu endereço e eu mando alguém entrega-lo. – Avisa.

– Que coisa feia, Srta. Mills! Além de tudo é descortês. Eu confiei o aparelho a você, então não aceito que ninguém mais o devolva além de você. – Me faço de ofendida. – Vamos combinar um lugar, um restaurante ou um bar, assim tomamos alguns drinks, jogamos conversa fora e a Srta. me devolve o aparelho. – Ela faz silêncio por um tempo, então bufa.

– Srta. Swan, eu não estou interessada nos seus serviços. – Killian me cutuca, faz cara de dor e então ri da minha cara.

– Não estou lhe oferecendo meus serviços, caso estivesse, nunca teria lhe dito meu verdadeiro nome. Eu não quero que pague para sair comigo, Srta. Mills, se é isso que lhe incomoda. Aliás, esses drinks serão por minha conta. – Lhe garanto. – O que me diz? – De novo a ouço bufar. Pragueja alguma coisa que não consigo entender.

– Quero o problema do meu carro resolvido hoje, só depois disso conversaremos sobre a devolução do seu celular. – Abro um sorriso enorme e levanto os dois braços em sinal de comemoração. Esse com certeza é o jeito de Regina Mills, dizer que sim.

– Vou ligar para minha mãe agora mesmo, e apressa-la para que ela resolva o quanto antes esse pequeno problema. – Aviso.

– Estou no aguardo. Tenha um bom dia, Srta. Swan e pare de me ligar. – Ela desliga antes que eu consiga abrir a boca para me despedir.

– Você vai pagar caro por isso, Regina Mills. – Prometo, batendo com o indicador contra o celular.

– Ela tem um vozeirão. Intimidadora, diria eu. – Killian opinou.

– Isso é porque você não a viu pessoalmente. Todo o conjunto, a obra inteira é intimidador e fodidamente quente. – Suspiro.

– Amiga, esquece, você não vai conseguir, ela não está nem um pouco interessada. – Killian que ainda está em cima do meu sofá, tenta me desencorajar.

– Bicha, você sabe quantas mulheres me despacharam até hoje? – Abro um sorriso orgulhoso. – Exatamente, nenhuma. Regina Mills com certeza não vai ser a primeira. – Ele me lança um olhar desafiador.

– Aposto que vai. – Provoca. – Quer apostar? – Me estende a mão.

– E o que vamos apostar? – Não gosto do sorriso que ele me lança.

– Se você perder, vai sossegar a periquita e vai se comprometer com Tinker. – Balanço a cabeça negando muitas vezes. – Você não se garante? – Volta a me provocar.

– E se eu ganhar? – Preciso de algo muito grande para aceitar tal proposta.

– Cinco mil dólares em notas de cem na sua mão. – Meus olhos crescem, abro um sorriso vencedor e aperto sua mão, selando nosso acordo.

– Já pode ir pedindo dinheiro para o seu velho rico, você me deve. Regina Mills vai ser minha, isso é mais certo do que a luz do dia. – Sorrio pensando na morena.

Lady Gaga — Bad Romance

– Lembrei da música da rainha suprema, Gaga. – Killian abre os braços, antes de levanta-los, fechar os olhos e levantar a cabeça. — Oh-oh-ooh-oh-oh! Caught in a bad romance... – Cantarola antes de começar sua performance extravagante.

Continuo sorrindo, me empolgo tanto pensando em ter Regina Mills, que em pulo me ponho de pé, ao lado do bicha e começo a dançar com ele. A aposta, junto com o tesão que aquele corpo moreno me causa faz meu coração bater mais forte. Regina será minha, seu corpo será meu, vou usar e abusar e só vou parar quando me der por satisfeita. Vou dobrar aquela morena metida, arrogante, gostosa e cheirosa, juro que vou, ou eu não me chamo Emma Swan.

Notas finais
Por hoje é isso! Gostaram? Devemos continuar? Por favor, deixem suas opiniões. Caso tenham gostado, voltaremos com o POV Regina, onde ela vai enfim descobrir quem é a "mãe" da Emma, e vai dar uma "espiadinha" em uns pegas lésbicos (sim, isso envolve a Emma). É isso, se vcs quiserem espiar com a Regina, deixem aqui um comentário! Beijo a todas.